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Deputado Federal Partido Estado Crime pelo qual é processado/investigado
Abelardo Lupion PFL PR Sonegação Fiscal
Ademir Prates PDT MG Falsidade Ideologica
Aelton Freitas PL MG Crime de responsabilidade e estelionato
Airton Roveda PPS PR Peculato
Albérico Filho PMDB MA Apropriação Indébita
Alceste de Almeida PTB RR Peculato, Formação de quadrilha e Mafia das Sanguessugas
Alex Canziani PTB PR Peculato
Almeida de Jesus PL CE Mafia das Sanguessugas
Almerinda Carvalho PMDB RJ Máfia das ambulancias
Almir Moura PFL RJ Mafia das Sanguessugas
Amauri Gasques PL AP Mafia das Sanguessugas
André Zacharow PMDB PR Improbidade Administrativa
Aníbal Gomes PMDB CE Improbidade Administrativa
Ann Pontes PMDB PA Máfia das ambulancias
Antonio Carlos PannunzioPSDB SP Crime de responsabilidade
Antonio Joaquim PSDB MA Improbidade Administrativa
Benedito de Lira PP AL Mafia das Sanguessugas
Benedito Dias PP AP Mafia das Sanguessugas
Benjamin Maranhão PMDB PB Crime Eleitoral
Bispo Wanderval PL SP Mafia das Sanguessugas
Cabo Júlio PMDB MG Crime Militar, Mafia das Sanguessugas
Carlos (Bispo) RodriguesPL RJ Máfia das ambulancias
Carlos Alberto Lereia PSDB GO Lesão Corporal
Carlos Dunga PTB PB Máfia das ambulancias
Celso Russomanno PP SP Crime Eleitoral, Peculato e Agressão
Chico da Princesa PL PR Crime Eleitoral
Ciro Nogueira PP PI Crime contra a ordem tributaria e Prevaricação.
Cleonâncio Fonseca PP SE Mafia das Sanguessugas
Clovis Fecury PFL MA Crime contra a ordem tributaria.
Coriolano Sales PFL BA Mafia das Sanguessugas
Darcisio Perondi PMDB RS Improbidade Administrativa
Davi Alcolumbre PFL AP Corrupção Ativa
Dilceu Sperafico PP PR Apropriação Indébita.
Dr. Heleno PSC RJ Mafia das Sanguessugas
Edir de Oliveira PTB RS Mafia das Sanguessugas
Edison Andrino PMDB SC Crime de responsabilidade
Edna Macedo PTB SP Mafia das Sanguessugas
Eduardo Azeredo PSDB MG Ligação com o Valerioduto
Eduardo Gomes PSDB TO Crime Eleitoral, Mafia das Sanguessugas
Eduardo Seabra PTB AP Mafia das Sanguessugas
Elaine Costa PTB RJ Mafia das Sanguessugas
Elimar Máximo Damasceno PRONA SP Falsidade Ideologica
Eliseu Padilha PMDB RS Corrupção Passiva
Enivaldo Ribeiro PP PB Crime contra a ordem tributaria, Mafia das Sanguessugas
Érico Ribeiro PP RS Crime contra a ordem tributaria.
Fernando Gonçalves PTB RJ Mafia das Sanguessugas
Feu Rosa PP ES Máfia das ambulancias
Giacobo PL PR Crime contra a ordem tributaria e sequestro.
Gilberto Nascimento PMDB SP Máfia das ambulancias
Gonzaga Patriota PSB PE Apropriação Indébita.
Guilherme Menezes PT BA Improbidade Administrativa
Ibrahim Abir-Ackel PP MG Ligação com o Valerioduto
Ildeu Araujo PP SP Crime Eleitoral
Inaldo Leitão PL PB Crime contra o patrimonio publico, Mafia das Sanguessugas
Inocencio Oliveira PMDB PE Crime de escravidão
Irapuan Teixeira PP SP Mafia das Sanguessugas
Iris Simões PTB PR Mafia das Sanguessugas
Isaías Silvestre PSB MG Mafia das Sanguessugas
Itamar Serpa PSDB RJ Crime contra o consumidor, Mafia das Sanguessugas
Jackson Barreto PTB SE Improbidade Administrativa
Jader Barbalho PMDB PA Improbidade Administrativa e Lavagem de dinheiro.
Jaime Martins PL MG Crime Eleitoral
Jefferson Campos PTB SP Mafia das Sanguessugas
João Batista PP SP Falsidade Ideologica, Mafia das Sanguessugas
João Caldas PL AL Mafia das Sanguessugas
João Correia PMDB AC Declaração falsa de Imposto de Renda, Mafia das Sanguessugas
João Grandão PT MS Máfia das ambulancias
João Hermann Neto PDT SP Apropriação Indebita
João Magno de Moura PT MG Lavagem de Dinheiro
João Mendes de Jesus PSB RJ Mafia das Sanguessugas
João Paulo Cunha PT SP Lavagem de Dinheiro
Jorge Pinheiro PL DF Crime Ambiental
Jose Borba PMDB PR Mensalão
Jose Dirceu PT SP Mensalão
José Divino PRB RJ Mafia das Sanguessugas
José Janene PP PR Improbidade Administrativa e Lavagem de dinheiro.
José Linhares PP CE Improbidade Administrativa
José Mentor PT SP Corrupção Passiva
José Militão PTB MG Mafia das Sanguessugas
José Priante PMDB PA Crime contra o sistema Financeiro
Josias Gomes da Silva PT BA Mensalão
Jovair Arantes PTB GO Improbidade Administrativa, Mafia das Sanguessugas
Jovino Candido PV SP Improbidade Administrativa
Julio Cesar PFL PI Peculato e Lavagem de dinheiro.
Julio Lopes PP RJ Falsidade Ideologica
Junior Betão PL AC Declaração falsa de Imposto de Renda, Mafia das Sanguessugas
Laura Carneiro PFL RJ Improbidade Administrativa, Mafia das Sanguessugas
Lino Rossi licenciado Mafia das Sanguessugas
Luiz Antonio Fleury PTB SP Improbidade Administrativa
Marcelino Fraga PMDB ES Crime Eleitoral, Mafia das Sanguessugas
Marcelo Teixeira PSDB CE Sonegação Fiscal
Marcio Reinaldo Moreira PP MG Crime Ambiental
Marcos Abramo PP SP Mafia das Sanguessugas
Mário Negromonte PP BA Mafia das Sanguessugas
Maurício Rabelo PL TO Mafia das Sanguessugas
Nélio dias PP RN Mafia das Sanguessugas
Nelson Bronier PMDB RJ Improbidade Administrativa
Newton Lima PTB SP Mafia das Sanguessugas
Nilton Capixaba PTB RO Mafia das Sanguessugas
Osmânio Pereira PTB MG Mafia das Sanguessugas
Osvaldo Reis PMDB TO Apropriação Indebita
Pastor Amarildo PSC TO Mafia das Sanguessugas
Paulo Afonso PMDB SC Crime contra o sistema Financeiro e Improbidade Administrativa.
Paulo Baltazar PSB RJ Mafia das Sanguessugas
Paulo Feijó PSDB RJ Mafia das Sanguessugas
Paulo Jose Gouvea PL RS Porte Ilegal de Arma
Paulo Lima PMDB SP Extorção e sonegação fiscal
Paulo Magalhaes PFL BA Lesão Corporal
Paulo Rocha PT PA Mensalão
Pedro Correa PP PE Mensalão
Pedro Henry PP MT Lavagem de dinheiro, corrupção passiva e Mafia das Sanguessugas.
Professor Irapuan PP SP Crime Eleitoral.
Professor Luizinho PT SP Lavagem de Dinheiro
Raimundo Santos PL PB Mafia das Sanguessugas
Reginaldo Germano PP BA Mafia das Sanguessugas
Reinaldo Betão PL RJ Mafia das Sanguessugas
Reinaldo Gripp PL RJ Mafia das Sanguessugas
Remi Trinta PL MA Estelionato
Ribamar Alves PSB MA Mafia das Sanguessugas
Ricardo Barros PP PR Sonegação Fiscal
Ricardo de Freitas PTB MT Improbidade Administrativa
Ricardo Estima PPS SP Mafia das Sanguessugas
Ricarte de Freitas PTB MT Mafia das Sanguessugas
Roberto Brant PFL MG Mensalão
Roberto Jefferson PTB RJ Mensalão
Romeu Queiroz PTB MG Corrupção Ativa e Lavagem de Dinheiro
Ronaldo Dimas PSDB TO Crime eleitoral
Ronivon Santiago PP AC Máfia das ambulancias
Sandro Mabel PL GO Crime contra a ordem tributaria.
Severino Cavalcanti PP PE Propina de dono de restaurante no congresso
Suely Campos PP PR Crime eleitoral
Tatico PTB DF Crime contra a ordem tributaria. - Receptaçao de carga roubada
Teté Bezerra PMDB MT Mafia das Sanguessugas
Thelma de Oliveira PSDB MT Improbidade Administrativa
Vadão Gomes PP SP Mensalão e Improbidade Administrativa
Valdemar Costa Neto PL SP Mensalão
Vanderlei Assis PP SP Crime eleitoral e Mafia das Sanguessugas
Vieira Reis PRB RJ Mafia das Sanguessugas
Vittorio Medioli PV MG Sonegação Fiscal
Wanderval Santos PL SP Mensalão e Corrupção Passiva
Wellington Fagundes PL MT Mafia das Sanguessugas
Zé Gerardo PMDB CE Crime de Responsabilidade
Zelinda Novaes PFL BA Mafia das Sanguessugas
Eleições 2006 - Guia for Dummies
Taí. Quando tiver mais tempo vou conferir se a lista está certa.
Discussão (29 respostas)
cola num excel e separa por partido
e sem nenhum preconceito, faz a quebra por região geográfica...só te bater o olho já surgem vários insights...
Mas a lista que recebi por e-mail está incompleta, pois só tem os deputados federais. Em número absoluto são 26 políticos de SP, mas em porcentual, MT ganha, pois temos 7 dos 8 deputados. Tem a tabela em
http://www.editgrid.com/user/telles/Politicos_Corruptos
(pra editar precisa de senha, que é do Telles)
http://www.editgrid.com/user/telles/Politicos_Corruptos
(pra editar precisa de senha, que é do Telles)
cacete, mas faz a quebra! põe x5 de sp, x% do pt...
