Os 100 livros do século

Molly B. 0 respostas · 0 visualizações
Na virada do milênio a Folha convidou alguns intelectuais para escolher os melhores livros do século. Às vezes dou uma verificada na lista q se originou dali, uma espécie de guia de leitura, embora eu tenha lido apenas 7 e meio 👀
Eis a lista:

1º - Ulisses - James Joyce (Esse é o q foi o equivalente ao sete E MEIO. Li até a página 432, embora a partir da página 200 a leitura tenha sido mais que dinânmica).
2º - Em Busca do Tempo Perdido - Proust
3º - O Processo - Kafka (Hilário, chega a parecer um reallity show, sem o consentimento do protagonista).
4º - Doutor Fausto - Thomas Mann
5º - Grande Sertão: Veredas - Guimarães Rosa
6º - O Castelo - Kafka
7º - A Montanha Mágica - Thomas Mann (À caminho do final).
8º - O Som e a Fúria - William Faulkner
9º - O Homem sem Qualidades - Musil
10º - Finnegans Wake - James Joyce
11º - A Morte de Virgílio - Herman Broch
12º - Coração das Trevas - Conrad
13º - O Estrangeiro - Camus
14º - O Inominável - Beckett
15º - Cem Anos de Solidão - Gabriel García Marquéz (Ótimo enredo, sem contar a confusão proposital criada pelos nomes quase sempre idênticos dos personagens)
16º - Admirável Mundo Novo - Huxley
17º Mrs. Dalloway - Virginia Woolf
18º - Ao Farol - Virgnia Woolf
19º - Os Embaixadores - James
20º - A Consciência do Zeno - Svevo
21º - Lolita - Nabokov
22º - Paraíso - José Lezama Lima
23º - O Leopardo - Tomasi di Lampedusa (Um número mínimo de metáforas interessantes)
24º - 1984 - Orwell
25º - A Náusea - Sartre
26º - O Quarteto de Alexandria - Lawrence Durrell
27º - Os Moedeiros Falsos - André Gide
28º - Malone Morre - Beckett
29º - O Deserto dos Tártaros -Dino Buzzati
30º - Lord Jim - Conrad
31º - Orlando - Virginia Woolf
32º - Peste - Camus
33º - Grande Gatsby - Fitzgerald
34º - O Tambor - Grass
35º - Pedro Páramo - Juan Rulfo
36º - Viagem ao Fim da Noite - Celine
37º - Berlin Alexanderplatz - Alfred Döblin
38º - Doutor Jivago - Boris Pasternak
39º - Molloy - Beckett
40º - A Condição Humana - André Malraux
41º- O Jogo da Amarelinha - Cortázar
42º Retrato do Artista quando Jovem - James Joyce (Uma epifania da arte ficcional/biográfica)
43º - A Cidade e as Serras - Eça de Queirós
44º Aquela Confusão LOuca da Via Merulana - Carlo Emilio Gadda
45º - Vinhas da Ira - Steinbeck
46º - Auto da Fé - Elias Canetti
47º - À Sombra do Vulcão - Malcolm Lowry
48º - O Visconde Partido ao Meio - Ítalo Calvino
49º - Macunaíma - Andrade
50º - O Bosque das Ilusões Perdidas - Alain Fournier
51º - Morte a Crédito - Céline
52º - Amante de LadyChatterley - Lawrence
53º - O Século das Luzes - Carpentier
54º - Uma Tragédia Americana - Theodore reiser
55º - América - Kafka
56º - Fontamara - Ignazio Silone
57º - Luz em Agosto - William Faulkner
58º - Nostromo - Conrad
59º - A Vida Modo de Usar - Georges Perec
60º - José e seus Irmãos - Thomas Mann
61º - Os Thibault - Roger Martin du Gard
62º - Cidades Invisíveis - Ítalo Calvino (Muito bom!!!)
63º - Paralelo 42 - dos Passos
64º - Memórias de Adriano - Yourcenar
65º - Passagem para a Índia - Forster
66º - Trópico de Câncer - Henry Miller (Apesar de um início potencialmente pornográfico e sem polimento algum, Henry Miller nos mostra, ao final, devaneios muito bem escritos)
67º - Enquanto Agonizo - William Falkner
68º - As Asas da Pomba - James
69º - O Jovem Törless - Musil
70º - A Modificação - Michel Butor
71º - A Colméia - Camilo José Cela
72º Estrada de Flandres - Claude Simon
73º - A Sangue Frio - Truman Capote
74º - Laranja Mecânica - Anthony Burge
75º - O Apanhador no Campo de Centeio - Salinger
76º - Cavalaria Vermelha - Babel
77º - Jean Christophe - Romain Rolland
78º - Complexo de Portnoy - Roth
79º - Nós - Evgueni Ivanovitch Zamiatin
80º - O Ciúme - Allain Robbe-Grellet
81º - O Imoralista - Gide
82º - O Mestre e a Margarida - Mikhail Afanasevitch
83º - O Senhor Presidente - Miguel Ángel Asturias
84º - O Lobo da Estepe - Herman Hesse
85º - Os Cadernos de Malte Laurids Bridge - Rilke
86º - Satã em Gorai - Singer
87º - Zazie no Metrô - Raymond Queneau
88º - Revolução dos Bichos - Orwell
89º - O Anão - Pär Lagerkvist
90º - The Golden Bowl - James
91º - Santuário - William Falkner
92º - Morte de Artemiro Cruz - Fuentes
93º - Dom Segundo Sombra - Ricardo Guiraldes
94º - Invenção de Morel - Adolfo Bioy Casares
95º - Absalão, Absalão - illiam Falkner
96º - Fogo Pálido - Nabokov
97º - Herzog - Bellow
98º - Memorial do Convento - José Saramago
99º - Judeus sem Dinheiro - Michael Gold
100º - Os Cus de Judas - Antônio Lobo Antunes

