TV's ditam ordem e costumes. Ou não?

jruiz 29 respostas · 4370 visualizações
Há algum tempo venho acompanhando esse embate entre o governo e as empresas de comunicação e entretenimento, especialmente os que utilizam a televisão. A briga é feia, mas o que mais me surpreende é a apatia da população.

Estão fazendo crer que o governo é o vilão ao propor um controle sobre a programação distribuída na televisão. Uma propaganda bonitinha levada ao ar nas principais redes sugere que cabe aos pais, não ao estado, decidir que tipo de lixo seu filho pode consumir na TV.

Não estou discutindo a prerrogativa dos pais de educar seus filhos. Mas, se for assim, o raciocínio pode facilmente ser estendido às drogas. Basta vir uma etiqueta no pacotinho de maconha, dizendo que não faz bem à saúde, e atribuir aos pais o direito de decidir se seus filhos devem ou não fumá-la. Também não consigo entender a restrição à propaganda de cigarros. Aliás, porque proibir propaganda de bebidas alcoólicas durante a programação infantil?

Acho que vivemos em uma sociedade podre. E hipócrita. Família é uma coisa quase em extinção, pelo menos no conceito mais antigo da palavra. Mais comuns são grupos sociais com laços essencialmente econômicos. Respeito, consideração, costumes e tradições viraram motivo de chacota.

Claro que não podemos generalizar. Mas hoje é muito comum a existência de lares acéfalos. Aquele tal de respeito ao pai e à mãe, xiii.. já foi pro espaço.

E o que a TV tem a ver com isso?

A TV perdeu uma grande oportunidade de transformação, para melhor, desse país. Perdeu, em termos, porque eles ganham tubos de dinheiro.

Ligue a TV e veja quais conceitos estão por trás da imensa maioria dos programas: inveja (merece um capítulo à parte, pois é a mola propulsora do consumismo), medo, traição, mentira. São mulheres traindo seus maridos, e vice e versa, pais que enganam filhos, filhos que mentem para os pais (e ficam bonitos na foto).

O que pode ensinar um programa como o Big Brother? A essência do jogo é um enganar o outro. Mentir, dissimular, fingir sentimentos, forjar situações... tudo isso recheado de erotismo, sexo fácil, consumismo...

E esse não é o pior programa da televisão... A quantidade de lixo é absurda. Programação feita para formação de idiotas: estimulam os sentimentos mais inferiores e convidam ao consumo: tenha medo e consuma... tenha inveja e consuma... sinta o erotismo e consuma...

E por aí vai.

É daí que saem jovens completamente desconectados, loucos, com escala de valores completamente invertidas. São capazes de matar uma pessoa para roubar um tênis.

Afinal, o que vale um ser humano perto de uma marca famosa de tênis? Que se dane a pessoa, desde que eu fique com o tênis.

A TV é a sala de aula das nossas crianças. Ela é um dos principais elementos formadores da nossa sociedade, que gera monstros como aqueles que arrastaram um menino no Rio, ou tantos outros que a gente ouve dizer todos os dias... na própria TV.

Antigamente as crianças ouviam conselhos de seus pais ou parentes, pessoas mais velhas. Valores eram passados de geração para geração: dignidade, bondade, honra. A família tinha tempo para se reunir pelo menos uma vez por dia e falar sobre um monte de coisas.

Hoje quem faz isso é a TV: é ela que define os conceitos que seu filho levará para o resto da vida. E pode estar certo, a preocupação deles é essencialmente com o lucro deles. Seu filho faz parte de uma massa, que, se adequadamente conduzida, produzirá os resultados que interessam a eles.

Lá em cima em chamei nossa sociedade de hipócrita. Acho que é mesmo. Semana passada vi parte da sociedade mobilizada em função das propostas para discussão sobre o aborto vindas do ministro da saúde do governo federal.

O negócio é mais ou menos assim: milhares de mulheres, com ou sem autorização, fazem aborto em clínicas clandestinas, que ganham uma grana lascada, e uma quantidade grande delas morrem ou sofrem complicações que vão parar na rede pública de atendimento médico. Ninguém está discutindo se deve ou não fazer aborto: isso já fazem de qualquer jeito. A questão é se o estado deve ou não dar assistência a essas pessoas para que elas tenham um atendimento digno (e salvar vidas, claro).

Ah... A sociedade se escandaliza. Isso não pode. O aborto é contra a lei de Deus.

Ok, não vou nem entrar no mérito da questão.

Mas e a TV... Ninguém vai se escandalizar não? O lobby das emissoras vai tolher a capacidade do estado de fiscalizar em benefício dos cidadãos e vai ficar por isso mesmo?

Quando cito hipocrisia, é nesse sentido que estou falando.

Discussão (29 respostas)

O Governo É o vilão. Ponto. Maldita mania esquerdista de defender esses proto-fascistas. Aqui não.

Uma propaganda bonitinha levada ao ar nas principais redes sugere que cabe aos pais, não ao estado, decidir que tipo de lixo seu filho pode consumir na TV.