Peguei a lista maior, com uns 140 nomes...
Putz, até tentei conferir tudo a fundo, mas vi que é impossível!
Já estou a mais de 6 horas fuçando a vida de tudo mundo na net, e vi que não sobra ninguém que presta. Como é que pode isso? Os menos piores tem "evolução patrimonial com base na declaração de bens feitas à Receita Federal" meio alta demais. Deu pelo menos pra aprender umas coisas, como por exemplo a dinherama que vai pro Fundo Partidário. De qualquer modo...

Putz, até tentei conferir tudo a fundo, mas vi que é impossível!
Já estou a mais de 6 horas fuçando a vida de tudo mundo na net, e vi que não sobra ninguém que presta. Como é que pode isso? Os menos piores tem "evolução patrimonial com base na declaração de bens feitas à Receita Federal" meio alta demais. Deu pelo menos pra aprender umas coisas, como por exemplo a dinherama que vai pro Fundo Partidário. De qualquer modo...
Tá ficando legal esse tópico. Até criei um novo para destacar!
Hahaha... estou googlozando atrás dos nomes dessa última lista. Quando entro com "Severino Cavalcanti" aparece um link pago pro Mercado Livre!
🤣
🤣
PQP... não foi ainda nem metade da lista. Fica pra amanhã (caso não seja silenciado ou comprado).
😛
😛
Azevedo
Mercadante e metáforas
O moralista Aloizio Mercadante fez hoje campanha ao lado do mensaleiro João Paulo Cunha, que se tornou uma espécie de coronel urbano de Osasco, e, claro, atacou severamente o seu adversário tucano, José Serra. Insistiu na falácia de que o candidato do PSDB atribuiu aos migrantes, em particular aos nordestinos, os problemas do ensino público em São Paulo. Se Mercadante tivesse feito isso sozinho, vá lá. Mas ele o fez com a colaboração da banda podre do jornalismo, que espalhou a versão que interessava ao PT. Para tanto, o senador, que entende de educação o que entendo de naves espaciais, contou até com a colaboração de supostos especialistas, alguns proxenitinhas vulgares de ONGs metidas a conselheiros. O onguismo, com as exceções de sempre, é um meio de vida. O pobre é sua principal commodity. A diferença entre certos ongueiros e os cafetões e que estes repassam ao menos uma parte do que ganham ao instrumento que os faz ricos. Mais ainda: é coisa muito feia esse negócio de arrotar independência por aí e servir de conselheiro informal — informal? — de campanha. Tá começando a ficar madura a hora de pôr todos os pingos nos is. Eu acho. Vamos ver de quantos engodos se fazem certas ilabadas reputações. Há muito Herodes por aí dizendo "Vinde a mim as criancinhas".
Mercadante e metáforas
O moralista Aloizio Mercadante fez hoje campanha ao lado do mensaleiro João Paulo Cunha, que se tornou uma espécie de coronel urbano de Osasco, e, claro, atacou severamente o seu adversário tucano, José Serra. Insistiu na falácia de que o candidato do PSDB atribuiu aos migrantes, em particular aos nordestinos, os problemas do ensino público em São Paulo. Se Mercadante tivesse feito isso sozinho, vá lá. Mas ele o fez com a colaboração da banda podre do jornalismo, que espalhou a versão que interessava ao PT. Para tanto, o senador, que entende de educação o que entendo de naves espaciais, contou até com a colaboração de supostos especialistas, alguns proxenitinhas vulgares de ONGs metidas a conselheiros. O onguismo, com as exceções de sempre, é um meio de vida. O pobre é sua principal commodity. A diferença entre certos ongueiros e os cafetões e que estes repassam ao menos uma parte do que ganham ao instrumento que os faz ricos. Mais ainda: é coisa muito feia esse negócio de arrotar independência por aí e servir de conselheiro informal — informal? — de campanha. Tá começando a ficar madura a hora de pôr todos os pingos nos is. Eu acho. Vamos ver de quantos engodos se fazem certas ilabadas reputações. Há muito Herodes por aí dizendo "Vinde a mim as criancinhas".
ELIANE CANTANHÊDE
Terceiro mandato
BRASÍLIA - O projeto "Lula, 20 anos" passa pela eleição de Lula para um terceiro mandato em 2015. Calma! Não é brincadeira, não! O homem, que já não é um poço de humildade, está com o ego na Lua diante da possibilidade concreta de vitória no primeiro turno e sonha longe. O céu é o limite.
Ao martelar, via ministros, deputados e assessores, que está disposto a passar a faixa presidencial de mão beijada para José Serra ou principalmente para Aécio Neves em 2010, Lula não deixa dúvidas. O tal "pacto nacional", que passa a incluir o fim da reeleição, com a volta de mandato de cinco anos, só pode ser para isso: o terceiro mandato.
O PT, em frangalhos, só elege governadores em três Estados periféricos e não tem um só nome em condições de disputar a sucessão de Lula em 2010. O que Lula faz? Insufla os tucanos, jura que vai ajudar na eleição deles, pede em troca o fim da reeleição e, pimba!, se colar, estará com o caminho livre para voltar em 2015, nos braços do povo.
Pergunta nº 1: o que Serra lucra ao enterrar a reeleição, se ele é franco favorito para o governo de São Paulo e pode querer manter o cargo daqui a quatro anos?
Pergunta nº 2: o que Aécio lucra, se deve ser consagrado com 70% dos votos em Minas e tem um ótimo horizonte para a eleição presidencial de 2010, sem um adversário forte no PT? Vai jogar a chance de reeleição fora, de véspera?
Que há conversas entre petistas e tucanos, há, como sempre houve. Até porque Lula sabe que o eventual segundo mandato não vai ser um passeio e ele vai precisar de uma oposição boazinha, mais ou menos como a que vem enfrentando, apesar de tudo.
E governadores não querem briga com o Planalto. Daí aos dois tucanos mais promissores caírem na lábia de Lula é outra história. Uma história para eleitor ver -e desconfiar.
Terceiro mandato
BRASÍLIA - O projeto "Lula, 20 anos" passa pela eleição de Lula para um terceiro mandato em 2015. Calma! Não é brincadeira, não! O homem, que já não é um poço de humildade, está com o ego na Lua diante da possibilidade concreta de vitória no primeiro turno e sonha longe. O céu é o limite.
Ao martelar, via ministros, deputados e assessores, que está disposto a passar a faixa presidencial de mão beijada para José Serra ou principalmente para Aécio Neves em 2010, Lula não deixa dúvidas. O tal "pacto nacional", que passa a incluir o fim da reeleição, com a volta de mandato de cinco anos, só pode ser para isso: o terceiro mandato.
O PT, em frangalhos, só elege governadores em três Estados periféricos e não tem um só nome em condições de disputar a sucessão de Lula em 2010. O que Lula faz? Insufla os tucanos, jura que vai ajudar na eleição deles, pede em troca o fim da reeleição e, pimba!, se colar, estará com o caminho livre para voltar em 2015, nos braços do povo.
Pergunta nº 1: o que Serra lucra ao enterrar a reeleição, se ele é franco favorito para o governo de São Paulo e pode querer manter o cargo daqui a quatro anos?
Pergunta nº 2: o que Aécio lucra, se deve ser consagrado com 70% dos votos em Minas e tem um ótimo horizonte para a eleição presidencial de 2010, sem um adversário forte no PT? Vai jogar a chance de reeleição fora, de véspera?
Que há conversas entre petistas e tucanos, há, como sempre houve. Até porque Lula sabe que o eventual segundo mandato não vai ser um passeio e ele vai precisar de uma oposição boazinha, mais ou menos como a que vem enfrentando, apesar de tudo.
E governadores não querem briga com o Planalto. Daí aos dois tucanos mais promissores caírem na lábia de Lula é outra história. Uma história para eleitor ver -e desconfiar.
R Azevedo
Um gol do jornal O Globo
Está de parabéns o jornal O Globo por ter dedicado uma página de jornal desta sexta às perguntas que Lula não aceita responder. Já escrevi e repito: acho os debates uma fórmula vencida, especialmente no primeiro turno. A legislação acaba obrigando as TVs a convidar alguns pterodáctilos que nada têm a dizer. Mas as sabatinas com os jornalistas são coisa diferente. O jornalismo não é “a” opinião pública. Isso é besteira. Ninguém é. Mas é um dos canais que existem para o homem público prestar contas de seus atos, o que Lula não aceita. O bom da sabatina é que o líder nas pesquisas, como Lula, não precisa servir de escada a ninguém. O Globo faculta o acesso, mas é preciso se cadastrar. É rápido. A maioria das perguntas era pertinente. Mas o vírus do petralhismo ou da tolice estavam presentes, como se verá. Faço uma síntese abaixo, listando o nome do entrevistador e a questão de que tratou.
QUESTÕES PERTINENTES
Ancelmo Góis – Atuação fraca no caso da violência urbana
Elio Gaspari – explicações sobre o caso Paulo Okamotto
Merval Pereira – a) quem o traiu?; b) é preciso enfiar a mão na merda?; c) como explica o baixo crescimento?
Tereza Cruvinel – como explica a aliança com notórias reputações?
Jorge Moreno – A mesma questão sobre as alianças “éticas” do PT
Artur Xexéo – por que não vai a debates se dizia antes ser essencial?
Arnaldo Bloch – É certo tentar fazer um apagamento da história do PT?
Miriam Leitão – atuação desastrada no governo do campo: 880 ocupações; 72 mortes
Joaquim Ferreira dos Santos – O que é ética?
Flávia Oliveira – a brutal carga tributária brasileira
Artur Dapieve – como é que Chávez, e não Lula, tornou-se o líder continental?
Paulo Coelho – tropeços do Brasil nos fóruns multilaterais
João Ubaldo – Por que o senhor é melhor? O que entende por “elites”?
BOBAGENS OU PETRALHISMOS
Luís Fernando Veríssimo – Como Lula teria sido muito social-democrata, vai ser mais esquerdista agora? A minha pergunta a Veríssimo: “O senhor vai votar na Heloísa Helena?”