Discussão (26 respostas)

Detalhe curioso, mas nada que ver: Joyce viveu durante um tempo em Trieste, na Itália, quando Trieste ainda era uma cidade moderna e uma das capitais "intelectuais" (whatever that means...) do império austro-húngaro (Trieste virou parte da Itália creo que depois da segunda guerra). Note que ele deixou Paris para viver em Trieste 😳

Tem uma estátua dele em uma das pontes do "canale" do centro de Trieste, com a plaquinha abaixo. O pé obviamente não era para ter saído na foto... 🤣 🤣 💩 💩

Image
Eu li só três...
1º - Ulisses - James Joyce - chato,
chatochatochatochatochatochatomuitochatosenhorHaraldBloom. Não dá pra ler,
não conheço ninguém que tenha realmente lido inteiro.

3º - O Processo - Kafka - interessante, mas apenas se você ainda não
completou 16 anos.

5º - Grande Sertão: Veredas - Guimarães Rosa - Rosa é a Regina Casé da
literatura: cafetão de pobre. Além de ser pretensiosamente insuportável.

8º - O Som e a Fúria - William Faulkner - assustador, angustiante,
horripilante, deprimente. A mesma história, quatro vezes, quatro
sofrimentos diferentes. Leia já.

9º - O Homem sem Qualidades - Musil - comecei no sábado, junto com outros
dois. Termino sabe Deus quando.

10º - Finnegans Wake - James Joyce - esse é legal. Joyce é um puta
escritor, só que quis ser Shakespeare.

13º - O Estrangeiro - Camus. A única coisa boa desse livro é a famosa
frase do suicídio, que seria o único prblema filosófico relevante, e que o
suicida não é um covarde, e sim um forte. Como eu acho que suicida é
covardão e não gosto de esquerdistas babacas, odeio Camí.



15º - Cem Anos de Solidão - Gabriel García Marquéz - ridículo, patético,
cabeçudo, infantil. E ainda quer ser chamado de literatura.

16º - Admirável Mundo Novo - Huxley - deveria ser leitura obrigatória na
escola. Neste aqui, a criançada deixa de ter ilusões esquerdistas;

20º - A Consciência do Zeno - Svevo. Só leia Italo Zvevo se vc tiver lido
muito Freud antes. Mas não se preocupe em entender. Ele também não
entendeu.

24º - 1984 - Orwell. Primeiro livro que alguém devia ler quando fizesse
quatorze anos. Leio todo ano, há pelo menos dez. E já mandei o Jimmy ler.
Pra aprender a se virar nesse mundo cheio de novilingua e duplipensar.

25º - A Náusea - Sartre - Sartre era MAOÍSTA. MAOÍSTA. MAOÍSTA. Significa
que apoiava queima de livros que não fossem os seus e assassinatos em
massa. Sartre é um bosta, e escreve mal o safado, ainda por cima.

32º - Peste - Camus. Li também, só pra poder falar mal.

38º - Doutor Jivago - Boris Pasternak. Só pra meninas abaixo de quinze
anos.

43º - A Cidade e as Serras - Eça de Queirós. O pior Eça, disparado.

