DESARMAMENTO: A ALEGRIA DO CRIME!
História para quem esqueceu, ou nunca soube:
Em 1929, a União Soviética desarmou a população ordeira. De 1929 a 1953,
cerca de 20 milhões de dissidentes, impossibilitados de se defenderem,
foram caçados e exterminados.
Em 1911, a Turquia desarmou a população ordeira. De 1915 a 1917, um
milhão e meio de armênios, impossibilitados de se defenderem, foram caçados
e exterminados.
Em 1938, a Alemanha desarmou a população ordeira. De 1939 a 1945, 13
milhões de judeus e outros "não arianos", impossibilitados de se
defenderem, foram caçados e exterminados.
Em 1935, a China desarmou a população ordeira. De 1948 a 1952, 20
milhões de dissidentes políticos, impossibilitados de se defenderem, foram
caçados e exterminados.
Em 1964, a Guatemala desarmou a população ordeira. De 1964 a 1981,
100.000 índios maias, impossibilitados de se defenderem, foram caçados e
exterminados.
Em 1970, Uganda desarmou a população ordeira. De 1971 a 1979, 300.000
cristãos, impossibilitados de se defenderem, foram caçados e exterminados.
Em 1956, o Camboja desarmou a população ordeira. De 1975 a 1977, um
milhão de pessoas "instruídas", impossibilitados de se defenderem, foram
caçados e exterminados.
Pessoas indefesas caçadas e exterminadas nos países acima, no século XX,
após o desarmamento da população ordeira, sem que pudessem se defender: 56
milhões.
Há doze meses o governo da Austrália editou uma lei obrigando o
proprietários de armas a entregá-las para destruição. 640.381 armas foram
entregues e destruídas, num programa que custou aos contribuintes mais de
US$ 500 milhões. Os resultados, no primeiro ano, foram os seguintes:
Os homicídios subiram 3.2%, as agressões 8.6%, os assaltos a mão armada
44%. Somente no estado de Victoria, os homicídios subiram 300%. Houve ainda
um dramático aumento no número de invasões de residências e agressões a
idosos. Os políticos australianos estão perdidos, sem saber como explicar
aos eleitores a deterioração da segurança pública, após os esforços e
gastos monumentais destinados a "livrar das armas a sociedade australiana".
Naturalmente, a população ordeira entregou suas armas, enquanto os
criminosos ignoraram essa lei, como já ignoravam as demais.
O mesmo está acontecendo no Reino Unido. País tradicionalmente
tranqüilo, onde até a polícia andava desarmada, adotou o desarmamento da
população ordeira. Pesquisa realizada pelo Instituto Inter-regional de
Estudos de Crime e Justiça das Nações Unidas revela que Londres hoje é
considerada a capital do crime na Europa. Os índices de crimes a mão armada
na Inglaterra e no País de Gales cresceram 35% logo no primeiro ano após o
desarmamento. Segundo o governo, houve 9.974 crimes envolvendo armas entre
abril de 2001 e abril de 2002. No ano anterior, haviam sido 7.362 casos.
Os assassinatos com armas de fogo registraram aumento de 32%. A polícia
já está armada.
Nos Estados Unidos, onde a decisão de permitir o porte de armas é
adotada independentemente por cada estado, todos os estados com leis
liberais quanto ao porte de armas pela população ordeira têm índices de
crimes violentos em muito inferiores à média nacional, enquanto os estados
com maiores restrições ostentam índices de crimes violentos expressivamente
superiores à média nacional. Washington, onde a proibição é total, é a
cidade mais violenta dos EUA.
Você não verá as informações acima disseminadas na imprensa local. Com
honrosas exceções, a imprensa está fechada com as ONGs internacionais que
pregam o desarmamento, por mais perigoso e ineficaz, Deus sabe com que
propósitos.
Armas em poder da população ordeira e responsável salvam vidas e
defendem propriedade. Leis de desarmamento afetam somente a população
ordeira.
Em 2003, com a aprovação do absurdo Estatuto do Desarmamento, o Brasil
iniciou o processo de desarmar a população ordeira. Salvo engano, isso quer
dizer Você. E se você não lutar contra isso, você ou sua família poderão
ser as próximas vítimas indefesas.
Com armas, somos cidadãos. Sem armas, somos súditos. Quem desarma a
vítima fortalece o agressor. Na hora do perigo, será que a polícia vai
estar lá? Chamar a polícia pode levar alguns segundos, esperar por ela pode
levar o resto da sua vida. Uma arma na mão é melhor que um policial ao
telefone.
O Brasil tem a mania de andar na contra-mão da história. E aqueles que
tomam, por nós, as decisões, estão confortavelmente protegidos pelo aparato
de segurança do Estado, circulando em carros blindados, tudo pago pelo
nosso dinheiro. A única coisa que temem é o uso consciencioso do voto. Do
nosso voto.
Quem não luta pelos seus direitos, não tem direitos.
DESARMAMENTO
Discussão (23 respostas)
Caramba... todas as estatísticas que vejo dizem que o desarmamento no Brasil traz melhoras. Tudo tendendioso? Olha só:
Segundo a pesquisa, chamada de “Também morre quem atira”, para cada latrocínio em que o assaltado estava armado, a média de mortes entre as vítimas foi de 2,2. No total dos casos, a média é de 1,5 mortes. “Nota-se, portanto, que nos casos que envolviam vítimas armadas existe maior probabilidade de envolvimento de múltiplas vítimas.
Os dados reunidos no estudo mostram que, no Rio e em São Paulo, entre 35% e 48% dos homicídios tiveram motivos fúteis, como discussões em bares, brigas de trânsito ou conflitos de vizinhança e situações em que havia um relacionamento entre autor e vítima.
Isso eu tirei do site Senado Federal - dados sobre desarmamento. Sim, a maior parte das estatísticas por lá não dizem nada, mas algumas apontam o que acontece quando as armas estão disponíveis para todos.
Óbvio que o desarmamento atinge apenas quem não é bandido. Mas será que se toda essa população ordeira tem preparo para utilizar as armas? Como não poderia deixar de ser da minha parte, alguma sugestão "fuzzy": seria possível e razoável proibir porte e comércio de munição letal? Desse modo as brigas entre conhecidos não matariam, apesar de ainda continuar a diferença de poder entre inocentes e agressores armados ilegalmente. Enfim, me parece que entre as duas opções do prebiscito são ruins... então vamos proibir a fabricação de armas no mundo todo! Aeee... 🤪
Segundo a pesquisa, chamada de “Também morre quem atira”, para cada latrocínio em que o assaltado estava armado, a média de mortes entre as vítimas foi de 2,2. No total dos casos, a média é de 1,5 mortes. “Nota-se, portanto, que nos casos que envolviam vítimas armadas existe maior probabilidade de envolvimento de múltiplas vítimas.
Os dados reunidos no estudo mostram que, no Rio e em São Paulo, entre 35% e 48% dos homicídios tiveram motivos fúteis, como discussões em bares, brigas de trânsito ou conflitos de vizinhança e situações em que havia um relacionamento entre autor e vítima.
Isso eu tirei do site Senado Federal - dados sobre desarmamento. Sim, a maior parte das estatísticas por lá não dizem nada, mas algumas apontam o que acontece quando as armas estão disponíveis para todos.
