Biotecnologia

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Biotecnologia

Postby Danilo » 16 Oct 2007, 08:51

Impressoras a jato imprimem células, diz revista Science

Equipes de cientistas do Reino Unido, EUA e Japão já utilizam impressoras com jatos de tinta modificadas para imprimir células, informa a revista Science.

A técnica consiste em encher o cartucho, não com tinta, mas com uma solução que contém células, e em projetar essa "bio-tinta" em um suporte que permita o crescimento das células, em vez de fazê-lo em um papel. "Superamos uma etapa", destacou Paul Calvert, especialista em materiais da Universidade de Dartmouth, que já imprimiu células-mãe.

"Mostramos que podemos imprimir células e que elas sobrevivem ao processo", explicou na revista. "Se conseguimos encontrar a maneira de construir várias camadas de células, então nos aproximaremos da criação de um órgão e da possibilidade de produzir tecidos que funcionem."

(texto completo em folha.uol.com.br)
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Biomateriais

Postby Danilo » 18 Mar 2008, 12:48

A Cell Phone Made of ...Tapioca?

The bioscientists are building on half a century of research that had, until recently, focused chiefly on medicine. Biomaterials —materials that use part of a living structure— have long been used in artificial joints, dental implants and heart valves. "Now, we are using the same technology for making devices," says Rajesh Naik, biotechnology research lead at Air Force Research Laboratory, who is developing a thin coating made with silkworm silk. "[Biomaterials] can be the silicon of the future," Naik says.

While Naik's innovation may take 10 years to get to market, biomaterials are already being pressed into service, thanks in no small measure to the rising price of fossil fuels. In addition to powering factories, crude oil derivatives are primary ingredients in the petrochemicals used to make traditional plastics. While so-called "bioplastics" also contain petroleum-based chemicals, starch-based resins derived from crops such as potatoes, corn, tapioca, and wheat can account for half of the final product's makeup. The selling point, says Cereplast CEO Frederic Scheer, is that manufacturers "want to be protected from volatility in oil prices. Starches are a lot less volatile in price."

Borrowing from biology can also bestow new possibilities for engineering electronics. "We can go to thinner structures and create materials where we can control their elasticity," says Tapani Ryhanen, who heads the Nokia-Cambridge lab at the university. "It's one additional degree of freedom" in electronics design.

Just take a look at the battery that MIT researcher Angela Belcher is building with viruses that are nontoxic to humans. These viruses help molecules of gold and other chemicals bind together, catalyzing energy-producing reactions more efficiently than today's batteries. That means a virus-based battery could be 75% smaller. "Biology is very efficient at packaging things," Belcher explains. Her latest prototype is only three microns in size, or 25 times smaller than the diameter of a human hair, yet it could generate enough energy to power a small light or a hearing aid. A virus-based battery would also offer another compelling trait: It would be up to 80% biodegradable, Belcher says. Today's typical battery is loaded with toxic substances such as lithium and lead that can seep into water and soil.

(texto completo em businessweek.com/technology)
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Etanol

Postby Danilo » 28 Apr 2008, 10:39

Acusado de reduzir a oferta de comida no planeta, o etanol brasileiro estimula o plantio de alimentos

Até pouco tempo atrás, o Brasil só recebia elogios por seu revolucionário programa de uso do álcool feito de cana-de-açúcar para o abastecimento de carros. Hoje, com a ajuda da tecnologia dos motores movidos a bicombustíveis, o consumo de etanol já é maior do que o de gasolina no país, algo que não ocorria desde os anos 80, no auge do Proálcool. De um mês para cá, no entanto, o jogo começou a se inverter. O etanol transformou-se no vilão do encarecimento mundial de alimentos. Isso porque, segundo seus críticos, o uso de terras férteis para produzi-lo reduz a área destinada às culturas tradicionais de grãos, como arroz e trigo. Essa suposição fez o relator especial da ONU para o Direito à Alimentação, o suíço Jean Ziegler, classificar a produção de biocombustíveis de crime contra a humanidade.

A súbita ofensiva contra o etanol motivou uma forte e correta reação do governo brasileiro. Em discursos pronunciados na semana passada, o presidente Lula classificou as críticas de "falácias" abastecidas com motivos comerciais. Segundo Lula, o encarecimento dos alimentos deve-se, na verdade, aos subsídios agrícolas de americanos e europeus, "uma droga que entorpece e vicia seus próprios produtores", e o problema do álcool combustível se restringe ao etanol de milho produzido nos Estados Unidos. A gritaria do governo brasileiro tem razão de ser. Plantando cana-de-açúcar para produzir álcool em 1% de seus solos aráveis, o Brasil consegue produzir mais da metade de todo o combustível que necessita para abastecer os seus automóveis. Além disso, os canaviais vêm avançando principalmente sobre áreas degradadas de pastagem e não concorrem com a produção de alimentos. Os Estados Unidos, por outro lado, já consomem 4% de suas terras com o plantio do milho destinado à produção de álcool, o que não representa nem 2% do total de combustíveis usado pelos carros do país. Um hectare de milho plantado rende apenas 3 000 litros de etanol. Já com a cana, na mesma área chega-se a 7500 litros de etanol.

