A Cauda Longa

Rafael 0 respostas · 0 visualizações
Livro indicado pelo Mends, até achei que ia ter algo aqui mas não achei...

A Cauda Longa
Do mercado de massa para o mercado de Nicho
Cris Anderson

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Livro muito bom, apresenta uma tendencia que tem acontecido atualmente, em virtude do crescimento do comercio eletrônico e suas facilidades, de forma a aumentar o consumode produtos não Hits, em virtudo da quesda nos custos de distribuição.

Leitura não só interessante para todos, mas obrigatória pra quem está pensando em num futuro próximo (coisa de 5 ou 6 anos) montar algo pra chamar de seu...[/img]

Discussão (19 respostas)

é também leitura obrigatória pro Wagnão e pro Thiago, que trabalham com operações e bens de consumo. Entender o impacto da "economia da fartura" (tá´legal, é buzz phrase, soa como bullshit, mas o livro é muito consistente) 👍 é primordial nessas áreas, penso eu. 😳
outra coisa: é engraçado como agora o capitalismo consegue prover a individualidade máxima, sem passar por produção de massa e todas as consequências culturais que ela tem, inclusive em termos de regimes políticos totalitários.

A individualidade fortalece a democracia.

Ah, e para uma visão menos "freakanomics" e mais cultural, sugiro que leiam BUBOS NO PARAÍSO, que trata de "quase" o mesmo assunto.
Tô na metade do bichão.

Os cases são interessantes, mas às vezes parece que ele repete muito....
onde arranjou? é o meu?
Não, comprei na FNAC.... to parando com essa pegar livro emprestado....
Só li um quarto do livro, e estou gostando. Legal o exemplo da observação da Supernova graças a rede Pro-Am, isto é, união de esforços de amadores e profissionais.

É improvável que um amador desenvolva alguma teoria astrofísica, mas em outros campos um amador pode ser de grande valia, ou mesmo se aproximar mais do profissional. O que lembra um pouco do The Art of Innovation, na parte do "observe o cliente". Aliás, não tem post sobre o livro! Vou fazer um agora mesmo.
Legal também é a comparação da Wikipedia com a Britannica. O livro cita um estudo de 2005 feito pela revista Nature que relatou ter achado, em 42 verbetes sobre tópicos científicos, quatro erros na Wikipédia contra três na Britannica.

O espaço amostral foi meio pequeno, mas a idéia do sistema probabilístico vale: como há uma multidão de produtores de verbetes, a quantidade de material (mesmo que em média de pior qualidade) é muito maior que numa enciclopédia tradicional. É citado também um estudo feito em 2002 por pesquisadores da IBM mostrando que o tempo médio de reparos em verbetes de alta visibilidade é inferior a quatro minutos.

Aliás, o poder da edição colaborativa parece grande. Um blog dentro do site da IBM que ainda não li direito parece tratar bem disso. O autor fala que mídia e entretenimento são segmentos que estão sendo transformados por estes métodos de "open source". Na mídia um exemplo é o "open newspaper", o jornal eletrônico OhmyNews criado em 2000, tem a maioria das reportagens enviada por contribuidores voluntários.
Um professor aqui de Kellogg fez a seguinte experiência: mudou o conteúdo de alguns verbetes, fazendo com que eles ficassem errados. Em menos de 1 hora na média, eles foram corrigidos...
Entrei num capítulo (Economia da Cauda Longa: escassez, abundância e morte da regra 80/20) que me fez lembrar dos meus enunciados das leis do universo*.
😁

O capítulo começa falando da pesquisa de Vilfredo Pareto, depois retomada por George Zipf, que constata que em vários fenômenos vale alguma distribuição de lei de potência, equacionada na forma y=1/x. Segue num trecho:

...as distribuições de lei de potência ocorrem quando as coisas são diferentes, algumas são melhores do que outras, e efeitos como reputação podem promover os itens bons e suprimir os itens maus. Daí resulta o que Pareto denominou "desiquilíbrios previsíveis" dos mercados, da cultura e da sociedade: o sucesso chama o sucesso. Desnecessário dizer, essas forças descrevem boa parte do mundo ao nosso redor.