Óbvio que o desarmamento atinge apenas quem não é bandido. Mas será que se toda essa população ordeira tem preparo para utilizar as armas? Como não poderia deixar de ser da minha parte, alguma sugestão "fuzzy": seria possível e razoável proibir porte e comércio de munição letal? Desse modo as brigas entre conhecidos não matariam, apesar de ainda continuar a diferença de poder entre inocentes e agressores armados ilegalmente. Enfim, me parece que entre as duas opções do prebiscito são ruins... então vamos proibir a fabricação de armas no mundo todo! Aeee... 🤪
para cada latrocínio em que o assaltado estava armado, a média de mortes entre as vítimas foi de 2,2. No total dos casos, a média é de 1,5 mortes. “Nota-se, portanto, que nos casos que envolviam vítimas armadas existe maior probabilidade de envolvimento de múltiplas vítimas.
média entre armados: 2.2
média TOTAL: 1.5
a comparação devia ser feita armado vs. desarmado, em determinado nível de significância. Médias só podem ser comparadas em testes de hipótese (assumindo que sejam amostras, é claro). A um determinado nível de significância, essas médias podem ser iguais. Sex, lies and statistics.
Os dados reunidos no estudo mostram que, no Rio e em São Paulo, entre 35% e 48% dos homicídios tiveram motivos fúteis, como discussões em bares, brigas de trânsito ou conflitos de vizinhança e situações em que havia um relacionamento entre autor e vítima
é óbvio que não é ARMA PRA QUALQUER UM. O que se deve é aperfeiçoar um direito, nunca retirá-lo, principalmente um direito tão fundamental quanto esse. Pra vc ter uma idéia: meu avô tinha arma, que agora está comigo, e você nunca soube disso. Meu tio e minha tia também. Já foram assaltados, minha tia inclusive já surpreendeu bandidos dentro da casa da praia, há muito tempo, e disparou para o alto. Eu não quis tirar porte, e me arrependi - portanto, a arma do meu avô é apenas uma relíquia. E, enquanto ele era vivo, eu nunca nem vi a arma - ficava bem guardada, e carregada com discrição.
O que quero dizer é: porte pra quem tem bom perfil psicológico, e que SAIBA ATIRAR. Isso é primordial. Curso de tiro, e renovação anual do porte, com comprovação de treino. Sei que nego vai falar: mas aí só quem tem grana vai poder se defender...vou ser obrigado a concordar com você, e nunca refleti sobre isso, o que prometo fazer.
possível e razoável proibir porte e comércio de munição letal?
eu achei a idéia fantástica. Sem zoeira
Opinião de um Israelense da ICTS: Se você tem arma, ela deve estar na cintura 100% do tempo. Qualquer outro lugar (na mesa, na gaveta, no cofre) é pedir para dar merda.
Ou seja, como não andamos armados o tempo todo, é besteira e dar mole pro azar ter uma arma em casa.
Eu sou a favor do desarmamento geral. Assim, estar armado daqui pra frente é bandido, pode matar a vontade!
Ou seja, como não andamos armados o tempo todo, é besteira e dar mole pro azar ter uma arma em casa.
Eu sou a favor do desarmamento geral. Assim, estar armado daqui pra frente é bandido, pode matar a vontade!
bom, o problema é esse: a não ser que se esteja em mesa de bar, não dá pra pedir pra passar fogo geral, nem se for bandido. As pessoas têm direitos individuais inalienáveis, e direito à defesa é um deles.
sempre lembrando:
"O bem que o Estado pode fazer é limitado; o mal, infinito. O que ele nos pode dar é sempre menos do que nos pode tirar."
Roberto Campos
sempre lembrando:
"O bem que o Estado pode fazer é limitado; o mal, infinito. O que ele nos pode dar é sempre menos do que nos pode tirar."
Roberto Campos
Grata surpresa: a VEJA dá a capa deste domingo a um bom editorial: 7 MOTIVOS PARA VOTAR NÃO NO DIA DIA 23 DE OUTUBRO.
A Veja se posiciona contra o estardalhaço politicamente correto, nojentamente amparado nos "artistas-sou-da-paz" da propaganda gratuita.
Respeito quem vai votar no sim, mas não dá pra respeitar um bando de notórios maconheiros e xinxeiros - ressalto ainda que sou a favor da liberação completa das drogas, mundialmente (só no Brasil dá problema) - que financiam a violência, vir com argumentos fascistas contra o voto NÃO.
A Veja começa achincalhando a pergunta; pra quem não sabe, em 23 de out. vai ser feita a seguinte questã aos distintos bananalenses:
O COMÉRCIO DE ARMAS DE FOGO E MUNIÇÃO DEVE SER PROIBIDO NO BRASIL?
A Veja diz que a pergunta deveria ser:
O ESTADO BRASILEIRO PODE TIRAR DAS PESSOAS O DIREITO DE COMPRAR UMA ARMA DE FOGO?
Eu acrescento: proibindo só o comércio, falta proibir a fabricação. É desnecessário notar que a TAURUS é uma das empresas mais SOCIALMENTE RESPONSÁVEIS (bleaaaaaaargh!!!!), o que nada mais é que uma boa tática de barreira à saída de um negócio: vai mexer com uma Souza Cruz, que tem um programa garantidor de renda do pequeno produtor rural no Sul...
Voltando: sem proibir a fabricação, uma das principais fontes de armamentos ilegias continua inatacada, os assaltos aos distribuidores dos fabricantes. Fora que, pros padrões internacionais, as cidades brasileiras são relativamente DESARMADAS. O objetivo da Lei, no Brasil, é desarmar o campo, pra delírio dos BANDIDOS do MST.
Os argumentos da VEJA:
1 - Os países que proibiram a venda de armas tiveram UM AUMENTO DE CRIMINALIDADE E DA CRUELDADE DOS BANDIDOS: Jamaica, Inglaterra são os exemplos citados pela revista. O racional é bem intuitivo: com a Lei, diminui, para o bandido, o risco de se deparar com um cidadão armado.
Outro lado do argumento mostra os países mais armados do mundo: EUA, SUÍÇA - onde o cidadão recebe um fuzil do Estado - Canadá. O louco que disser que os índices de criminalidade destes países for preocupante deve voltar pro primário e aprender a contar.
2 - A vitória do SIM não vai tirar as armas de circulação do país, mas, por outro lado, vai ter um efeito deletério: vai criar um mercado negro. Quem estudou um mínimo de economia sabe que a demanda dirige a oferta. Onde há uma necessidade, há alguém disposto a atendê-la. E mais: quanto maior o risco envolvido, mais caro o produto. Pois bem: a necessidade de ter armas no país continua. E digo mais: tende a aumentar, uma vez que BANDIDOS podem andar impunemente pelo país e serem incensados como heróis, caso do Stédile. O mercado negor é uma consequência lógica, e transfromará cidadãos de bem em financiadores do crime organizado, além de criar mais uma fonte de receita para o crime. Parabéns aos iluminados.
3 - O desarmamento das populações é o primeiro passo do totalitarismo: todas as ditaduras modernas começam com o desarmamento das populações, sem excessão. Uma população desarmada é uma população submissa.
4 - A polícia brasileira não consegue garantir a segurança do povo. Aliás, quero ver se, caso o SIM ganhe - e me dê mais um motivo pra ir embora do país, que não vou criar meus filhos com a criminalidade PIOR do que já está - alguém vai pedir as armas do Abílio Diniz, que, além do mais, adoram exibí-las: na sexta feira, os garotos da família estavam em frente à Siciliano da ponte cidade jardim montando guarda, medindo cada entrante da livraria - como este pobre - de cima a baixo e exibindo suas "quadradas" com orgulho de macho. Vão tirar as armas dos seguranças do Diniz? Ou agora oficialmente só os ricos terão direito à segurança?
