Tropa de Elite

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Vale cada centavo pra ir ao cinema...

O filme é muito bom... Não só é bem feito, como a história é boa...

"O dia-a-dia do grupo de policiais e de um capitão do BOPE, que quer deixar a corporação e tenta encontrar um substituto para seu posto. Paralelamente dois amigos de infância se tornam policiais e se destacam pela honestidade e honra ao realizar suas funções, se indignando com a corrupção existente no batalhão em que atuam."



Como disse, o filme é muito bem feito. Não sei se sabem, mas o diretor de fotogafia do filme, é o mesmo de "Cidade de Deus", mostrando que o cara é realmente bom. Fora isso, o enredo ficou muito bem amarrado. Aliás, é baseado num livro chamado "Elite da Tropa".

O filme mostra como funciona o BOPE, batalhão especial no rio, para combate ao tráfico de drogas. São caras treinados para a guerrilha urbana que se vive nessa área. Imagino que seja algo parecido ao que era o CHOQUE aqui em Sampa, nos tempos antes do massacre no carandiru. Depois disso o CHOQUE virou um grupo de balé...

O filme está criando uma série de "bordões" que estão caindo na boca do povo: "perdeu playboy", "Zero-dois, trás a 12", "Fanfarrão", "Pede pra sair", "Põe na conta do Papa", etc...

Além disso está criando a imagem de um "herói" brasileiro, o Capitão Nascimento. Em cidade de Deus, o Dadinho ("dadinho é o caralho, meu nome agora é zé pequeno") era o personagem mais comentado, um bandido cruel. Em Tropa de elite, o Cap é tão cruel quanto, mas está lá pra "proteger" as pessoas, além de deixar clara bem clara a responsabilidade da "elite zona sul" carioca, na existência da violência no morro.

Cenas memoráveis:
1- A aula de sociologia, onde discuten "foulcout" (acho que escreve assim), e comentando sobre a opressão das instituições na vida dos pobres... Imagino o Mends numa discussão daquelas... ia ter gente pedindo pra sair...
2- A cena onde o Capitão Nascimento pergunta ao "estudante" quem matou o cara, e deixa claro que quem mata o povo na favelanão é a polícia, mas o ricos que compram a droga


O Wagner Moura mandou bem... ficou bem de Capitão Nascimento...
Fora isso, tem a minazinha que deu pro Mathias é uma gracinha... altamente comestível

Discussão (16 respostas)

Foulcault.

Li justamente o livro que eles discutem, é leitura obrigatória de Teoria Organizacional na GV, o "Vigiar e Punir". Pra administração tem uns conceitos "legais", na medida em que rendem boas analogias.
Legal o filme!
👍 👍 👍

O Wagner Moura mandou bem... ficou bem de Capitão Nascimento...
Fora isso, tem a minazinha que deu pro Mathias é uma gracinha... altamente comestível


Concordo duplamente com o Rafael.

Bom que o Cap. Nascimento não é um personagem linear e infalível como herói de filme de ação americano. O cara faz várias coisas tortas pra chegar no objetivo pretendido. E também tem dificuldades em conciliar o vida policial com a pessoal.

Melhor ainda a minazinha, a tal da Fernanda Machado. Tem um ensaio dela no Paparazzo. Já a amiga dela na história, a Fernanda de Freitas, que parece a Deborah Secco.
não tem mais nada pra falar do filme. é simplesmente sensacional. é o melhor filme que assisti esse ano.
aliás, já comprei ELITE DA TROPA, o livro em que o filme se baseia. Está no pipeline de leitura, e jogou os livros de finanças que eu trouxe da gringolândia um pouco mais pra baixo...

vou comentando por aqui mesmo.
alguem de vcs tem o filme baixado? Tudo que leio no Brasil so fala do filme, todas as piadas novas tem o tal capitao nascimento...to precisando me atualizar....
Depois nego começa a piratear, ninguém entende porque, mas os caras perdem a oportunidade de aproveitar a demanda reprimida...

Percebam a puta oportunidade de ganhar dinheiro que estão perdendo. O filme saiu faz um tempo e está fazendo o maior sucesso, fora o sucesso que fez nos camelôs/piratas

Já tem gente criando a trilha sonora independente... fico na dúvida até se é pirataria, já que a trilha sonora verdadeira não existe...
Até é pirataria, com cada um dos artistas donos das músicas.

Vejam o que está rolando
Mas é sério ou não que o filme saiu na versão pirata de propósito como uma jogada de marketing dos produtores?
o que eles ganhariam com isso? um filme não se aproveita de efeitos de rede, como um software...
sim e não...


