22/03/2007 - 09h54
Bebê anencéfala será ícone em ato contra o aborto
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CLÁUDIA COLLUCCI
da Folha de S.Paulo
A bebê anencéfala Marcela de Jesus Galante Ferreira, que completou quatro meses anteontem, virou motivo de preocupação do movimento pela descriminalização do aborto e, ao mesmo tempo, ícone dos grupos em defesa da vida.
A sua sobrevida, incomum aos anencéfalos, será usada como exemplo antiaborto em um ato público, que acontece sábado, a partir das 10h30, na praça da Sé, centro de São Paulo. Entre os nomes confirmados estão os do padre Marcelo Rossi, do ex-arcebispo de São Paulo, dom Cláudio Hummes, e do advogado Ives Gandra Martins.
O ato, organizado por grupos católicos, espíritas e evangélicos, pretende reunir 15 mil pessoas e quer chamar a atenção do Congresso Nacional, onde tramita um projeto de lei que descriminaliza o aborto.
"Queremos que os deputados que compõem a nova comissão de seguridade social e família pensem duas vezes como vão votar esse projeto e prestem atenção no retrato da vontade popular", diz a advogada Nadir Pazin, coordenadora adjunta do Comitê Estadual em Defesa da Vida, um dos organizadores do evento.
Para Pazin, o caso de Marcela é emblemático para o movimento antiaborto porque ele contrariou todas as expectativas médicas de que ela morreria logo após nascer. "Caiu por terra a tese dos grupos feministas e de quem defende a legalização do aborto. Ela mostrou que não é como a ciência quer, mas sim como Deus quer."
Médicos, profissionais que dirigem serviços de aborto legal e militantes pela descriminalização do aborto pensam diferente. Para eles, o caso de Marcela é uma exceção e não pode comprometer o direito de os pais poderem optar pelo aborto de fetos anencéfalos.
Porém, é evidente entre eles a preocupação de que a sobrevivência da menina "atrapalhe" futuras decisões judiciais sobre a interrupção da gravidez de anencéfalos. Hoje, o aborto pode ser feito mediante autorização judicial. O STF (Supremo Tribunal Federal) deve decidir no mérito se as mães de fetos com anencefalia podem ou não fazer o aborto, mas não há data para essa decisão.
"Tememos que esse caso isolado e raro possa mudar a opinião do STF e que tudo que conseguimos conquistar até agora possa ficar embaçado por esse caso", relata o ginecologista Jorge Andalaft Neto, responsável pelo serviço de aborto legal do Hospital Jabaquara.
A mesma preocupação é manifestada por Anaelise Abrão, coordenadora do departamento de medicina fetal da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). "Temo porque há muitos juízes que julgam um fato que não é da área deles. Com a opinião pública mobilizada em torno do caso [da bebê Marcela], eles ficam mais receosos em conceder as autorizações."
Na avaliação da médica Fátima Oliveira, da Rede Feminista de Saúde, é possível que a conquista pelo direito ao aborto de anencéfalos "dê mais trabalho" a partir do caso de Marcela.
Já a advogada Débora Diniz prefere apostar na razoabilidade sistema jurídico brasileiro, que não usaria uma "história apaixonada" para apoiar uma decisão tão importante.
"A Marcela é uma exceção. Sobrevive por uma aposta de intensa medicalização para transformá-la em heroína. Se tivesse tido alta do hospital, provavelmente já estaria morta", opina Diniz.
A bebê usa capacete de oxigênio e ingere leite por sonda. Em dezembro, sofreu uma parada cardíaca e foi reanimada. Já teve também paradas respiratórias, convulsões e febres.
O ministro Marco Aurélio Mello, relator da matéria no STF, disse à Folha que não conhece o caso de Marcela e que o episódio não deve mudar futuras decisões do Supremo.
Controvérsias
Discussão (29 respostas)
bom, eu estarei no ato, que é contra o projeto de lei que permite a interrupção da gravidez a qualquer tempo e é, sim, assassinato. E bebês anencéfalos têm tanto direito a viver quanto outros. Porque, se você começar a querer definir quem tem ou quem não tem direito à vida, algo está muito errado.
não vejo nenhuma insanidade nisso.
não vejo nenhuma insanidade nisso.
A bebê usa capacete de oxigênio e ingere leite por sonda. Em dezembro, sofreu uma parada cardíaca e foi reanimada. Já teve também paradas respiratórias, convulsões e febres.
Esse é um caso que acho insanidade sim. Pra que continuar o sofrimento de manter vivo uma criança fadada a morte clínica? Pra entrar pro Guinness? Já viu uma foto de criança anencefálica?
Até fico surpreso com o Mends indo a favor do governo tirando o direito dos pais poderem optar pelo aborto de fetos com má formações gravíssimas. Se for pra proibir o aborto de crianças com tal problema, então também deve ser proibida a doação de órgãos. Já que, pela lei vigente, é com a morte cerebral ou encefálica que se pode tirar tecidos, partes e órgãos do corpo humano destinados a transplante ou tratamento.
não se trata disso.
a proposta do governo é contrária!
sou contra aborto após os 3 primeiros meses. ponto. e até 3 meses por causa dos casos de estupro.