Zuenir Ventura – Lula promete tanta coisa agora, por que não fez antes? A minha pergunta a Zuenir: “De que cor era o cavalo branco de Napoleão?”
Cora Rónai – “O senhor é bom pai?” É uma tentativa de ser engraçada. Foi só desastrada.
Chico Caruso – “O senhor é a favor de cotas raciais?” É a pergunta de um sabotador de entrevistas. É para levantar a bola para Lula cortar. Tanto ele é a favor, que seu governo as implementa. Vá desenhar, Chico.
Fernando Calazans – “Qual sua maior vitória e maior derrota?” Minhas perguntas a Calazans: "Qual é seu ator predileto?"
Um gol do jornal O Globo
Está de parabéns o jornal O Globo por ter dedicado uma página de jornal desta sexta às perguntas que Lula não aceita responder. Já escrevi e repito: acho os debates uma fórmula vencida, especialmente no primeiro turno. A legislação acaba obrigando as TVs a convidar alguns pterodáctilos que nada têm a dizer. Mas as sabatinas com os jornalistas são coisa diferente. O jornalismo não é “a” opinião pública. Isso é besteira. Ninguém é. Mas é um dos canais que existem para o homem público prestar contas de seus atos, o que Lula não aceita. O bom da sabatina é que o líder nas pesquisas, como Lula, não precisa servir de escada a ninguém. O Globo faculta o acesso, mas é preciso se cadastrar. É rápido. A maioria das perguntas era pertinente. Mas o vírus do petralhismo ou da tolice estavam presentes, como se verá. Faço uma síntese abaixo, listando o nome do entrevistador e a questão de que tratou.
QUESTÕES PERTINENTES
Ancelmo Góis – Atuação fraca no caso da violência urbana
Elio Gaspari – explicações sobre o caso Paulo Okamotto
Merval Pereira – a) quem o traiu?; b) é preciso enfiar a mão na merda?; c) como explica o baixo crescimento?
Tereza Cruvinel – como explica a aliança com notórias reputações?
Jorge Moreno – A mesma questão sobre as alianças “éticas” do PT
Artur Xexéo – por que não vai a debates se dizia antes ser essencial?
Arnaldo Bloch – É certo tentar fazer um apagamento da história do PT?
Miriam Leitão – atuação desastrada no governo do campo: 880 ocupações; 72 mortes
Joaquim Ferreira dos Santos – O que é ética?
Flávia Oliveira – a brutal carga tributária brasileira
Artur Dapieve – como é que Chávez, e não Lula, tornou-se o líder continental?
Paulo Coelho – tropeços do Brasil nos fóruns multilaterais
João Ubaldo – Por que o senhor é melhor? O que entende por “elites”?
BOBAGENS OU PETRALHISMOS
Luís Fernando Veríssimo – Como Lula teria sido muito social-democrata, vai ser mais esquerdista agora? A minha pergunta a Veríssimo: “O senhor vai votar na Heloísa Helena?”
Zuenir Ventura – Lula promete tanta coisa agora, por que não fez antes? A minha pergunta a Zuenir: “De que cor era o cavalo branco de Napoleão?”
Cora Rónai – “O senhor é bom pai?” É uma tentativa de ser engraçada. Foi só desastrada.
Chico Caruso – “O senhor é a favor de cotas raciais?” É a pergunta de um sabotador de entrevistas. É para levantar a bola para Lula cortar. Tanto ele é a favor, que seu governo as implementa. Vá desenhar, Chico.
Fernando Calazans – “Qual sua maior vitória e maior derrota?” Minhas perguntas a Calazans: "Qual é seu ator predileto?"
Deprimente 😢 😢 😢 Não temos nem uma Ciccioliona... 😢 😢
02/09/2006 - 12h00
Artistas aproveitam notoriedade para conseguir votos
JAMES CIMINO
da Folha Online
Há artistas que declaram ser impossível fazer política sem se envolver em esquemas de corrupção. Outros preferem investir na fama como estratégia de conseguir votos e se candidatam a cargos nas Assembléias Legislativas dos Estados e no Congresso.
No último caso estão o cantor de forró, Frank Aguiar, candidato a deputado federal pelo PTB de São Paulo, e a ex-BBB Marielza de Souza, candidata a deputada estadual pelo PSB do Rio de Janeiro.
Alan do Polegar é médico oftalmologista, ex-tenente da Aeronáutica e pai de dois filhos
Também estão no páreo, neste ano, o estilista Clodovil Hernandes, na disputa por uma vaga na Câmara pelo PTC, e a drag queen Salete Campari, que quer chegar à Assembléia de São Paulo pelo PDT.
Até ícones dos anos 80, como o ex-tecladista Alan da "boy band" Polegar e o cantor Paulo Ricardo (ex-RPM), resolveram se aventurar na política, ambos candidatos a deputado federal. Paulo Ricardo, contudo, renunciou.
Alan do Polegar (nome na urna eletrônica), candidato pelo PP, está firme na campanha. Médico oftalmologista, ex-tenente da Aeronáutica e pai de dois filhos, como faz questão de frisar, diz que a fama o tem ajudado a "fazer uma campanha barata e limpa". "O Polegar é bastante conhecido. Temos fã-clubes até hoje, com mais de dez mil integrantes", afirma.
O médico diz que se candidatou porque não agüentava mais ver tanta corrupção na TV. Além disso, diz que, em seu trabalho na rede pública de saúde, presencia muitos casos tristes, como de pessoas que ficam cegas acometidas de glaucoma (um doença degenerativa) por não terem dinheiro para comprar medicamentos que reverteriam o quadro.
"Além de ser uma desumanidade, é uma estupidez do governo não tratar essas doenças, pois a pessoa que fica cega deixa de produzir e passa a viver de benefícios públicos", diz. Sobre o preconceito por seu passado artístico, Alan frisa: "As pessoas esquecem que aquele garotinho cresceu. Sou um homem, pai de dois filhos e que quer fazer algo de bom pelo seu país."
Já o irreverente Clodovil Hernandes, que deu entrevista tomando champanhe, diz que sua candidatura surgiu de um "estalo". "Acho que as pessoas olham para mim e pensam: 'Quem é esse viado para se meter com política?' Ora, viver é um ato político e eu posso legislar simplesmente porque sou uma pessoa que fala direito e se expressa bem", declarou o estilista, que fez duras críticas à, segundo ele, pouca cultura do atual presidente da República.
Clodovil afirma gostar de Heloísa Helena, mas diz considerar seu partido uma "seita"
Dono de uma estratégia de divulgação bastante irônica ("Vocês acham que eu sou passivo? Pisa no meu calo para você ver...") diz que continuará a tomar champanhe depois de eleito. "As pessoas sabem que eu bebo champanhe e que nunca precisei roubar ninguém para isso."
Clodovil precisa de 250 mil votos para garantir uma vaga na Câmara, mas, sem nenhuma modéstia, como lhe é peculiar, espera receber três milhões. "As pessoas me dão crédito porque tenho talento e sei usá-lo. Não vou prometer o que não posso cumprir. Possivelmente eu erre, mas não gosto de coisas escusas e não sou feliz com a infelicidade alheia", declarou o candidato, que, sobre a afirmação do ator Paulo Betti (de que não é possível fazer política "sem colocar a mão na merda"), desdenhou: "Ele disse isso porque não passa de um pretensioso com dentes muito bonitos."
Montada
Tão irreverente quanto o estilista, mas dona de uma modéstia insuspeita, é a drag queen e militante assídua da causa gay Salete Campari. Seu nome de batismo é Francisco Sales Rodrigues, 37, ex-professor de matemática, que abandonou a profissão por falta de aptidão e baixo salário. Originária do Estado da Paraíba, Salete brinca: "sou mulher macho sim senhor".
A drag queen afirma que, caso eleita, irá para a Assembléia "montada" (jargão do mundo gay que significa vestida de mulher). "As pessoas vão votar na Salete, que é quem aparece na propaganda e também é quem os eleitores vão querer ver lá."
A drag queen Salete Campari diz que pretende ir "montada" para a Assembléia de São Paulo
"Já vivo esse personagem há 19 anos e sinto que as pessoas me respeitam mais quando estou montada. O Francisco é tímido, fraco. A Salete é decidida e forte, e é de gente assim que a política precisa. Você não é obrigado a gostar de mim, mas tem obrigação de me respeitar. Temos de aprender a conviver com o diferente", declarou a candidata, que afirma não querer apenas representar o público GLBT.
"Quero trabalhar pela causa gay, porque não tem ninguém que nos represente, mas, também, pela melhoria da educação. Fui professor e sei que essa é a classe que deveria ser mais valorizada."
Salete Campari afirma que vai votar para presidente em Cristovam Buarque "não apenas pela fidelidade partidária", já que ambos são do PDT, mas por acreditar em seu projeto de governo e porque este foi "o único partido que me aceitou como sou".
Nem todos declararam seu voto para o cargo mais importante do país. Alan do Polegar, diz que ainda não decidiu em que votar para presidente.
Clodovil Hernandes, diz que admira Heloísa Helena como pessoa, mas não gosta "daquela seita" da qual ela faz parte que, segundo ele, é "pior que o PT".
"Ela me visitou uma vez em Ubatuba quando eu estava sozinho. Chegou de táxi. Achei isso de uma doçura. Talvez eu me lembre disso na hora de votar", pondera o estilista.
02/09/2006 - 12h00
Artistas aproveitam notoriedade para conseguir votos
JAMES CIMINO
da Folha Online
Há artistas que declaram ser impossível fazer política sem se envolver em esquemas de corrupção. Outros preferem investir na fama como estratégia de conseguir votos e se candidatam a cargos nas Assembléias Legislativas dos Estados e no Congresso.
No último caso estão o cantor de forró, Frank Aguiar, candidato a deputado federal pelo PTB de São Paulo, e a ex-BBB Marielza de Souza, candidata a deputada estadual pelo PSB do Rio de Janeiro.
Alan do Polegar é médico oftalmologista, ex-tenente da Aeronáutica e pai de dois filhos
Também estão no páreo, neste ano, o estilista Clodovil Hernandes, na disputa por uma vaga na Câmara pelo PTC, e a drag queen Salete Campari, que quer chegar à Assembléia de São Paulo pelo PDT.
