mais um Lars Von Trier, mais um "dogma" (menos "dogmático", é verdade: agora pode uma ediçãozinha e umas colunas aqui e ali).
Grace, agora vivida por outra atriz, não a Nicole Kidman, chega à fazenda de Manderlay, no Alabama, depois de ter sido "resgatada" de Dogville. Vê que, na fazenda, a escravidão não acabou, setenta anos depois de abolida. Ela entra na fazenda, vê a dona morrer, e se torna "líder" do lugar, colocando os brancos nos lugares dos negros, organizando assembléias, dividindo o trabalho, fazendo "melhorias", tudo resguardada pelas metralhadoras de seus gângsteres - a metáfora do estado é óbvia demais.
Mas vai aprender, a duras penas, que a tradição têm seus porquês, e legitima as relações sociais. E vai aprender de quem é a culpa pelo preconceito.
Como dogville: tirando as caetaneadas, é muito bom.
MANDERLAY (continuação de DOGVILLE)
Discussão (1 resposta)
a tradição têm seus porquês
especificamente, me referi à parte onde a Grace manda cortar as àrvores da frente da mansão pra reformar as casas dos negros. Aprendi na semana passada que o Sul dos EUA foi vítima de grandes secas atribuídas ao desmatamento. Então, o que era "crítica" vira alegoria.