Fadados à morte estamos todos.
cara, esse é um assunto sobre o qual mudei de opinião após o fernando nascer. por conta do câncer, havia chances significativas de ele nascer problemático (não somos todos?). nós chegamos a pensar, por uma semana, se valeria à pena correr o risco. e depois o pensamento passou. e quando ele nasceu, percebi que pai nenhum tem o direito de decidir quem nasce ou quem deixa de nascer, depois de consumado o ato. pai é um instrumento. a criança não existe para satisfazer o pai ou promover a eugenia. o pai é que existe para cuidar da criança.
o que é um raciocínio totalmente torto, visto que compara coisas incomparáveis: quem efetivemente viveu e quem não teve chance.
é isso. é um princípio do qual não abro mão. sou contra o aborto, a não ser em caso de estupro. é simplesmente um princípio de vida levado ao seu limite lógico. por que é para isso que servem os princípios de vida.
indo a favor do governo
a proposta do governo é contrária!
sou contra aborto após os 3 primeiros meses. ponto. e até 3 meses por causa dos casos de estupro.
Pra que continuar o sofrimento de manter vivo uma criança fadada a morte clínica?
Fadados à morte estamos todos.
tirando o direito dos pais poderem optar pelo aborto de fetos com má formações gravíssimas
cara, esse é um assunto sobre o qual mudei de opinião após o fernando nascer. por conta do câncer, havia chances significativas de ele nascer problemático (não somos todos?). nós chegamos a pensar, por uma semana, se valeria à pena correr o risco. e depois o pensamento passou. e quando ele nasceu, percebi que pai nenhum tem o direito de decidir quem nasce ou quem deixa de nascer, depois de consumado o ato. pai é um instrumento. a criança não existe para satisfazer o pai ou promover a eugenia. o pai é que existe para cuidar da criança.
Se for pra proibir o aborto de crianças com tal problema, então também deve ser proibida a doação de órgãos.
o que é um raciocínio totalmente torto, visto que compara coisas incomparáveis: quem efetivemente viveu e quem não teve chance.
é isso. é um princípio do qual não abro mão. sou contra o aborto, a não ser em caso de estupro. é simplesmente um princípio de vida levado ao seu limite lógico. por que é para isso que servem os princípios de vida.
Realmente a comparação entre aborto e doação de órgão é das piores possívies. Ninguém tem o direito de decidir quem deve viver ou morrer.
Qualquer decisão antecipada de "vamos matar já que ele vai morrer mesmo" é fruto da mania de auto-suficiência criada pela ignorância, achando que temos qualquer domínio sobre nossas vidas.
Contra qualquer aborto, memos que a criança esteja concebida a horas, e em qualquer condição. Quer matar, põe a arma na cabeça e se mata (menos ignorância no mundo), mas a criança não.
E anencéfelo é este bando de "moderninho" exigindo o direito que não tem.
Qualquer decisão antecipada de "vamos matar já que ele vai morrer mesmo" é fruto da mania de auto-suficiência criada pela ignorância, achando que temos qualquer domínio sobre nossas vidas.
Contra qualquer aborto, memos que a criança esteja concebida a horas, e em qualquer condição. Quer matar, põe a arma na cabeça e se mata (menos ignorância no mundo), mas a criança não.
E anencéfelo é este bando de "moderninho" exigindo o direito que não tem.
percebi que pai nenhum tem o direito de decidir quem nasce ou quem deixa de nascer, depois de consumado o ato. pai é um instrumento. a criança não existe para satisfazer o pai ou promover a eugenia. o pai é que existe para cuidar da criança.
Não estou pensando só no sofrimento dos pais, mas do ser que vai nascer. Há casos e casos. Pode acontecer do recém-nascido nunca ganhar consciência nem reflexos, e há outros no qual ela vive mais tempo. Um exemplo foi uma menina que sobreviveu 3 anos:
Contrariando as expectativas, Manu já fez dois aniversários. Suas roupas denunciam as deficiências. Aos dois anos e meio, veste roupas de um bebê de oito meses. Com um desenvolvimento físico inferior ao de sua idade, Manu não fala, não anda e não há comprovação de que ela é capaz de enxergar. As pálpebras da menina permanecem quase o tempo todo fechadas.
(Correio Braziliense, Brasília, p. 29, 14 fev. 2003)
o que é um raciocínio totalmente torto, visto que compara coisas incomparáveis: quem efetivemente viveu e quem não teve chance.
E houve efetivamente vida humana? Dá pra ficar filosofando aqui. O conceito de morte é dúbio. Pra efeitos médicos, há a morte encefálica e morte clínica. Na morte encefálica ou, simplesmente, morte cerebral (apesar de o encéfalo não conter apenas o cérebro) consiste na cessação da atividade elétrica do órgão. Já a morte clínica tem um conceito mais rígido, exigindo, mais, a parada irreversível da atividade cardíaca. Salvo engano, a nossa lei atual adota o primeiro conceito, o de morte cerebral.
Quer matar, põe a arma na cabeça e se mata (menos ignorância no mundo), mas a criança não.
Pra pegar leve (não postando fotos), considere se vale ou não um "tiro de misericórdia" no recém-nascido com o problema:

qual a diferença entre seu "tiro de misericórdia" (outra imagem terrível) na 36a. semana e jogar um bebê de um precipício na 1a. semana de vida, 5 semanas depois?
quando começa o ser humano? quando vêm à luz? por que não na 10a semana? por que não na concepção? por que não exatos 32.5 segundos depois da concepção? se n]ao há onde traçara a linha, o conceito deve ser rígido. não há talvez. PAI NENHUM TEM O DIREITO DE MATAR.
quando começa o ser humano? quando vêm à luz? por que não na 10a semana? por que não na concepção? por que não exatos 32.5 segundos depois da concepção? se n]ao há onde traçara a linha, o conceito deve ser rígido. não há talvez. PAI NENHUM TEM O DIREITO DE MATAR.