45º - Vinhas da Ira - Steinbeck. DO CACETE. LEIA AGORA, JÁ. Lembra muito O
SOM E A FÚRIA, mas com menos punch. O SOM é um chute no saco. Esse é um
soco no estômago.

66º - Trópico de Câncer - Henry Miller . Miller é um LIXO. É a mesma coisa
que colocar Sidney Sheldon na lista.

74º - Laranja Mecânica - Anthony Burge. BURGUESS. Vale a pena ler porque o
final é diferente do filme.

75º - O Apanhador no Campo de Centeio - Salinger. Ah, a juventude...bom
livro, mas não dá pra ler depois dos 20, só reler.

84º - O Lobo da Estepe - Herman Hesse. Demian, do mesmo autor, é melhor.
MUITO melhor.

98º - Memorial do Convento - José Saramago. Ai Jisuis, que chatice atroz em
Mafra, Jisuis.
5º - Grande Sertão: Veredas - Guimarães Rosa (já li esse, mas faz muito tempo, não marcou...)

15º - Cem Anos de Solidão - Gabriel García Marquéz (gostei das viagens do García Marquéz, e até achei melhor que O Velho e o Mar. Recomendo nem perder muito tempo tentando anotar a árvore genealógica dos personagens senão a leitura não rende)

16º - Admirável Mundo Novo - Huxley (muito bom!)

21º - Lolita - Nabokov (tá ali no quase-bom... o AF é a pessoa mais indicada pra comentar este livro)

24º - 1984 - Orwell (Fantástico! Um pouco parecido com o Amirável Mundo Novo, só que vai muito além... e não dá pra ler 1984 sem parar pra pensar 'ei, isso está acontecendo de certo modo')

43º - A Cidade e as Serras - Eça de Queirós (entre os da lista da Fuvest-Unicamp deste ano, tá entre os mais interessantes... e por falar nisso: porque tem Eça de Queirós mas não Machado nessa lista? Xiii...)

49º - Macunaíma - Andrade (também no quase-bom)

88º - Revolução dos Bichos - Orwell (já devo ter lido alguma versão 'for young foreign english students' ou algo do tipo... but I can´t tell you if it´s good)


Sinceramente não tenho a pretenção de ler tudo isso, apesar de ser mais proveitoso que assistir novela, ou insitir em tentar encontrar inteligência no Orkut. Ao meu ver, listas assim (tais como as 1000 lugares a se conhecer e 100 maiores rocks de todos os tempos) são muito mais pra criar discussões que qualquer outra coisa. Ao não ser que você estude Letras, claro.
Sem dúvida, listas têm como maior função causar discussão. Mas para mim está servindo como guia.
E sobre não ter Machado na lista, foi a mesma pergunta que me fiz.


https://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=794805
Tenta essa comunidade aqui, na época em que eu participava ativamente havia pessoas e tópicos inteligentes. Agora que entrei pra pegar o link vi que é um outro espírito, joguinhos e etc. Mas quem sabe se desenterrando um tópico antigo vc não encontre inteligência, ou ao menos uma boa discussão sobre um bom assunto
Eu só li os listados abaixo.

destes, para mim, Admirável mundo novo é o melhor! E concordo com o Mends, deveria ser leitura obrigatória (eu li este na escola)


16º - Admirável Mundo Novo - Huxley
24º - 1984 - Orwell
49º - Macunaíma - Andrade
88º - Revolução dos Bichos - Orwell
98º - Memorial do Convento - José Saramago
Aproveitando o gancho, até estaria disposto a trocar o Iracema do José de Alencar pelo A Cidade e as Serras. Meu Iracema está novinho (comprei nesse 1º semestre de 2006, e não consegui passar da página 30), da Editora Ática, 36ª Edição.

Ainda no gancho, minha irmã me eu de presente o livro De Olho em Springfield. Ainda não estou certo se vou trocá-lo. Mas vou postar em breve uns dados interessantes do livro...
Nem esfriou o presente a já vai trocar?