Até ícones dos anos 80, como o ex-tecladista Alan da "boy band" Polegar e o cantor Paulo Ricardo (ex-RPM), resolveram se aventurar na política, ambos candidatos a deputado federal. Paulo Ricardo, contudo, renunciou.
Alan do Polegar (nome na urna eletrônica), candidato pelo PP, está firme na campanha. Médico oftalmologista, ex-tenente da Aeronáutica e pai de dois filhos, como faz questão de frisar, diz que a fama o tem ajudado a "fazer uma campanha barata e limpa". "O Polegar é bastante conhecido. Temos fã-clubes até hoje, com mais de dez mil integrantes", afirma.
O médico diz que se candidatou porque não agüentava mais ver tanta corrupção na TV. Além disso, diz que, em seu trabalho na rede pública de saúde, presencia muitos casos tristes, como de pessoas que ficam cegas acometidas de glaucoma (um doença degenerativa) por não terem dinheiro para comprar medicamentos que reverteriam o quadro.
"Além de ser uma desumanidade, é uma estupidez do governo não tratar essas doenças, pois a pessoa que fica cega deixa de produzir e passa a viver de benefícios públicos", diz. Sobre o preconceito por seu passado artístico, Alan frisa: "As pessoas esquecem que aquele garotinho cresceu. Sou um homem, pai de dois filhos e que quer fazer algo de bom pelo seu país."
Já o irreverente Clodovil Hernandes, que deu entrevista tomando champanhe, diz que sua candidatura surgiu de um "estalo". "Acho que as pessoas olham para mim e pensam: 'Quem é esse viado para se meter com política?' Ora, viver é um ato político e eu posso legislar simplesmente porque sou uma pessoa que fala direito e se expressa bem", declarou o estilista, que fez duras críticas à, segundo ele, pouca cultura do atual presidente da República.
Clodovil afirma gostar de Heloísa Helena, mas diz considerar seu partido uma "seita"
Dono de uma estratégia de divulgação bastante irônica ("Vocês acham que eu sou passivo? Pisa no meu calo para você ver...") diz que continuará a tomar champanhe depois de eleito. "As pessoas sabem que eu bebo champanhe e que nunca precisei roubar ninguém para isso."
Clodovil precisa de 250 mil votos para garantir uma vaga na Câmara, mas, sem nenhuma modéstia, como lhe é peculiar, espera receber três milhões. "As pessoas me dão crédito porque tenho talento e sei usá-lo. Não vou prometer o que não posso cumprir. Possivelmente eu erre, mas não gosto de coisas escusas e não sou feliz com a infelicidade alheia", declarou o candidato, que, sobre a afirmação do ator Paulo Betti (de que não é possível fazer política "sem colocar a mão na merda"), desdenhou: "Ele disse isso porque não passa de um pretensioso com dentes muito bonitos."
Montada
Tão irreverente quanto o estilista, mas dona de uma modéstia insuspeita, é a drag queen e militante assídua da causa gay Salete Campari. Seu nome de batismo é Francisco Sales Rodrigues, 37, ex-professor de matemática, que abandonou a profissão por falta de aptidão e baixo salário. Originária do Estado da Paraíba, Salete brinca: "sou mulher macho sim senhor".
A drag queen afirma que, caso eleita, irá para a Assembléia "montada" (jargão do mundo gay que significa vestida de mulher). "As pessoas vão votar na Salete, que é quem aparece na propaganda e também é quem os eleitores vão querer ver lá."
A drag queen Salete Campari diz que pretende ir "montada" para a Assembléia de São Paulo
"Já vivo esse personagem há 19 anos e sinto que as pessoas me respeitam mais quando estou montada. O Francisco é tímido, fraco. A Salete é decidida e forte, e é de gente assim que a política precisa. Você não é obrigado a gostar de mim, mas tem obrigação de me respeitar. Temos de aprender a conviver com o diferente", declarou a candidata, que afirma não querer apenas representar o público GLBT.
"Quero trabalhar pela causa gay, porque não tem ninguém que nos represente, mas, também, pela melhoria da educação. Fui professor e sei que essa é a classe que deveria ser mais valorizada."
Salete Campari afirma que vai votar para presidente em Cristovam Buarque "não apenas pela fidelidade partidária", já que ambos são do PDT, mas por acreditar em seu projeto de governo e porque este foi "o único partido que me aceitou como sou".
Nem todos declararam seu voto para o cargo mais importante do país. Alan do Polegar, diz que ainda não decidiu em que votar para presidente.
Clodovil Hernandes, diz que admira Heloísa Helena como pessoa, mas não gosta "daquela seita" da qual ela faz parte que, segundo ele, é "pior que o PT".
"Ela me visitou uma vez em Ubatuba quando eu estava sozinho. Chegou de táxi. Achei isso de uma doçura. Talvez eu me lembre disso na hora de votar", pondera o estilista.
Azevedo
Na cama com Heloísa Helena
Heloísa Helena foi sabatinada hoje pela Folha de S. Paulo. A edição eletrônica do jornal traz alguns destaques do seu pronunciamento. Ok. A Folha cumpre a sua obrigação, mas não dá para levar esta senhora muito a sério. Até quando poderia ser um fator a provocar o segundo turno, tinha lá alguma graça. Mas depois se perdeu em seu próprio primitivismo político e ideológico, de que seu horário na TV é emblema. Foi inicialmente beneficiada pela cobertura do Jornal Nacional, não porque houvesse simpatia especial por ela, mas porque a candidata soube usar bem o tempo. Posava com flores nos braços, sempre sorridente, como se aquilo fosse a expressão mais sorridente de um jardim de delícias. Encarnação do velho PT, ela não sabe o que diz. E isso ficou evidente, mais uma vez, na sabatina.
É um tanto penoso acompanhar o raciocínio. Daí que minha atenção tenha se deslocado para outra coisa. Indagada sobre o episódio da violação do painel eletrônico do Senado no episódio da cassação de Luiz Estevão, mandou bala: “Eu não durmo com homem rico e ordinário. Eu vomito em cima". Explica-se. Os que tiveram acesso à lista de votação deixaram vazar a suposição de que a radical Loló teria votado contra a cassação do empresário-senador, acusado de envolvimento nas irregularidades do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo — aquele do juiz Nicolau, lembram-se? Duas versões circularam à época nos bastidores. Uma era esta mesmo: a senadora teria um “caso” de Estevão. A outra dava conta de que o PMDB havia ajudado a pagar dívidas eleitorais de Heloísa Helena em Alagoas. Ela nega ambas, é claro.
Mas sua frase dá o que pensar: “Eu não durmo com homem rico e ordinário”. É? E se for pobre e ordinário? E se for só rico e extraordinário? E se for apenas rico, sem maiores especificações? E se for pobre simplesmente? Tem de ser pobre e fora do comum? Às vezes, Loló, sob o pretexto de ser muito clara, avança o sinal de um certo decoro que se espera de uma senadora e de uma candidata à Presidência. Sua retórica se torna tão mais inflamada quanto mais murcham as suas possibilidades eleitorais. Como aqui se disse há três semanas, a onda Heloísa Helena já passou. A sua resposta demonstra que, finalmente, ela se tornou o que sempre foi: uma candidata nanica.
E esse negócio de "vomitar em cima?" Tenha paciência! E por que "em cima"? Por que o vômito está associado à prática sexual? Heloísa desperta em mim os piores instintos... piscanalíticos, rá, rá, rá!
Na cama com Heloísa Helena
Heloísa Helena foi sabatinada hoje pela Folha de S. Paulo. A edição eletrônica do jornal traz alguns destaques do seu pronunciamento. Ok. A Folha cumpre a sua obrigação, mas não dá para levar esta senhora muito a sério. Até quando poderia ser um fator a provocar o segundo turno, tinha lá alguma graça. Mas depois se perdeu em seu próprio primitivismo político e ideológico, de que seu horário na TV é emblema. Foi inicialmente beneficiada pela cobertura do Jornal Nacional, não porque houvesse simpatia especial por ela, mas porque a candidata soube usar bem o tempo. Posava com flores nos braços, sempre sorridente, como se aquilo fosse a expressão mais sorridente de um jardim de delícias. Encarnação do velho PT, ela não sabe o que diz. E isso ficou evidente, mais uma vez, na sabatina.
É um tanto penoso acompanhar o raciocínio. Daí que minha atenção tenha se deslocado para outra coisa. Indagada sobre o episódio da violação do painel eletrônico do Senado no episódio da cassação de Luiz Estevão, mandou bala: “Eu não durmo com homem rico e ordinário. Eu vomito em cima". Explica-se. Os que tiveram acesso à lista de votação deixaram vazar a suposição de que a radical Loló teria votado contra a cassação do empresário-senador, acusado de envolvimento nas irregularidades do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo — aquele do juiz Nicolau, lembram-se? Duas versões circularam à época nos bastidores. Uma era esta mesmo: a senadora teria um “caso” de Estevão. A outra dava conta de que o PMDB havia ajudado a pagar dívidas eleitorais de Heloísa Helena em Alagoas. Ela nega ambas, é claro.
Mas sua frase dá o que pensar: “Eu não durmo com homem rico e ordinário”. É? E se for pobre e ordinário? E se for só rico e extraordinário? E se for apenas rico, sem maiores especificações? E se for pobre simplesmente? Tem de ser pobre e fora do comum? Às vezes, Loló, sob o pretexto de ser muito clara, avança o sinal de um certo decoro que se espera de uma senadora e de uma candidata à Presidência. Sua retórica se torna tão mais inflamada quanto mais murcham as suas possibilidades eleitorais. Como aqui se disse há três semanas, a onda Heloísa Helena já passou. A sua resposta demonstra que, finalmente, ela se tornou o que sempre foi: uma candidata nanica.
E esse negócio de "vomitar em cima?" Tenha paciência! E por que "em cima"? Por que o vômito está associado à prática sexual? Heloísa desperta em mim os piores instintos... piscanalíticos, rá, rá, rá!
Hoje no Jornal do Commercio, coluna do Ahmed, saiu que a oposição colocou as mãoes em PROVAS da ligação do PT com o assassinato de Celso Daniel.
A ver.
A ver.