E houve efetivamente vida humana?
E quem decide? E se descobrirmos que há como reverter morte cerebral na primeira meia hora? 30 minutos e 1 segundo é irreversível?
Não cabe a nós controlarmos isso. Aborto é assassinato.
Há casos e casos.
Não há casos e casos - maldito relativismo idiota. Se há casos e casos, há decisões e decisões e há vidas e vidas, e portanto há seres humanos e seres humanos. Não há como escapar dos limites lógicos disso.
Novamente, aborto é assassinato. não há diferença entre promover o aborto e jogar a criança do precipício 5 semanas depois, ou o fato de ser uma curetagem asséptica torna o ato mais moral? o ato é deefensável por que é feito em um hospital? faça-me o favor...
quando começa o ser humano? quando vêm à luz? por que não na 10a semana? por que não na concepção? por que não exatos 32.5 segundos depois da concepção? se n]ao há onde traçara a linha, o conceito deve ser rígido. não há talvez. PAI NENHUM TEM O DIREITO DE MATAR.
Concordo que não há talvez, e por isso os critérios têm que ser rígidos e coerentes.
Se vc acredita em alma "a la religião", vida = assim que juntamos duas células, e ai' nao tem nem desculpa para a pílula do dia seguinte. Se não, quando começam os sinais cerebrais, o que não sei exatamente quando acontece, mas deve ser por aí dos três meses, que é o limite do aceitável. Depois já é bizarro, concordo.
Insanidade = "A bebê usa capacete de oxigênio e ingere leite por sonda. Em dezembro, sofreu uma parada cardíaca e foi reanimada."
Insanidade= "A sua sobrevida, incomum aos anencéfalos, será usada como exemplo antiaborto em um ato público,"
etc...
E não deixa de me impressonar que
critérios têm que ser rígidos e coerentes.
que são impossíveis: se o "começo dos sinais cerebrais" é vida, por que o aparecimento do sistema nervoso central, pré-condição, não é? não dá pra ter porque depende de como se conceitua, e vida não pode depender de como se conceitua.
Insanidade = "A bebê usa capacete de oxigênio e ingere leite por sonda. Em dezembro, sofreu uma parada cardíaca e foi reanimada."
Com isso você quer dizer que ela não deveria ser reanimada? Ou que não deveria comer? Ou por que come por sonda sofre demais?
Insanidade= "A sua sobrevida, incomum aos anencéfalos, será usada como exemplo antiaborto em um ato público,"
novamente, não entendi a insanidade. Por que não pode ser símbolo do ato?
Com isso você quer dizer que ela não deveria ser reanimada? Ou que não deveria comer? Ou por que come por sonda sofre demais?
Vc sabe o que eu quis dizer, não manipule com ironia... Lutar para manter alguém vivo nessas condições me parece no mínimo absurdo, de um egoísmo enorme. Como vc mesmo disse acima, "a criança não existe para satisfazer o pai". "Irônico" que valha o mesmo argumento em ambos os casos...
Por que não pode ser símbolo do ato?
Pq um par de pessoas, para conseguir o que quer, se apóia no sofrimento alheio. No caso, o da menina.
critérios têm que ser rígidos e coerentes.
que são impossíveis: se o "começo dos sinais cerebrais" é vida, por que o aparecimento do sistema nervoso central, pré-condição, não é?
"Impossível" e "complicado" são duas coisas diferentes. Com raras (mas lobistas) exceções, não creio que a maioria das pessoas pense que um conjunto de células é vida humana. A única coisa razoável é ver o que nos define como humanos e que nos diferencia do resto dos animais, não?
A
e o que é?
como somos malvados, nós, os anti-abortos...
não. vc é quem está assumindo que a criança está sendo mantida viva para satirfazer a mãe. é vc quem está assumindo que manter uma pessoa nessas condições é egoísmo, porque a vida só serve para satisfazer a outrem - logo, manter alguém vivo e sofrendo cumpriria o papel de satisfazer a outrem, egoisticamente. Por que é tão difícil aceitar que a menina anencéfala tem direito a viver e a todos os cuidados para continuar viva, até que não haja mais o que fazer? Por que assumir que ela está sendo mantida viva para satisfazer caprichos?
A MAIORIA DAS PESSOAS QUE SE DANE. NÃO É UMA QUESTÃO ÉTICA, É UMA QUESTÃO MORAL. A MAIORIA DAS PESSOAS PODE SER A FAVOR DA PENA DE MORTE, E ELA É ERRADA. A MAIORIA DOS ALEMÃES CONCORDOU COM O HOLOCAUSTO.
Que fetiche pela maioria, deus do céu...ser maioria dá legitimidade a assassinatos?
o que impede de dizer que um conjunto de células com DNA humano é um ser humano??????? O que me impede de dizer que só é humano depois que perde o rabo de peixe? Que só é humano quando vêm à luz? Absolutamente nada. Mas vc deve pensar :"o que quer que seja consenso científico/filosófico"...maldito tecnocracismo.
E de que raios de lobby você está falando, se a as pessoas são em sua maioria à favor do "direito de escolha" que, como o wagnão disse, é simplesmente ridículo?
