Quem estaria mais qualificado a desocupar a Reitoria?

Danilo 48 respostas · 5957 visualizações

Discussão (29 respostas)

Tropa de choque...

1- Não sei quem é overman...
2- O Chuck Norris ia destruir tb a reitoria, não ia ser legal...
3- O robin é viado, então não conta...
4- O Charles Bronson ia matar todos... não queremos que morram apenas que doa muito...
5- Deixar os caras lá não é alternativa...

Então o Choque é o melhor...
a mamãe e o papai de cada um deles...bando de vagabundo desocupado
Rafaers não conhece o Overman? Ele é tão heróico que até hoje não conhece a própria identidade na vida real.

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Na minha opinião, quem deveria desocupar a reitoria são os outros 98% alunos da USP para descredibilizar a greve. Etinha que ser na porrada.

Aliás, eu não consigo entender como um monte de meios de comunicação consegue escrever matérias "legitimando" uma causa que não é legítima...bando de frouxos
Wagner wrote:Na minha opinião, quem deveria desocupar a reitoria são os outros 98% alunos da USP para descredibilizar a greve. Etinha que ser na porrada.


Bom... agora complicou um pouco pois os Professores da USP, Unicamp e Unesp entraram em greve

A Adusp decidiu iniciar greve por tempo indeterminado. A decisão foi votada nesta quarta-feira pela manhã, numa assembléia que reuniu 241 professores dos cerca de 5 mil docentes na USP. A diretoria da Adusp relatou a providência de realizar um estudo das inconstitucionalidades presentes nos decretos do Governo Serra, com a participação de um Procurador da República e das assessorias jurídicas da Adusp, Adunesp e Adunicamp.

O jurista Dalmo Dallari esteve reunido com estudantes que temem interferência na autonomia universitária, mas questionam a ocupação da reitoria. "Só que eles não têm força para tomar uma atitude diferente dentro do movimento", diz o jurista. Eles devem, segundo ele, entrar com uma ação no Ministério Público contra a criação da Secretaria de Ensino Superior.

"Eu estou convencido de que a criação da secretaria é inconstitucional. Mas acho que a ocupação não tem sentido, o importante é discutir se os atos do governador são constitucionais ou não. Deixar a universidade funcionando enquanto se discutem os aspectos", disse Dallari. Para ele, o órgão criado em janeiro infringe tanto a legislação federal, por ferir a autonomia universitária, quanto a constituição estadual, já que a criação de cargos e de encargos financeiros não pode ser feita por meio de decreto, e sim pelo Poder Legislativo.
Vai ouvir quem? Dalmo Dalari? Notório esquerdista? Por que ninguém vai perguntar nada ao Reale (o filho, óbvio, o pai já morreu)?
É insana esta tática de guerrilha que o PT vai fazer durante os 4 anos do Governo Serra.

Tem que agir rapidamente para evitar que outras ações se alastrem no Estado.

E é mais insano este jornalismo ridículo que fica dizendo o que não sabe...parem de dar espaço para gente ignorante falar!!!

E eu quero ver a lista de professores que entraram na greve - não corresponde nem a 5 % , com dos alunos não dá nem 2% - e a porra do jornal fala que estudantes e professores estão em greve...Quem cara p
álida, quem?
Estou curioso. Quantos são os professores de cada departamento e quantas são as aulas ministradas, por exemplo? Vocês sabiam que a USP tem 80.589 alunos matriculados? Bastante, né? Pois é: mas há 5.222 professores! Vale dizer: um professor para cada 15,43 alunos. Calma! Há também 15.295 funcionários: um funcionário para cada 5,26 alunos. Uau! Nem no ensino infantil a taxa é tão baixa. Se somarmos o número de professores e funcionários — 20.517 —, teremos um assalariado da universidade para cada 3,92 alunos. E, de fato, o número médio é ainda menor, já que aluno matriculado não quer dizer aluno estudando.


Por Reinaldo Azevedo
Os privilégios dos burgueses do capital alheio dos professores grevistas
Tenho publicado textos de alunos inconformados com a esquerdopatia da Fefeléchi. Sempre excelentes. Há uma curiosa coincidência entre a alfabetização e a resistência ao comuno-fascismo. Este que vai abaixo é ímpar, exemplar.