Isso me leva ao seguinte argumento dos partidários do SIM: as armas matam. Sinto muito, queridos, os homens matam. Não são os carros, as drogas ou as armas que matam. São aqueles que os dirigem, que as inalam/fumam/injetam ou os que as empunham. Sem o mínimo preparo. Uma vez, na Blockbuster perto de casa, vi uma cena dantesca: um imbecil dum segurança do posto - Blockbuster no posto, com drogaria e smart shop - discutindo com uns manés numa pick up, saca sua arma e aperta o gatilho, "pra assustar". A arma estava descarregada, mas imagina se não estivesse. Se houvesse "a do Diabo" na agulha. Um tiro num posto de gasolina, que poderia provocar um tiroteio, num ambiente cheio de crianças, que poderia provocar explosões. O pior é que eu não me contive e fui brigar com esse segurança, quis ir prestar queixa contra o imbecil, mas não me deixaram. Imbecis matam, não armas.
5 - A proibição vai aumentar o comércio ilegal de armas
6 - Criminosos não obedecem às leis, por definição. Para o crime, a Lei é inócua. O interessante é que até os partidários do SIM reconhecem isso, e dizem que a Lei é para evitar as tragédias familiares, de crianças que pegam armas (!!!), de suicidas e depressivos que pegam armas e se matam (!!!!!!), de discussões de trânsito que acabam em morte (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!). Ora, não é dever do Estado de cuidar ou tutelar famílias disfuncionais! É obrigação de um pai manusear sua arma com responsabilidade, como é obrigação de um pai não deixar as chaves de seu carro ao alcance do adolescente cabeça-de-bagre, mas qual o quê! A tutela do Estado só faz criar imbecis com dissonância cognitiva sobre ser um pai responsável. E um suicida depressivo deve ser tratado como doente que é, não como imbecil.
7 - O referendo não resolve o verdadeiro problema: o desaparelhamento da polícia.
Por essas, e outras, voto NÃO!
A Veja se posiciona contra o estardalhaço politicamente correto, nojentamente amparado nos "artistas-sou-da-paz" da propaganda gratuita.
Respeito quem vai votar no sim, mas não dá pra respeitar um bando de notórios maconheiros e xinxeiros - ressalto ainda que sou a favor da liberação completa das drogas, mundialmente (só no Brasil dá problema) - que financiam a violência, vir com argumentos fascistas contra o voto NÃO.
A Veja começa achincalhando a pergunta; pra quem não sabe, em 23 de out. vai ser feita a seguinte questã aos distintos bananalenses:
O COMÉRCIO DE ARMAS DE FOGO E MUNIÇÃO DEVE SER PROIBIDO NO BRASIL?
A Veja diz que a pergunta deveria ser:
O ESTADO BRASILEIRO PODE TIRAR DAS PESSOAS O DIREITO DE COMPRAR UMA ARMA DE FOGO?
Eu acrescento: proibindo só o comércio, falta proibir a fabricação. É desnecessário notar que a TAURUS é uma das empresas mais SOCIALMENTE RESPONSÁVEIS (bleaaaaaaargh!!!!), o que nada mais é que uma boa tática de barreira à saída de um negócio: vai mexer com uma Souza Cruz, que tem um programa garantidor de renda do pequeno produtor rural no Sul...
Voltando: sem proibir a fabricação, uma das principais fontes de armamentos ilegias continua inatacada, os assaltos aos distribuidores dos fabricantes. Fora que, pros padrões internacionais, as cidades brasileiras são relativamente DESARMADAS. O objetivo da Lei, no Brasil, é desarmar o campo, pra delírio dos BANDIDOS do MST.
Os argumentos da VEJA:
1 - Os países que proibiram a venda de armas tiveram UM AUMENTO DE CRIMINALIDADE E DA CRUELDADE DOS BANDIDOS: Jamaica, Inglaterra são os exemplos citados pela revista. O racional é bem intuitivo: com a Lei, diminui, para o bandido, o risco de se deparar com um cidadão armado.
Outro lado do argumento mostra os países mais armados do mundo: EUA, SUÍÇA - onde o cidadão recebe um fuzil do Estado - Canadá. O louco que disser que os índices de criminalidade destes países for preocupante deve voltar pro primário e aprender a contar.
2 - A vitória do SIM não vai tirar as armas de circulação do país, mas, por outro lado, vai ter um efeito deletério: vai criar um mercado negro. Quem estudou um mínimo de economia sabe que a demanda dirige a oferta. Onde há uma necessidade, há alguém disposto a atendê-la. E mais: quanto maior o risco envolvido, mais caro o produto. Pois bem: a necessidade de ter armas no país continua. E digo mais: tende a aumentar, uma vez que BANDIDOS podem andar impunemente pelo país e serem incensados como heróis, caso do Stédile. O mercado negor é uma consequência lógica, e transfromará cidadãos de bem em financiadores do crime organizado, além de criar mais uma fonte de receita para o crime. Parabéns aos iluminados.
3 - O desarmamento das populações é o primeiro passo do totalitarismo: todas as ditaduras modernas começam com o desarmamento das populações, sem excessão. Uma população desarmada é uma população submissa.
4 - A polícia brasileira não consegue garantir a segurança do povo. Aliás, quero ver se, caso o SIM ganhe - e me dê mais um motivo pra ir embora do país, que não vou criar meus filhos com a criminalidade PIOR do que já está - alguém vai pedir as armas do Abílio Diniz, que, além do mais, adoram exibí-las: na sexta feira, os garotos da família estavam em frente à Siciliano da ponte cidade jardim montando guarda, medindo cada entrante da livraria - como este pobre - de cima a baixo e exibindo suas "quadradas" com orgulho de macho. Vão tirar as armas dos seguranças do Diniz? Ou agora oficialmente só os ricos terão direito à segurança?
Isso me leva ao seguinte argumento dos partidários do SIM: as armas matam. Sinto muito, queridos, os homens matam. Não são os carros, as drogas ou as armas que matam. São aqueles que os dirigem, que as inalam/fumam/injetam ou os que as empunham. Sem o mínimo preparo. Uma vez, na Blockbuster perto de casa, vi uma cena dantesca: um imbecil dum segurança do posto - Blockbuster no posto, com drogaria e smart shop - discutindo com uns manés numa pick up, saca sua arma e aperta o gatilho, "pra assustar". A arma estava descarregada, mas imagina se não estivesse. Se houvesse "a do Diabo" na agulha. Um tiro num posto de gasolina, que poderia provocar um tiroteio, num ambiente cheio de crianças, que poderia provocar explosões. O pior é que eu não me contive e fui brigar com esse segurança, quis ir prestar queixa contra o imbecil, mas não me deixaram. Imbecis matam, não armas.