única coisa razoável é ver o que nos define como humanos e que nos diferencia do resto dos animais, não?
e o que é?
Pq um par de pessoas, para conseguir o que quer, se apóia no sofrimento alheio
como somos malvados, nós, os anti-abortos...
Lutar para manter alguém vivo nessas condições me parece no mínimo absurdo, de um egoísmo enorme
não. vc é quem está assumindo que a criança está sendo mantida viva para satirfazer a mãe. é vc quem está assumindo que manter uma pessoa nessas condições é egoísmo, porque a vida só serve para satisfazer a outrem - logo, manter alguém vivo e sofrendo cumpriria o papel de satisfazer a outrem, egoisticamente. Por que é tão difícil aceitar que a menina anencéfala tem direito a viver e a todos os cuidados para continuar viva, até que não haja mais o que fazer? Por que assumir que ela está sendo mantida viva para satisfazer caprichos?
Com raras (mas lobistas) exceções, não creio que a maioria das pessoas pense que um conjunto de células é vida humana
A MAIORIA DAS PESSOAS QUE SE DANE. NÃO É UMA QUESTÃO ÉTICA, É UMA QUESTÃO MORAL. A MAIORIA DAS PESSOAS PODE SER A FAVOR DA PENA DE MORTE, E ELA É ERRADA. A MAIORIA DOS ALEMÃES CONCORDOU COM O HOLOCAUSTO.
Que fetiche pela maioria, deus do céu...ser maioria dá legitimidade a assassinatos?
o que impede de dizer que um conjunto de células com DNA humano é um ser humano??????? O que me impede de dizer que só é humano depois que perde o rabo de peixe? Que só é humano quando vêm à luz? Absolutamente nada. Mas vc deve pensar :"o que quer que seja consenso científico/filosófico"...maldito tecnocracismo.
E de que raios de lobby você está falando, se a as pessoas são em sua maioria à favor do "direito de escolha" que, como o wagnão disse, é simplesmente ridículo?
Ou eu de fato estou escrevendo pior do que imagino em português, ou vc está deturpando o que eu digo a propósito 🤣 🤣 🤣
Não disse que eu saiba o que é, mas sim que deve ser possível definir algo, senão não matamos nem vaca nem galinha, pois vão ter os mesmos direito a viver que a gente, uai...
Não falei isso! Falei que acho uma sacanagem usarem a menina e seu sofrimento (e portanto apelar à emoção das pessoas) para defender uma posição que deveria ser defendida com razão.
O fato que se considero isso, então meu cabelo que cai deveria ser cuidado com a mesma atenção que um recém-nascido...
Sendo a alternativa à tecnocracia o humanismo-religioso, ou coisa do gênero, confiaria mais no primeiro. Impressionante é achar que um mano religioso (mesmo no sentido não mitológico, só para vc não dizer que todos os cientistas são iguais, bla, bla, bla ;-) ) têm mais a dizer sobre o que é vida do que um mano que a estuda e tenta entendê-la...
A questão é: até que ponto vale segurar o sofrimento? Direito ela tem, mas quer exercê-lo? E nesse caso, que a menina não tem capacidade de decidir??
De qualquer forma, a discussão de "direito de escolha" vs "direito à vida" é muito, muito maior que nós dois, de modo que não vamos chegar a ponto nenhum alongando essa discussão...
única coisa razoável é ver o que nos define como humanos e que nos diferencia do resto dos animais
e o que é?
Não disse que eu saiba o que é, mas sim que deve ser possível definir algo, senão não matamos nem vaca nem galinha, pois vão ter os mesmos direito a viver que a gente, uai...
como somos malvados, nós, os anti-abortos...
Não falei isso! Falei que acho uma sacanagem usarem a menina e seu sofrimento (e portanto apelar à emoção das pessoas) para defender uma posição que deveria ser defendida com razão.
o que impede de dizer que um conjunto de células com DNA humano é um ser humano??
O fato que se considero isso, então meu cabelo que cai deveria ser cuidado com a mesma atenção que um recém-nascido...
Mas vc deve pensar :"o que quer que seja consenso científico/filosófico"...maldito tecnocracismo.
Sendo a alternativa à tecnocracia o humanismo-religioso, ou coisa do gênero, confiaria mais no primeiro. Impressionante é achar que um mano religioso (mesmo no sentido não mitológico, só para vc não dizer que todos os cientistas são iguais, bla, bla, bla ;-) ) têm mais a dizer sobre o que é vida do que um mano que a estuda e tenta entendê-la...
Por que é tão difícil aceitar que a menina anencéfala tem direito a viver e a todos os cuidados para continuar viva, até que não haja mais o que fazer?
A questão é: até que ponto vale segurar o sofrimento? Direito ela tem, mas quer exercê-lo? E nesse caso, que a menina não tem capacidade de decidir??
De qualquer forma, a discussão de "direito de escolha" vs "direito à vida" é muito, muito maior que nós dois, de modo que não vamos chegar a ponto nenhum alongando essa discussão...
mends wrote:qual a diferença entre seu "tiro de misericórdia" (outra imagem terrível) na 36a. semana e jogar um bebê de um precipício na 1a. semana de vida, 5 semanas depois?
É a diferença entre um doente terminal passar pela ortonásia (não eutanásia, prestenção, hein?) e o mesmo doente após a morte ser jogado de um precípicio. Ou seja, na segunda a opção de enterro foi estúpida.