Cabe a mim, NUNCA AO ESTADO, decidir que tipo de lixo meu filho pode assistir. É INACEITÁVEL QUE O ESTADO DITE O QUE PODEMOS FAZER. INACEITÁVEL. ISSO SE CHAMA DITADURA.

Família é uma coisa quase em extinção, pelo menos no conceito mais antigo da palavra.


Típica conversa mole de esquerdista analfabeto. Não estenda sua experiência, por indução infinita, à sociedade como um todo.

Aliás, qual o "sentido" que a família perdeu? Afirmações vazias significam apenas isso: vazio.

Mais comuns são grupos sociais com laços essencialmente econômicos.


Esse é o problema de quem só lê Marx em quadrinhos e não lê mais nada na vida...

A TV perdeu uma grande oportunidade de transformação, para melhor, desse país. Perdeu, em termos, porque eles ganham tubos de dinheiro.


A TV é um NEGÓCIO. COMO TAL, PRECISA REMUNERAR O CAPITALISTA EM, NO MÍNIMO, SEU CUSTO DE CAPITAL. DEVE DAR LUCRO ECONÔMICO, NÃO PENAS CONTÁBIL.

VIVA O CAPITALISMO.

É tanta ignorância junta que não dá pra continuar respondendo. Volte ao jardim de infância, aprenda economia, leia um pouquinho - Caminho Suave já ajuda - e volte aqui pra mesa dos adultos.
O Governo É o vilão. Ponto. Maldita mania esquerdista de defender esses proto-fascistas. Aqui não


Hum... Que determinada heim?

Meu irmão, vou levar em conta que você é somente um imbecil arrogante que não suporta o contraponto. Do contrário está sendo pago por alguém. Mas vamos comentar algumas de suas frases:

Cabe a mim, NUNCA AO ESTADO, decidir que tipo de lixo meu filho pode assistir. É INACEITÁVEL QUE O ESTADO DITE O QUE PODEMOS FAZER. INACEITÁVEL. ISSO SE CHAMA DITADURA.


Não, isso não é ditadura, são regras. Qualquer país desenvolvido tem regras e você não pode decidir livremente sobre coisas que coloquem em risco a integridade física ou moral do seu filho, como leva-lo a um bacanal, por exemplo. Qual é o limite? São essas questões que são discutidas pelas sociedade e fiscalizadas pelo estado.


Típica conversa mole de esquerdista analfabeto. Não estenda sua experiência, por indução infinita, à sociedade como um todo.

Aliás, qual o "sentido" que a família perdeu? Afirmações vazias significam apenas isso: vazio.


Se você enxergasse um palmo além desse mundinho pequeno burguês talvez compreendesse a frase, que aliás não tem nada de esquerdista.

A família aonde os pais tinham uma enorme influência na educação dos filhos não existe mais: pelo menos não para a maioria da população do nosso país, formada por pessoas que ralam o dia inteiro e que não têm tempo nem estrutura para acompanhar os filhos. É claro que os mauricinhos não sabem disso, mas não estamos falando deles e sim de milhares de crianças que são criadas sozinhas em casa, sem nenhum tipo de acompanhamento.


Esse é o problema de quem só lê Marx em quadrinhos e não lê mais nada na vida...


Você se acha o phodão. Mas não passa de um recalcadozinho revoltado metido a sabichão. Aparentemente sua experiência de vida é bem pequenininha.

A TV é um NEGÓCIO. COMO TAL, PRECISA REMUNERAR O CAPITALISTA EM, NO MÍNIMO, SEU CUSTO DE CAPITAL. DEVE DAR LUCRO ECONÔMICO, NÃO PENAS CONTÁBIL.

VIVA O CAPITALISMO.


Que pueril. É a mesma coisa que dizer “ABAIXO O CAPITALISMO”. Coisa de quem não tem nem idéia do que é um negócio.

Não me interessa se o dono da TV vai ficar bilionário ou não. É bom que fique mesmo. Mas TV é uma concessão pública, é um meio de comunicação, é um formador de opinião e o seu conteúdo deveria ser controlado sim. Se o cara quer ver cenas de sexo que o faça depois das 23h. É o mínimo que qualquer sociedade civilizada deve exigir. O mínimo.

Quanto à você... ahh... deixa pra lá.

🙂
[/quote]
ô Jose, não fica assim não.... é que para discutir aqui tem que ter carne...

Jogar frases feitas que não dizem nada não rola por aqui.

Presta atenção no que o Mends escreveu. Acho que você não entendeu metade

Tem um país maravilhoso que controla a TV do jeitinho que você quer... é vizinho nosso, a passagem não deve ser tão cara... O presidente deles é mais zé ruela que o nosso! Manda ver!

Abração
ops, discurpe...

eu só quis expricar..

😢
um imbecil arrogante que não suporta o contraponto


arrogante sim 👍 mas com conteúdo 🤣

contraponto? meu caro, vc não dá nem pra saída. Contraponto aqui é o Jr, o AF, Wagnão, Telles, Danilo...gente que sabe ler e contar até 10.

