Os presidentes das duas Casas, Aldo Rebelo (PCdoB) e Renan Calheiros (PMDB), afirmaram que o gasto com o aumento provocará um corte de gastos, para que não haja impacto no orçamento. Câmara e Senado têm um orçamento de R$ 3,2 bilhões para 2007. Na Câmara, a estimativa é que esse aumento cause impacto de R$ 157 milhões. Já no Senado, Renan não soube informar.
Aldo e Renan evitaram responder se consideravam justo esse aumento. "A decisão foi de uma reunião conjunta da Mesa da Câmara e do Senado, com a presença dos líderes", repetia Aldo. "Equiparar a remuneração dos parlamentares ao teto do Supremo (Supremo Tribunal Federal) resolve definitivamente o problema", afirmou Renan. Ele lembrou que os líderes do PSOL na Câmara e no Senado se manifestaram contra o aumento.
O aumento salarial da Câmara e do Senado provoca efeito cascata no Poder Legislativo dos Estados e Municípios, porque os são atrelados. A proposta inicial rejeitada era de somente corrigir os salários de acordo com a inflação nos últimos quatro anos, de aproximadamente 28,4%, o que resultaria em um valor próximo a R$ 16.500.
(de estadao.com.br/ultimas/nacional)
Que humildes, não? E um trecho da Folha, pra ver se pelo menos podemos dar risada: O Planalto evitou criticar diretamente o aumento. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo, disse que não sabia ainda do reajuste. "Eu não sei, minha filha. Você faz uma pergunta de coisa que eu não sei o que aconteceu", disse ele após cerimônia de sanção da lei geral das micro e pequenas empresas.