5 - A proibição vai aumentar o comércio ilegal de armas
6 - Criminosos não obedecem às leis, por definição. Para o crime, a Lei é inócua. O interessante é que até os partidários do SIM reconhecem isso, e dizem que a Lei é para evitar as tragédias familiares, de crianças que pegam armas (!!!), de suicidas e depressivos que pegam armas e se matam (!!!!!!), de discussões de trânsito que acabam em morte (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!). Ora, não é dever do Estado de cuidar ou tutelar famílias disfuncionais! É obrigação de um pai manusear sua arma com responsabilidade, como é obrigação de um pai não deixar as chaves de seu carro ao alcance do adolescente cabeça-de-bagre, mas qual o quê! A tutela do Estado só faz criar imbecis com dissonância cognitiva sobre ser um pai responsável. E um suicida depressivo deve ser tratado como doente que é, não como imbecil.
7 - O referendo não resolve o verdadeiro problema: o desaparelhamento da polícia.
Por essas, e outras, voto NÃO!
Isso me leva ao seguinte argumento dos partidários do SIM: as armas matam. Sinto muito, queridos, os homens matam. Não são os carros, as drogas ou as armas que matam. São aqueles que os dirigem, que as inalam/fumam/injetam ou os que as empunham. Sem o mínimo preparo. Uma vez, na Blockbuster perto de casa, vi uma cena dantesca: um imbecil dum segurança do posto - Blockbuster no posto, com drogaria e smart shop - discutindo com uns manés numa pick up, saca sua arma e aperta o gatilho, "pra assustar". A arma estava descarregada, mas imagina se não estivesse. Se houvesse "a do Diabo" na agulha. Um tiro num posto de gasolina, que poderia provocar um tiroteio, num ambiente cheio de crianças, que poderia provocar explosões. O pior é que eu não me contive e fui brigar com esse segurança, quis ir prestar queixa contra o imbecil, mas não me deixaram. Imbecis matam, não armas.
Isso que falei aí em cima e está até em negrito: preparo para manusear armas. Acho que podemos chegar a conclusão que o referendo é inútil. Os resultados possíveis são: a merda continua ou vira outra merda diferente. Está parecendo a polêmica com as quotas para vestibulandos. Mudar alguma coisa muda. Mas não resolve, pois é mexer no andar de cima quando o problema está na fundação. Ou sendo elétrico: é querer trocar o estabilizador quando seus dijuntores da caixa de entrada já estão pegando fogo.
:unsure:
Ontem vi JANDIRA FEGALI (PCdoB, lógico...) dizer que a frente parlamentar do NÃO é apoiada pelas milionárias fabricantes de armas, com lobby multimilionário...
"Até quando, Catilina, abusará de nossa paciência?", só pra ficar pedante, colocando Cícero no meio.
Catso: quem tem um bando de artistas na propaganda, cenários bonitos, OS MESMOS LOCUTORES DO LULA, jingles bem produzidos? E vem falar de lobby multimilionário? Faça-me o favor...até porque as fabricantes não perdem nada, de um jeito ou de outro, uma vez que mais de 70% da produção é exportada, e penas 2% é de vendas a particulares - o governo brasileiro compra o resto.
E ontem falei em maconheiro defendendo "pela-vida-sou-da-paz-contra-as-armas". Ontem dois se juntaram: Yuka (que é um tremendo dum chato) e Chico Buarque, que é genial, mas é maconheiro financiador de crime organizado, e não faz questão de esconder de ninguém: vários textos sobre a família Buarque de Holanda dão conta de um "baleiro" com parangas e finos devidamente enrolados, inclusive para consumo do velho Sérgio, na sala de estar da casa. De novo, nada contra, mas sejam menos hipócritas.
"Até quando, Catilina, abusará de nossa paciência?", só pra ficar pedante, colocando Cícero no meio.
Catso: quem tem um bando de artistas na propaganda, cenários bonitos, OS MESMOS LOCUTORES DO LULA, jingles bem produzidos? E vem falar de lobby multimilionário? Faça-me o favor...até porque as fabricantes não perdem nada, de um jeito ou de outro, uma vez que mais de 70% da produção é exportada, e penas 2% é de vendas a particulares - o governo brasileiro compra o resto.
E ontem falei em maconheiro defendendo "pela-vida-sou-da-paz-contra-as-armas". Ontem dois se juntaram: Yuka (que é um tremendo dum chato) e Chico Buarque, que é genial, mas é maconheiro financiador de crime organizado, e não faz questão de esconder de ninguém: vários textos sobre a família Buarque de Holanda dão conta de um "baleiro" com parangas e finos devidamente enrolados, inclusive para consumo do velho Sérgio, na sala de estar da casa. De novo, nada contra, mas sejam menos hipócritas.
Pessoal, sou contra o desarmamento do mesmo modo que sou contra revogar a minha CNH....posto que morre uma galera em acidente automotivo, e contra o impedimento das prensas-guilhotinas, posto que até presidentes perdem dedos com elas
E digo mais, se o sim ganhar no dia seguinte estou me filiando ao MST, para a Grande INVASÃ Comemorativa...que marcará o inicio da nossa Grande Reforma Agrária Revolucionária
E como disse o nosso sábio amigo Mends: "Não são armas que matam, São imbecis que matam"
A Globo deixou que todos os artitas a favor do desarmamento se engajassem na campanha, mas ai dos contra que o fizerem.
O babaca do DJ Marlboro, falando das armas, puta que pariu, muda de nome, pois vc alude ao fumo, que mata a dar com o pau
Israelense de cú (com acento) é rola, vai pra puta que pariu do monte sinai desarmar o seu país! (Não interpretem como antisemitismo, mesmo porque falei de nacionalidade e não religiao)
Ou então dá uma passada lá no Jardim Angela, em Oz, Heliopolis...
Impedir suicidios também é um dos argumentos mais furados que já vi, sendo que qualquer guinso corta os pulsos, e qualquer caixinha de primeiros socorros pode te matar em meia hora
Tentando ser sério....eu sou contra a proibicao do comercio (comercializacao de cú tambem é rola) de armas e munição por simples Lasser faire. Precisamos de um judiciário agil, isento e que puna exemplarmente e de educação e saúde de qualidade...isso que espero do Estado
AF
Voto não! E chumbo neles!
E digo mais, se o sim ganhar no dia seguinte estou me filiando ao MST, para a Grande INVASÃ Comemorativa...que marcará o inicio da nossa Grande Reforma Agrária Revolucionária
E como disse o nosso sábio amigo Mends: "Não são armas que matam, São imbecis que matam"
A Globo deixou que todos os artitas a favor do desarmamento se engajassem na campanha, mas ai dos contra que o fizerem.
O babaca do DJ Marlboro, falando das armas, puta que pariu, muda de nome, pois vc alude ao fumo, que mata a dar com o pau
Israelense de cú (com acento) é rola, vai pra puta que pariu do monte sinai desarmar o seu país! (Não interpretem como antisemitismo, mesmo porque falei de nacionalidade e não religiao)
Ou então dá uma passada lá no Jardim Angela, em Oz, Heliopolis...
Impedir suicidios também é um dos argumentos mais furados que já vi, sendo que qualquer guinso corta os pulsos, e qualquer caixinha de primeiros socorros pode te matar em meia hora
Tentando ser sério....eu sou contra a proibicao do comercio (comercializacao de cú tambem é rola) de armas e munição por simples Lasser faire. Precisamos de um judiciário agil, isento e que puna exemplarmente e de educação e saúde de qualidade...isso que espero do Estado
AF
Voto não! E chumbo neles!
Uma dúvida séria sobre o referendo: Sendo proibido o comércio das armas e munição, quem já tem armas vai poder continuar tendo? Vai ter uma campanha de obrigatoriedade de desarmamento? E outra: quão rígida é a lei para se conseguir o porte de armas?