Estevão fala sobre o vômito de Heloísa Helena...
Na Coluna de Mônica Bergamo, na Folha desta quarta:
"Cassado por quebra de decoro parlamentar em 2000, o ex-senador Luiz Estevão volta às páginas de jornais seis anos depois, pela boca de Heloísa Helena, candidata do PSOL à Presidência. Para se defender da suspeita de, naquela época, ter votado pela absolvição de Estevão, ela afirmou, na sabatina da Folha realizada na segunda, 4: "Disseram que eu dormia com o cara [Estevão] (...) Não durmo com homem rico e ordinário. Eu vomito em cima". A coluna conversou com o ex-senador:
FOLHA - A senadora alguma vez "vomitou" no senhor, ou em outra pessoa?
LUIZ ESTEVÃO - Você quer uma respostinha bem curtinha e legal? Se ela teve alguma ânsia de vômito comigo, ela engoliu.
FOLHA - E os boatos, revelados por ela, de que vocês namoraram?
ESTEVÃO - Não namoramos. De jeito nenhum. Ela tem que ter raiva das pessoas que divulgaram essa sacanagem no Senado. Eu nunca fiz isso. Pelo contrário. Sempre tive um relacionamento maravilhoso com ela [Helena]. Muito bom mesmo. Ela é uma pessoa alegre, divertida. Não tenho queixa. Pelo contrário. Me comovi muito com o fato de ela ter chorado bastante no meu discurso de despedida no Senado.
FOLHA - Ela foi fotografada chorando?
ESTEVÃO - Era uma sessão secreta, não existem fotos nem imagens. Mas ela chorava como criança. Chorava muito. Muito mesmo. Tem que perguntar a ela por que chorou tanto. Por um ano e meio, fui colega da Heloísa Helena e ela jamais ocupou a tribuna ou fez qualquer aparte para fazer qualquer comentário negativo a meu respeito. Nos dávamos maravilhosamente bem. Todos os senadores sabem disso."
Na Coluna de Mônica Bergamo, na Folha desta quarta:
"Cassado por quebra de decoro parlamentar em 2000, o ex-senador Luiz Estevão volta às páginas de jornais seis anos depois, pela boca de Heloísa Helena, candidata do PSOL à Presidência. Para se defender da suspeita de, naquela época, ter votado pela absolvição de Estevão, ela afirmou, na sabatina da Folha realizada na segunda, 4: "Disseram que eu dormia com o cara [Estevão] (...) Não durmo com homem rico e ordinário. Eu vomito em cima". A coluna conversou com o ex-senador:
FOLHA - A senadora alguma vez "vomitou" no senhor, ou em outra pessoa?
LUIZ ESTEVÃO - Você quer uma respostinha bem curtinha e legal? Se ela teve alguma ânsia de vômito comigo, ela engoliu.
FOLHA - E os boatos, revelados por ela, de que vocês namoraram?
ESTEVÃO - Não namoramos. De jeito nenhum. Ela tem que ter raiva das pessoas que divulgaram essa sacanagem no Senado. Eu nunca fiz isso. Pelo contrário. Sempre tive um relacionamento maravilhoso com ela [Helena]. Muito bom mesmo. Ela é uma pessoa alegre, divertida. Não tenho queixa. Pelo contrário. Me comovi muito com o fato de ela ter chorado bastante no meu discurso de despedida no Senado.
FOLHA - Ela foi fotografada chorando?
ESTEVÃO - Era uma sessão secreta, não existem fotos nem imagens. Mas ela chorava como criança. Chorava muito. Muito mesmo. Tem que perguntar a ela por que chorou tanto. Por um ano e meio, fui colega da Heloísa Helena e ela jamais ocupou a tribuna ou fez qualquer aparte para fazer qualquer comentário negativo a meu respeito. Nos dávamos maravilhosamente bem. Todos os senadores sabem disso."
06/09/2006 - 08h47
Presidente Lula recusa convite para participar de sabatina da Folha
da Folha de S.Paulo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recusou oficialmente participar de sabatina promovida pela Folha. Embora estivesse sendo formalmente convidado há mais de dois meses, a assessoria de Lula apenas comunicou a decisão ao jornal ontem, por volta das 19h.
Lula encerraria hoje o ciclo de sabatinas com os principais candidatos à Presidência, após as sabatinas com Heloísa Helena (PSOL), na segunda, e Geraldo Alckmin (PSDB), ontem.
Nas eleições de 2002, Lula aceitou participar de sabatina promovida por esta Folha. Na época, o petista liderava as pesquisas eleitorais com apenas 5 pontos percentuais de vantagem sobre Ciro Gomes, que aparecia na segunda colocação.
Presidente Lula recusa convite para participar de sabatina da Folha
da Folha de S.Paulo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recusou oficialmente participar de sabatina promovida pela Folha. Embora estivesse sendo formalmente convidado há mais de dois meses, a assessoria de Lula apenas comunicou a decisão ao jornal ontem, por volta das 19h.
Lula encerraria hoje o ciclo de sabatinas com os principais candidatos à Presidência, após as sabatinas com Heloísa Helena (PSOL), na segunda, e Geraldo Alckmin (PSDB), ontem.
Nas eleições de 2002, Lula aceitou participar de sabatina promovida por esta Folha. Na época, o petista liderava as pesquisas eleitorais com apenas 5 pontos percentuais de vantagem sobre Ciro Gomes, que aparecia na segunda colocação.
07/09/2006 - 09h37
Leia as 50 questões que Lula poderia ter respondido na sabatina da Folha
da Folha de S.Paulo
A Folha relaciona abaixo perguntas dirigidas ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. São questões que eventualmente poderiam ser respondidas pelo candidato à reeleição na sabatina promovida pelo jornal que estava marcada para a tarde de ontem.
Convidado há mais de dois meses, o presidente se recusou a participar do ciclo de sabatinas com os principais candidatos à Presidência, decisão que foi comunicada oficialmente ao jornal apenas no início da noite de anteontem. As razões da ausência não foram esclarecidas.
Heloísa Helena, do PSOL, e Geraldo Alckmin, do PSDB, foram sabatinados respectivamente na segunda e na terça-feira. Em 2002, o então candidato Lula participou da sabatina da Folha no primeiro turno da eleição presidencial, mas se recusou a fazê-lo no segundo, quando derrotou o tucano José Serra.
1. Por que o sr. se recusou a comparecer a esta sabatina? E por que, desde que assumiu a Presidência, se recusa a a conceder uma entrevista para a Folha?
2. Como o sr. justifica o fato de ter adotado uma política econômica mais conservadora que a de seu antecessor?
3. Haverá alguma privatização em um eventual segundo mandato?
4. O sr. acredita que em alguns momentos de seu governo a taxa de juros foi mantida excessivamente alta e faltou uma dosagem melhor para impedir paralisação da economia?
5. Por que as PPPs não saíram do papel?
6. As diferentes posições dentro do seu governo impediram que, ao longo de quatro anos, se chegasse a uma definição sobre o papel das agências reguladoras? Essa indefinição sobre marco regulatório não é um entrave ao crescimento?
7. Por que o espetáculo do crescimento prometido pelo sr. não aconteceu?
8. O número de empregos criado pelo seu governo ficou aquém daquele que o sr. mesmo considerava necessário em 2002. Por que isso aconteceu, se a conjuntura internacional foi favorável ao Brasil durante seu mandato?
9. O sr. promoverá mudanças na equipe econômica, especialmente no Banco Central?
10. O sr. disse que é preciso reduzir a carga tributária. Mas ela só fez aumentar durante o seu governo, e o programa de governo divulgado pelo sr. não traz essa promessa. Afinal, o governo vai trabalhar para reduzi-la ou não?
11. Por que o governo não considera válida a comparação que mostra o Brasil como o país emergente que menos cresce?
12. O senhor manterá a CPMF?
13. O sr. defende a adoção de nova idade mínima para aposentadoria?
14. O sr. planeja algum tipo de mudança na legislação trabalhista durante seu segundo mandato? Quais mudanças, por exemplo?
15. Como o sr. responde aos que o consideram um deslumbrado com o poder?
16. O sr. não vê constrangimento no fato de um de seus filhos, sócio da Gamecorp, ter se associado à Telemar, empresa de grande porte que depende de decisões do governo?
17. Os ministros Antonio Palocci e Zé Dirceu foram demitidos pelo sr. ou se demitiram? E qual a relação e o contato que o sr. mantém com cada um deles?
18. Quais foram exatamente os erros cometidos pelo PT a que o sr. se referiu laconicamente?
19. Como o sr. pretende garantir as condições de governabilidade no Congresso em seu eventual segundo mandato? O PMDB terá espaço privilegiado no governo?
20. O sr. vai reduzir ministérios? E o número de servidores contratados como cargos de confiança?
21. Eleito, qual seria seu candidato em 2010? Ciro Gomes e Marta Suplicy são bons nomes?
22. Mesmo após críticas de que se trata de um golpe parlamentar, o sr. mantém a idéia de convocar uma Constituinte para fazer a reforma política? Por quê?
23. O sr. continua acreditando que existem 300 picaretas no Congresso, como disse certa vez?
24. O sr. acredita que as grandes fortunas devem ser taxadas?
25. O TCU considerou que falta transparência no uso dos cartões de crédito pela Presidência da República. O sr. não acha que o tribunal tem razão?
26. Como o sr. analisa o apoio que recebe agora do ex-presidente Collor, candidato ao Senado por Alagoas?
27. Na política externa, o Brasil perdeu terreno para a Venezuela e para a Argentina na disputa pela hegemonia na América do Sul?
28. O sr. avalia que a ajuda financeira oficial foi determinante para que os movimentos sociais ficassem anestesiados durante o seu governo?
29. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse recentemente que não se considera seu amigo. O sr. se considera amigo dele?