A minha correspondente realmente sabe o que diz — e até fez uma concordância rara, hehe, “bastantes”. Ela toca numa questão em que prometo entrar tão logo baixe a poeira: as sinecuras de alguns professores universitários. Vocês têm o direito de saber a farra com dinheiro público que financia “viagens para pesquisa”. Mais: vocês têm o direito de comparar o quanto trabalham esses valentes por ano na comparação com o brasileiro comum. Segue o texto da minha correspondente. Passem adiante. Façam com que caia na rede. Eis caracterizados os burgueses do cápital alheio:

Reinaldo, meu nome é (...), também sou aluna de Letras (...). Peço, porém, que esses detalhes não sejam publicados, cuidado que você já vem tomando.

O clima de "luta" na universidade é latente, sempre estimulado por umas poucas figuras que, como você bem sabe, tornaram-se folclóricas na categoria "estudantes profissionais". Mesmo assim, como ressaltou minha colega publicada aí acima, costuma ser ignorado pela maior parte dos alunos, que ou têm mais o que fazer, como trabalhar, ou simplesmente não estão nem aí.

É lamentável que os arruaceiros façam o que façam, mas, jovens e bobos, talvez percebam algum dia que foram levados apenas pelo entusiasmo, como lembrou do alto da kombi Fábio Konder Comparato, hoje tão bem assentado em seu escritório no Alto da Lapa.

O mais curioso, porém, é ver como esses professores fefelechianos, no mundo autista que criaram ali entre árvores, acham-se "vítimas" por terem escolhido um trabalho que lhes dá dois meses de férias, salário garantido, estabilidade no emprego, direito de greve, cesta básica e possibilidade de se aposentar mais cedo. Fora as mamatas editoriais que irrigam os bolsinhos marxistas das roupas que eles compram em viagens ao exterior bancadas por órgãos de fomento que usam imposto pago por toda a sociedade.

Não acho errado (pelo contrário) que o dinheiro que o governo arrecada da sociedade sirva também à pesquisa. Apenas estranho que os beneficiários desses recursos vejam na sociedade uma ameaça tão grande, um monstro disforme alimentado pelo capitalismo. O que seria dessa gente se não houvesse bestas dispostas a sair à rua para trabalhar e gerar recursos pro estado? Com um pensamento tão peculiar, não é de admirar que queiram pra si mesmos tanta imunidade.

Sem falar nos pobres-coitados terceirizados que limpam as pichações vergonhosas do prédio e do popular banheiro das Letras. (...) Seria bom que provássemos primeiro a capacidade de gerir o patrimônio parco a que temos direito antes de exigir mais. O chiqueiro ideológico em que se transformou a faculdade de Letras da USP é fruto em grande parte do descaso e/ou da má-fé de pessoas muito bem nutridas que a freqüentam.

Há, porém, bastantes professores que não assinaram a lista de apoio ao vandalismo e à irracionalidade (há até alguns que assinaram, coitados) que dão duro todos os dias para que o nosso curso algum dia seja reconhecido mais por suas imensas capacidades acadêmicas do que por criar e nutrir aqueles que sempre se adiantam para atropelar o direito da maioria.


Por Reinaldo Azevedo
Professores de todas as Unidades da USP, desolados diante do esgotamento
de todas as possibilidades de diálogo oferecidas aos que ocuparam pela
violência a Reitoria, vêm a público conclamar colegas, estudantes,
funcionários e todos aqueles que reconhecem nesta Universidade um
patrimônio público inalienável, a apoiar sua pronta desocupação e a
volta à normalidade de suas atividades, que primam por ter a palavra e
o diálogo como meios de tratar as diferenças, bem-vindas, necessárias e
fundamentais nesta instituição.

( http://www.iag.usp.br/iag/org/diretoria/listaAssinatura.php )

Pode até não ser muito útil... mas quem quiser participar deste
abaixo-assinado, é só entrar em http://www.iag.usp.br/iag/org/diretoria/assinatura.php
Caros colegas,

Gostaria de compartilhar com vocês algumas dúvidas referentes as sucessivas paralisações que acometem a Universidade de São Paulo.

- Qual objetivo da continuação da greve? Há foco e objetivos claros?
- Os duzentos ou trezentos alunos presentes na reitoria representam os oitenta mil matriculados com que direito?
- O assédio moral no qual os alunos que não aderem à greve são submetidos é necessário se a greve é democrática e os grevistas respeitam a opinião alheia?
- Se os decretos são inconstitucionais, ignorar um mandato de reintegração de posse e impedir os funcionários da reitoria de trabalhar é o que?
- Os bolsistas que recebem através da reitoria devem fazer o que para pagar as suas contas enquanto a reitoria estiver invadida?
- Paralisar o bandejão e o circular são formas de punir o governo? Fazendo os alunos que não moram no CRUSP e não possuem carro caminhar até seus respectivos prédios e ficar sem jantar afeta o nosso excelentíssimo Governador?
- Se as greves são democráticas e aprovadas em “assembléias”, porque as portas das salas de aula são bloqueadas com carteiras pelos grevistas, ou impedem aulas com invasões, “piquetes”ou “apitassos”?
- Onde os caixas eletrônicos do Bradesco existentes em frente a reitoria se inserem na “disputa” entre o movimento de greve e o Governo Estadual ? Não compreendemos a depredação dos mesmos.
- Por fim, com relação a paralisação dos funcionários não temos mais nada a citar, pois eles realizam greve por hábito, não por necessidade de reivindicação. Pessoas do mundo real quando estão descontentes com seus empregos, demitem-se e procuram melhores oportunidades.