E isso tá parecendo aquela cabine do domingo no parque

Troca esse Iracema por uma Ferrari?
NÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOO

👍 🤣 👍 🤣 👍
Tenho 27 dias pra trocar o livro. Postei umas coisas sobre ele:
http://www.asaidera.com.br/viewtopic.php?p=8084#8084
O único livro do qual eu consegui me desfazer (trocando-o) foi um lixo eu ganhei do meu pai. Paulo C...
3º - O Processo - Kafka [Curti, divertido :-)]
5º - Grande Sertão: Veredas - Guimarães Rosa [Curti, divertido :-)]
15º - Cem Anos de Solidão - Gabriel García Marquéz [Gostei mais do último, Memórias de Mis Putas Tristes]
16º - Admirável Mundo Novo - Huxley [Um clássico, legal!]
24º - 1984 - Orwell [Outro, muito bom!]
43º - A Cidade e as Serras - Eça de Queirós [Eu gostei]
49º - Macunaíma - Andrade [+-]
73º - A Sangue Frio - Truman Capote [Quem pôs essa merda aqui?]
84º - O Lobo da Estepe - Herman Hesse [Está na minha estante para ser lido...]
98º - Memorial do Convento - José Saramago [Gosto do Saramago (ao contrário do Mends ;-) ). O último, "Intermitências da Morte", é MUITO BOM!]
pra ninguém achar que é só rabugice - tô vendo que todos gostaram de García Marques: como já disse o grande - esse sim - Ariano Suassuna, boa literatura é aquela que consegue ser global partindo das dores locais. Cervantes é espanhol antes de tudo, assim como o Bardo é inglês. Nesse sentido, acho García Marques um b*sta, pq ele é latino-americano, e do pior tipo, da raça dos imbecis.
Hein? Depois de 'nesse sentido...' não entendi mais nada.
Também fiquei confuso, mas acho que o Mends não gosta do Garcia por que ele é latino americano, se fosse espanhol não teria problema certo...

Pessoalmente nunca li nada dele, não posso opinar...
Foi isso que eu entendi também.

Tb achei o Memórias de minhas putas tristes muito interessante, chega a ser frustrante.
Não gostar do cara por que ele é sul-americano? Nada a ver...

...senão, não falaria bem de Ariano Suassuna no mesmo post. E eu curto Mario Vargas Llosa, e o André Vargas Llosa, que escreveu o MANUAL DO PERFEITO IDIOTA LATINO-AMERICANO (ie, esquerdistas e anti-americanos, aqueles que acreditam que somos pobres porque os irmãos-do-Norte-imperialistas são ricos).

O mané não é bom porque a sua LITERATURA está para a grande literatura assim como a música do Caetano está pra grande música: é extremamente regionalizada, só diz respeito ao ethos da América Latina, e, mesmo nesse “nicho”, ela é ruim, porque é hermética demais, “cabeça” demais.

Se quiser uma comparação de artes plásticas: Picasso era cubista, hermético, “revolucionário”. Basquiat é tido e havido como sendo tão “revolucionário” quanto Picasso. Mas Picasso apresentava distorções porque tinha pleno domínio do clássico, ou seja, se desenhava uma pessoa com a perspectiva “batida”, era porque queria, sabia desenhar uma pessoa nos mínimos detalhes, da maneira clássica. O domínio da linguagem fez com que a obra de Picasso transpusesse aquilo que é seu significado explícito e se transformasse em grande Arte.

E Basquiat?

Basquiat tem desenhos tão “abstratos” quanto Picasso, talvez. Mas Basquiat apresentava abstrações simplesmente porque NÃO SABIA DESENHAR!!!!

García Marques é “hermético” e “fantástico” porque, simplesmente, escreve mal, muito mal...

E Memórias de Mis Putas Tristes é Jorge Amado piorado, se é que isso existe.
Agora sim ficou claro. Então uma forma de avaliar o(a) artista é ver se ele(a) consegue usar regionalismo/técnica própria como recurso ao mesmo tempo que trata de assuntos universais e muitas vezes atemporais? (vixe, que pergunta longa)

E aproveitando pra expandir a conversa pra outras áreas... que era o que esqueci de fazer no tópico Traduzindo a letra: será que o Eddie Vedder conseguria escrever um soneto razoável? Eu sei que até conseguiria escrever uma letra de rock, mas um soneto iria demorar semanas pra ser feito. E ainda não seria lá essas coisas. No máximo aprenderia a técnica, mas não teria um 'algo a mais'. Ou colocando de outra forma: será que o artista tem licença pra usar a licença poética?
não importa se o Eddie Vedder consegue fazer um soneto, porque ele NÃO É UM POETA!!!

Por isso Renato Russo é um bosta e Cazuza é um bosta. ELES NÃO SÃO POETAS, MAS AGEM COMO SE FOSSEM E SÃO CONSUMIDOS COMO SE FOSSEM.

Não há poetas no rock. Esqueça. Poesia é poesia. Rock é rock.