Eu mesmo respondo: o referendo não estabelece um confisco das armas, ele apenas proíbe o comércio... uma arma dura mais de 100 anos. E a munição se bem guardada dura mais de década. Ou seja, as armas vão aos poucos sumindo por falta da possibilidade de comprá-las legalmente e também com as campanhas de entrega voluntária. E ao sumir lentamente com as armas, vamos ter também uma pequena redução das armas dos bandidos sim! No estado de São Paulo, segundo a Polícia Civil, das 77 mil armas apreendidas em 1998, 71.400 foram roubadas de seus donos originais e 5.500 extraviadas por eles. Se os dados são confiáveis? Não sei mesmo.
O Estatuto do Desarmamento (lei nº 10.826) também proibiu o porte de arma para o cidadão comum, tornando o porte ilegal de armas crime inafiançável com penas de até seis anos; Aumentou a pena para crime de tráfico de armas... entre outras coisas. O Estatuto na íntegra, de 7 páginas em PDF: referendosim/estatudo.pdf
Outra coisa, parece que a VEJA mentiu ou não checou os dados apresentados! A procuradoria geral da Austrália já entrou em 2000 com um recurso contra um e-mail da NRA (Associação Nacional de Rifles, lobby das armas norte-americano) que divulgava os dados mentirosos reproduzidos pela VEJA. A experiência da Austrália comprova que a proibição votada em 1996 trouxe grandes benefícios para a segurança pública deste pais, conforme informa o Instituto de Criminologia da Austrália ( AIC.gov.au ). Estudo publicado pela Professora J.Ozanne-Smith, da Monash University na revista Injury Prevention 2004 chegou à seguinte conclusão : “Reduções dramáticas foram alcançadas na taxa geral de mortes por arma de fogo no contexto da implementação da reforma da regulação sobre armas de fogo”.
Outra coisa que me tinha me deixado com pulga atrás da orelha foram os dados sobre desarmamento da população ordeira nos outros países. Dizer que o desarmamento na Alemanha é responsável pelo genocídio é certo? Os nazistas chegaram ao poder após a lei que queria desarnar as recém-formadas milícias privadas. E outra, os nazistas chegaram ao poder pelas urnas e não pelas armas. Confere, Mendonça? Será que faria tanta diferença se eles tivessem armas?
E quanto à minha idéia de usar munição não-letal (ainda vou confirmar os dados, no site do site do (HomeOffice.gov.uk): dentro da legislação que proibiu as armas de punho, não foram contempladas armas desativadas, de ar comprimido e réplicas. O aumento da violência armada na Inglaterra é, em grande parte, devido ao uso criminal das réplicas, que podem ser modificadas tornando-se letais. Daí não sei se as mortes por civis com armas melhorou ou não com a mudança da munição... é para parar pra pensar, e conferir fontes.
O Estatuto do Desarmamento (lei nº 10.826) também proibiu o porte de arma para o cidadão comum, tornando o porte ilegal de armas crime inafiançável com penas de até seis anos; Aumentou a pena para crime de tráfico de armas... entre outras coisas. O Estatuto na íntegra, de 7 páginas em PDF: referendosim/estatudo.pdf
Outra coisa, parece que a VEJA mentiu ou não checou os dados apresentados! A procuradoria geral da Austrália já entrou em 2000 com um recurso contra um e-mail da NRA (Associação Nacional de Rifles, lobby das armas norte-americano) que divulgava os dados mentirosos reproduzidos pela VEJA. A experiência da Austrália comprova que a proibição votada em 1996 trouxe grandes benefícios para a segurança pública deste pais, conforme informa o Instituto de Criminologia da Austrália ( AIC.gov.au ). Estudo publicado pela Professora J.Ozanne-Smith, da Monash University na revista Injury Prevention 2004 chegou à seguinte conclusão : “Reduções dramáticas foram alcançadas na taxa geral de mortes por arma de fogo no contexto da implementação da reforma da regulação sobre armas de fogo”.
Outra coisa que me tinha me deixado com pulga atrás da orelha foram os dados sobre desarmamento da população ordeira nos outros países. Dizer que o desarmamento na Alemanha é responsável pelo genocídio é certo? Os nazistas chegaram ao poder após a lei que queria desarnar as recém-formadas milícias privadas. E outra, os nazistas chegaram ao poder pelas urnas e não pelas armas. Confere, Mendonça? Será que faria tanta diferença se eles tivessem armas?
E quanto à minha idéia de usar munição não-letal (ainda vou confirmar os dados, no site do site do (HomeOffice.gov.uk): dentro da legislação que proibiu as armas de punho, não foram contempladas armas desativadas, de ar comprimido e réplicas. O aumento da violência armada na Inglaterra é, em grande parte, devido ao uso criminal das réplicas, que podem ser modificadas tornando-se letais. Daí não sei se as mortes por civis com armas melhorou ou não com a mudança da munição... é para parar pra pensar, e conferir fontes.
Eu mesmo respondo: o referendo não estabelece um confisco das armas, ele apenas proíbe o comércio... uma arma dura mais de 100 anos. E a munição se bem guardada dura mais de década. Ou seja, as armas vão aos poucos sumindo por falta da possibilidade de comprá-las legalmente e também com as campanhas de entrega voluntária. E ao sumir lentamente com as armas, vamos ter também uma pequena redução das armas dos bandidos sim! No estado de São Paulo, segundo a Polícia Civil, das 77 mil armas apreendidas em 1998, 71.400 foram roubadas de seus donos originais e 5.500 extraviadas por eles.
Prestenção: primeiro, PRA QUEM TEM PORTE TEM QUE CONTINUAR VENDENDO. Direito não retroage. É direito adquirido. Como vai vender? Respondam os iluminados...
Segundo: armas APREENDIDAS. E desde quando armas apreendidas é o universo das armas em posse de bandidos? Armas pra cidadão têm restrição de calibre. Eu não posso comprar uma .44 Magnum, mesmo que tivesse porte, e essa é a famosa QUADRADA das letras de rap.
Então: não, não vamos ter redução das armas de bandidos.
“Reduções dramáticas foram alcançadas na taxa geral de mortes por arma de fogo no contexto da implementação da reforma da regulação sobre armas de fogo”.
Apresente os dados: pra cada Austrália, uma Suiça ou Canadá. Tenha sempre em mente que a questão é O DIREITO DE LIVRE DEFESA DO CIDADÃO.
Dizer que o desarmamento na Alemanha é responsável pelo genocídio é certo? Os nazistas chegaram ao poder após a lei que queria desarnar as recém-formadas milícias privadas. E outra, os nazistas chegaram ao poder pelas urnas e não pelas armas. Confere, Mendonça? Será que faria tanta diferença se eles tivessem armas?
Sim, os nazistas chegaram ao poder pelas urnas. E sim, Hitler obteve poderes ditatoriais por meio de um REFERENDO. Agora, se você fosse judeu, e tivesse uma arma, antes de ir prum campo de concentração levava uns dois alemães pro inferno. E outra coisa: os nazistas ERAM uma milícia - lembre-se do "putsch da cervejaria", pro vestibular.
E, mais importante: em nenhum lugar você leu desarmamento como causa de genocídio. O argumento sério é que TODA DITADURA TOTALITÁRIA DESARMOU OS CIDADÃOS, SEM EXCESSÃO. E nem a nossa ditadura banânica teve coragem de fazer isso.