30. O senhor pretende convocar derrotados nessas eleições para seu governo?
31. O que há de mais diferente entre o Lula que assumiu o Planalto em 1º de janeiro de 2003 e o Lula candidato em 2006?
32. Qual foi o seu maior erro ao longo dos últimos quatro anos? E acerto?
33. Qual a nota que o sr. atribui ao seu desempenho?
34. Quais ministros o sr. destacaria pelo bom desempenho durante seu mandato?
35. O governo errou ao apostar inicialmente no Fome Zero? O sr. admite que o programa era só marketing?
36. Qual o último livro que o sr. leu? Poderia comentá-lo?
37. Por que o seu governo agiu para expulsar o jornalista Larry Rohter do Brasil? O sr. se arrepende disso?
38. O sr. é extremamente católico. Já foi criticado por uma espécie de discurso messiânico. O sr. de fato considera que é melhor que seus antecessores, que é predestinado? Por quê?
Pinga-fogo sobre o Mensalão
39. O sr. acredita que as pessoas acreditem que o sr. não sabia do mensalão?
40. Ex-dirigentes petistas já confidenciaram, na intimidade, que se sentiram abandonados, inclusive pelo sr. Depois da crise, o sr. prestou algum tipo de solidariedade a Delúbio Soares, Sílvio Pereira e José Genoíno? Eles são seus amigos? O sr. os perdoou pelos erros cometidos? Eles erraram?
41. O sr. se preocupou em saber a origem do dinheiro que seu amigo e presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, diz ter usado para pagamento de suposto empréstimo do PT ao sr.?
42. O sr. já disse que todos os partidos fazem caixa dois de campanha no Brasil. Acredita que, mesmo após o mensalão, a prática continuará a existir nestas eleições?
43. Por que o sr. não determinou, como manda a lei, uma investigação policial sobre o assunto seis meses antes de ele surgir na imprensa, quando o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) disse ter feito o primeiro alerta ao sr.?
-- Jefferson declarou à CPI dos Correios e à Folha que o primeiro alerta pessoal que lhe fez sobre a existência do mensalão ocorreu em seu gabinete presidencial, em janeiro de 2005. Segundo Jefferson, o sr. teria dito: "Mas que mensalão, Roberto?". Quando o deputado contou, o sr. teria ido às lágrimas. O inquérito para tratar do mensalão só foi aberto pela Polícia Federal, contudo, em junho de 2005, após as entrevistas dadas por Jefferson à Folha.
44. O sr. recebeu alguma ligação de José Dirceu no dia 18 de junho de 2002 para vir a Brasília e resolver a aliança com o PL? O sr. confirma ter feito o comentário "está liqüidado o assunto" após o encontro reservado entre Dirceu, Delúbio e Valdemar Costa Neto? O sr. sabia que o PT iria pagar R$ 10 milhões para selar a aliança com o PL?
-- Em entrevista à revista "Época", no ano passado, o então presidente do PL, ex-deputado federal Valdemar Costa Neto (SP), narrou um encontro ocorrido na campanha de 2002 no apartamento do deputado Paulo Rocha (PT-PA), em Brasília, no dia 19 de junho, durante o qual o PT decidiu pagar cerca de R$ 10 milhões para o PL para gastos na campanha eleitoral daquele ano. Esses recursos selaram a aliança entre o PT e o PL na disputa pela Presidência. Segundo o deputado Valdemar Costa Neto, nos dias que antecederam essa reunião, houve vários encontros entre ele e José Dirceu. Mas o acordo demorava a sair. Então no dia 18 de junho de 2002, segundo Costa Neto, Dirceu telefonou para o sr. para ajudá-lo a chegar a um consenso. Dirceu teria dito "que o Lula viria no dia seguinte a Brasília resolver o assunto". Nesse encontro do dia 19 na casa de Paulo Rocha, segundo o deputado, estavam reunidos o sr., então candidato à Presidência, seu candidato a vice, José Alencar, o futuro ministro da Casa Civil, José Dirceu, e o tesoureiro da sua campanha, Delúbio Soares. A negociação sobre números teria ocorrido numa sala ao lado de onde estava o sr. Disse Costa Neto: "O Lula estava na sala ao lado. Ele sabia que estávamos negociando números".
O acordo foi fechado. Quando indagado pela revista sobre a reação de Lula, o deputado contou: "Quando saí, ele [Lula] me falou: "Então está liqüidado o assunto". O Lula foi lá para autorizar a operação. E não vejo nada demais. O que ninguém esperava é que desse essa lambança".
45. O sr. teve conhecimento das negociações entre Duda Mendonça e o PT para que o acerto dos serviços prestados na campanha de 2002 fosse feito por meio de depósitos ilegais em uma empresa offshore das Bahamas? Duda Mendonça, com quem o sr. teve muito contato antes e depois das eleições, nunca tocou no assunto?
-- De acordo o marqueteiro Duda Mendonça, o PT ficou lhe devendo cerca de R$ 15 milhões por serviços prestados nas campanhas eleitorais de 2002 e por serviços prestados ao partido em 2003 (ele chamou de "pacote" que envolveria cinco campanhas). Segundo o depoimento de Duda à CPI, houve uma longa negociação com o tesoureiro do PT, Delúbio Soares, para receber os valores. O PT protelava o pagamento. Até que se definiu pelos depósitos ilegais, por meio de caixa dois, na empresa offshore das Bahamas.
46. O sr. declarou, ao "Jornal Nacional", que chegou a debater com seu amigo e presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, a necessidade ou não de pagar uma dívida de R$ 29 mil cobrada pelo PT por gastos que foram contabilizados como "empréstimos" no balanço petista. Não foi o que disse Okamotto à CPI - segundo ele, o assunto jamais foi discutido com o sr. A que o sr. atribui essa versão apresentada por Okamotto?
47. O sr. confirma ter conversado sobre a existência de um esquema de cooptação de parlamentares o então governador Marconi Perillo no dia 5 de maio de 2004? Em caso positivo, o que o sr. disse a respeito? O sr. tomou alguma providência a respeito do assunto, tal qual disse que iria fazer, conforme narrado por Perillo?
-- O ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) declarou por escrito à Câmara e, depois, em depoimento à Polícia Federal, que no dia 5 de maio de 2004 alertou-o sobre a existência de um esquema de cooptação de parlamentares por ofertas de dinheiro. Disse o governador: "Relatei ao senhor presidente da República que ouvira rumores sobre a existência de mesada a parlamentares em conversas informais em Brasília, porém sem provas concretas. Repeti o inteiro teor das informações que havia recebido. O senhor presidente da República disse que não tinha conhecimento e que ia tomar as providências que o assunto requeria. Não sei quais foram as providências tomadas". Recentemente, Perillo foi além e disse que o sr. teria dito: "Tome conta de seus deputados, que eu tomo dos meus".
48. O sr. em algum momento da crise se sentiu deprimido? Teve vontade de largar tudo?
49. O sr. acha que é possível fazer política no Brasil sem sujar as mãos?
50. Como o sr. define ética? E corrupção?
Leia as 50 questões que Lula poderia ter respondido na sabatina da Folha
da Folha de S.Paulo
A Folha relaciona abaixo perguntas dirigidas ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. São questões que eventualmente poderiam ser respondidas pelo candidato à reeleição na sabatina promovida pelo jornal que estava marcada para a tarde de ontem.
Convidado há mais de dois meses, o presidente se recusou a participar do ciclo de sabatinas com os principais candidatos à Presidência, decisão que foi comunicada oficialmente ao jornal apenas no início da noite de anteontem. As razões da ausência não foram esclarecidas.
Heloísa Helena, do PSOL, e Geraldo Alckmin, do PSDB, foram sabatinados respectivamente na segunda e na terça-feira. Em 2002, o então candidato Lula participou da sabatina da Folha no primeiro turno da eleição presidencial, mas se recusou a fazê-lo no segundo, quando derrotou o tucano José Serra.
1. Por que o sr. se recusou a comparecer a esta sabatina? E por que, desde que assumiu a Presidência, se recusa a a conceder uma entrevista para a Folha?
2. Como o sr. justifica o fato de ter adotado uma política econômica mais conservadora que a de seu antecessor?
3. Haverá alguma privatização em um eventual segundo mandato?
4. O sr. acredita que em alguns momentos de seu governo a taxa de juros foi mantida excessivamente alta e faltou uma dosagem melhor para impedir paralisação da economia?
5. Por que as PPPs não saíram do papel?
6. As diferentes posições dentro do seu governo impediram que, ao longo de quatro anos, se chegasse a uma definição sobre o papel das agências reguladoras? Essa indefinição sobre marco regulatório não é um entrave ao crescimento?
7. Por que o espetáculo do crescimento prometido pelo sr. não aconteceu?
8. O número de empregos criado pelo seu governo ficou aquém daquele que o sr. mesmo considerava necessário em 2002. Por que isso aconteceu, se a conjuntura internacional foi favorável ao Brasil durante seu mandato?
9. O sr. promoverá mudanças na equipe econômica, especialmente no Banco Central?
10. O sr. disse que é preciso reduzir a carga tributária. Mas ela só fez aumentar durante o seu governo, e o programa de governo divulgado pelo sr. não traz essa promessa. Afinal, o governo vai trabalhar para reduzi-la ou não?
11. Por que o governo não considera válida a comparação que mostra o Brasil como o país emergente que menos cresce?
12. O senhor manterá a CPMF?
13. O sr. defende a adoção de nova idade mínima para aposentadoria?
14. O sr. planeja algum tipo de mudança na legislação trabalhista durante seu segundo mandato? Quais mudanças, por exemplo?
15. Como o sr. responde aos que o consideram um deslumbrado com o poder?
16. O sr. não vê constrangimento no fato de um de seus filhos, sócio da Gamecorp, ter se associado à Telemar, empresa de grande porte que depende de decisões do governo?
17. Os ministros Antonio Palocci e Zé Dirceu foram demitidos pelo sr. ou se demitiram? E qual a relação e o contato que o sr. mantém com cada um deles?
18. Quais foram exatamente os erros cometidos pelo PT a que o sr. se referiu laconicamente?
19. Como o sr. pretende garantir as condições de governabilidade no Congresso em seu eventual segundo mandato? O PMDB terá espaço privilegiado no governo?
20. O sr. vai reduzir ministérios? E o número de servidores contratados como cargos de confiança?
21. Eleito, qual seria seu candidato em 2010? Ciro Gomes e Marta Suplicy são bons nomes?
22. Mesmo após críticas de que se trata de um golpe parlamentar, o sr. mantém a idéia de convocar uma Constituinte para fazer a reforma política? Por quê?