Repassem esse manifesto ao máximo de pessoas possíveis, pois os estudantes da USP não podem ser “representados” por uma minoria que está a está a mais de 30 dias na Reitoria de nossa Universidade tentando vencer a adolescência, achando que a melhor maneira de se melhorar a educação é paralisando as aulas.

Alunos pertencentes ao mundo real USP.
Fusão de 2 repostas à essa carta:

- Qual objetivo da continuação da greve? Há foco e objetivos claros?
Sim, a revogação TOTAL dos Decretos.

- Os duzentos ou trezentos alunos presentes na reitoria representam os oitenta mil matriculados com que direito?
Representam, uma vez que as assembléias são abertas para os oitenta mil. Se foi tirado em assembléia que o caminho é a ocupação, concorde ou não, aqueles que estão participando da ocupação representam a decisão da assembléia, e a assembléia é a maior instância decisória popular dentro da democracia. Digo mais: tirada uma decisão pela categoria, qualquer que seja, pela ética seus membros são impelidos a acatar a decisão da maioria. Do contrário é como um povo eleger um presidente e determinadas pessoas, que votaram em outro candidato, alegarem que só aceitam seu próprio candidato como autoridade. Ou seja, furar greve vai contra a assembléia e outros princípios democráticos, e esse tipo de coisa é mais comum em países sem noção de democracia, como o Brasil, onde o interesse individual se sobrepõe ao interesse público, sem ética alguma.

- O assédio moral no qual os alunos que não aderem à greve são submetidos é necessário se a greve é democrática e os grevistas respeitam a opinião alheia?
"Assédio moral" é algo feito de patrões para funcionários. É algo muito mais grave do que vc pensa. É algo de cima pra baixo, não entre colegas.

- Se os decretos são inconstitucionais, ignorar um mandato de reintegração de posse e impedir os funcionários da reitoria de trabalhar é o que?
Os funcionários da Reitoria tb estão em greve.
Ignorar o mandato de reintegração de posse faz parte da luta, é subverter a ordem de um Governo que fere a Autonomia Universitária e nos últimos 13 anos vem sucateando o Ensino Público.


- Os bolsistas que recebem através da reitoria devem fazer o que para pagar as suas contas enquanto a reitoria estiver invadida?
Agora no dia 6 vão receber o valor das bolsas, pois a Reitoria está funcionando no IPEN. Assim como todos os funcionários da USP.

- Paralisar o bandejão e o circular são formas de punir o governo? Fazendo os alunos que não moram no CRUSP e não possuem carro caminhar até seus respectivos prédios e ficar sem jantar afeta o nosso excelentíssimo Governador?
Infelizmente, a Greve dos funcionários da PCO e do COSEAS afetam mais os estudantes e funcionários do que o Governo, vc tem razão.

- Se as greves são democráticas e aprovadas em “assembléias”, porque as portas das salas de aula são bloqueadas com carteiras pelos grevistas, ou impedem aulas com invasões, “piquetes”ou “apitassos”?
Em algumas unidades os funcionários, em Assembléias, decidem fazer piquetes para defender outros funcionários que possam receber assédio moral ou persioguição dos seus chefes. Os piquetes são decididos em Assembléias de funcionários ou estudantes. Quem quiser estudar ou trabalhar que vá na próxima assembléia e vote.

- Onde os caixas eletrônicos do Bradesco existentes em frente a reitoria se inserem na “disputa” entre o movimento de greve e o Governo Estadual ? Não compreendemos a depredação dos mesmos.
Realmente, vc está certo. Essas coisas detonam a imagem do movimento e não são feitas por pessoas que são do movimento. Considerei um no sense total as pixações feitas no caixa do Bradesco assim como pixações no relógio da Praça do Relógio. Hoje de manhã os estudantes estavam apagando as pixações do relógio com solvente, numa manobra bem arriscada.