Ah, a melhor parte é "estar sendo pago"...droga! Sabia que os cheques da CIA, do Mossad e do Banco Mundial não deveriam ter sido depositados na minha conta fantasma número 1...(nota mental: ligar pro Jorjibuxi e xingar de caloteiro. O último cheque da CIA veio sem fundos. Malditos ianques imperialistas!)

isso não é ditadura, são regras. Qualquer país desenvolvido tem regras e você não pode decidir livremente sobre coisas que coloquem em risco a integridade física ou moral do seu filho, como leva-lo a um bacanal, por exemplo. Qual é o limite? São essas questões que são discutidas pelas sociedade e fiscalizadas pelo estado.


Perco ou não meu tempo explicando os imperativos morais kantianos pra vc? 😢 hmmmm...bom, curtinho: o limite é a MORAL, que é INDIVIDUAL por definição, em contraponto à Ética, sempre COLETIVA. O Estado não é arcabouço da Moral, nem da Ética. O Estado cuida por definição da res publica, aquilo que não pode ser atribuído, seja ônus ou bônus, a um indivíduo.

Se você enxergasse um palmo além desse mundinho pequeno burguês talvez compreendesse a frase, que aliás não tem nada de esquerdista.


🤣 🤣 🤣 🤣 Leia Marx & Engels: MANCHESTER. Atenção: NÃO É o manifesto comunista estrelando a turma da mônica, não é a edição hipercondensada do CAPITAL (3 volumes em 30 páginas) publicada pelo PSTU. É um artigo chamado simplesmente de MANCHESTER. Se você soubesse ler, eu suspeitaria que você copiou o trecho sobre família de lá. Deve ter umas doze páginas. Procure na internet, ou compre o livro FILOSOFIA ALEMÃ, do Karl (o menos engraçado dos irmãos Marx), que tem o texto.

Olha só: Engels, filho de industrial, escreveu as besteiras que estão naquele texto. Ele é o patriarca de toda uma estirpe de mauricinhos entediados que querem "justissa çossial" (eu errei propositadamente, viu, benhê? tem que explicar sarcasmo...) e "um mundo mió".

A família aonde os pais tinham uma enorme influência na educação dos filhos não existe mais: pelo menos não para a maioria da população do nosso país, formada por pessoas que ralam o dia inteiro e que não têm tempo nem estrutura para acompanhar os filhos. É claro que os mauricinhos não sabem disso, mas não estamos falando deles e sim de milhares de crianças que são criadas sozinhas em casa, sem nenhum tipo de acompanhamento.


Como eu disse: M&E escreveram isso há 150 anos...naquele tempo, as pessoas já deixavam os pobrezinhos em casa...há vinte anos, minha mãe tb, com dois irmãos pra cuidar...eu mesmo, olha que cousa, trabalho 14 horas por dia e tenho dois filhos! É lógico que trabalho por diletantismo, mas mesmo assim...pobrezinhos! Infelizmente é a çossiedade capitalista (Fora ALca!) que impõe isso no nosso Glorioso Maior País do Mundo. Malditos Capitalistas! (leia com a voz do Francis na cabeça, fica legal).

Aparentemente sua experiência de vida é bem pequenininha.


Maldito recalque, batman! Fui descoberto! Raios! Raios Duplos! Raios Triplos! Bom, deixa eu voltar a ler Chico Bento, tomar Gold Label e pensar no meu dinheiro (roubado, é lógico) nas Bermudas. Não consigo enganar nem um adolescente que mal leu dois livros na vida, sendo um deles Caminho Suave...shame on me! (em inglês, como mandam meus patrões)

Coisa de quem não tem nem idéia do que é um negócio.


🤣 🤣 🤣 🤣 🤣 🤣 🤣 🤣 🤣 🤣 🤣 🤣 🤣

de novo: a máscara caiu! por favor, me ensine o que é um negócio, como eu devo analisá-lo. Adoraria ler.
Ah, si isquici!

o fato da TV ser uma concessão pública - derivado do fato que não há como atribuir direito de propriedade para o espectro eletromagnético - não significa dizer que a tv provê necessariamente um serviço público. como assiste quem quer, como recebe o serviço quem quer, é um bem privado/serviço prestado na esfera privada.

Isso não é a minha arrogância quem diz 😎 é o Milton Friedman, em Capitalismo e Liberdade.

Fiquei bonzinho de repente...é bom ensinar as pessoas, às vezes 😛
jruiz wrote:A quantidade de lixo é absurda. Programação feita para formação de idiotas: estimulam os sentimentos mais inferiores e convidam ao consumo: tenha medo e consuma... tenha inveja e consuma... sinta o erotismo e consuma...

