Espanha

mends 3 respostas · 1291 visualizações
O cara não faz seu próprio marketing, então tenho que perder meu tempo... 🤣

Pra quem não sabe - tirado do Often in Error:

"Como alguns de vcs devem saber, me mudei (de país!). Em outubro terminei meu primeiro ano de doutorado na SISSA [todos os links em inglês], Itália, onde era membro do currículo de astropartículas . Agora continuo o doutorado como membro do grup de astropartículas e altas energias (AHEP) do IFIC, em Valencia, Espanha. Mais informações em breve, pois ainda estou me instalando (e acostumando) por aqui :-) !"

Discussão (3 respostas)

Muito chique.... É o orgulho ogro!
Nada melhor para um ex-diretor de Relações Internacionais :-) !! Alias, note o padrão: Th, Lílian e eu, fazendo o "eixo do mal do RI" por aqui, com assessoria do RH via sqrt[x^2], digo, Modolo... (piada porcaria, hein...)
A empulhação politicamente correta na Espanha
Há uma reportagem bem interessante de Raul Juste Lores na Folha deste domingo. Leiam trechos. Volto em seguida:

Uma nova disciplina escolar sobre o respeito ao diferente, seja ele um imigrante muçulmano ou um casal homossexual, e que ensina o pacifismo e a vida em comunidade se tornou uma das maiores polêmicas do governo do premiê espanhol, o socialista José Luis Rodríguez Zapatero.

Expert em controvérsias, o governo aprovou no Congresso, dentro de uma reforma educacional, uma disciplina chamada Educação para a Cidadania. Como aulas de ética ou moral e cívica, a nova cadeira pretende ensinar às crianças espanholas valores constitucionais e direitos humanos. Os conteúdos da nova matéria, que pode ser bem-intencionada ou abstrata demais, provocam debates calorosos na Espanha.No site do Centro Nacional de Informação e Comunicação Educativa do Ministério da Educação da Espanha, há uma lista de sugestões de livros e filmes que os professores podem apresentar em classe. Estão lá "O Grande Ditador", de Chaplin, o documentário "Shoah" e o cubano "Morango e Chocolate", além de filmes controvertidos como "Faça a Coisa Certa", de Spike Lee, sobre distúrbios raciais nos EUA.

Textos da nova cadeira tratam da desigualdade entre homens e mulheres, combatem os estereótipos da mulher como dona-de-casa e falam de feminismo, exploração sexual e violência de gênero. E dizem que novos "tipos de família" estão surgindo.O ministério sugere, por exemplo, que professoras usem um livro de quadrinhos, "Ali Babá e os 40 Maricas", sobre a vida de amigos gays em Barcelona, para falar de homossexualidade.(...)
O problema é que grupos que vão da Igreja Católica a organizações conservadoras acusam Zapatero de querer formar uma "geração de esquerdistas" e de impor uma moral, substituindo a família. A igreja espanhola conclamou os fiéis a uma rebelião. "Lutaremos com todos os meios legítimos para impedir que seja lecionada (...); querem doutrinar as crianças em um laicismo radical", criticou o arcebispo de Madri, Antonio Rouco Varela.


Voltei
Como se vê, eles são iguais em todos os lugares. Minha antipatia por Zapatero é gigantesca. Noves fora, foi eleito pela Al Qaeda, já que procurou ajustar o seu programa à exigência dos terroristas. É evidente que se trata de uma ação de enquadramento ideológico. As escolas religiosas, católicas, por exemplo, estão obrigadas a acatar os novos modelos de família propagados pelo governo? O Faça A Coisa Certa, do intelectualmente desonestíssimo Spike Lee, deve ser visto como referência positiva ou negativa?

O Brasil não precisa de um programa como esse. Por aqui, o próprio material didático, como sabemos, se encarrega de fazer o proselitismo. Nem mesmo é necessário criar uma disciplina. A empulhação politicamente correta se espalha por todas as disciplinas, com especial ênfase, como não poderia deixar de ser, em história e geografia humana. O garoto pode não saber a diferença entre planalto e planície, mas é convidado a aprender que facção criminosa controla qual morro do Rio...

Fosse o contrário, isto é, houvesse uma disciplina voltada para ensinar os valores tradicionais da sociedade espanhola, e a gritaria seria insuportável. Um esquerdista está sempre ocupado em duas coisas: em combater o autoritarismo alheio e em impor o seu próprio.


Por Reinaldo Azevedo