🤔
mends wrote:Não há casos e casos - maldito relativismo idiota. Se há casos e casos, há decisões e decisões e há vidas e vidas, e portanto há seres humanos e seres humanos. Não há como escapar dos limites lógicos disso.
Sim, há casos e casos de anencefalia. Não leu direito, ou está distorcendo o que escrevo ou não estamos falando da mesma coisa. Estou falando de aborto para casos de doenças/malformações LETAIS!
E reiterando: há casos e casos. Pois 25% das crianças anencéfalas que vivem até o fim da gravidez morrem durante o parto; 50% têm uma expectativa de vida de poucos minutos a 1 dia; 25% vivem além de 10 dias. No caso de sobrevida longa, aí já é meroanencefalia. Proibir que a mãe tenha opção de interromper a gravidez em caso de doença/malformação letal do feto é simplesmente TORTURA, tal como permitir que ela tenha a criança em caso de estupro.
mends wrote:E quem decide? E se descobrirmos que há como reverter morte cerebral na primeira meia hora?
A lógica decide: se nunca houve vida cerebral pode-se considerar que sempre houve a morte cerebral, oras. Daí entra no campo da competência médica determinar a letalidade do caso.
junior wrote:Insanidade= "A sua sobrevida, incomum aos anencéfalos, será usada como exemplo antiaborto em um ato público,"
Concordo plenamente. Pra mim usar a criança assim beira a crueldade.
Mudando de assunto...
http://dilbertblog.typepad.com/the_dilbert_blog/2007/03/oh_deer.html
Oh Deer
By Scott_Adams on General Nonsense
Did you hear about the Wisconsin man who is charged with having sex with a dead deer that he found in a ditch?
http://www.thesmokinggun.com/archive/1122061deer1.html
His defense was that the deer was already dead, so it wasn’t technically an “animal” when the sex happened. The judge disagreed and ruled that a dead deer is still an animal.
This decision sets a dangerous precedent. By the judge’s reasoning, any guy who gets aroused while wearing leather pants has – in the strictest legal terms – his wiener in a cow.
The story doesn’t mention if the dead dear was male or female. That’s important because I want to know if the perpetrator was gay. Without that information, I don’t know how fascinated I should be.
And lord help me, I can’t stop wondering what specific kind of sex he had. Did he arrange the deer in missionary position – which is the way I prefer to imagine it – or was he just getting a little antler? Was he whispering sweet nothings, or was he having angry sex and yelling something along the lines of “I…TOLD…YOU…TO…STAY…OUT…OF…THE…ROAD!!!!”
The story doesn’t mention if the perpetrator tapped the deer where he found it in the ditch or if he dragged it home and put lipstick on it first. My guess is that he got busy right in the ditch, based on three facts:
1. Deer are heavy.
2. He got caught.
3. If a man is horny enough to fornicate with a dead deer, he’s probably too horny to wait until he gets it home.
I’m trying to picture the cop arriving on the scene. The deer-humper looks up from the ditch, sees the cop looking down at him, and asks himself this question: “Is there any point in stopping?” It seems to me that the legal punishment for man-on-deer sex would be exactly the same whether you finish or not. I picture him holding up two fingers and saying to the cop, “Just two minutes. Almost done.”
The cop wouldn’t mind waiting. He’d be busy covering his entire body and the back seat of his cruiser with plastic gloves before he handcuffed the guy.
I also wonder what the cop was thinking. If I were the cop, I’d be worrying that this would be the exact time I had a coincidental heart attack, rolled into the ditch, and became part of this guy’s threesome. This is why people like me do not become cops. I worry about all the wrong things.
Some people might say this was a victimless crime, but I think that depends on whether the perpetrator has recently broken up with a girlfriend. If so, I would say she’s not too happy about this development. It’s one thing to lose your guy to a cheerleader, but it really has to sting when you lose your guy to road kill. How did he break it to her? “It’s not you, baby, it’s me…and a carcass I noticed on route 9.”
Anyway, the moral of this story – and there is one – is that if you ever see a dead deer in a ditch, and you are aroused by it, your best strategy is to pass the buck.
Or get a windowless van.
http://dilbertblog.typepad.com/the_dilbert_blog/2007/03/oh_deer.html
Oh Deer
By Scott_Adams on General Nonsense
Did you hear about the Wisconsin man who is charged with having sex with a dead deer that he found in a ditch?
http://www.thesmokinggun.com/archive/1122061deer1.html
His defense was that the deer was already dead, so it wasn’t technically an “animal” when the sex happened. The judge disagreed and ruled that a dead deer is still an animal.
This decision sets a dangerous precedent. By the judge’s reasoning, any guy who gets aroused while wearing leather pants has – in the strictest legal terms – his wiener in a cow.
The story doesn’t mention if the dead dear was male or female. That’s important because I want to know if the perpetrator was gay. Without that information, I don’t know how fascinated I should be.
And lord help me, I can’t stop wondering what specific kind of sex he had. Did he arrange the deer in missionary position – which is the way I prefer to imagine it – or was he just getting a little antler? Was he whispering sweet nothings, or was he having angry sex and yelling something along the lines of “I…TOLD…YOU…TO…STAY…OUT…OF…THE…ROAD!!!!”
