UMA LUZ NA ESCURIDÃO

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Grande Livro de Rodrigo Constantino, money manager e economista da PUC/RJ, que fez um livro resumindo 200 livros muito importantes para o Liberalismo Econômico.

Como os livros sempres se referem uns aos outros, as vezes fica chato o aumento de argumentos a favor daquilo que é óbvio, ie, que o socialismo é uma merda.

Mas quem nunca leu Locke, ou Ayn Rand, ou Smith, é um bom começo.

Discussão (8 respostas)

Estou perto da metade do livro e já estou achando repititivo.

Uma escritora que era desconhecida pra mim e achei interessante é a Rose Wilder Lane. O autor cita principalmente o livro dela de 43 chamado The Discovery of Freedom, no qual ela defende que os homens estariam vivos por usarem suas energias criativas em uma natureza muitas vezes hostil. A energia humana bem aplicada seria então responsável pelo progresso. Uma autoridade tentando planejar a economia reduziria muito a chance de cada indivíduo ter a chance de usar suas energias criativas. O autocontrole de cada um, assumindo a responsabilidade pelos seus atos é liberdade para Rose W. Lane.
é meio óbvio ser repetitivo...centenas de autores, sobre o mesmo tema! ninguém é tábula rasa, constroi-se em cima do que veio antes, ou do que acontece ao seu redor.
Sim. De qualquer forma, seria interessante ter a mesma informação do livro condensada em forma de algum tipo de árvore de subtemas. Daí seria possível pular alguns autores.

Aliás, revi esses dias o Batman Begins e reparei que uma frase que Rachel fala pro Bruce uma pitada de capitalismo/liberalismo: "But it’s not who you are underneath… it’s what you do that defines you". Não é?
😛

Pelo menos faz lembrar algumas parágrafos sobre o Hayek, especialmente do trecho: "o valor que as capacidades de alguém ou seus serviços têm para a sociedade não possui muita relação com aquilo que chamamos de mérito moral".
Desconcordo, acho que vc não entendeu nem o Batman, nem o Hayek

"o valor que as capacidades de alguém ou seus serviços têm para a sociedade não possui muita relação com aquilo que chamamos de mérito moral"

Merito moral no sentido de "merecimento", de "horas trabalhadas": se um pobre trabalha 20 horas por dia mas o que faz não é apreciado pela sociedade, não aumenta a utilidade marginal dela, não presta pra nada.

Não da Moral em si - essa é uma leitura mais Ayn Rand. Mesmo porque muitas das nossas escolhas são moralmente guiadas, mas sempre pelo lado da demanda: prostituição existe, mas cabe a você comprar ou não. Pirataria existe, mas a decisão é sua.

"But it’s not who you are underneath… it’s what you do that defines you".

Isso é só sabedoria de biscoito chinês. Só pra dizer que você deve sempre "walk your talk", viver o que prega.
Ok. Forcei a intepretação da frase "filosófica" do Batman.

Agora, mais pra frente no livro, no capítulo sobre Thomas Sowell fala-se do multuculturalismo. Segue dois trechos:

Uma cultura é, segundo definição da Enciclopédia Britânica, um padrão integrado de conhecimento humano, crenças e comportamentos que são resultados da capacidade humana de aprendizagem e transmissão de conhecimiento para as gerações seguintes. Cultura consiste então em língua, idéias, crenças, costumes, códigos de conduta, instituições, ferramentas, técnicas, rituais, arte, símbolos etc. A cultura de um povo pode evoluir com o tempo.

Algo inerente aos relativistas culturais, pelo fator contraditório de suas crenças, é o constante uso de dois pesos e duas medidas. Ao mesmo tempo em que relativizam todas as barbaridades provenientes de cultura atrasada que pretendem defender, esquecem o relativismo e partem pra subjetividade na hora de condenar as culturas que detestam. Assim, ao cortar o clitóris passa a ser apenas uma "diferença cultura" como colocar um brinco na filha. Mas o "consumismo" ocidental é algo podre, que deve ser combatido, e não apenas uma "diferença" de valores. Uma cultura que prega a mrote de "infiéis" é apenas uma cultura "diferente", enquanto se um país for se defender dessa ameaça, sua "cultura belicosa" passa a ser repugnante. Os relativistas fingem não perceber que se "tudo vale", porque nenhuma cultura é superior a outra, então um povo pode alegar ter como valor supremo em sua cultura o extermínio de outras culturas.


Depois de ler o capítulo fui 90% convencido de que é possível considerar uma cultura superior a outra. Ainda não 100% pois, usando a própria definição da Britânica, uma boa parte da cultura pode de fato ser comparada (idéias, códigos de conduta, técnicas...). Mas não vejo como comparar objetivamente os rituais e a arte de culturas diferentes.
é verdade...comparar Mozart com batuques africanos é realmente impossível...

Faça-me o favor!!!!

Deixa de ser comunistazinho politicamente correto!
Comparar com critérios você pode. Dar mera e simples classificação de melhor ou pior é arbitrário e pessoal. Melhor pra quê? Melhor pra quem? Melhor aonde? Melhor quando? A aceitabilidade de cada um numa pista de dança atual é bem diferente da adequação dos mesmos a uma sofisticada festividade de coroação imperial.

Fora que você usou um prodígio específico de uma época contra algo genérico (e sem data) de outra cultura. Dá na mesma que comparar o Da Vinci com fotógrafos americanos quaisquer. Ou quase como comparar carros de F1 de hoje com bicicletas quaisquer. Fica no mínimo nebuloso. E outra coisa: eu não sou comunista!
ok, comparar música clássica com batucada é realmente possível...

a cultura indígena com a européia...

ridículo.