Além disso: não é porque uma ditadura tem apoio popular que deixa de ser ditadura. Haja vista a que tivemos aqui, que foi implorada pela classe média, e teve apoio até começarem a morrer filhinhos de papai, e acabou com todo o apoio que tinha quando mataram o Herzog. Pra isso existem os direitos inalienáveis do cidadão, e o direito a legítima defesa é um deles e, se você for ler LEVIATÃ, do Hobbes, verá que é um dos poucos instrumentos que o cidadão livre têm contra o LEVIATÃ- Estado.
O único argumento que respeito é: ser contra as armas, por ser contra matar em qualquer cisrcunstância - convicção religiosa, moral etc. Aí é coerência intelectual, e deve ser respeitado. Discutir dados, morrem cem, 99, é digressão. Ou você acredita que ninguém deveria morrer, ou, sob certas circunstâncias, em legítima defesa, matar é justificável. Se alguém pegar um filho meu, e eu tiver a oportunidade, eu mato. Se estuprarem a minha mulher, e eu tiver a oportunidade, eu mato (oportunidade é estar na hora, no local. Sair atrás do cara é vingança, e a meu ver deve-se responder por isso. Posso até querer fazer, mas sei que vou responder).Se entrarem em minha casa pra roubar, eu preferiria ter munição não letal, mas eu atiraria.
Então, o maior argumento a favor do não, a meu ver: aumenta a criminalidade, se não por nada, porque abre mais uma frente pro crime organizado, com mais um incremento de receita, e coloca cidadãos que poderiam comprar munição - limitada a cinquenta balas por ano - na Libero badaró ou na Av. São João - em contato com o mercado negro ou o crime organizado. Se há um argumento moral a favor do desarmamento - e eu acho que NÃO hÀ, mas respeito quem acha que há - há um argumento econômico contra. E, lembrando o Steven Levitt, do FREAKONOMICS, "moral é como o homem deveria ser. Economia é o que ele é". Leis são feitas para dirimir conflitos e "suavizar" o Poder do indivíduo, não para implementar utopias. Toda lei que tenta implementar utopias, como a que limita os juros a 12% ao ano, está fadada a não ter aderência social, a ser desrespeitada. Apesar de não sermos herdeiros do Direito saxão, o legislador latino - e positivista desde o século XIX - erra, a meu ver, quando não respeita a tradição ou o direito natural, o jus-naturalismo.
E tem mais: eu fico com nojo dos caras que votam no SIM e dizem: Eu tenho CONVICÇÃO que uma sociedade sem armas é menor, como a nossa douta vereadora SONINHA FRANCINE, que, de resto, passou esse tempão de legislatura pra ter um único projeto apresentado, querendo proibir o terno na Câmara....risível. Porque a iluminada tem uma convicção, deve tirar um direito de TODO CIDADÃO?? Esse é o problema com esses esquerdistazinhos...
Prestenção: primeiro, PRA QUEM TEM PORTE TEM QUE CONTINUAR VENDENDO. Direito não retroage. É direito adquirido. Como vai vender? Respondam os iluminados...
Tô prestando, não lembrava disso em DFD. Como vai vender? Sei lá. Pensei numas possibilidades, mas em se tratando de Brasil nenhuma dá certo. Nem sei quem vai querer/poder fabricar. Não fica claro se pode ser comercializada munição não-letal. Aliás, existe atualmente tal comércio no Brasil?
Apresente os dados: pra cada Austrália, uma Suiça ou Canadá. Tenha sempre em mente que a questão é O DIREITO DE LIVRE DEFESA DO CIDADÃO.
Há dados controversos também de outros países. Não coloquei aqui pois ainda não chequei a veracidade nem destes (Austrália e Reino Unido) que você citou no início do tópico. Agora, o cidadão tem direito de defesa com muitos outros tipos de armas e técnicas ainda. A arma de fogo é só uma forma preguiçosa e perigosa de ter a defesa. Se alguém chega a precisar de tal tipo de recurso extremo é porque tem algo de muito errado não só no reino da Dinamarca. Lembrando rapidamente outras opções para defesa: munição de borracha ou química para armas de ar/gás comprimido, grande variedade de armas brancas, aqueles aparelhos de dar choque, spray de pimenta, bastões, e mais de meia dúzia de técnicas de combate desarmado que normalmente anulam a diferença de força e tamanho entre oponentes...
O único argumento que respeito é: ser contra as armas, por ser contra matar em qualquer cisrcunstância - convicção religiosa, moral etc. Aí é coerência intelectual, e deve ser respeitado. Discutir dados, morrem cem, 99, é digressão.
"Olho por olho, e o mundo acabará cego" (Gandhi) . E em que dados confiar? É zinvesado pra tudo quanto é lado. Como disse, nem o SIM nem o NÃO por si só resolvam algo pra valer. Só vai mesmo tirar o da reta dos políticos mesmo. Já que é pra gastar montanhas de reais com referendo, gastemos também com a criação de escolas com índios ensinando como fabricar arcos e flechas! Ou melhor, prevendo a vitória do SIM, que tal abrirmos uma empresa de coletes à prova de balas? Peças de roupas suuuper-fashion, tecido 80% kevlar e 20% algodão. Tudo a preços populares.
😕
Desculpe, mas tenho dúvidas de que o sim vai ganhar. Provavelmente ganha no Rio, já em SP acho que, se ganhar, ganha apertado. Mas o interior do Brasil vota NÃO, meu caro. Arma, no interior, é necessidade.
E não é questão de "olho por olho". Quero ver você desarmar algum invasor na sua casa com suas "técnicas de combate lango-lango". Repito: na Suíça, há um fuzil por cidadão. E parafraseio o AF: você vai ver o quanto de invasão de terra vai ter se o sim ganhar. Voltando: ou você acha que ninguém pode matar ninguém em nenhuma circunstância, ou você admite que há circunstâncias em que alguém pode matar outra pessoa. Eu, de novo, acredito que o Estado não possa matar ninguém a não ser em legítima defesa de seus agentes, ou em caso de conflito declarado. E, se admito legítima defesa para os agentes do Estado, que são indivíduos, admito para o cidadão. E, de mais a mais, legítima defesa é cláusula pétrea da Constituição (e mesmo que não fosse, é matéria constitucional) e, logo, pela hierarquia das Normas (de novo DFD), uma Lei Ordinária não pode contradizer.
E quanto à venda: só sendo muito ingênuo pra não perceber que se está diante de um caso de "criar dificuldade pra vender facilidade". Ora, quem vai vender...o Governo!!! E dá-lhe corrupção. E não é porque são safados, é uma questão pura e simples de incentivo econômico. E, de novo, ainda não vi nenhum argumento que desmonte o do mercado negro. E esse é o maior perigo.
E não é questão de "olho por olho". Quero ver você desarmar algum invasor na sua casa com suas "técnicas de combate lango-lango". Repito: na Suíça, há um fuzil por cidadão. E parafraseio o AF: você vai ver o quanto de invasão de terra vai ter se o sim ganhar. Voltando: ou você acha que ninguém pode matar ninguém em nenhuma circunstância, ou você admite que há circunstâncias em que alguém pode matar outra pessoa. Eu, de novo, acredito que o Estado não possa matar ninguém a não ser em legítima defesa de seus agentes, ou em caso de conflito declarado. E, se admito legítima defesa para os agentes do Estado, que são indivíduos, admito para o cidadão. E, de mais a mais, legítima defesa é cláusula pétrea da Constituição (e mesmo que não fosse, é matéria constitucional) e, logo, pela hierarquia das Normas (de novo DFD), uma Lei Ordinária não pode contradizer.