E não dá pra congelar nessa da "usar a técnica", senão nunca teríamos evoluções/transformações nas Artes. O ponto é que Arte é "escalável": não existiria um Mozart sem um Bach que o precedesse, e um Mozart precede um Rachmaninoff e sua dodecafonia. Obras de arte "conversam" entre si, referem-se à outras, dialogam, discordam, mas não são estanques. García Marquez, como Caetano Veloso, é auto-referente (e auto-indulgente).

Assim não fosse, não haveria sentido em um artista estudar. Ele seria sempre um "livre pensador", como a maioria dos artistas brasileiros. Aliás, fazer música no Brasil é fácil: livre associação de imagens e algumas aliterações e, voilá, vc é um "poeta".

Em literatura, penso que o ponto é o seguinte: leia HAMLET, OTHELLO, REI LEAR. São obras inglesas, mas ao mesmo tempo definem o homem ocidental! Mas não definem o Homem Ocidental por completo, porque se referem ao trabalho de Homero, Virgílio, Santo Agostinho...os problemas que esses caras apresentam são "escalados" em obras posteriores. E, quando vc pega um grande livro hoje, vai pra trás, pra trás, pra trás, cehga nos "pais fundadores", invariavelmente chega em Homero, teatro grego etc.

Garcia Marquez não define nada, é um Jorge Amado "hermano", um Paulo Coelho hermético. Há a arte, há o "lixo", e há o lixo disfarçado de arte. Garcia Marquez é do último grupo.
Cara, acho que vc tem um bias forte contra o cara pq vc acha que ele é o "PERFEITO IDIOTA LATINO-AMERICANO". Mas Jorge Amado por Jorge Amado, o Mario Vargas Llosa é da mesma forma (estou lendo nesse momento "Los cuadernos de Don Rigoberto"), até mais putaria sem ser universal...

Também acho que o G-M não é um anti-americano tão anti-americano assim (veja, por exemplo, http://www.salon.com/news/1999/02/cov_02news.html). Arte por arte, ninguém ganha um Nobel por acaso...
não comparei pela putaria. putaria por putaria, dom casmurro é de uma boiolice atroz, mais pervertido que gabriela.

ninguém ganha Nobel à toa? Em ciência e em economia, talvez não. Mas em literatura e Nobel da Paz, vixi....
Errei... na verdade li 4...

3º - O Processo - Kafka - bastante difícil... me perdi muito... li faz tempo... não gostei...
12º - Coração das Trevas - Conrad - muito bom... serviu de base para o filme Apocalipse Now... comecei a ler por isso...
15º - Cem Anos de Solidão - Gabriel García Marquéz - Gostei bastante (deferente do mends...ele conta histórias é bem legal...
88º - Revolução dos Bichos - Orwell - Muito legal... deposi disso, procurei aprender um pouquinho mais da revolução russa... vale a leitura...
No lado esquerdo do peito

O jornalismo amigo de Gabriel García Márquez
é simpático demais para dizer a verdade

Jerônimo Teixeira

Albert Gea/Reuters


Uma mulher de Moscou perguntou a Gabriel García Márquez o que mais lhe desagradava na União Soviética. Havia poucos dias no país, o jornalista colombiano estranhara a ausência de vira-latas nas ruas da capital. E foi o que respondeu: "Parece-me terrível que tenham comido todos os cachorros". Os russos que o cercavam levaram a boutade a sério: "É uma calúnia da imprensa capitalista", respondeu um deles. O episódio – ocorrido em 1957, quatro anos depois da morte de Stalin e dez antes de Cem Anos de Solidão, romance que consagraria García Márquez como um dos maiores escritores da América Latina – é exemplar das melhores qualidades da Obra Jornalística do autor, que chega às livrarias nesta semana, em cinco volumes, pela editora Record. O mestre do chamado "realismo mágico" tem um olhar acurado para os fatos mais comezinhos e uma habilidade para exagerar e deformar esses detalhes até os limites do absurdo. De outro lado, a anedota ilustra as deficiências do repórter. É de perguntar se, em um Estado policial como era a União Soviética, caberia brincar diante da pergunta angustiada da pobre moscovita. As gracinhas do escritor-jornalista fazem entradas indevidas ali onde era o momento de apresentar o espírito crítico. E esse é um problema tanto mais grave nos textos que tratam do comunismo em versão tropical: García Márquez, como se sabe, é amigão do peito do ditador cubano Fidel Castro.