23. O sr. continua acreditando que existem 300 picaretas no Congresso, como disse certa vez?
24. O sr. acredita que as grandes fortunas devem ser taxadas?
25. O TCU considerou que falta transparência no uso dos cartões de crédito pela Presidência da República. O sr. não acha que o tribunal tem razão?
26. Como o sr. analisa o apoio que recebe agora do ex-presidente Collor, candidato ao Senado por Alagoas?
27. Na política externa, o Brasil perdeu terreno para a Venezuela e para a Argentina na disputa pela hegemonia na América do Sul?
28. O sr. avalia que a ajuda financeira oficial foi determinante para que os movimentos sociais ficassem anestesiados durante o seu governo?
29. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse recentemente que não se considera seu amigo. O sr. se considera amigo dele?
30. O senhor pretende convocar derrotados nessas eleições para seu governo?
31. O que há de mais diferente entre o Lula que assumiu o Planalto em 1º de janeiro de 2003 e o Lula candidato em 2006?
32. Qual foi o seu maior erro ao longo dos últimos quatro anos? E acerto?
33. Qual a nota que o sr. atribui ao seu desempenho?
34. Quais ministros o sr. destacaria pelo bom desempenho durante seu mandato?
35. O governo errou ao apostar inicialmente no Fome Zero? O sr. admite que o programa era só marketing?
36. Qual o último livro que o sr. leu? Poderia comentá-lo?
37. Por que o seu governo agiu para expulsar o jornalista Larry Rohter do Brasil? O sr. se arrepende disso?
38. O sr. é extremamente católico. Já foi criticado por uma espécie de discurso messiânico. O sr. de fato considera que é melhor que seus antecessores, que é predestinado? Por quê?
Pinga-fogo sobre o Mensalão
39. O sr. acredita que as pessoas acreditem que o sr. não sabia do mensalão?
40. Ex-dirigentes petistas já confidenciaram, na intimidade, que se sentiram abandonados, inclusive pelo sr. Depois da crise, o sr. prestou algum tipo de solidariedade a Delúbio Soares, Sílvio Pereira e José Genoíno? Eles são seus amigos? O sr. os perdoou pelos erros cometidos? Eles erraram?
41. O sr. se preocupou em saber a origem do dinheiro que seu amigo e presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, diz ter usado para pagamento de suposto empréstimo do PT ao sr.?
42. O sr. já disse que todos os partidos fazem caixa dois de campanha no Brasil. Acredita que, mesmo após o mensalão, a prática continuará a existir nestas eleições?
43. Por que o sr. não determinou, como manda a lei, uma investigação policial sobre o assunto seis meses antes de ele surgir na imprensa, quando o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) disse ter feito o primeiro alerta ao sr.?
-- Jefferson declarou à CPI dos Correios e à Folha que o primeiro alerta pessoal que lhe fez sobre a existência do mensalão ocorreu em seu gabinete presidencial, em janeiro de 2005. Segundo Jefferson, o sr. teria dito: "Mas que mensalão, Roberto?". Quando o deputado contou, o sr. teria ido às lágrimas. O inquérito para tratar do mensalão só foi aberto pela Polícia Federal, contudo, em junho de 2005, após as entrevistas dadas por Jefferson à Folha.
44. O sr. recebeu alguma ligação de José Dirceu no dia 18 de junho de 2002 para vir a Brasília e resolver a aliança com o PL? O sr. confirma ter feito o comentário "está liqüidado o assunto" após o encontro reservado entre Dirceu, Delúbio e Valdemar Costa Neto? O sr. sabia que o PT iria pagar R$ 10 milhões para selar a aliança com o PL?
-- Em entrevista à revista "Época", no ano passado, o então presidente do PL, ex-deputado federal Valdemar Costa Neto (SP), narrou um encontro ocorrido na campanha de 2002 no apartamento do deputado Paulo Rocha (PT-PA), em Brasília, no dia 19 de junho, durante o qual o PT decidiu pagar cerca de R$ 10 milhões para o PL para gastos na campanha eleitoral daquele ano. Esses recursos selaram a aliança entre o PT e o PL na disputa pela Presidência. Segundo o deputado Valdemar Costa Neto, nos dias que antecederam essa reunião, houve vários encontros entre ele e José Dirceu. Mas o acordo demorava a sair. Então no dia 18 de junho de 2002, segundo Costa Neto, Dirceu telefonou para o sr. para ajudá-lo a chegar a um consenso. Dirceu teria dito "que o Lula viria no dia seguinte a Brasília resolver o assunto". Nesse encontro do dia 19 na casa de Paulo Rocha, segundo o deputado, estavam reunidos o sr., então candidato à Presidência, seu candidato a vice, José Alencar, o futuro ministro da Casa Civil, José Dirceu, e o tesoureiro da sua campanha, Delúbio Soares. A negociação sobre números teria ocorrido numa sala ao lado de onde estava o sr. Disse Costa Neto: "O Lula estava na sala ao lado. Ele sabia que estávamos negociando números".
O acordo foi fechado. Quando indagado pela revista sobre a reação de Lula, o deputado contou: "Quando saí, ele [Lula] me falou: "Então está liqüidado o assunto". O Lula foi lá para autorizar a operação. E não vejo nada demais. O que ninguém esperava é que desse essa lambança".
45. O sr. teve conhecimento das negociações entre Duda Mendonça e o PT para que o acerto dos serviços prestados na campanha de 2002 fosse feito por meio de depósitos ilegais em uma empresa offshore das Bahamas? Duda Mendonça, com quem o sr. teve muito contato antes e depois das eleições, nunca tocou no assunto?
-- De acordo o marqueteiro Duda Mendonça, o PT ficou lhe devendo cerca de R$ 15 milhões por serviços prestados nas campanhas eleitorais de 2002 e por serviços prestados ao partido em 2003 (ele chamou de "pacote" que envolveria cinco campanhas). Segundo o depoimento de Duda à CPI, houve uma longa negociação com o tesoureiro do PT, Delúbio Soares, para receber os valores. O PT protelava o pagamento. Até que se definiu pelos depósitos ilegais, por meio de caixa dois, na empresa offshore das Bahamas.
46. O sr. declarou, ao "Jornal Nacional", que chegou a debater com seu amigo e presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, a necessidade ou não de pagar uma dívida de R$ 29 mil cobrada pelo PT por gastos que foram contabilizados como "empréstimos" no balanço petista. Não foi o que disse Okamotto à CPI - segundo ele, o assunto jamais foi discutido com o sr. A que o sr. atribui essa versão apresentada por Okamotto?
47. O sr. confirma ter conversado sobre a existência de um esquema de cooptação de parlamentares o então governador Marconi Perillo no dia 5 de maio de 2004? Em caso positivo, o que o sr. disse a respeito? O sr. tomou alguma providência a respeito do assunto, tal qual disse que iria fazer, conforme narrado por Perillo?
-- O ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) declarou por escrito à Câmara e, depois, em depoimento à Polícia Federal, que no dia 5 de maio de 2004 alertou-o sobre a existência de um esquema de cooptação de parlamentares por ofertas de dinheiro. Disse o governador: "Relatei ao senhor presidente da República que ouvira rumores sobre a existência de mesada a parlamentares em conversas informais em Brasília, porém sem provas concretas. Repeti o inteiro teor das informações que havia recebido. O senhor presidente da República disse que não tinha conhecimento e que ia tomar as providências que o assunto requeria. Não sei quais foram as providências tomadas". Recentemente, Perillo foi além e disse que o sr. teria dito: "Tome conta de seus deputados, que eu tomo dos meus".
48. O sr. em algum momento da crise se sentiu deprimido? Teve vontade de largar tudo?
49. O sr. acha que é possível fazer política no Brasil sem sujar as mãos?
50. Como o sr. define ética? E corrupção?
Azevedo
Palocci será denunciado por sete crimes
Por Rosa Costa e Vanildo Mendes no Estadão de hoje: “A 20 dias da eleição, o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci - candidato a deputado federal pelo PT - começa a enfrentar mais uma prova de fogo em sua carreira política. Num período de dez dias, Palocci será denunciado à Justiça por sete crimes: formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, peculato, quebra de sigilo bancário, quebra de sigilo funcional e prevaricação. As denúncias, da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil, dizem respeito ao envolvimento de Palocci na quebra do sigilo do caseiro Francenildo dos Santos Costa, o Nildo - que disse que o ex-ministro freqüentava a mansão do Lago Sul, em Brasília, usada para lobby -, e nas fraudes nos contratos de lixo em suas duas administrações na prefeitura de Ribeirão Preto (1993-1996 e 2001-2002). Hoje, o delegado Rodrigo Carneiro Gomes, da PF, entrega à Justiça o inquérito, aberto em março, em que Palocci é acusado dos crimes de violação de sigilo bancário e funcional e prevaricação do caseiro Nildo. Ele afirma que as provas que têm são suficientemente robustas. Homem forte do governo Lula e ex-prefeito de Ribeirão, Palocci sobreviveu às acusações de integrar a máfia que fraudava contratos de lixo e de ter ligação com o caixa 2 do PT, mas acabou balançando quando foi desmentido por Nildo, que trabalhava na mansão onde ele se reunia com os amigos da chamada República de Ribeirão.”
Palocci será denunciado por sete crimes
Por Rosa Costa e Vanildo Mendes no Estadão de hoje: “A 20 dias da eleição, o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci - candidato a deputado federal pelo PT - começa a enfrentar mais uma prova de fogo em sua carreira política. Num período de dez dias, Palocci será denunciado à Justiça por sete crimes: formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, peculato, quebra de sigilo bancário, quebra de sigilo funcional e prevaricação. As denúncias, da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil, dizem respeito ao envolvimento de Palocci na quebra do sigilo do caseiro Francenildo dos Santos Costa, o Nildo - que disse que o ex-ministro freqüentava a mansão do Lago Sul, em Brasília, usada para lobby -, e nas fraudes nos contratos de lixo em suas duas administrações na prefeitura de Ribeirão Preto (1993-1996 e 2001-2002). Hoje, o delegado Rodrigo Carneiro Gomes, da PF, entrega à Justiça o inquérito, aberto em março, em que Palocci é acusado dos crimes de violação de sigilo bancário e funcional e prevaricação do caseiro Nildo. Ele afirma que as provas que têm são suficientemente robustas. Homem forte do governo Lula e ex-prefeito de Ribeirão, Palocci sobreviveu às acusações de integrar a máfia que fraudava contratos de lixo e de ter ligação com o caixa 2 do PT, mas acabou balançando quando foi desmentido por Nildo, que trabalhava na mansão onde ele se reunia com os amigos da chamada República de Ribeirão.”