E quanto à venda: só sendo muito ingênuo pra não perceber que se está diante de um caso de "criar dificuldade pra vender facilidade". Ora, quem vai vender...o Governo!!! E dá-lhe corrupção. E não é porque são safados, é uma questão pura e simples de incentivo econômico. E, de novo, ainda não vi nenhum argumento que desmonte o do mercado negro. E esse é o maior perigo.
Aliás, mudando de assunto um pouco...é um absurdo esse negócio de não dar brinquedos pedagogicamente incorretos pra molecada...moleque tem que ter estilingue e matar pardal por aí...aqueles kisuco de feira que vem numa pistola de prástico é o que há ( também há versoes com o jacaré)...ensina pras criança que o mundo é cão.
Danilo, eu sou contra que vc tenha armas!!!!É melhor vc continuar com sua capoeira
AF
chumbo neles
Danilo, eu sou contra que vc tenha armas!!!!É melhor vc continuar com sua capoeira
AF
chumbo neles
o mais legal foi almoçar ontem na civil e ouvir duma trempa de professores da Poli que eles não estavam entendendo nada do referendo... 😮
são esses caras que dão zeros a rodo? 😒
quer que eu explique? 🤣
e o pior é que eu ouvia, pedi licença e expliquei. e quando argumentei sobre o mercado negro, ouvi de um dos "professores": "sabe que eu não havia pensado nisso?". 😠
ser de esquerda faz mal, muito mal ao cérebro. 😁
são esses caras que dão zeros a rodo? 😒
quer que eu explique? 🤣
e o pior é que eu ouvia, pedi licença e expliquei. e quando argumentei sobre o mercado negro, ouvi de um dos "professores": "sabe que eu não havia pensado nisso?". 😠
ser de esquerda faz mal, muito mal ao cérebro. 😁
Não acho que os professores da Poli sejam esquerdistas...estão mais pra nerds alienados!!!
AF
PC no T
AF
PC no T
Perdi essa, o Mends argumentando com os Profs da Civil....
Putz, também queira ter visto essa! De qual área eram os professores?
Ah, AF, arranquei uns 20 espaços entre linhas do seu post que estava muito longo.
Ah, AF, arranquei uns 20 espaços entre linhas do seu post que estava muito longo.
Pô, descordo....acho que isso é desperdiçar Mendonça....não se pode sair por aí gastando Mendonça com idiotas quaisquer....
Blz, Danilo
AF
Credo in plvmbvm et polvoram
In tamborem Sanctis Berrvs Nostrvs,
Amem
Blz, Danilo
AF
Credo in plvmbvm et polvoram
In tamborem Sanctis Berrvs Nostrvs,
Amem
Pergunta do dia: E se o referendo der sim, homem nenhum mais vai poder casar com um canhão? Quanto mais pensamos no assunto, mais coisas aparecem...
Editorial da FOLHA:
A VITÓRIA DO "NÃO"
A vitória do "não" no referendo de ontem foi um triunfo publicitário. A frente parlamentar contrária à proibição do comércio de armas e munições mostrou-se mais competente do que os partidários do "sim". Conseguiu pespegar a idéia de que restrições mais severas à comercialização desses itens violaria o direito à autodefesa dos cidadãos.
Uma vitória do "sim" não teria suprimido direitos, tampouco teria implicado a proibição total do comércio de armas, o qual permaneceria lícito para os que possuem porte. Nesse contexto, como esta Folha já se havia manifestado, a própria realização do referendo foi inoportuna. Gastou-se muito dinheiro -algo em torno de R$ 270 milhões- para decidir algo que, qualquer que fosse o resultado, traria pouco impacto concreto.
Quanto à criminalidade, que é a grande preocupação da população, ela não estava em questão no referendo. O objetivo do Estatuto do Desarmamento e da campanha pública de coleta de revólveres mediante indenização -que poderia ter culminado com restrições maiores ao comércio- é o de reduzir os homicídios provocados por motivos banais, no contexto de conflitos interpessoais e rixas. É aquele tipo específico de assassínio que conjuga discussões acirradas ou um desejo súbito e irrefreável de vingar-se de um desafeto com o acesso a uma arma de fogo.
As duas campanhas, que se valeram da desinformação como tática para conquistar o eleitor, acrescentaram ainda uma dose de cinismo ao que já se afigurava como pouco útil.
De toda maneira, a derrota do "sim" não significa que a idéia de desarmamento tenha sido vencida. O Estatuto, exceto por seu artigo 35, continua plenamente em vigor. Cabe às autoridades públicas implementá-lo. Campanhas de coleta de armas, como a encerrada ontem, podem e devem ser de tempos em tempos retomadas. É preciso insistir na tese de que, em uma sociedade madura, as diferenças entre as pessoas não são resolvidas a bala, mas por meio da razão e das instâncias regulares de intermediação de conflitos.
PORQUE QUANDO GANHA A POSIÇÃO DA FOLHA, A VIOTÓRIA É DA DEMOCRACIA, E QUANDO ELA É DERROTADA, A VITÓRIA É DA PUBLICIDADE??????????? 😠
Do Millôr Fernandes, nesta semana: " Na USP, o estudante de jornalismo matou um colega com uma faca. Vem aí um novo referendo, para saber se devemos proibir facas e, é claro, o jornalismo". 😁
A VITÓRIA DO "NÃO"
A vitória do "não" no referendo de ontem foi um triunfo publicitário. A frente parlamentar contrária à proibição do comércio de armas e munições mostrou-se mais competente do que os partidários do "sim". Conseguiu pespegar a idéia de que restrições mais severas à comercialização desses itens violaria o direito à autodefesa dos cidadãos.
Uma vitória do "sim" não teria suprimido direitos, tampouco teria implicado a proibição total do comércio de armas, o qual permaneceria lícito para os que possuem porte. Nesse contexto, como esta Folha já se havia manifestado, a própria realização do referendo foi inoportuna. Gastou-se muito dinheiro -algo em torno de R$ 270 milhões- para decidir algo que, qualquer que fosse o resultado, traria pouco impacto concreto.
Quanto à criminalidade, que é a grande preocupação da população, ela não estava em questão no referendo. O objetivo do Estatuto do Desarmamento e da campanha pública de coleta de revólveres mediante indenização -que poderia ter culminado com restrições maiores ao comércio- é o de reduzir os homicídios provocados por motivos banais, no contexto de conflitos interpessoais e rixas. É aquele tipo específico de assassínio que conjuga discussões acirradas ou um desejo súbito e irrefreável de vingar-se de um desafeto com o acesso a uma arma de fogo.
As duas campanhas, que se valeram da desinformação como tática para conquistar o eleitor, acrescentaram ainda uma dose de cinismo ao que já se afigurava como pouco útil.
De toda maneira, a derrota do "sim" não significa que a idéia de desarmamento tenha sido vencida. O Estatuto, exceto por seu artigo 35, continua plenamente em vigor. Cabe às autoridades públicas implementá-lo. Campanhas de coleta de armas, como a encerrada ontem, podem e devem ser de tempos em tempos retomadas. É preciso insistir na tese de que, em uma sociedade madura, as diferenças entre as pessoas não são resolvidas a bala, mas por meio da razão e das instâncias regulares de intermediação de conflitos.