The story doesn’t mention if the perpetrator tapped the deer where he found it in the ditch or if he dragged it home and put lipstick on it first. My guess is that he got busy right in the ditch, based on three facts:
1. Deer are heavy.
2. He got caught.
3. If a man is horny enough to fornicate with a dead deer, he’s probably too horny to wait until he gets it home.
I’m trying to picture the cop arriving on the scene. The deer-humper looks up from the ditch, sees the cop looking down at him, and asks himself this question: “Is there any point in stopping?” It seems to me that the legal punishment for man-on-deer sex would be exactly the same whether you finish or not. I picture him holding up two fingers and saying to the cop, “Just two minutes. Almost done.”
The cop wouldn’t mind waiting. He’d be busy covering his entire body and the back seat of his cruiser with plastic gloves before he handcuffed the guy.
I also wonder what the cop was thinking. If I were the cop, I’d be worrying that this would be the exact time I had a coincidental heart attack, rolled into the ditch, and became part of this guy’s threesome. This is why people like me do not become cops. I worry about all the wrong things.
Some people might say this was a victimless crime, but I think that depends on whether the perpetrator has recently broken up with a girlfriend. If so, I would say she’s not too happy about this development. It’s one thing to lose your guy to a cheerleader, but it really has to sting when you lose your guy to road kill. How did he break it to her? “It’s not you, baby, it’s me…and a carcass I noticed on route 9.”
Anyway, the moral of this story – and there is one – is that if you ever see a dead deer in a ditch, and you are aroused by it, your best strategy is to pass the buck.
Or get a windowless van.
Mais uma vez a comparação com o precípício é bem ruim e não tem lógica...putz
A criança é exemplo sim contra o aborto, por que na cabeça estúpida era para ela estar morta, 'mas dá o tom da luta contra a morte. É engraçada a manipulação do termo "direito": os pais tem o direito de matar mas não de aproveitar a luta pela vida da crinaça como símbolocontra o aborto. mas tudo bem, eu entendo eque matar é mais simples mesmo...
A cabeça 100% racional que sempre beira a estupidez (Deus permita que eu nunca seja racional...) requeriria que o Mendonça nunca tivesse filho, graças ao risco de ter problemas. Se fosse assim, o mendonça nunca teria a oprtunidae de ser pai do Fernando e pior, o Fernando nunca existiria!!! Deixa ele crescer e pergunta para ele se ela gostaria de nunca ter nascido??
Pimenta no aborto dos outros é refresco. Perguntem a uma pessoa que sugeriram para mãe desta que abortasse se ela é a favor? Ela não existiria!!!! Se você que é favor de aborto, pensa se sua mãe decidisse abortar vc...nunca você estaria aqui... Se é a favor disto então enfia uma bala na cabeça e vai descobrir se é bom...
A aprovação desta lei é apenas o primeiro passo para a extensão do aborto em qquer situação, baseado na política nojenta, e escondida, de um partido medicore que aprova aborto, casamento gay, máquina de camisinhas nas escolas , cartilha de sexo para crianças de 10 anos e outros absurdos desta "liberdade" imposta por uma ditadura falso intelectualóide....
Cada um pode se sustentar em uma opinião: estatíticas, racionalismos, "direitos"sober o corpo damulher (afe...não há nada mais egóista que este termo). Eu perfiro acreditar nos meus milgares (e eu vejo muitos no meu dia-a-dia). Esta criança que ainda está viva ainda vai nos surpreender e mudar a cabeça deste "cientismo" leigo.
A criança é exemplo sim contra o aborto, por que na cabeça estúpida era para ela estar morta, 'mas dá o tom da luta contra a morte. É engraçada a manipulação do termo "direito": os pais tem o direito de matar mas não de aproveitar a luta pela vida da crinaça como símbolocontra o aborto. mas tudo bem, eu entendo eque matar é mais simples mesmo...
A cabeça 100% racional que sempre beira a estupidez (Deus permita que eu nunca seja racional...) requeriria que o Mendonça nunca tivesse filho, graças ao risco de ter problemas. Se fosse assim, o mendonça nunca teria a oprtunidae de ser pai do Fernando e pior, o Fernando nunca existiria!!! Deixa ele crescer e pergunta para ele se ela gostaria de nunca ter nascido??
Pimenta no aborto dos outros é refresco. Perguntem a uma pessoa que sugeriram para mãe desta que abortasse se ela é a favor? Ela não existiria!!!! Se você que é favor de aborto, pensa se sua mãe decidisse abortar vc...nunca você estaria aqui... Se é a favor disto então enfia uma bala na cabeça e vai descobrir se é bom...
A aprovação desta lei é apenas o primeiro passo para a extensão do aborto em qquer situação, baseado na política nojenta, e escondida, de um partido medicore que aprova aborto, casamento gay, máquina de camisinhas nas escolas , cartilha de sexo para crianças de 10 anos e outros absurdos desta "liberdade" imposta por uma ditadura falso intelectualóide....
Cada um pode se sustentar em uma opinião: estatíticas, racionalismos, "direitos"sober o corpo damulher (afe...não há nada mais egóista que este termo). Eu perfiro acreditar nos meus milgares (e eu vejo muitos no meu dia-a-dia). Esta criança que ainda está viva ainda vai nos surpreender e mudar a cabeça deste "cientismo" leigo.
Outro detalhe para os que gostam de pesquisar procurem saber a respeito da "indústria do feto" / indústria de comséticos...
E aproveitem as imagens
http://www.youtube.com/watch?search=&mo ... 6uvqm1MDc0
principalmente na hora do almoço...o almoço dos justos!
http://www.youtube.com/watch?search=&mo ... 6uvqm1MDc0
principalmente na hora do almoço...o almoço dos justos!