- Por fim, com relação a paralisação dos funcionários não temos mais nada a citar, pois eles realizam greve por hábito, não por necessidade de reivindicação. Pessoas do mundo real quando estão descontentes com seus empregos, demitem-se e procuram melhores oportunidades.
Vc acha então que é fácil se demitir e procurar novas oportunidades...
Para quem trabalha em áreas como Propaganda e Marketing, Design Gráfico, até pode ser fácil sair de uma agência e ir pra outra.
Mas para um motorista, para um faxineiro, um ajudante de obra, a coisa fica difícil. O jeito é se unir e pressionar o patrão.
Os trabalhadores das universidades são concursados. Nesses concursos às vezes chega-se a ter até umas 200 pessoas por vaga. São pessoas competentes, não são zés manés como vc pensa.
Muitos dos direitos que esses funcionários tinham há poucos anos, não têm mais, pois os governos do PSDB sucateiam tudo.
O jeito é protestar, e as greves são um meio de negociar com quem os tira esse direito. Só dá pra negociar usando essa ferramenta de negociação. Greve.
ridícula a resposta...Deus não dá asa a cobra. Ia me divertir o dia inteiro batendo em idiotas como esse.
Do contrário é como um povo eleger um presidente e determinadas pessoas, que votaram em outro candidato, alegarem que só aceitam seu próprio candidato como autoridade. Ou seja, furar greve vai contra a assembléia e outros princípios democráticos, e esse tipo de coisa é mais comum em países sem noção de democracia, como o Brasil, onde o interesse individual se sobrepõe ao interesse público, sem ética alguma.


"Juntado" de palavras vazias, sem sentido algum.

O direito de greve é individual, e o direito de ir e vir também. Pela princípio da hierarquização dos direitos, o direito de ir e vir se sobrepõe ao direito de greve.

O Brasil realmente não tem noção de democracia. Democracia é o respeito ao ESTADO DE DIREITO, não a uma minoria fascista.

Não há que se falar de ética, instância coletiva, ao tratarmos de direitos individuais.
Ontem, por volta das 19h, cerca de 300 pessoas entraram no prédio da Faculdade de Direito da USP. Parte foi retirada pela Tropa de Choque e Força Tática da Polícia Militar.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Estado, a ordem para a entrada da PM no prédio partiu de pedido do diretor da faculdade, João Grandino Rodas. Como havia, além de estudantes, manifestantes do MST e de centrais sindicais como a Conlutas, o diretor teria declarado ocorrência de esbulho possessório (invasão de propriedade por pessoas que lhe são alheias), o que garantiu a ação.

Em carta divulgada pelo movimento há uma convocação para uma luta "uma ampla e organizada manifestação da nossa insatisfação diante do quadro em que se encontra a educação pública brasileira". E tem 18 (ai meu saco) recomendações:

1. Pela erradicação do analfabetismo;
2. QUEREMOS ESTUDAR: garantia do acesso da classe trabalhadora a educação publica de qualidade e socialmente referenciada em todos os níveis. Fim do vestibular e dos processos excludentes de seleção para ingresso;
3. Implementação de políticas de ações afirmativas capazes de reverter o processo histórico de exclusão, com gratuidade ativa e políticas de assistência estudantil para garantir a permanência;
4. Ampliação do investimento público da educação pública para no mínimo 7% do PIB;
5. Em defesa da expansão de vagas com garantia de qualidade e abertura de concursos para professores e técnico-administrativos e infra-estrutura adequada;
6. Autonomia das universidades frente as ingerências de governos e mantenedoras;
7. Em defesa de uma formação universitária baseada no tripé ensino, pesquisa e extensão e contra a mercantilização da educação e da produção do conhecimento;
8. Por uma avaliação institucional de educação superior socialmente referenciada, com participação dos estudantes, profissionais da educação e movimentos sociais, sem caráter produtivista, e punitivo;
9. Gestão democrática, com participação paritária de estudantes, técnico-administrativos e docentes em todos os níveis de decisão das instituições e sistemas de ensino;
10. Controle público do ensino privado em todos os níveis. Pelo padrão unitário de qualidade na educação. Pela redução das mensalidades e contra punição dos inadimplentes;
11. Garantia da livre organização sindical e estudantil, em especial, nas instituições privadas. Em defesa do direito a greve;
12. Por um sistema nacional de educação que impeça a fragmentação entre os diversos níveis e garanta a obrigatoriedade no ensino médio publico.
13. Contra a privatização do ensino público e dos hospitais universitários, seja por meio das fundações privadas seja pela aprovação do projeto de criação de fundações estatais;
14. Pela garantia dos direitos conquistados pelos professores e técnico-administrativos das instituições públicas, contra o Projeto de Lei Complementar - PLP 01;
15. Pelo Passe Livre Estudantil financiado pelo lucro das empresas de transportes;
16. Em defesa de um piso salarial nacional para os trabalhadores da educação calculado pelo DIEESE para a jornada de 20 horas;
17. Pela derrubada dos vetos ao PNE 2001. Pela construção coletiva do novo PNE da sociedade brasileira que atenda as reivindicações históricas da classe trabalhadora;
18. Pela imediata implantação da lei 10.639 /2003 em todos os níveis educacionais.