PORQUE QUANDO GANHA A POSIÇÃO DA FOLHA, A VIOTÓRIA É DA DEMOCRACIA, E QUANDO ELA É DERROTADA, A VITÓRIA É DA PUBLICIDADE??????????? 😠
Do Millôr Fernandes, nesta semana: " Na USP, o estudante de jornalismo matou um colega com uma faca. Vem aí um novo referendo, para saber se devemos proibir facas e, é claro, o jornalismo". 😁
Cara, depois que eu votei não voltava pra casa quando uma luz me cegou e eu decidi que deveria ter votado sim, porque eu sou da paz...
A democracia não tinha que ganhar ou perder aqui no Brasil, acho que somos democráticos...votei no FHC e aguentei, nao votei no Lula e aguentei também...eis a democracia....
Quer saber porque o SIM perdeu? Porque a publicidade deles não soube mirar no alvo....era de se esperar...eheheheh....viram que a mira estava desfocada, vamos tirar os artistas....too late!
Não é não, legítima defesa, o governo nao faz nada pra desarmar os "malvaldos", pronto...simples assim.
Acho que a Folha tem que manter a linha editorial...normal...
AF
Sou da Paz.
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.Sou da Paz de cu.................
A democracia não tinha que ganhar ou perder aqui no Brasil, acho que somos democráticos...votei no FHC e aguentei, nao votei no Lula e aguentei também...eis a democracia....
Quer saber porque o SIM perdeu? Porque a publicidade deles não soube mirar no alvo....era de se esperar...eheheheh....viram que a mira estava desfocada, vamos tirar os artistas....too late!
Não é não, legítima defesa, o governo nao faz nada pra desarmar os "malvaldos", pronto...simples assim.
Acho que a Folha tem que manter a linha editorial...normal...
AF
Sou da Paz.
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.Sou da Paz de cu.................
"Acesso à arma deve ser facilitado aos pobres"
IURI DANTAS
DE WASHINGTON
Autor do polêmico livro "Mais armas, menos crimes", o professor de Direito da Universidade de Chicago John R. Lott tem uma sugestão no mínimo curiosa para o governo brasileiro sobre o controle de armas na sociedade: em vez de banir o comércio, facilitar às pessoas mais pobres o acesso aos artefatos. Isso provocaria queda nas taxas de homicídios e crimes, segundo ele.
Depois de levantar suspeita sobre os números oficiais de mortalidade por armas de fogo, Lott insistiu em entrevista à Folha que o governo quer transferir a sua responsabilidade sobre segurança pública para um debate desnecessário, quando deveria centralizar esforços em melhorar as polícias e o cumprimento da lei.
Folha- O senso comum diz mais armas, mais mortes.
John Lott- O Brasil certamente não mostrou essa relação. Só existe cerca de 3,5% que legalmente possuem armas no país. É muito pouco. Não há tantos países no mundo com uma taxa baixa como essa, mesmo assim, o Brasil tem uma das maiores taxas de mortalidade. No seu país, parece que quanto menos armas legais, mais assassinatos. Na Suíça, temos uma taxa de 70%. Nos Estados Unidos, 45%. Não consigo pensar em um país europeu com taxa menor que a do Brasil.
Folha- É razoável pensar que banir o comércio de armas vai reduzir as mortes?
Lott- Temos muito poucas pessoas que têm armas no Brasil. E as que têm são relativamente afortunadas, para custear o registro, manutenção e todo o resto. Os mais pobres, que também são mais vítimas de violência, não têm recursos para manter armas. O governo deveria facilitar o acesso dessas pessoas. Nos Estados Unidos, a Pesquisa Nacional de Vitimização mostra que uma mulher tem 2,5 menos chance de sofrer violência se estiver armada. E os homens, 1,4 vezes menos.
A classe média brasileira tem menos chance de sofrer crimes. Vivem em bairros com muros, protegidos. Os mais pobres não pode pagar um guarda-costa, são os que mais se beneficiariam em ter uma arma para se proteger.
Folha- O referendo é inócuo?
Lott- O governo na verdade quer transferir a sua responsabilidade. O que resolve é aumentar as penas de prisão, elevar as restrições, fortalecer o cumprimento da lei. Em 13 anos, o Brasil criou oito diferentes leis para controle de armas na sociedade e, durante todo esse período, as mortes por arma de fogo cresceram sem parar no país. Mais polícia, menos crime.
Folha- Depois da entrada em vigor do Estatuto, as mortes violentas caíram.
Lott- Não acredito nesses números. Para as mortes terem caído cerca de 8% de julho a dezembro, seria preciso ter tido uma queda muito, muito grande. E isso é quase impossível de acontecer.
IURI DANTAS
DE WASHINGTON
Autor do polêmico livro "Mais armas, menos crimes", o professor de Direito da Universidade de Chicago John R. Lott tem uma sugestão no mínimo curiosa para o governo brasileiro sobre o controle de armas na sociedade: em vez de banir o comércio, facilitar às pessoas mais pobres o acesso aos artefatos. Isso provocaria queda nas taxas de homicídios e crimes, segundo ele.
Depois de levantar suspeita sobre os números oficiais de mortalidade por armas de fogo, Lott insistiu em entrevista à Folha que o governo quer transferir a sua responsabilidade sobre segurança pública para um debate desnecessário, quando deveria centralizar esforços em melhorar as polícias e o cumprimento da lei.
Folha- O senso comum diz mais armas, mais mortes.
John Lott- O Brasil certamente não mostrou essa relação. Só existe cerca de 3,5% que legalmente possuem armas no país. É muito pouco. Não há tantos países no mundo com uma taxa baixa como essa, mesmo assim, o Brasil tem uma das maiores taxas de mortalidade. No seu país, parece que quanto menos armas legais, mais assassinatos. Na Suíça, temos uma taxa de 70%. Nos Estados Unidos, 45%. Não consigo pensar em um país europeu com taxa menor que a do Brasil.
Folha- É razoável pensar que banir o comércio de armas vai reduzir as mortes?
Lott- Temos muito poucas pessoas que têm armas no Brasil. E as que têm são relativamente afortunadas, para custear o registro, manutenção e todo o resto. Os mais pobres, que também são mais vítimas de violência, não têm recursos para manter armas. O governo deveria facilitar o acesso dessas pessoas. Nos Estados Unidos, a Pesquisa Nacional de Vitimização mostra que uma mulher tem 2,5 menos chance de sofrer violência se estiver armada. E os homens, 1,4 vezes menos.
A classe média brasileira tem menos chance de sofrer crimes. Vivem em bairros com muros, protegidos. Os mais pobres não pode pagar um guarda-costa, são os que mais se beneficiariam em ter uma arma para se proteger.
Folha- O referendo é inócuo?
Lott- O governo na verdade quer transferir a sua responsabilidade. O que resolve é aumentar as penas de prisão, elevar as restrições, fortalecer o cumprimento da lei. Em 13 anos, o Brasil criou oito diferentes leis para controle de armas na sociedade e, durante todo esse período, as mortes por arma de fogo cresceram sem parar no país. Mais polícia, menos crime.
Folha- Depois da entrada em vigor do Estatuto, as mortes violentas caíram.
Lott- Não acredito nesses números. Para as mortes terem caído cerca de 8% de julho a dezembro, seria preciso ter tido uma queda muito, muito grande. E isso é quase impossível de acontecer.