Nobel de Literatura de 1982, García Márquez, hoje com 78 anos, sempre deu ao jornalismo – ao qual se dedica profissionalmente desde os anos 50 – a mesma importância que a seus contos e romances. Mas a reunião de Obra Jornalística em uma avultada (e onerosa) coleção só vem demonstrar que, ao contrário do que alguns imaginam, o escritor não tem a mínima consistência como "pensador de esquerda". García Márquez parece pronto a simpatizar com qualquer tirano que o festeje em sua corte – e sua "teoria política" se resume a essas caprichosas simpatias. Além de Fidel Castro, o ditador panamenho Omar Torrijos também esteve entre os amigos do autor. E embora Gabo, como é conhecido, seja um pouco mais crítico em relação ao cinzento comunismo do Leste Europeu, ao assistir em 1957 a um discurso do premiê húngaro János Kádár – colocado no poder pela força dos tanques, depois de uma revolta contra o jugo soviético –, chegou a acreditar que aquele patético títere de Moscou no fundo tinha boas intenções. Quando a escritora americana Susan Sontag o criticou por seu silêncio diante dos fuzilamentos em Cuba, em 2003, o autor de O Outono do Patriarca declarou ser contra a pena de morte – mas, insensível à contradição, manteve seu apoio a Fidel Castro. Princípios são, afinal, impessoais demais para um caloroso representante da "latino-americanidade".

O quinto volume da Obra Jornalística, Crônicas (1961-1984) (tradução de Léo Schlafman; 770 páginas; 82,90 reais), é o mais interessante, com 173 textos curtos e variados – os temas vão da morte de Ernest Hemingway ao medo de avião. Os demais seguem uma divisão cronológica: Textos Caribenhos (1948-1952) (tradução de Joel Silveira; 868 páginas; 82,90 reais), Textos Andinos (1954-1955) (tradução de Remy Gorga, filho, e Léo Schlafman; 924 páginas; 82,90 reais), Da Europa e da América (1955-1960) (tradução de Léo Schlafman; 840 páginas; 82,90 reais) e Reportagens Políticas (1974-1995) (tradução de Léo Schlafman; 294 páginas; 39,90 reais). Os comentários de cinema, numerosos em Textos Andinos, são os mais decepcionantes, escritos em um estilo incolor que em nada lembra a prosa barroca do autor. As reportagens políticas, ao contrário, são de um proselitismo apaixonado, ao qual não falta um toque do sentimental melaço caribenho. Não basta denunciar o assassinato de Salvador Allende pelos militares golpistas: é preciso lembrar que o presidente do Chile amava as flores e os cachorros (eles de novo). No relato sobre a participação de Cuba na guerra de independência de Angola, o suposto heroísmo dos cubanos é cantado com efusão lírica (e a luta de Che Guevara no Congo, lembrada nos diários do próprio guerrilheiro como uma fragorosa derrota, é convertida em vitória na reportagem ufanista do escritor colombiano). García Márquez sugere que o próprio Fidel Castro, ao se despedir da soldadesca que rumava para a África em precários navios cargueiros, teve de reprimir um "recôndito sentimento de inveja" por não poder participar de mais essa guerrilha. Há outros episódios curiosos envolvendo o ditador cubano, como o seu encontro com o escritor inglês Graham Greene, promovido e testemunhado por García Márquez. Castro ficou impressionado em saber que Greene, na juventude, havia brincado de roleta-russa quatro vezes com um revólver. "De acordo com o cálculo das probabilidades você deveria estar morto", sentenciou Castro (que, como é costumeiro entre os "materialistas dialéticos", se confundiu na matemática).

No fim dos anos 70, García Márquez anunciou uma "greve" de textos literários: enquanto o ditador chileno Augusto Pinochet estivesse no poder, só faria jornalismo (felizmente, não cumpriu a palavra: um de seus melhores romances, O Amor nos Tempos do Cólera, é de 1985, cinco anos antes da queda de Pinochet). A Obra Jornalística traz, sim, qualidades que se convencionou chamar de literárias – o estilo exuberante e até mesmo a fantasia tão próprios do autor. Mas é como ficcionista que García Márquez vai ficar. Seus textos jornalísticos são coisa menor. Às vezes constrangedoramente menor.



Poesia social

"Sindicato de Ladrões é mais um drama psicológico do que social, embora esse mestre do cinema que é Elia Kazan tenha sabido dar um jeito para não menosprezar, em uma linha, a crua moldura social em que se desenrola e o faz mais poético no contraste."

Trecho de crítica de cinema de Gabriel García Márquez
Na lista tem um livro brazuca...

Li apenas 2:
- 1984
- Cem anos de solidão

Preciso "reciclar"...

Numa votação organizada por editores noruegueses, 100 escritores de 54 países elegeram os melhores livros de sempre.