😒
Saiu no Jornal do Campus:
Enquantos alunos da FFLCH passam anos pedindo por reforma, reparos na Reitoria são iniciados em "caráter emergencial".

As Reformas que começaram a ser realizadas na Reitoria após a ocupação não passaram por licitação; isso porque foram consideradas emergenciais. As obras prevêem a troca de portas, o conserto e o acabamento de gesso do teto e a troca do balcão de recepção. Entretanto, prédios como o de História e Geografia da Faculdade de Letras e Ciências Humanas, precisaram de enfrentar por aprovação de verba e licitação. O prédio, que chegou a ficar alagado em março deste ano, esperava a conclusão de um processo licitatório desde outubro do ano passado.


Isso vai dar em mais gente enchendo o saco. Vai esperando...
Moda agora?

Reitoria da PUC ocupada

A reitora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Maura Bicudo Véras, se pronunciou há pouco, pela primeira vez, por meio de comunicado oficial, sobre a ocupação da Reitoria, realizada na noite de segunda-feira, 5, por estudantes da universidade. Na nota, Maura repudia a manifestação e "lamenta a violência e a ação antidemocrática". "Não se pode tolerar esta atitude e é preciso agir com rigor, dentro da lei, para defender o patrimônio cultural e físico da universidade", declarou.

A reitora da PUC-SP comentou, ainda na nota, que as reivindicações dos estudantes que chegaram à reitoria não procedem. Os alunos frisam que a universidade não discutiu o chamado "redesenho institucional", que prevê uma reestruturação na universidade com o objetivo, segundo a PUC-SP, de dar "novas estruturas que permitam dinâmicas mais ágeis e integradas para a realização de suas atividades-fim."

Os estudantes batem, incisivos, na tecla de que esta medida aumenta a centralização das decisões, acaba com a autonomia dos cursos e impõem uma lógica de mercado, que privilegiaria os cursos que geram mais lucro.

(texto completo em http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid76280,0.htm)
Viva o choque!

Alunos desocupam reitoria da PUC-SP após ação da tropa de choque
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THAÍS NALDONI
Colaboração para a Folha Online

Na madrugada deste sábado (10), aproximadamente 250 estudantes desocuparam a reitoria da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica), após ação surpresa de policiais militares da tropa de choque, que executaram mandado de reintegração de posse expedido pelo juiz Felipe de Mello Franco, da 24ª Vara Cível do Fórum Central Cível João Mendes Júnior, na última terça-feira (6).

A desocupação começou por volta das 2h50 e foi realizada de forma pacífica, ainda que os estudantes se mantivessem em frente ao prédio da reitoria, localizado no campus Monte Alegre, em Perdizes (zona oeste de São Paulo).

Segundo informações de uma aluna participante do protesto, assim que entraram no prédio, os policiais levaram todos os alunos para uma sala e os liberaram após colherem seus nomes e números de RG. Cerca de 110 policias da tropa de choque participaram da operação.

A reitoria da PUC-SP estava ocupada desde segunda-feira (5), depois de uma audiência pública promovida pela direção da universidade, que tinha por objetivo falar aos alunos sobre seu "redesenho institucional". A idéia, de acordo com a direção, é de que a instituição tenha novas estruturas que permitam "dinâmicas mais ágeis e integradas para a realização de suas atividades-fim".

Alguns estudantes, no entanto, se mostraram contrários ao "redesenho", sob alegação de que a estrutura aumentaria uma centralização de decisões, acabando com a autonomia dos cursos e privilegiando os que geram mais lucro.
Pergunta: o choque entrou em ação na PUC e não na USP, porque:

- Aprenderam com o passado, e na PUC autorizaram a entrada?
- Na USP, precisavam da autorização da reitoria (já que a polícia não pode entrar lé, etc), que não deu autorização?
- A PUC é privada, e os donos botaram pressão pra policia organizar as coisas? A USP é coisa pública, de todos (ou seja: de ninguém), então ninguém tava preocupado com nada.