A ironia maior, no entanto, é que, no Brasil, o avanço dos canaviais até ajuda a aumentar a produção de alimentos. Isso ocorre porque o plantio de cana-de-açúcar requer rotatividade de culturas. Assim, 15% das áreas de canaviais são renovadas com outras lavouras, como a de feijão e a de soja. "Com a cultura da cana avançando nas pastagens, a oferta de alimentos aumenta, e não diminui", diz o ex-ministro da agricultura Roberto Rodrigues. Tanto é assim que, neste ano, o país baterá um novo recorde na produção de grãos. De resto, o Brasil chega a utilizar 20% de suas áreas agricultáveis. Há muita terra a ser explorada, sem derrubar uma árvore de floresta nativa. Considerando-se ainda os ganhos de produtividade, o país poderia tranqüilamente multiplicar a produção de alimentos e etanol nos próximos anos, sem que uma cultura tenha de roubar o espaço das demais. Nos Estados Unidos, no entanto, o produtor de milho recebe subsídio para fabricar biocombustível, o que despertou uma corrida entre os fazendeiros americanos. Resultado: o incentivo fez diminuir o espaço de outras plantações e aumentar o preço dos alimentos. "Não podemos confundir as coisas e cair numa falsa polêmica. Existe assimetria entre oferta e demanda de alimentos no mundo, que é o que causa o aumento do preço da comida. Mas isso não tem nada a ver como o etanol brasileiro", afirma Roberto Rodrigues.

(texto completo em http://veja.abril.com.br/300408/p_058.shtml)
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Re: Biotecnologia

Postby mends » 28 Apr 2008, 10:58

As vantagens não são só essas, do avanço em pastagens (a área pode sextuplicar, e ocupar só 40% das pastagens...), mas também, pros nossos amigos do global uórming, o fato da cana de açúcar ser carbon neutral, mesmo qdo colhido com queimadas, uma vez que o bagaço da cana "offseta" o uso de gás natural na produção de etanol. Como milho num tem bagaço, num tem cogeração, ehehehe...

Mas eu não apostaria no Brasil a longo prazo. Uzamericanu vão desenvolver algo melhor. Pq o etanol não apresenta nenhuma barreira de entrada significativa. Eles podem plantar cana em Cuba ou na Jamaica, na África...
"I used to be on an endless run.
Believe in miracles 'cause I'm one.
I have been blessed with the power to survive.
After all these years I'm still alive."

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Re: Biotecnologia

Postby Danilo » 29 Mar 2009, 19:58

A corrente sanguínea pode fornecer energia para celulares

A passagem da corrente sanguínea, simples movimentos do corpo ou uma brisa leve poderão, um dia, ser convertidos em energia para carregar iPods, celulares e outros aparelhos eletrônicos. Pesquisadores alegam que energia pode ser obtida ao se converter vibrações de baixa frequências em eletricidade com o uso de nanofios de óxido de zinco. Os nanofios são piezoelétricos, isto é, geram corente elétrica quando sujeitos a esforço mecânico. Os fios de óxido de zinco recebem uma capa protetora de polímero flexível. A seguir, eles são fixados a eletrodos metálicos de um lado e a um diodo do outro, para controlar o fluxo de corrente. Este conjunto forma um nanogerador, que pode ser utilizado individualmente ou formando conjuntos para o aproveitamento de energias mecânicas mais intensas.

Outras idéias já tinham sido elaboradas para armanezar energia numa mochila enquanto você caminha, graças a um aparelho no joelho. Mas essas e outras semelhantes idéias são de sistemas maiores e desajeitados. Nanofios são... nano. Os nanofios utilizados pelos pesquisadores têm entre 100 e 800 nanômetros de diâmetro e de 100 a 500 micrômetros de comprimento.

O grupo de pesquisadores liderado por Zhong Lin Wang, professor da School of Material Science and Engineering (do Georgia Institute of Technology), anunciou o primeiro nanogerador em 2006 e o refinou para criar energia de ondas ultrasônicas em 2007. Esta semana ele disse que a última versão do aparelho tem muito mais aplicações. "Resumidamente, esta tecnologia pode ser usada para gerar energia onde quer que haja movimento" acrescentou. Aproveitar essas energias irregulares de baixa frequência é significativo porque elas estão presentes em todos os lugares, inclusive no corpo humano, que as gera ao falar, andar e fazer qualquer outro tipo de movimento, como quando usamos o teclado do computador.

Numa experiência com hamsters, quatro nanogeradores foram presos às patas do animal, gerando 0,5 nanoampere. Como são minúsculos, os pesquisadores afirmam que milhares deles poderão ser entretecidos em luvas e em roupas, gerando energia suficiente para recarregar as baterias de pequenos aparelhos portáteis. Até mesmo o pulsar das veias poderá ser utilizado para gerar energia e abastecer nanodispositivos e sensores médicos, destinados a monitorar sinais vitais, como os batimentos cardíacos e a pressão sanguínea, enviando os resultados continuamente para um monitor remoto.

(fontes: http://www.livescience.com/technology/0 ... power.html e http://www.inovacaotecnologica.com.br/n ... erador&id=)
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