A cabeça 100% racional que sempre beira a estupidez (
Calma, Wagnão, sem partir pro braço... Discutamos usando a razão, sem ofensas 😉 😉
Se fosse assim, o mendonça nunca teria a oprtunidae de ser pai do Fernando e pior, o Fernando nunca existiria!!!
Estamos usando exemplos distintos... E apelando à emoção...
Se você que é favor de aborto, pensa se sua mãe decidisse abortar vc...nunca você estaria aqui... Se é a favor disto então enfia uma bala na cabeça e vai descobrir se é bom...
?????
casamento gay
???
Eu perfiro acreditar nos meus milgares (e eu vejo muitos no meu dia-a-dia). Esta criança que ainda está viva ainda vai nos surpreender e mudar a cabeça deste "cientismo" leigo.
Ok, como vc mesmo disse, prefere acreditar nos milagres, e eu não, de modo que nunca vamos concordar nesse aspecto...
Falando sério, creio que o clima está esquentando demais. Somos amigos, e não vou discutir nem ofender com ninguém por uma causa que nem é minha. Enquanto é para comentar "a la mesa de bar", beleza, mas não quero que comecemos uma discussão pessoal por essas coisas.
E antes que alguém reclame, não, não estou dizendo que o assunto não é importante, que merece ser discutido apenas na mesa de bar, nada disso. Respeito profundamente a opinião de vcs, embora tenha uma diferente nesse caso e, como disse, somos amigos acima de opiniões em assuntos gerais, e por isso retiro-me dessa discussão.
Opa, a intenção não era esta. Desculpe!!!
é a minha mania de ser visceral neste tipo de opinião.
é a minha mania de ser visceral neste tipo de opinião.
Opa, a intenção não era esta. Desculpe!!!
Tranquilo!! Vc me paga 2 brejas e tá tudo certo (pode ser 1 pq é "tricolor de coração, eternamente campeão") 👍 👍 👍
Mais uma vez a comparação com o precípício é bem ruim e não tem lógica...putz
A minha ou a do Danilo?
casamento gay
neste assunto, acredito que só não deva ser chamado de "casamento" e não devam ser permitidas coisas como um cara casar vestido de noiva, debochando da tradição católica. mas um contrato que garanta direitos sucessórios, plano de saúde etc, eu sou a favor. é um contrato civil entre duas pessoas, ninguém tem nada a ver com isso.
É a diferença entre um doente terminal passar pela ortonásia (não eutanásia, prestenção, hein?) e o mesmo doente após a morte ser jogado de um precípicio. Ou seja, na segunda a opção de enterro foi estúpida.
foi a resposta mais sem nexo que li por aqui. de novo: qual a diferença entre uma curetagem e jogar a criança de um precipício? A assepsia de um hospital torna o primeiro ato mais "moral" que o segundo? POr favor, senhores, não estou deturpando nada. Os senhores é que estão com MUITA dificuldade de conceituar as coisas sem recorrerem a lugares comuns MUITO vazios.
Estou falando de aborto para casos de doenças/malformações LETAIS!
Primeiro: ser letal ou não depende do nível de avanço tecnológico, que é definido no TEMPO e no ESPAÇO, ie, não pode ser iobjeto de legislação, por definição - a não ser aqui neste país ridículo.
Depois: quem são os legisladores/médicos para escolher quem pode ou não nascer? Troque a palavra médico por sacerdotes, e você tem sacrifícios de incapazes na antiguidade. Cadê 2000 anos de civilização que se perderam por aí? Alguém viu?
Último: se há casos e casos, a consequência LÓGICA é que há seres humanos e seres humanos. Parabéns. Você acabou de provar que não temos todos os mesmos direitos naturais.
Pois 25% das crianças anencéfalas que vivem até o fim da gravidez morrem durante o parto; 50% têm uma expectativa de vida de poucos minutos a 1 dia; 25% vivem além de 10 dias
Quase uma normal! o gráfico deve ficar bonitinho. Discutir questões humanas com estatísticas é tãããõ legal...se você estudar estatística DIREITO, quem sabe descubra que não dá pra falar nelas sem definir um nível de certeza, uma distribuição assumida como premissa, pra tentar sustentar qualquer inferência/argumento. 25% das pessoas que comem ovo no café da manhã peidam o dia inteiro...
A lógica decide:
Meu Deus....sem palavras...
campo da competência médica
Humana, portanto falível. Do mesmo jeito que não deve haver pena de morte, o risco de condenar alguém que não deveria ser condenado deve manter afastada qualquer tentativa de se determinar quando alguém deve morrer.
E assumir "competência médica" aqui em Banânia, onde tive um câncer claro, caso clássico de livro texto, diagnosticado apenas no QUARTO médico que visitei, onde tudo que um bebê tem é atribuído a "essa nova virose que está aí", onde nossos hospitais públicos (onde 77,453% das pessoas que moram em Sapucaí do Alto têm de ir em caso de emergência) são o estado da arte em conhecimento técnico é realmente uma premissa muito razoável e consistente.
Pra mim usar a criança assim beira a crueldade.
É verdade. Tê-la matado há alguns meses é que é um ato perfeito de compaixão.
Não disse que eu saiba o que é, mas sim que deve ser possível definir algo, senão não matamos nem vaca nem galinha, pois vão ter os mesmos direito a viver que a gente, uai...