Porque será? gostaria realmente de acreditar na primeira...
mas é a segunda. a reitoria não pediu a reintegração de posse.

falar em reintegração, principalmente para os expatriados: sabiam que, no pará, a políica está IMPEDIDA PELA GOVERNADORA, petista, de agir em qualquer crime que tenha alguma conotação que possa classificá-lo como "conflito agrário"? INCLUSIVE SEQUESTRO DE DONOS DE TERRA.

E o Lula dando bronca na Vale do Rio Doce, porque "está investindo no exterior e não no Brasil" (!), dizendo que ela "escalpela o Pará e dá pouco em troca"?????

Fiquem por aí, meus amigos. Fiquem por aí...
Não, a Reitora pediu reintegração de posse 13 dias depois do início da ocupação. Só que ela ficou num chove não molha, uma hora negociava, outra parava a negociação. Daí se passaram mais de 30 dias e nada de choque entrar pra desocupar.

Eu acredito mais na hipótese 3... noção torta do que é público.
Decisão exemplar: invasor de sala de diretor vai ter de pagar indenização
Por Italo Nogueira, na Folha deste domingo:

Dois anos após invadir a sala da direção da Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), um estudante terá que pagar R$ 3.000 por danos morais ao ex-diretor da unidade. Pedro Martins Coelho, 26, participou da invasão à direção da ECO em junho de 2005. Cerca de cem estudantes ocuparam a sala e determinaram que nenhum funcionário entraria ali. Entre os que foram barrados estava o então diretor da escola, José Amaral Argolo. O rapaz, à época membro do centro acadêmico da escola e do Diretório Central dos Estudantes, afirmou que não houve discussão entre os alunos e o ex-diretor.

Os estudantes invadiram a sala, diz Coelho, a fim de pressionar a reitoria da universidade a tomar providências contra o então diretor em razão de supostas irregularidades. O reitor da UFRJ, Aloísio Teixeira, em viagem a trabalho, não foi localizado pela assessoria de imprensa da universidade. O ex-diretor processou Coelho no Juizado Especial Cível que julga causas com valor inferior a 40 salários mínimos e pediu indenização de R$ 12 mil. Após perder na primeira instância, teve parte do recurso atendido pela 2ª Turma Recursal do juizado, que condenou Coelho a pagar-lhe R$ 3.000. Na súmula, os juízes entenderam que Coelho constrangeu o ex-diretor, "violando-lhe a liberdade de locomoção praticando ato ilícito ofensivo da honra". O STF (Superior Tribunal Federal) negou o recurso interposto pelo advogado de Coelho em outubro. Além da esfera cível, há ainda um processo criminal contra quatro estudantes, movido pelo professor em decorrência do mesmo caso.
(...)
"Houve uma inversão de papéis. Como era um problema acadêmico, o caso deveria ser resolvido na esfera acadêmica. A saída para a esfera judicial deveria ser o último caso. Isso é antipedagógico", disse a atual diretora da ECO, Ivana Bentes.

Voltei
O professor Argolo está de parabéns, e Ivana Bentes está, como sempre, errada. Invasão de sala de diretor é delinqüência, não problema acadêmico. Ademais, aos 24 anos (então), o tal rapaz deveria estar trabalhando, não promovendo arruaça.



Por Reinaldo Azevedo
Polícia Militar faz desocupação da reitoria da USP

A Polícia Militar removeu os funcionários da USP que, em greve, vinham impedindo o acesso ao prédio da reitoria da instituição, por meio de piquetes, desde o dia 27 de maio. Segundo nota da reitoria, a desocupação foi realizada "por ordem judicial e de forma pacífica".

"Da mesma forma, foram liberadas as entradas do Prédio da Antiga Reitoria, da Coordenadoria do Campus, da Coordenadoria de Assistência Social, do CEPEUSP, do MAC, do Museu de Arqueologia e Etnologia e da Creche Oeste, que também estavam bloqueados", prossegue o texto publicado no website oficial da USP.

Na nota, a reitoria afirma que "reconhece o direito de reivindicação de seus servidores", mas pondera que "não pode se omitir diante de ações violentas e tumultuosas".

(texto completo em http://www.estadao.com.br/noticias/vida ... 0489,0.htm)
Pô...

Impedir a galera de entrar no CEPÊ é sacanagem... tem de chamar o choque mesmo... e descer o porrete...
Reitoria, salas de aula, etc nao são importantes... CEPE é o que liga...