Na verdade, sairam as cópias piratas, como de outros filmes... Aí houveram apreensões da polícia (junto com outros filmes), mas aí começaram a noticiar o filme como sendo o filme proibido da polícia, gerou uma expectativa em relação ao filme, a ponto deles anteciparem o lançamento, e não terem mais gente assistindo o pirata e deixando de ir ao cinema...
Pra quem não conhece, esta sequencia vem do www.charges.com.br

O Tobby é o entrevistador do site... mas o engraçado é a seqüência...

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Depois vem o Zé pequeno...

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Mas o melhor é o Chuck Norris, ou Darth Vader...

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Capitão Nascimento é fanfarrão, diz comandante
Para o tenente-coronel Pinheiro Neto, do Bope, "Tropa de Elite" é uma caricatura

Segundo o "Caveira 41", o Bope é extremamente eficiente, usa a força letal prevista em "código" e pode ser comparada com a Swat

DA SUCURSAL DO RIO

Aos 43 anos, o tenente-coronel Pinheiro Neto é o 13º comandante do Bope e o "Caveira 41". Reconhece que faltam equipamentos modernos e diz que "Tropa de Elite" é "uma caricatura" do Bope e da PM. Vê aspectos positivos no filme e reconhece que é uma propaganda para a unidade. Só não perdoa o capitão Nascimento, protagonista do filme. "É um um fanfarrão." (RAPHAEL GOMIDE)


FOLHA - O Bope é eficiente?
PINHEIRO NETO - Extremamente. Tira de circulação o marginal e minimiza danos à população, trazendo o combatente vivo. Pelo volume de operações e as condições em que somos chamados a intervir, em situações fora de controle, prova que o treinamento tem efeito.

FOLHA - O Bope mata mais do que deveria?
PINHEIRO NETO - Não digo nem que sim nem que não. Usamos a força letal prevista em código, quando o oponente não se rende ou põe nossa vida ou a de terceiro em risco. Este ano tivemos seis casos de resgates, com nove resgatados. Quando tiramos de circulação traficantes que expõem riscos a milhares, é tropa que salva vidas.

FOLHA - É incorruptível?
PINHEIRO NETO - Trabalhamos para isso. Quem não pensa assim não deve vir. Perde seu tempo e, pior, faz com que percamos o nosso. Agora, trabalhamos com seres humanos, passíveis de erro, mas temos instrumentos para punir o desvio. Já tive gente excluída por outros fatores: por deficiência tática, disciplina, relacionamento. Na minha gestão não houve excluído por corrupção. Em outras gestões, não recordo.

FOLHA - É possível comparar o Bope com unidades de outros países?
PINHEIRO NETO - Com a Swat, dá para comparar nossa unidade de intervenções táticas. No resto, só com unidades de Israel na Faixa de Gaza e as tropas dos EUA em Bagdá.

FOLHA - O Bope tem o mesmo nível de equipamento tecnológico da Swat?
PINHEIRO NETO - Tenho tudo o que quero? Minha resposta é um "não" bem grande. Precisamos de tecnologias de última geração, pequenas câmeras de infiltração, sensores de calor. É necessário investir e é função que faço com freqüência. Vão chegar novos blindados de Israel, de US$ 300 mil. Solicitamos desde fuzis de assalto até tratores, blindagem pessoal, explosivos, caminhões 4x4, armamento não-letal.

FOLHA - O Caveirão (blindado) está ultrapassado?
PINHEIRO NETO - É engraçado: nunca chamamos o blindado de Caveirão, mas ficou conhecido assim. O blindado tem uma série de coisas a serem melhoradas, mas muitos PMs deixaram de morrer por causa dele. Não dá para abrir mão.

FOLHA - "Tropa de Elite" é propaganda positiva ou negativa?
PINHEIRO NETO - O filme é uma caricatura do curso e dos batalhões convencionais. Foi importante por discutir a relação hipócrita entre consumo de droga e financiamento da violência e mostrar que bandido é bandido. Mostra o lado ruim da PM, cruel e corrupto -que existe-, mas também o bom. A PM é a corporação que mais expurga os maus funcionários. Foi uma propaganda para o Bope? Posso dizer que sim.

FOLHA - E o capitão Nascimento?
PINHEIRO NETO - É um descompensado, um fanfarrão.

FOLHA - E o capitão Pimentel [co-roteirista e ex-Bope]?
PINHEIRO NETO - Extremamente carismático, inteligente e honesto. Foi meu amigo, mas frise aí: foi. Fomos grandes amigos; hoje, somos conhecidos.