Que a TV tem muito lixo e ajuda a formar idiotas isso lá tem uma certa verdade. Mas são idiotas por n fatores ou por causa simplesmente da TV? Outra: de ser idiota a arrastar uma criança também tem chão...

mends wrote:o manifesto comunista estrelando a turma da mônica (...) Bom, deixa eu voltar a ler Chico Bento

Acho tudo isso um insulto à criação do Maurício de Souza.
Concordo com o Danilo, eu gosto de Chico Bento... ele é o The Face, como dizem na Conecta 🤣 👍
Não sou esquerdista, não conheço ninguém do PSTU e nem extraí textos sei lá da onde, como sugere meu amigo narciso aí em cima. E não precisa.

Qualquer pai ou mãe desse país sabe a porcaria que rola na televisão. Têm alguns bons programas, mas estes são exceções, e normalmente ficam fora do “circuito comercial”. O resto é lixo que não acaba mais.

A TV forma conceitos, dita normas, costumes, comportamento, etc. Até aí tudo bem: é um meio de comunicação poderoso, baseado nas facilidades do áudio-visual e cada vez mais vai ampliar sua presença e se tornar mais poderoso mesmo. É impossível ir contra essa tendência. O problema é permitir passivamente que isso seja usado da pior maneira possível, somente para gerar consumidores, utilizando aí todas as técnicas de marketing para prender a atenção dos telespectadores: sexo, violência, trivialidade, etc.

A fórmula é simples: não dá para formar telespectadores conscientes. Gente consciente não consome porcaria. O negócio é formar idiotas mesmo.

Já somos uma geração de idiotas. Gente criada na frente da televisão.

Temos cerca de 800 milhões de pessoas no planeta que irão dormir esta noite com fome e um número surpreendentemente maior de pessoas que não têm segurança alimentar. De meio ambiente, a maioria só lembra mesmo daquela propaganda do Greenpeace e tome a destruir sua rua, seu bairro. Ninguém liga. Não têm a mínima idéia do que está acontecendo e não estão nem aí mesmo.

Mas a final do Big Brother todo mundo sabe. Ande por aí nas praças, ruas, repartições públicas, salões de beleza, faculdades e poderá obter de qualquer simples cidadão um relatório pormenorizado do que acontece na telinha. Se não for esse programa seria outro: uma novela, um show de calouros...etc. Um bando de alienados.

Ora essa, o problema taí, na cara. A solução seria os donos de TV começarem a produzir uma programação que trabalhasse a consciência ecológica, o senso crítico, a cidadania. Tudo bem que vendessem seus produtos, mas para um público consciente e equilibrado. Só que isso não vai acontecer nem a pau, Juvenal...

Aí é que entra o estado.
nossa...

sério: nunca li tanta bobagem na vida...nunca.

eu sei que você não leu. esse é o problema.
isso não vai acontecer nem a pau, Juvenal...


Isso não é uma propaganda de TV?

Eu concordo que a TV tem coisas idiotas... BBB, mulé pelada e tal... mas o X da questão é: Eu assisto se EU quiser.... e às vezes eu quero assistir lixo...

emos cerca de 800 milhões de pessoas no planeta que irão dormir esta noite com fome e um número surpreendentemente maior de pessoas que não têm segurança alimentar. De meio ambiente, a maioria só lembra mesmo daquela propaganda do Greenpeace e tome a destruir sua rua, seu bairro. Ninguém liga. Não têm a mínima idéia do que está acontecendo e não estão nem aí mesmo.


Será que não? O Brasil é o que mais se preocupa com o aquecimento global.... os mesmos alienados que assistem BBB



A solução seria os donos de TV começarem a produzir uma programação que trabalhasse a consciência ecológica, o senso crítico, a cidadania. Tudo bem que vendessem seus produtos, mas para um público consciente e equilibrado. Só que isso não vai acontecer nem a pau, Juvenal...


Já tem, com o serginho gosma, e é uma bosta, ninguém assiste. Pq? Porque é chaaato, e de chato basta a vida cotidiana. Eu quero chegar em casa e relaxar, ver uns caras transformando carros que provavelmente nunca terei, ou duas gostosas lutando no gel, só para relaxar
Mas a idéia não é cercear o seu direito.

A proposta é que os programas sejam classificados conforme faixa etária e exibidos em determinados horários.

Assim, às 09h da manhã, quando você estiver trabalhando e seu filho estiver assistindo TV, a programação será apropriada para o público infantil (ou programas livres). À noite, quando supostamente seu filho estiver dormindo, a TV vai despejar os programas classificados para um público mais adulto.

Nada impede que você mantenha seu filho acordado à noite assistindo à filmes violentos ou com cenas eróticas. Existem limites para esse controle. A decisão ainda está na sua mão.

Ô, mais básico do que isso não existe.

As TV's não querem nenhum tipo de controle. Entre outras porcarias, eles gostam de mostrar a sessão necrotério que rola todo o dia na hora do almoço (programas policiais com um monte de corpos, tiros, estrupos e etc.): aproveitam para vender remédios (é muito engraçado...).

A exceção dos juízes, que são deuses, nenhum outro segmento da sociedade tem carta branca para realizar suas atividades. As TV's também não devem ter.
isso não vai acontecer nem a pau, Juvenal...


Tava esquecendo: sim é uma propaganda. Eu adoro assistir TV.