Da outra vez (em 2007) não devem ter fechado o cepe...
É quem nem aquela piadinha dos canibais que contratados de uma empresa, comeram supervisores, coordenadores, gerentes e até um diretor e ninguém percebeu... Aí um deles comeu a tiazinha do café e todos foram mandados embora...
Os funcionários da USP querem unificar o movimento de greve com os professores estaduais de São Paulo, que têm paralisação programada para amanhã. A decisão foi tomada em assembleia da categoria na manhã desta terça em frente à reitoria da USP. Na reunião, os manifestantes resolveram que irão bloquear a entrada principal da USP em evento que ficou denominado "Trancaço" na próxima quinta. "Queremos envolver outros setores no movimento", disse Magno de Carvalho, diretor de comunicação do Sintusp. Os grevistas votaram ainda pela manutenção da greve por tempo indeterminado e pela continuidade dos piquetes, que pretendem impedir que outros trabalhadores acessem seus locais de trabalho. "Se a polícia vier, nós não vamos enfrentar, mas queremos manter os prédios fechados até o final da greve", disse Magno.
(fonte: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/ ... u8151.jhtm)

As manifestações e atos de persuasão utilizados pelos grevistas não poderão impedir o acesso ao trabalho nem causar ameaça ou dano à propriedade ou pessoa.
(Lei Nº 7.783, disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil/Leis/L7783.htm)
Por volta das 16 horas, cerca de mil pessoas, entre funcionários e estudantes da USP, fecharam a entrada principal da universidade hoje. O tumulto começou durante manifestação pacífica que se iniciou na tarde desta terça na frente do portão principal da Cidade Universitária, quando um estudante pegou um cone de trânsito. Em seguida, quatro PMs se aproximaram e os cerca de 300 alunos que estavam no local encurralaram os policiais. O reforço da PM foi acionado e, quando chegou à Faculdade de Educação, o confronto ficou mais intenso. Policiais jogaram bombas de gás lacrimogêneo e os estudantes responderam jogando pedaços de tijolos. O ex-funcionário Claudionor Brandão, dirigente do Sintusp, foi preso por incentivo à violência e desacato a autoridade.
(fonte: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid384940,0.htm)

Policiais militares que tentam reprimir um protesto na USP lançaram por volta das 17h50 mais bombas de efeito moral contra os manifestantes, que bloquearam o acesso à universidade. Segundo informações preliminares da reitoria da USP, os manifestantes jogaram pedras e paus contra os PMs, que reagiram.
(fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educ ... 8870.shtml)

Por volta das 18h05 passei pelo P1. Tinha uns 5 carros de polícia e uns 3 de CET. Mas o ônibus entrou normalmente. Só que não conseguiu descer a Luciano Gualberto. Tinha uma faixa de trânsito e um carro da guarda universitária bloqueando o trânsito logo na rotatória. Em frente da História tem um piquete de alunos com cadeira e carteiras bloqueando totalmente a passagem. No final da travessa da reitoria tem uns 40 policias da tropa de choque parados. Lá embaixo, na subida da Luciano Gualberto, outra faixa de trânsito e carro da guarda universitária. Como desci a avenida andando deu pra perceber que o ar não está muito "agradável". Provavelmente resto de gás de efeito moral. Que merda...
(fonte: eu)
Taí uma foto da PM rodeada de alunos...

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Os policiais devem ter saído surdos dali depois de ouvir "fora PM" por horas e horas a fio. Em dado momento, a maioria dos manifestantes resolve voltar pra reitoria. Só que meia grosa de imbecis ficam e resolvem cercar quatro policiais contra um tapume, como dá pra ver no vídeo http://www.youtube.com/watch?v=zYnvT4nqK3M Provavelmente aí que a merda começa. Pelos outros vários vídeos no Youtube, os manifestantes "abrem" um corredor de saída pros quatro policiais cercados. Pois esse grupo de policiais chama duas blazers da Força Tática que é quem, avançando em linha e com escudos plásticos transparentes, começa a tentar dispersar os piqueteiros com bombas de gás e balas de borracha.

