Dilma 2010. Ou terceiro mandato. Cadê o meu passaporte?

América Latina, Brasil, governo e desgoverno
CPIs mil, eleições, fatos engraçados e outros nem tanto...

Dilma 2010. Ou terceiro mandato. Cadê o meu passaporte?

Postby mends » 23 Jan 2007, 09:45

Saiu o tal do PAC - Programa de aceleração do crescimento. Aumenta a participação do Estado na Economia :mad: :mad: , algumas sugestões da FIESP foram aceitas (nããããããããããooooo!!!!!!!!!!) :mad: :mad: , o idiota do Mantega se acha no direito de dar puxões de orelha no Meirelles, se fazendo de sonso e sem enxergar as implicações disso em termos de condução de política econômica...e as análises apontam que ou Dilma sai para “prisidenta” em 2010, ou Lula tenta a reforma constitucional para um terceiro mandato.

Este país cada vez se afunda mais. É uma patetice sem tamanho.
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Postby mends » 24 Jan 2007, 09:38

Alexandre Schwartsman , professor de Economia de Yale, na Folha:

“(...) Curiosamente, a discussão que resultou no PAC teve início nas propostas que, com o objetivo de acelerar o crescimento, pretendiam reduzir o gasto corrente do governo. (...) nada parecia mais natural que um programa que controlasse a expansão do gasto corrente relativamente ao PIB. Os recursos poupados poderiam: a) aumentar o superávit primário e reduzir mais rapidamente a dívida pública; ou b) abrir espaço para redução da carga tributária; ou c) permitir um aumento do investimento público; ou ainda d) uma combinação das alternativas acima. Qualquer uma dessas opções implicaria uma melhora relativamente à situação corrente, tanto maior quanto mais ambicioso e bem estruturado fosse o programa de redução do gasto corrente vis-à-vis o PIB. (...) No entanto, o triste fato é que o programa anunciado formalmente nesta semana pouco guarda do espírito original da proposta. O controle do gasto corrente foi adiado e em seu lugar encontramos uma nova rodada de aumento do gasto público, agora destinado a investimentos em infra-estrutura. Ainda que muitos desses projetos pudessem ser conduzidos pelo setor privado, sem impacto fiscal (ou com impacto limitado caso a estrutura de PPP fosse utilizada), foi dada preferência ao setor público. Em vez de reforço do marco regulatório, que induzisse investimento privado, mais recursos públicos foram comprometidos, o que se traduz em redução adicional dos recursos disponíveis para o setor privado. Assim, se o diagnóstico acerca do efeito negativo da política fiscal sobre crescimento for verdadeiro, o PAC não deverá ter efeitos significativos em termos de aceleração do crescimento. (...)
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Postby telles » 24 Jan 2007, 11:11

É o fim dos tempos

Hillary nos laisLates

Dilma Aqui....

:cool: :cool:

To até vendo a Argentina sendo invadida, pois o eua vai querer a Pink House (que só tem lá) :lol: :lol:
Telles

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Dilma 2010

Postby Danilo » 15 Feb 2009, 23:11

Campanha desbragada
(original em http://www.estadao.com.br/estadaodehoje ... 4053,0.php)

Depois de reagir, com veemência, quando a imprensa se referiu ao óbvio objetivo eleitoral de seu "pacote de bondades" anunciado no grande Encontro Nacional de Prefeitos e Prefeitas que promoveu em Brasília, o presidente reconheceu que estávamos falando a verdade. E nos dias seguintes, nas visitas que fez a cidades de Pernambuco, já nem tentou disfarçar que o que fazia era o que sempre fez e gostou mais de fazer: campanha eleitoral mesmo, desbragada, em favor da ministra que pretende entronizar como sua sucessora, Dilma Rousseff.

Durante a visita ao município de Escada (PE), sob o pretexto de inspecionar as obras de duplicação da BR-101, o presidente voltou a rasgar elogios à "mãe do PAC", a quem atribuiu "a responsabilidade pelo sonho da duplicação tornar-se realidade". (Quer dizer, sem a ministra não duplicaria.) Horas antes, em Salgueiro (PE), no lançamento da obra de extensão da Ferrovia Transnordestina, o presidente fora mais cauteloso e, embora tenha vestido a camisa do time da região, o Carcará do Sertão, deixou para dois ministros a incumbência de promover sua candidata. No discurso os ministros destacaram a "ternura" e o "carinho de mãe" da ministra com a obra do PAC cuja pedra fundamental estava inaugurando.

Mas forçoso é admitir que a ministra Dilma, em que pese sua inexperiência em campanhas eleitorais, vai se mostrando cada vez mais à vontade ao posar para fotos e dar autógrafos, festejar o encontro com crianças, estimular a emoção regional com promessas locais de governo e tudo o mais que compõe a cena tradicional das campanhas políticas caboclas. Sua disposição para isso é tanta que depois dos comícios de Escada e Salgueiro, na quinta-feira, a candidata voou para São Leopoldo no Rio Grande do Sul, onde sexta-feira de manhã acionou uma máquina de perfuração no futuro canteiro de obras da extensão da linha do trem metropolitano, que será prolongada até Novo Hamburgo, onde Dilma também esteve, depois, para visitar o futuro ponto final do trem. Há, porém, um detalhe nessa euforia sucessória precipitada pelo presidente Lula: essa campanha é ilegal, porque ainda estamos bem longe do período eleitoral do ano que vem. O presidente da República está desrespeitando a legislação eleitoral.

Não foi sem razão, pois, que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso abordou essa anomalia, exigindo de seu partido uma reação política - tal como a antecipação da escolha do candidato tucano à Presidência. Por sua vez, o partido Democratas (DEM) se dispõe a atuar, junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), pedindo auditoria nos gastos do governo federal com o encontro, em Brasília, que reuniu 3.500 prefeitos e custou R$ 253 mil à Presidência da República. Na próxima semana DEM e PSDB entrarão com ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com pedido de providências contra o que consideram autopromoção e propaganda ilegal.

Na verdade, o DEM já vinha discutindo a possibilidade de entrar com uma ação por causa das viagens de Lula e Dilma para divulgação do PAC. A realização do encontro em que o presidente anunciou uma série de benefícios para prefeitos de todo o País desencadeou a decisão dos dirigentes partidários. "Entendemos que o abuso desta semana se tornou insuportável. Vamos entrar com ação no TSE para questionar essa conduta. O presidente Lula já mostrou que não tem apreço pelas leis", disse o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia. "O governo está promovendo um festival de inaugurações, não de obras feitas, mas de pedras fundamentais. Há um esforço óbvio de divulgação da ministra Dilma não pelo que está sendo feito, mas pelas promessas. Pouco importa se a obra está no início ou no meio, o que importa é a foto. Hoje o PAC é só uma campanha eleitoral feita com dinheiro público", sintetizou o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra.

Restaria, então, a indagação elementar: por onde anda a Justiça Eleitoral?
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