Futebol, filme de pancadaria e mais um monte de outras porcarias. Mas não é isso que está em questão.
Já estou ficando preocupado...

Aquecimento global é uma verdade? Ou, assim como o congelamento global dos anos 70, apenas pânico criado por órgãos ligados à ONU?

Passa filme pornô pela manhâ?

Passa cadáver na hora do almoço?

Nossinhora!

Só tenho uma pergunta: quem controla os controladores? Quem determina o que pode ou não passar na TV?

Não me venha com a resposta imbecil e ESQUERDISTA: “o Estado”...o Estado é um ente conceitual. Quem tem o direito, se não eu, de decidir o que meu filho assiste ou não, ou do que eu assisto ou não?
mends wrote:Aquecimento global é uma verdade?


Se é ou não eu não sei, mas só do pessoal se preocupar tá valendo

Hehehe 👍

Como diz o Wagnão "Mico Leão Dourado, que beleza, dou-lhe um tiro de escopeta" ou algo assim..... 🤣
Bem, a classificação de filmes é uma função técnica, exercida pelo Ministério da Justiça através do Dejus (Departamento de Justiça e Classificação).

“A classificação indicativa para programas de televisão existe para informar aos pais a respeito do conteúdo de obras audiovisuais produzidas pela televisão aberta. O Ministério da Justiça entende que cabe aos responsáveis legais a decisão sobre o que os filhos devem assistir. A classificação de programas de televisão atende a determinação da Constituição (Art. 21, XVI) e da Lei 10.359/2001 (Art. 3º).”

O Ministério da Justiça esclarece ainda que a vinculação entre idade recomendada e horário de exibição existe por determinação expressa do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90, Art. 254). => é isso que as TV’s não querem.
e viva a tecnocracia...

e o que faz com q um técnico saiba o que é mlehor para o meu filho do q eu?
a expressão função técnica quer dizer que é uma função realizada por técnico academicamente capacitado para este fim. Neste caso, psicólogos, pedagogos, neuropediatras, etc..

Não é qualquer um que está apto a dizer o que é bom para uma criança ou um adolescente ou um adulto. Ou seja, não é a censura dos quartéis, é uma atividade profissional relacionada com a saúde mental de quem está consumindo aquele produto.

Como se fosse o Inmetro da programação de TV. Vem no rótulo: "brinquedo (filmes) apropriado para crianças a partir de X anos".
Aí é que está

Para o filho do Mends (esse que está na foto), comprei um brinquedo para crianças acima de 3 anos... e ele tem 2.. mas brinca tranquilamente com ele e foi aprovado pelo PAI dele, como sendo adequado.

Informar a classificação eu acho válido, mas restingir não...

É igual a restrição do pânico antes das 8. A desculpa, simulação de cenas de morte (A Marlene era morta no fim do "Lingeries em Perigo", nas situações mais absurdas, como um ataque de um coelhinho branco por exemplo) Idiota...
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u70917.shtml

Governo recorre contra liberação de horário na TV
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LAURA MATTOS
da Folha de S.Paulo

O Ministério da Justiça e a Advocacia Geral da União entregaram na segunda-feira (7) recurso ao Superior Tribunal de Justiça para tentar derrubar a liminar que desobrigou as TVs a exibir programas em horários estipulados pelo governo.

O recurso foi entregue ao ministro João Otávio de Noronha, que concedeu a liminar às TVs há 20 dias. Desde então, mesmo a programação classificada como imprópria a crianças e adolescentes fica autorizada a ir ao ar em horário livre (antes das 20h). As redes podem exibir todo tipo de programação, a qualquer hora.

A vitória da Abert se deu às vésperas do prazo máximo para que as TVs passem a cumprir as novas regras de classificação de programas, elaboradas pelo Ministério da Justiça. A intenção das TVs foi anular o efeito da portaria de classificação de programas publicada pelo Ministério da Justiça (MJ) em fevereiro.

A portaria 264 entra em vigor no dia 13 e determina horários para programas inadequados a crianças e adolescentes (após as 20h para maiores de 12 anos, 21h para 14, 22h para 16 e 23h para 18).

A portaria também exige que as TVs respeitem os diferentes fusos horários do país. Diferentemente do que ocorre hoje, a novela classificada para 21h, por exemplo, não pode ir ao ar às 19h no Acre (18h no horário de verão).

Críticas

A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de desobrigar as redes de televisão a exibir a programação em horário determinados pelo governo foi duramente criticada por entidades ligadas aos direitos da criança e do adolescente no mês passado.

José Elias Romão, diretor do departamento de classificação da MJ, afirmou que, sem a obrigatoriedade dos horários, as redes de TV ficam sem controle, e a infância, desprotegida.

Para o sociólogo e professor de comunicação da USP Laurindo Lalo Leal Filho, a movimentação das redes de TV para barrar classificação indicativa na TV aberta é "uma demonstração pública do atraso cultural do país".