Só bem depois é que chega a Tropa de Choque, que podem facilmente ser notadas por carregarem escudos grandes de metal com uma pequena janelinha blindada. O que eu vi na travessa da Reitoria, no cair da noite, foram uns 20 da Força Tática e uns 20 da Tropa de Choque e o resto policial fora de formação. A Força Tática tem como objetivo agir preventina ou repressivamente no controle de tumultos de pequenas dimensões e ações para restauração da ordem pública que não justifiquem a mobilização do efetivo do Choque. Ou seja, os vídeos mostram que polícia agiu totalmente conforme suas regras. Só não sei se precisava avançar da Faculade de Educação até a FFLCH pra dispersar a galera. Pois agora tem muita gente dizendo "desde 1968 que..." blá, blá, blá...
A favor da PM no campus mais da metade dos universitários. Contra a greve a maioria.
(http://greveuspresultado.dnsalias.com/)

Ninguém a favor dos piquetiros, nem o Dallari:

FOLHA - O que deu errado na terça?
DALMO DALLARI - Há um conjunto de erros. Em primeiro lugar, a maneira como estão sendo postas as reivindicações. Há um excesso de temas -tem a reivindicação salarial, a questão do ensino a distância, a readmissão de um funcionário demitido. São coisas completamente diferentes e cuja decisão depende de órgãos diferentes.
É preciso reduzir essa pauta a um temário coerente. Além disso, não posso admitir a prática de violência física contra a universidade, um patrimônio público. Fiquei indignado quando vi as fotografias de funcionários e alunos arrebentando a universidade. Essas pessoas não gostam da USP.

FOLHA - Elas dizem que é a reitora que não gosta.
DALLARI - Essas pessoas têm um radicalismo fora de moda.
Querem impor a adesão ao movimento por intermédio dos piquetes. É natural que quem reivindica procure obter adesão. Mas isso deve ser feito pelo convencimento. E não cerceando os direitos dos professores, funcionários e alunos que querem atividades normais. Não posso reivindicar o meu direito agredindo o dos outros.

FOLHA - É chamando a polícia que se resolve isso?
DALLARI - É claro que a presença da polícia no campus não é desejável. Mas isso é muito diferente da polícia que invadiu o campus na ditadura militar. A polícia naquela época impedia o exercício do direito de expressão, de reunião, de reivindicação. Era uma polícia arbitrária e violenta por natureza. Mas agora o que aconteceu é que a PM compareceu para fazer cumprir uma determinação judicial, visando à proteção do patrimônio público. E acho que a reitora agiu corretamente quando solicitou essa proteção.

FOLHA - Mas a polícia acabou jogando bomba em estudante contra a greve. Está certo isso?
DALLARI - A história está cheia de exemplos em que a polícia acaba se excedendo. Mas houve situações de um grupo de manifestantes cercando a polícia. É fácil de imaginar o temor dos policiais de serem agredidos, humilhados. Isso acabou precipitando ações violentas da polícia, também condenáveis.

FOLHA - As entidades alegam que a reitora fugiu do diálogo...
DALLARI - Eu, se fosse reitor, também não compareceria a uma reunião com esse tipo de radicalismo, até com risco de agressões físicas.

FOLHA - E agora, o que fazer?
DALLARI - É preciso definir uma pauta coerente de reivindicações. A reitora poderia designar uma comissão de membros do Conselho Universitário, com representantes de professores, estudantes e funcionários, que de maneira civilizada e coerente discutiria sem radicalismos.

FOLHA - E quanto à PM no campus?
DALLARI - Do jeito que as coisas estão, acho que pura e simplesmente retirar a polícia é temerário. É preciso manter a polícia e abrir a negociação.


(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidi ... 200910.htm)
Bandejão da Química invadido!

Por volta das 12h30 de hoje, o bandejão da Faculdade de Química da USP foi invadido. O restaurante era o único em funcionamento dos quatro bandejões existentes na universidade, porque é operado por uma empresa terceirizada (Starbene refeições).

Manifestantes chegaram tumultuando a fila e forçaram a entrada no local. As funcionárias da catraca recolheram suas coisas e se reuniram na porta da cozinha para falar com os outros funcionários. Assim como quem estava almoçando, os funcionários não estavam gostando da situação e cogitavam chamar a polícia. Lá dentro, os manifestantes abriram faixas de protesto, batucaram seus tambores e gritaram "terceirizado é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo!" entre outros gritos.

Os funcionários pararam de trabalhar e, depois de um bom tempo de protesto, os manifestantes "assumiram" o funcionamento do local. Liberaram a catraca de entrada, deixando parte dos universitários comer sem pagar. O funcionamento do restaurante foi interrompido por volta da 13h15, sendo que deveria funcionar até as 14h. Muitos alunos ainda aguardavam na fila para almoçar, segundo funcionários da empresa.

De acordo com a técnica de nutrição do restaurante Márcia Oliveira, a empresa perdeu cerca de 1.300 refeições. O diretor do DCE Estevão Pascoli disse que a intenção do piquete era dar chance aos trabalhadores terceirizados de aderir à greve, embora isso seja indiferente a eles.

(fonte: http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0 ... MENTO.html e relatos de alunos da T03 do Design)