Exato. Uma vaca e uma galinha têm os mesmos direitos de viver que um ser humano, inclusive têm direito a serem felizes, à casa própria e à aposentadoria proporcional. A menos que seja um urso polar de cativeiro, porque esse deve morrer, já que é mimado e não é um urso...
Meu caro...o que diferencia eu dizer que a vida começa quando o rabo do feto encolhe, ou quando há a primeira meiose, ou quando se passaram 32.5353425 dias? O "consenso" científico? Consenso é a nova ferramenta de assunção da Verdade? Tais conceitos são passíveis de exatidão?
O que quero dizer é o seguinte. Imagina uma reunião de empresa de cartão de crédito. O presidente pergunta: "quantos cartões ativos temos"? ouve como respostas: "3 millhões", do VP de Marketing. "6 milhões", do VP Financeiro. "13 milhões", do VP Comercial. Quem errou? Na medição, ninguém: pro mkt, cartão ativo é aquele que foi usado para compras pelo menos uma vez em 3 meses. Pro financeiro, aquele que teve um PAGAMENTO nos últimos 3 meses. Pro comercial, todos os que estão no rpazo de validade.
O exemplo é ridículo, pra expor o quão fraco é seu argumento. Não há como traçar uma linha clara que diga o que é um ser humano e quando ele se torna um ser humano. Não devemos ser tentados a isso, seria arrogância da pior espécie. Medir é fácil, mas é IMPOSSÍVEL CONCEITUAR.
O fato que se considero isso, então meu cabelo que cai deveria ser cuidado com a mesma atenção que um recém-nascido...
Exatamente, e todo adolescente punheteiro seria um genocida. É ridículo. O que quero mostrar é que qualquer tentativa de traçar a linha pode ser destruída com igual facilidade, manipulada, gerar fontes de erro de medição que podemos não prever a priori...pra ver como o argumento tecnicista e científico seja a ser engraçado, de tão fraco.
alternativa à tecnocracia o humanismo-religioso, ou coisa do gênero, confiaria mais no primeiro.
como só houvessem essas duas "diretrizes", o que é um reducionismo atroz. Mas tudo bem. Cabe-me informar, entretanto, as sociedades tecnocráticas que consigo lembrar assim, de bate-pronto. A URSS, a Alemnha Nazista, a China comunista, o Cambodja de Pol POt. A gente escolhe lados na vida... 😛
Mas aqui vc assume uma coisa perigosa: que a ciência é "limpa", despida de preconceitos, "justa". E essa discussão é velha. COmo toda atividade humana, ela carrega todos os nossos defeitos.
Impressionante é achar que um mano religioso (mesmo no sentido não mitológico, só para vc não dizer que todos os cientistas são iguais, bla, bla, bla ;-) ) têm mais a dizer sobre o que é vida do que um mano que a estuda e tenta entendê-la...
Cara, você tem um preconceito ENORME com qualquer base epistemológica que não utilize o método científico! Por que você acha que Robert Gallo tem mais a dizer sobre a vida que Santo Agostinho, que Kiekergaard (tô até citando um cara de esquerda)???
Primeiro: ser letal ou não depende do nível de avanço tecnológico, que é definido no TEMPO e no ESPAÇO, ie, não pode ser iobjeto de legislação, por definição - a não ser aqui neste país ridículo.
...Último: se há casos e casos, a consequência LÓGICA é que há seres humanos e seres humanos. Parabéns. Você acabou de provar que não temos todos os mesmos direitos naturais.
Anencefalia.
Acha que demora quanto tempo pra tecnologia e grana estiverem amplamente disponíveis pra corrigir esse mal no Brasil? Precisa de muita competência médica pra determinar a letalidade desse mal em específico?
😢
Exatamente por sermos um país de tantas diferenças (que não fui eu que criei) que devemos ter a OPÇÃO de permitir que os pais possam abortar em casos de doenças/malformações letais.
O dia que qualquer brasileiro puder fazer download e upload da consciência sua ou de um feto, enquanto nano-robôs entram no organismo pra reconstruir o tecido destruído ou problemático, aí sim poderíamos discutir a proibição total do aborto.
ter a OPÇÃO de permitir que os pais possam abortar em casos de doenças/malformações letais
Não devemos. Os pais, nem ninguém, têm o direito de decidir quem vive e quem morre.
Compare imagens de ultra-som de um bebê com anencefalia e o do Fernando.
Câmbio final para a discussão.
Câmbio final para a discussão.
😡 e vc jogaria o bebê da foto que você postou no precipício? Por que quer que possam matá-lo no hospital?
Compare imagens de ultra-som de um bebê com anencefalia e o do Fernando.
um ultrassom deve condenar pessoas? Fiz 2 antes de saber que estava com câncer, que só foi pego quando fiz exames no sírio libanês. antes, no delboni auriemo, não havia dado nada. uma máquina decide quem morre?
não é um problema prático senhores. é filosófico. e se não conseguimos responder com consistência as provocações que levantamos, dado que somos a "elite intelectuar" do país, acredito que não devemos nos atrever a apoiar leis que podem dar margem a erros atrozes.
Por que quer que possam matá-lo no hospital?
Não dá pra discutir isso. Pessoalmente não consigo distingüir o nível de "horribilidade" entre ter que fazer uma autópsia ou tentar reanimar um nenê com um problema tão grave ou fazer o aborto. São todas ações que EU não consegueria fazer. Mas há quem faça. E se há quem consiga fazer e quem opte por fazer ou não, que haja a liberdade de escolha.