D. Quixote, de Miguel Cervantes, obteve mais de 50% dos votos, alcançando assim a 1ª posição.
Nesta lista é de realçar ainda o escritor Russo Dostoyevsky que colocou 4 obras nas primeiras 25 posições.
Esta é a primeira vez que uma entidade oficial elabora uma lista deste tipo.

1 Dom Quixote Miguel Cervantes (1547-1616) Espanha
2 Things fall Apart Vhinua Achebe (1930) Nigéria
3 Os Mais Belos Contos Hans Christian Andersen (1805-1875) Dinamarca
4 Orgulho e Preconceito Jane Austen (1775-1817) Inglaterra
5 Pai Goriot Honoré de Balzac (1799-1850) França
6 Trilogia: Molloy, Malone está a morrer, O Inominável, Samuel Beckett (1906-1989) Irlanda
7 Decameron Giovanni Boccaccio (1313-1375) Itália
8 Ficções Jorge Luis Borges (1899-1986) Argentina
9 O Monte dos Vendavais Emily Bronte (1818-1848) Inglaterra
10 O Estrangeiro Albert Camus (1913-1960) França
11 Poemas Paul Celan (1920-1970) Roménia
12 Viagem ao Fim da Noite Ferdinand Celine (1894-1961) França
13 Contos da Cantuária Geoffrey Chaucer (1340-1400) Inglaterra
14 Nostromo Joseph Conrad (1857-1924) Inglaterra
15 A Divina Comédia Dante Alighieri (1265-1321) Itália
16 Grandes Esperanças Charles Dickens (1812-1870) Inglaterra
17 Jacques, o Fatalista Denis Diderot (1713-1784) França
18 Berlin Alexanderplatz Alfred Doblin (1878-1957) Alemanha
19 Crime e Castigo Fyodor Dostoyevsky (1821-1881) Rússia
20 O Idiota Fyodor Dostoyevsky (1821-1881) Rússia
21 Os Possessos Fyodor Dostoyevsky (1821-1881) Rússia
22 Os Irmãos Karámazov Fyodor Dostoyevsky (1821-1881) Rússia
23 Middlemarch George Eliot (1819-1880) Inglaterra
24 O Homem Invisível Ralph Ellison (1914-1994) U.S.A
25 Medea Euripides (480-406 A.C.) Grécia
26 Absalão, Absalão William Faulkner (1897-1962) U.S.A
27 O Som e a Fúria William Faulkner (1897-1962) U.S.A
28 Madame Bovary Gustave Flaubert (1821-1880) França
29 Educação Sentimental Gustave Flaubert (1821-1880) França
30 Baladas Ciganas Garcia Lorca (1898-1936) Espanha
31 Cem Anos de Solidão Garcia Marquez (1928) Colômbia
32 Amor em Tempos de Cólera Garcia Marquez (1928) Colômbia
33 A Epopeia de Gilgamesh ---- Mesopotâmia
34 Fausto Goethe (1749-1832) Alemanha
35 Almas Mortas Nikolai Gogol (1809-1852) Rússia
36 The Tin Drum Günter Grass (1927) Alemanha
37 The Devil to Pay in the Backlands Guimarães Rosa (1880-1967) Brasil
38 Fome Knut Hamsun (1859-1952) Noruega
39 O Velho e o Mar Ernest Hemingway (1899-1961) U.S.A.
40 A Íliada Homero (700 D.C) Grécia
41 A Odisseia Homero (700 D.C) Grécia
42 Casa das Bonecas Henrik Ibsen (1828-1906) Noruega
43 O Livro de Job Anon (entre 600 - 400 A.C.) Israel
44 Ulisses James Joyce (1882-1941) Irlanda
45 História Completas Franz Kafka (1883-1924) Rep. Checa
46 A Metamorfose Franz Kafka (1883-1924) Rep. Checa
47 O Castelo Franz Kafka (1883-1924) Rep. Checa
48 The Recognition of Sakuntala Kalidasa (400 A.C.) Índia
49 O Som da Montanha Yasunari Kawabata (1899-1972) Japão
50 Zorba, o Grego Nikos Kazantzakis (1883-1957) Grêcia
51 Filhos e Amantes D.H. Lawrence (1885-1930) Inglaterra
52 Independent People Halidor Laxness (1902-1998) Islândia
53 Poemas Completos Giacomo Leopardi (1798-1837) Itália
54 The Golden Notebook Doris Lessing (1919) Inglaterra
55 Pipi das Meias Altas Astrid Lindgren (1907-2002) Suécia
56 Diário da Loucura e Outras Histórias Lu Xun (1881-1936) China