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias também soltou nota contrária ao mandado do STJ, assinada pelo seu presidente, o deputado Luiz Couto (PT-PB). Para a comissão, a decisão dá às TVs "o privilégio de estar acima das normas e princípios constitucionais que garantem a proteção da criança e do adolescente."

Já Flávio Cavalcanti Jr., diretor-geral da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV), defendeu os radiodifusores. Ele disse que "as TVs continuarão a fazer o que sempre fizeram", com critérios próprios para determinar os horários de exibição, e que comunicarão a faixa etária dos programas "para que os pais decidam o que o filho deve ver".
ainda bem 👍

sem essa de çábios dizendo o que assistir, quando, sobre o quê. não gostou? é contra os valores que quer passar? proíbe seu filho de assistir. eu os proibía de assistir Rebelde, e os proibi mesmo quando a "professora" de espanhol mandou que assistissem. Assim como o proíbo de ver novela, Big Brother etc.
Diogo Mainardi
O novo Dops

"O lulismo reintroduziu oficialmente a censura
prévia no Brasil em 9 de fevereiro deste ano,
por meio da Portaria 264, que regulamenta
a classificação indicativa dos filmes e dos
programas de TV. Lula está conduzindo o
país a um fechamento lento, gradual e seguro"

Sabe quem é Themis Lobato? Sabe quem é Marina Sotero? Sabe quem é Valéria Godoi? Sabe quem é Demetrius França? Sabe quem é Edson Junior? Sabe quem é Rodrigo da Cunha? Todos eles pertencem ao Dops lulista. Foram contratados pelo governo para fazer a censura prévia dos programas de TV. O Dops lulista está instalado no Ministério da Justiça. É conhecido como Dejus. Nos círculos lulistas, a censura prévia ganhou outro nome. Agora é chamada de "classificação indicativa".

O lulismo reintroduziu oficialmente a censura prévia no Brasil em 9 de fevereiro deste ano, por meio da Portaria 264, que regulamenta a classificação indicativa dos filmes e dos programas de TV. O artigo 4º estabelece que a análise das obras deverá ser "realizada previamente" por analistas contratados pelo Ministério da Justiça. Repito: previamente. Isso significa que, antes de mandar um programa ao ar, a emissora de TV terá de negociar seu conteúdo com os censores. Corta aqui. Corta ali. Muda acolá.

No momento, o Dops lulista pode contar apenas com seis censores: os seis citados na abertura deste artigo. Eles têm entre 22 e 26 anos. Menos um, que já passou dos 40. Uma das censoras acaba de se formar em pedagogia. Outra é estudante de artes cênicas. Outro é administrador de empresas. Além dos seis censores, o Dops lulista pode dispor também de uns estagiários da Universidade de Brasília. A partir de agora, esse grupo passará a mandar em sua TV, decidindo o que você está apto e o que você não está apto a ver.

A principal referência dos censores contratados pelo Ministério da Justiça é o Manual da Nova Classificação Indicativa. Que de indicativa, aliás, não tem rigorosamente nada. Ela é impositiva. De fato, os lulistas arrogaram-se o direito de determinar de que forma e em que horário um programa poderá ser transmitido. A emissora que desobedecer às ordens será denunciada ao Ministério Público, que terá o poder inclusive de cassar sua concessão.

O Manual da Nova Classificação Indicativa define autoritariamente o horário dos programas. Mas é bem pior do que isso. Ele define também o que é bom e o que é ruim para os espectadores, avaliando os aspectos "positivos e negativos" de cada obra. Se o Dops lulista achar que um programa cumpre sua "finalidade educativa", com "respeito e estímulo à diversidade", ele ganha pontos. Caso contrário, perde. Uma cena de Jack Bauer dando um tiro no peito de um terrorista árabe pode ser considerada mais imprópria do que uma cena de um cruel latifundiário do Pará dando um tiro no peito de um sem-terra indefeso. Confie em Themis Lobato. Ela sabe o que é melhor para você.

Lula é cria de Ernesto Geisel. Agora ele tomou o caminho inverso ao de seu criador. Ernesto Geisel conduziu o Brasil a uma abertura lenta, gradual e segura. Lula está conduzindo o Brasil a um fechamento lento, gradual e seguro.
Cadê aquele esquerdista maluco pra comentar o "incomentável"? Defender o indefensável? 😡

Manual de Censura do Lulismo 1 - afronta à Constituição
Diogo Mainardi denunciou em sua coluna desta semana, na Veja, a volta da censura prévia, que ele chamou de “o Dops de Lula”. Referia-se ao poder, que o governo chama para si, de dizer o que podemos ou não ver na televisão. Estamos diante de mais uma tentativa do governo petista de agredir a liberdade de expressão. Li uma estrovenga chamada “Manual da Nova Classificação indicativa”, elaborado pelo Ministério da Justiça. É a bíblia que vai nortear a ação dos novos censores. É de arrepiar. Antes que entre no seu mérito, é bom lembrar: de “indicativo”, o procedimento não tem nada.