* 1. Lei de Murphy; 2. Haverá um Politécnico lá; 3. Equilíbrio astral geral (dinheiro atrai dinheiro, mulher atrai mulher, ocupação atrai ocupação...)
Acabei de ler o livro. Ele fala em 'sabedoria das multidões' como indicadores altamente eficientes. Mas o que é popular não é necessariamente bom. E aí, como fica?
bom sim, apesar de não necessariamente lucrativo, pela famosa Lei dos Retornos marginais decrescentes.

na verdade, apesar de algumas passagens "esquerdizantes" do livro, a "sabedoria das multidões" nada mais é que a lógica do mercado. é um processamento em paralelo de opções e necessidades. é um sistema de votação, o mais completo que existe.

perceba que sua frase "não necessariamente bom" presume uma definição ex ante do que é bom. quem define o que é bom? assim como planejamento econômico presume uma ação anterior ao efeito desejado, de "guia".

de novo, quem define o que é bom?

sendo um sistema "em tempo real" de votação, a lógica de mercado não define a opção ótima para todos os participantes, mas a opção mais satisfatória da maioria. o caso é que a lógica de mercado não o impede de conseguir o que vc quer especificamente, escapando da maioria, desde que esteja disposto a pagar por isso, seja monetariamente, seja com tempo gasto procurando na net aquela música daquela banda de 1971 que tocou uma vez, à tarde, no CBGB, em NY, abrindo pro Ramones.

Não existe "bom", existe caro e barato. Popular é barato, difícil é caro. Bom é uma comparação estética.
...a "sabedoria das multidões" nada mais é que a lógica do mercado. é um processamento em paralelo de opções e necessidades. é um sistema de votação, o mais completo que existe.

perceba que sua frase "não necessariamente bom" presume uma definição ex ante do que é bom. quem define o que é bom? assim como planejamento econômico presume uma ação anterior ao efeito desejado, de "guia".

de novo, quem define o que é bom?


Estava pensando em sistema eleitoral político. Foge um pouco do tema. Mas e se a maior parte das 'multidões' não tem competência pra escolher o que é melhor pra si própria?
"VOCÊ JÁ DEU UMA CLICADINHA HOJE?"

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em primeiro lugar, são duas coisas completamente diferentes. em uma eleição, se vc "perde", não há custo que faça você ter o que quer.

em segundo lugar, defina "melhor". se a população não sabe o que é "melhor" pra si, e o melhor existe, alguém sabe o que é esse melhor. é um silogismo fraquinho, mas já expõe os furos do raciocínio, não?

se uma eleição seguisse uma "lógica de mercado", ela seria mais justa: vc ranquearia seus candidatos de 1 a n, cada posição valendo um determinado número de pontos. quem tivesse mais pontos ganharia, pois teríamos a real escolha média da população, alguém que não vai ser o "melhor", mas é ma escolha aceitável por quase todos. elimnam-se os extremos.
em segundo lugar, defina "melhor". se a população não sabe o que é "melhor" pra si, e o melhor existe, alguém sabe o que é esse melhor. é um silogismo fraquinho, mas já expõe os furos do raciocínio, não?


'Melhor' não foi a melhor palavra.
😛
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Rafael wrote:"VOCÊ JÁ DEU UMA CLICADINHA HOJE?"

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E alguém já leu o A Sabedoria das Multidões, de James Surowiecki ou o Wikinomics, do Don Tapscott e Anthony D. Williams?
Já li wikinomics e é uma bosta tao grande que nao mereceu nem post desencando.
LI a sabedoria das multidões... se quiser ler, eu tenho...

Achei muito interessante.

Basicamente, ele defende algo como: a sabedoria do grupo é melhor que a dos especialistas do grupo... Certamente vale a leitura!