57 Mahabharata Anon (500 A.C.) Indía
58 Filhos de Gebelawi Naguib Mahfouz (1911) Egipto
59 Os Buddenbrooks Thomas Mann (1875-1955) Alemanha
60 A Montanha Mágica Thomas Mann (1875-1955) Alemanha
61 Moby Dick Herman Melville (1819-1891) U.S.A.
62 Três Ensaios Michel de Montaigne (1532-1592) França
63 História Elsa Morante (1918-1985) Itália
64 Amada Toni Morrison (1931) U.S.A.
65 A História de Genji Murasaki Shikibu Japão
66 Homem sem Qualidades Robert Musil (1880-1942) Austria
67 Lolita Nabokov (1899-1977) Rússia
68 A Saga de Njal (1300) Islândia
69 1984 George Orwell (1903-1950) Inglaterra
70 Metamorfoses Ovid (43 A.C.) Itália
71 O Livro do Desassossego Fernando Pessoa (1888-1935) Portugal
72 Histórias Extraordinárias Edgar Allan Poe (1809-1849) U.S.A.
73 Em Busca do Tempo Perdido Marcel Proust (1871-1922) França
74 Gargantua e Pantagruel François Rabelais (1495-1553) França
75 Pedro Paramo Juan Rulfo (1918-1986) México
76 The Mathnawi Jalalu'I-Din Rumi (1207-1273) Irão
77 Os Filhos da Meia-Noite Salman Rushdie (1947) Indía
78 The Boston of Saadi (The Orchardi) Sheikh Saadi of Shiraz (1200-1292) Irão
79 A Season of Migration to the North Tayeb Salih (1929) Sudão
80 Memorial do Convento José Saramago (1922) Portugal
81 Hamlet William Shakespeare (1564-1616) Inglaterra
82 Rei Lear William Shakespeare (1564-1616) Inglaterra
83 Othello William Shakespeare (1564-1616) Inglaterra
84 Rei Édipo Sophocles (496-406 A.C.) Grécia
85 Vermelho e o Negro Stendhal (1783-1842) França
86 Vida e Opiniões de Tristam Shandy Laurence Sterne (1713-1768) Irlanda
87 A Consciência de Zeno Italo Svevo (1861-1928) Itália
88 As Viagens de Gulliver Jonathan Swift (1667-1745) Irlanda
89 Guerra e Paz Leon Tolstoy (1828-1910) Rússia
90 Anna Karenina Leon Tolstoy (1828-1910) Rússia
91 A Morte de Ivan Ilich Leon Tolstoy (1828-1910) Rússia
92 Contos Escolhidos Anton Chekhov (1860-1904) Rússia
93 As Mil e Uma Noites (700-1500)
94 As Aventuras de Huckleberry Finn Mark Twain (1835-1910) U.S.A.
95 Ramayana Valmiki (300 A.C.) India
96 A Eneida Virgílio (70-19 A.C.) Itália
97 Folhas de Erva Walt Whitman (1819-1892) U.S.A.
98 Mrs. Dalloway Virginia Wolf (1882-1941) Inglaterra
99 A Casa Assombrada Virginia Wolf (1882-1941) Inglaterra
100 Memórias de Adriano Marguerite Yourcenar (1903-1987) Bélgica
Mudou um pouco, pois essa lista inclui livros de todos os tempos.
De qualquer forma já li:

O Monte dos Vendavais - Emily Bronte (esse foi em inglês, numa versão reduzida)
A Divina Comédia - Dante Alighieri
Cem Anos de Solidão - Garcia Marquez
Fausto - Goethe
O Velho e o Mar - Hemingway
Lolita - Nabokov
1984 - George Orwell
Histórias Extraordinárias - Edgar Allan Poe

Também acho que já li A Íliada e/ou A Odisseia. Confundo um com o outro.
Dando uma olhada rápida nessa última lista, estava estranhando o The Devil to Pay in the Backlands... pois é o título em inglês pro Grande Sertão: Veredas.

E aproveitando que estou aqui, duas perguntas:
- Que livros bons deveriam virar filme e ainda não viraram?
- Que filmes baseados em livros bons que ficaram ruins?


Obs.: interessante ver também lista com os 100 melhores filmes
Grande Sertão: Veredas é uma droga. Aliás, Guimarães Rosa é um saco, pior que o Caetano Veloso.

Como leio pouca ficção, não consigo responder às suas perguntas.