MATCH POINT

junior 0 respostas · 0 visualizações
Woody Allen, no seu melhor estilo, ainda que em Londres dessa vez, e não em NY. A trilha sonora também e´ boa, e a cena da aliança, assim como seu desfecho, valem os 6 euros pagos para ir ao cinema por aqui... Usando a notação Mends:
👍 👍 👍 👍 👍

Discussão (2 respostas)

Acabei de ver no Folha online que estréia hoje. Recomendo fortemente!!

Em "Match Point", Woody Allen pergunta e responde ao público o que é sorte
RICARDO FELTRIN
Editor-chefe da Folha Online

Após três longas tachados "de gosto duvidoso", Woody Allen volta aos cinemas brasileiros nesta sexta-feira em um filme surpreendente, dramático e divertido --tudo ao mesmo tempo.

Mesmo os maiores fãs de Allan Stewart Königsberg, nome verdadeiro de Woody Allen, 71, já andavam preocupados com o futuro criativo e a posteridade cinematográfica desse grande diretor norte-americano. De fato, não foi nada agradável sua última sequência, com os insossos "Dirigindo no Escuro" ("Hollywood Ending", 2002), "Igual a Tudo na Vida" ("Anything Else", 2003) e "Melinda e Melinda" (2004).

Se fosse uma música, "Ponto Final" ("Match Point", 2005) seria uma ópera. Se fosse teatro, seria talvez uma tragicomédia. Mas, indepentemente do formato, é uma obra cheia até a borda de realidade, com homens e mulheres arrivistas, mesquinhos, generosos, descompensados, insensatos, meigos, loucos. Enfim, tudo muito humano. E, por vezes, muito engraçado.

Guarde muito bem a primeira cena do filme, em que uma bolinha de tênis resvala na rede e cai na quadra do lado de quem a lançou. De quem será esse ponto? E quem está jogando?

Nem adianta tentar adivinhar. Nem mesmo quando essa mesma imagem se repetir mais tarde, em outra situação, com outros objetos em vez de a bolinha e a rede.

Você só saberá quem venceu a "partida" na última cena dessa grande obra, com a assinatura daquele velho e bom Allen inteligente, metafórico e de um humor cáustico sem igual.
O filme só vale pela meia-hora final. Antes disso, beira o insuportável.

Operístico, pretensioso, com péssimos atores - Scarlet Johansson só faz papel dela mesma.

Mas o final é bom, vou fazer o quê? Acho que mais que sorte, o filme discute o que é amoralidade.