AK DELICATESSEN

mends 1 respostas · 422 visualizações
A Andrea Kaufmann é um dos (no caso, uma das) chefs sensação da cidade. O AK é um restaurante judaico, mas com algumas releituras interessantes do tradicional.

E a visita foi estupenda.

Cesta de pães saborosa, com chalah, matza, pão preto e pão de grãos. Salada de pepino (relish), salada de ovo e patê de fígado de galinha (eu, definitivamente, não curto miudos. E esse não foi diferente).

De entrada, burekas de queijo fetah, e Loix de salmão defumado com queijo fetah e dill.

Prato principal, varenikes de batata doce com hadock defumado. Talvez seja meio clichê, mas o contraste do doce da batata com o defumado do hadock (um peixe que casa muito bem com massa, já que tem tanto restaurante fazendo macarrão com salmão por aí...) é bem interessante. Os varenikes clássicos com confit de cebola tb estavam ótimos.

Tudo devidamente regado por um Alto Las Hormigas 2005, Malbec.

Mas o melhor foi a sobremesa. Foi uma das coisas mais deliciosas que comi na vida: pain perdue. Uma souffle de pão velho com baunilha, canela e maçã. Simplesmente fantástico.

90 pilas por pessoa, mas vale cada centavo.

Na rua Mato Grosso, 450, em Higienópolis, em frente ao cemitério da consolação.

Discussão (1 resposta)

Um ano e um mês depois, voltamos ao AK.

Dessa vez as pedidas foram: entradas ótimas (Latkes de batata com purê de maçã, muito gostoso, pastrami da casa com mostarda e pepino), pratos corretos (fetuccine com cogumelos um pouco salgado, mas ainda assim bom e os varenickes de batata doce com creme de haddock, que repeti a pedida).

Como estou em uma "fase" rosé, tomamos um rosé baratinho de uva tempranillo, espanhol. Nada espetacular, não procurei guardar o nome.

Sobremesa: deveria ter pedido o pain perdue; fui inventar e pedi um bltzke de morangos, bom mas "super qualquer coisa". A Karina foi de strudel de pêra com massa philo, bom mas não chega aos pés do pain perdue.

100 pilas por cabeça, refeição completa com vinho.