Na página 3, está escrito que as emissoras não podem exibir programas em horário diverso daquele definido pela classificação. Acontece que isso é inconstitucional. São garantias d artigo 5º da Constituição:

- no parágrafo IV - "é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato";
- no parágrafo IX - "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença";
- no parágrafo XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional". Combine-se com esses parágrafos o que está disposto no artigo 220: “A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.”

O capítulo XVI do artigo 21 da Carta diz que compete à União “exercer a classificação, para efeito indicativo, de diversões públicas e de programas de rádio e televisão”. Em nenhum lugar está escrito que é para fazer censura prévia — ou seja: onde é que está especificado que a indicação tem de ser seguida? Mas estamos apenas no começo do problema. Vai ficar ainda mais grave.

Ao analisar as “adequações” e “inadequações”, o manual ensina aos aprendizes vermelhos de Goebbels que uma cena “inadequada” pode ser compensada com conteúdos ditos “positivos”. O que isso quer dizer? Digamos que uma novela tenha uma cena de sexo considerada imprópria para o horário “x” porque, sei lá, exagere no erotismo ou na exposição da nudez dos atores. Acende-se a luz vermelha: o programa vai para o fim da grade. Huuummm, mas espere: ela contribui para diminuir o preconceito contra as minorias. É sexo, sim, mas é inter-racial, serve para combater a discriminação: “Ah, então adianta”. E se for um beijo gay, a cena mais esperada pelos “modernos”? Depende, né? Vai ser com sacanagem ou com amor? Considerando que parece que os gays sonham em ter a bênção de Bento 16, acho que, com amor, passa mais cedo; com luxúria, mais tarde.

O mesmo vale para a violência. O “contexto” — palavrinha sempre repetida na estrovenga — é que vai dizer. Pode ter tiro? “Ah, só depois das 22h, companheiro”. Calma! “Tem tiroteio, mas repare que a violência é contrabalançada pela defesa da vida da comunidade”. Opa! Mudou tudo. Estupro pode? Vai depender se a cena será usada para alavancar ou não a militância contra o machismo e a favor do aborto.

Entenderam? Os novos censores aceitam trocar uma bala aqui e uma mão inconveniente ali desde que os programas sirvam à militância politicamente correta. Em suma: abrem-se as comportas para o mais descarado e aberto proselitismo. O Manual, tenho certeza, foi elaborado pelo mesmo grupo que havia proposto no texto sobre a Ancinav, lembram-se?, a obrigatoriedade de um filme conter a apologia de valores positivos da brasilidade se quisesse contar com incentivo oficial. Eu sou contra incentivo oficial até para feijão. Mas, se tiver, não pode interferir no conteúdo da obra.

O autoritarismo disfarçado de nobreza de espírito se revela inteiro na página 25. Trata das drogas. Ali se condenam as cenas consideradas constrangedoras, depreciativas ou humilhantes em relação a um determinado setor da sociedade: as minorias. Colocando a coisa em português: contará contra o programa a droga apresentada no “contexto” do morro, onde há muitos negros. Preconceito contra pobre e contra preto. Rui. Fim da grade. Mas e se o programa mostrar a droga na classe meda alta e branca? Huuummm, o programa já se tornou mais educativo: combate um preconceito.

Isso é critério? Isso é objetividade? O manual chega a relacionar como algo a ser observado até a música de fundo de uma cena. A de um presidente semi-analfabeto discursando no país imaginário de Banânia, ao som de A Gente Somos Inútil, deve ser antecipada para educar as crianças ou adiada para preservá-las do horror? Um drama em que apareça um invasor de terra do MST tomando a propriedade alheia, segundo entendi, será antecipada porque pedagógica e didática — desde que seja favorável aos companheiros. E adiada, claro, se for contrária.

Trata-se, em suma, de dirigismo cultural, vandalismo ideológico e vigarice intelectual. As emissoras não vão protestar oficialmente, não? Ao menos aquelas que não estão comprometidas com o lulismo. A propósito: existem emissoras não-comprometidas com o lulismo?

Em tempo: eu sou crítico da programação das TVs. Mas não sou governo. A sociedade é que tem de ficar vigilante. O papa, por exemplo, atacou os meios de comunicação que ridicularizam a virgindade e a castidade. E, também por isso, é comparado a um cão raivoso. Nada menos. Os que não suportam que o Sumo Pontífice pregue a resistência cultural — e individual — ao que considera impróprio, não obstante, parecem aceitar como razoável que seja o governo a dizer o que podemos e não podemos ver.

E antes que digam que não se vai proibir nada, mas apenas “indicar”. O texto torna, reitero, a indicação obrigatória. A depender dos preconceitos dos “Meninos do Brasil” de Tarso Genro, pode-se simplesmente tornar inviável determinado tipo de produção porque a classificação de horário tem poder para liquidar comercialmente um produto. É censura, sim. E a tentação do governo não pára aí.