FOLHA - Mais gente quer entrar para o Bope depois do filme?
PINHEIRO NETO - Saberemos nas inscrições de janeiro. No último curso, antes do filme e sob o impacto da ação no Alemão, foram 548 candidatos [30 vagas] -a média antes era de 250.
Como prometido:

O livro é muito diferente do filme. O narrador é alguém mais parecido com o Matias que com o Nascimento (com o Matias pós-Baiano, é bom que se diga 🤣 ). O filme pega pedaço de várias histórias do livro - cada capítulo é um "causo".

É bem agradável de se ler, vale a pena. Mas o filme tem mais impacto.

👍 👍 👍
Leitura encerrada.

O filme se baseia em metade do livro apenas, o Diário de Guerra, narrado por um caveira que tem características do Matias.

A outra metade do livro conta os dias de comércio fechado e assassinato do diretor de Bangu I, no Rio. Mas conta, através de diversas histórias, muito mais a teia institucional de corrupção, e acusa o Garotinho de ter conta em Paraíso Fiscal, por exemplo. E que o delegado geral da civil tinha esse dossié contra ele.

É uma boa leitura. 300 páginas, mas dá pra ler em 3 dias. Flui bem.
da folha de SPaulo

"Tropa de Elite" gera mais ódios que amores em Berlim
SILVANA ARANTES
Enviada especial a Berlim, da Folha de S.Paulo

O concorrente brasileiro ao Urso de Ouro no Festival de Berlim, "Tropa de Elite", de José Padilha, exibido anteontem, teve uma recepção da crítica dividida entre amores e ódios. Mais ódios do que amores.

A revista norte-americana "Variety", que recentemente incluiu Padilha numa restrita lista de dez diretores em quem se deve prestar atenção, foi especialmente dura com o filme.

Em resenha assinada por Jay Weissberg, a "Variety" atribui a "Tropa de Elite" um "estilo Rambo" e sustenta que ele faz "uma monótona celebração da violência gratuita que funciona como um filme de recrutamento de seguidores fascistas".
😢
Weissberg afirma ainda que, segundo o filme, "só o Bope pode salvar a cidade [do Rio], mas isso requer, antes, a remoção cirúrgica de qualquer coisa que se pareça com um coração".
🤣 🤣 Leitores brasileiros da versão online da revista escreveram no site mensagens de protesto e atacaram o autor da crítica.

A "Hollywood Reporter" publicou entrevista e reportagem sobre o filme, com destaque em sua capa da edição de ontem, mas chamou-o de "um filme constrangedor sobre policiais assassinos".

A crítica afirma que "o pressuposto básico do roteiro escrito por Padilha, Rodrigo Pimentel e Bráulio Mantovani é que todo mundo no Rio é corrupto, especialmente as autoridades".

A revista inglesa "Screen", por sua vez, deu ao filme a nota máxima --quatro estrelas, correspondente a "excelente"--, numa crítica farta de elogios.

"A montagem corajosa, a incansável câmera na mão e essa espécie de tom quente e realista conhecido desde "Cidade de Deus" e "Amores Brutos" produzem uma mistura que é mais funcional do que inovadora, embora seja eficiente".

A crítica do jornal francês "Le Monde", publicada no blog de cinema do diário, acusa o filme de fazer apologia da tortura: ""Tropa de Elite" é feito segundo a receita do neoconservadorismo hollywoodiano --montagem frenética, câmera epiléptica, narrativa que não deixa nenhum espaço à ambivalência. Não é preciso ser hipersensível para ver no filme uma apologia da tortura e das execuções extrajudiciais", afirma o crítico Thomas Sotinel.

A reação da imprensa alemã foi desigual. O jornal "Berliner Zeitung" avaliou o filme como "excitante e original", disse que ele apresenta "os diversos lados da questão" e o faz com bom "equilíbrio entre os aspectos ficcional e documental".

Já o "Der Tagesspiegel" disse que, no retrato do "mundo pavoroso e sem lei" que o filme faz, "não há zonas brancas e negras; tudo é escuro". Os dois jornais, no entanto, ressaltaram que "Tropa de Elite" não é fascista. "E nisso [fascismo], como você sabe, somos especialistas", comentou o jornalista alemão.

Padilha acredita que os críticos estrangeiros que atribuíram ao filme um caráter fascista foram influenciados por colegas brasileiros que reprovam "Tropa de Elite" desde a sua estréia no Brasil.

Sobre as resenhas publicadas ontem, o diretor afirmou: "Uns nos acharam inteligentes, outros fascistas. Na verdade, não me preocupo com isso".