Há mais no manualzinho do censor amoroso dos Meninos do Brasil de Tarso Genro. Por exemplo: eles não recomendam a luta de “mocinhos” contra “bandidos” se ela “incrementar a negatividade”. “Incrementar a negatividade” significa, quero crer, a vitória do mocinho. Os valentes dizem ser necessária uma “contextualização”, a palavra mágica que resolve tudo. Contextualização significa, por exemplo, demonstrar, como quer o Babalorixá, as origens sociais do banditismo. Aí o programa ganha pontos, entenderam?

Por Tio Rei
No Podcast do Diogo: "E precisa torcer contra o Brasil?"


Na última VEJA, uma leitora me acusou de torcer pelo fracasso do Brasil. Como se fosse necessário torcer. Eu não sou onipotente. Conheço meus limites. Sei que o Brasil fracassará independentemente da minha torcida. Na verdade, não sou eu que torço contra o Brasil – é o Brasil que parece torcer contra todos nós.

Passei a terça-feira no tribunal, para me defender de uma denúncia apresentada por Paulo Henrique Amorim. O tribunal fica em São Paulo. Eu moro no Rio. Três horas de atraso no vôo de ida. Duas horas de atraso no vôo de volta. Sabe como ocupei meu tempo? Contando azulejos. Quem ouve o podcast manja a história dos azulejos Brennand. (...)

Outro tema do podcast que os patriotas preferiram ignorar foi o fechamento da RCTV por meio da classificação indicativa. Na Veja desta semana, nas páginas amarelas, Fábio Portela entrevista Marcel Granier, dono da RCTV. Ele disse o seguinte a respeito da classificação indicativa:

O governo de Hugo Chávez aprovou aquilo que chamo de “lei da mordaça”. Ela instituiu a tal classificação indicativa. Os programas de TV foram divididos em gêneros – noticiosos, educativos... Estabeleceu-se o que poderia ser divulgado em cada um deles. As regras são muito ambíguas, e um chavista analisa os programas. Quando ele acha que houve excesso ou descumprimento de regras, aplica multas pesadíssimas.

Deu para entender? Nossos patriotas repetem continuamente que o que acontece na Venezuela jamais poderia acontecer no Brasil. (...)

Na última coluna, tratei da TV Pública lulista, aquela que irá custar 350.000.000 de reais por ano. Cometi um erro grosseiro a respeito de uma de suas idealizadoras. Chamei Beth Carmona, diretora da TVE, de “teórica do traço”. Na verdade, ela é muito mais do que uma simples teórica. Ela coloca em prática seus conhecimentos. Em 2002, antes que Beth Carmona assumisse o cargo, a audiência média da TVE, entre seis da tarde e meia-noite, era de 0,62 por cento. Em 2006, depois de quatro anos de muito empenho, caiu para 0,36 por cento. Quase a metade. Não é fácil diminuir uma audiência de 0,62 por cento. Requer talento. Requer determinação. O mesmo talento e a mesma determinação empregados na construção da TV Pública. (...)
A TV forma conceitos, dita normas, costumes, comportamento, etc. Até aí tudo bem: é um meio de comunicação poderoso, baseado nas facilidades do áudio-visual e cada vez mais vai ampliar sua presença e se tornar mais poderoso mesmo. É impossível ir contra essa tendência.


Estava começando a ler sobre teorias da comunicação e lembrei desse tópico. Pois essa idéia de que os meios de comunicação "ditam" alguma coisa é de 1900-30, o início do tal paradigma funcionalista-pragmático. A mídia era vista como uma agulha hipodérmica, que injeta seus conteúdos nos receptores sem nenhum tipo de barreira. Dado seu sociologismo primário e sua proposição sumária, esse modelo não desfrutou de maior prestígio.
Sim e não, como diz um dos meu sócios...

Concordo que o conceito é supérfluo, e hoje, para determinadas camadas da população com acesso a programação paga, não é mais verdade - muito mais long tail o sucesso da programaçção, então acaba "ditando" menos.

Entretanto, há gente séria que defende que a queda no número de filhos por casal no Brasil tem uma relação muito forte com as novelas da globo, e o tipo de famílias que elas apresentam.
Mais pra frente no livro...

Paul Lazarsfeld, professor da Columbia nas décadas de 40 e 50, afirma que cada indivíduo é capaz de procurar e encontrar um meio de comunicação cujo conteúdo mostre compatibilidade às suas convicções e a seus modos de ver. Ele observa também que, o contrário que diziam os zés da Escola de Frankfurt, os meios de comunicação de massa não possuem um poder hipno-compre batom-compre batom-compre batom-compre batom-alienante sobre os receptores. Joseph Klapper, outro professor da mesma Universidade durante a década de 60, dizia que há bons argumentos pra afirmar e pra negar que a mídia faz ou não a cabeça do público. Mas, de qualquer forma, ele diz que quando alguém acredita em algo, isso deve-se à influência cruzada da família, grupo de amigos, religião, escola, e emprego.

😱
ou seja...
Ou seja, você já pode tentar ser professor de sociologia. 😛

Mais pra frente ainda, tem o Umberto Eco que critica tanto os funcionalistas e os frankfurtianos, pois ambos acabam "fetichizando" conceitos como "cultura de massa" e "indústria da cultura".