Azevedo
A eucaristia macabra de Lula, que está mais para bode do que para cordeiro de Deus
Lula, vocês devem ter visto hoje nos jornais, disse que veio para ficar. A Folha busca paralelos entre seu discurso nos últimos dias e a carta-testamento de Getúlio Vargas. Existe mesmo, guardadas as diferenças de estilo e coragem pessoal — o que não quer dizer grandeza política. Se Lula tivesse caído, jamais se mataria, é claro. Só mesmo num país onde Frei Betti é filósofo, junto com Marilena Chaui, um ditador que torturou e matou é considerado herói. Carlos Lacerda, que nunca matou ninguém, é bandido. Era golpista, isso é verdade. E Getúlio? Mas sigamos. O que escapou aos jornais é que Lula agora mira em figura histórica de maior relevo. Já não bastam Getúlio, Juscelino ou Jango. Leiam este trecho da fala do Apedeuta num comício ontem, em Goiânia: “Qual é o orgulho que eu tenho? É que hoje vocês têm consciência de que qualquer um de vocês está preparado para governar este país. Cada um de vocês é uma célula do meu corpo, cada um de vocês é uma gota do meu sangue”. Cristo ofereceu simbolicamente pão e o vinho, o corpo e o sangue, sacrificando-se por nós. Nessa eucaristia macabra do Babalorixá de Banânia, também ocorre a transubstanciação, um pouco às avessas, é verdade. Cristo, por metonímia, ofereceu-se em sacrifício em nome da eterna aliança com a humanidade. Lula, que certamente se julga mais esperto, já se vê, digamos, transubstanciado. O povo já o tem incorporado. Ele não é o cordeiro de Deus oferecido em sacrifício, não. Ele está mais para o bode, um bode da exultação ou um bezerro de ouro. Essa fala expõe ainda mais a grandeza e a necessidade da carta de FHC. Ela serve também como advertência do que pode vir. Imaginem se o tucano, quando no poder, falasse algo ligeiramente parecido com isso. O mundo desabaria. Sei que a hipótese é absurda porque é outra a sua natureza, é outro o seu entendimento de política. O máximo de ousadia a que se propunha o ex-presidente era dizer que política é um processo. Quando falou que se tratava de exercitar a “utopia do possível” — certamente um paradoxo, mas que dá conta de que aquele que está no poder não faz tudo o que quer (e é bom que não faça mesmo) —, foi alvo da crítica política botocuda. Clovis Rossi dizia então: "Pô, o possível qualquer um faz!" Santo Deus! Agora temos aí o Estimado Líder, diluído, corpo e sangue, no povo. Se Lula for reeleito, o Brasil viverá grandes emoções. Podem apostar.
A eucaristia macabra de Lula, que está mais para bode do que para cordeiro de Deus
Lula, vocês devem ter visto hoje nos jornais, disse que veio para ficar. A Folha busca paralelos entre seu discurso nos últimos dias e a carta-testamento de Getúlio Vargas. Existe mesmo, guardadas as diferenças de estilo e coragem pessoal — o que não quer dizer grandeza política. Se Lula tivesse caído, jamais se mataria, é claro. Só mesmo num país onde Frei Betti é filósofo, junto com Marilena Chaui, um ditador que torturou e matou é considerado herói. Carlos Lacerda, que nunca matou ninguém, é bandido. Era golpista, isso é verdade. E Getúlio? Mas sigamos. O que escapou aos jornais é que Lula agora mira em figura histórica de maior relevo. Já não bastam Getúlio, Juscelino ou Jango. Leiam este trecho da fala do Apedeuta num comício ontem, em Goiânia: “Qual é o orgulho que eu tenho? É que hoje vocês têm consciência de que qualquer um de vocês está preparado para governar este país. Cada um de vocês é uma célula do meu corpo, cada um de vocês é uma gota do meu sangue”. Cristo ofereceu simbolicamente pão e o vinho, o corpo e o sangue, sacrificando-se por nós. Nessa eucaristia macabra do Babalorixá de Banânia, também ocorre a transubstanciação, um pouco às avessas, é verdade. Cristo, por metonímia, ofereceu-se em sacrifício em nome da eterna aliança com a humanidade. Lula, que certamente se julga mais esperto, já se vê, digamos, transubstanciado. O povo já o tem incorporado. Ele não é o cordeiro de Deus oferecido em sacrifício, não. Ele está mais para o bode, um bode da exultação ou um bezerro de ouro. Essa fala expõe ainda mais a grandeza e a necessidade da carta de FHC. Ela serve também como advertência do que pode vir. Imaginem se o tucano, quando no poder, falasse algo ligeiramente parecido com isso. O mundo desabaria. Sei que a hipótese é absurda porque é outra a sua natureza, é outro o seu entendimento de política. O máximo de ousadia a que se propunha o ex-presidente era dizer que política é um processo. Quando falou que se tratava de exercitar a “utopia do possível” — certamente um paradoxo, mas que dá conta de que aquele que está no poder não faz tudo o que quer (e é bom que não faça mesmo) —, foi alvo da crítica política botocuda. Clovis Rossi dizia então: "Pô, o possível qualquer um faz!" Santo Deus! Agora temos aí o Estimado Líder, diluído, corpo e sangue, no povo. Se Lula for reeleito, o Brasil viverá grandes emoções. Podem apostar.
a lógica do Sr. Mercadante
Para Mercadante, PSDB queria dossiê
Senador crê em interesse de tucanos em abafar ligação com esquema
Clarissa Oliveira
O candidato do PT ao governo de São Paulo, senador Aloizio Mercadante, disse acreditar que o PSDB tentou negociar com a família Vedoin a compra de informações para abafar o suposto envolvimento de seu rival tucano, José Serra, e do governo Fernando Henrique Cardoso com a máfia dos sanguessugas. 'Na realidade, o que eu acho que aconteceu é uma tentativa de eles comprarem (informações), para abafar e ocultar todos esses indícios e provas que estão demonstrando a participação do governo anterior nesse esquema sanguessuga', disse ontem, após ter lançado seu programa de governo em evento na capital paulista.
Na ocasião, ele comentava a notícia de que representantes da família Vedoin teriam procurado o PSDB com uma oferta para tentar envolvê-lo no esquema de superfaturamento de ambulâncias. Insistindo em que não há nada que possa ligá-lo ao caso, Mercadante caracterizou a informação como 'um factóide', criado para desviar a atenção da opinião pública. Mais tarde, acrescentou que a única negociação que poderia ter ocorrido entre o PSDB e os Vedoin seria uma tentativa de ocultar provas. 'Simplesmente não existe a possibilidade de haver um dossiê contra mim', assegurou. 'Só se eles estivessem negociando para ocultar provas.'
O senador petista disse que entrará com representação na Justiça para que seja apurada a informação de que o PSDB teria recebido tal oferta de venda de informações e não teria denunciado o caso às autoridades. 'Se eles foram procurados por esse tipo de coisa tinham que ter denunciado à polícia.'
Mercadante comentou de novo o envolvimento de membros do PT na tentativa de compra do dossiê Vedoin, que supostamente envolve Serra, ex-ministro da Saúde, com a máfia dos sanguessugas. O senador admitiu que, assim como ocorreu na época do escândalo do mensalão, é possível que esses petistas tenham agido sem conhecimento da direção partidária ou de seus candidatos. 'Já aconteceu no PT. E foi muito grave.'
Para Mercadante, PSDB queria dossiê
Senador crê em interesse de tucanos em abafar ligação com esquema
Clarissa Oliveira
O candidato do PT ao governo de São Paulo, senador Aloizio Mercadante, disse acreditar que o PSDB tentou negociar com a família Vedoin a compra de informações para abafar o suposto envolvimento de seu rival tucano, José Serra, e do governo Fernando Henrique Cardoso com a máfia dos sanguessugas. 'Na realidade, o que eu acho que aconteceu é uma tentativa de eles comprarem (informações), para abafar e ocultar todos esses indícios e provas que estão demonstrando a participação do governo anterior nesse esquema sanguessuga', disse ontem, após ter lançado seu programa de governo em evento na capital paulista.
Na ocasião, ele comentava a notícia de que representantes da família Vedoin teriam procurado o PSDB com uma oferta para tentar envolvê-lo no esquema de superfaturamento de ambulâncias. Insistindo em que não há nada que possa ligá-lo ao caso, Mercadante caracterizou a informação como 'um factóide', criado para desviar a atenção da opinião pública. Mais tarde, acrescentou que a única negociação que poderia ter ocorrido entre o PSDB e os Vedoin seria uma tentativa de ocultar provas. 'Simplesmente não existe a possibilidade de haver um dossiê contra mim', assegurou. 'Só se eles estivessem negociando para ocultar provas.'
O senador petista disse que entrará com representação na Justiça para que seja apurada a informação de que o PSDB teria recebido tal oferta de venda de informações e não teria denunciado o caso às autoridades. 'Se eles foram procurados por esse tipo de coisa tinham que ter denunciado à polícia.'
Mercadante comentou de novo o envolvimento de membros do PT na tentativa de compra do dossiê Vedoin, que supostamente envolve Serra, ex-ministro da Saúde, com a máfia dos sanguessugas. O senador admitiu que, assim como ocorreu na época do escândalo do mensalão, é possível que esses petistas tenham agido sem conhecimento da direção partidária ou de seus candidatos. 'Já aconteceu no PT. E foi muito grave.'
Fazendo juz ao nome do tópico...
Em 2000, pela primeira vez no Brasil, as eleições foram informatizadas em 100 % do território nacional. Pra correção do voto: tecla laranja. Voto de legenda: somente os dois primeiros números. Voto em branco: tecla branca. Voto nulo: digitar e confirmar um número inexistente.
Na urna eletrônica os votos serão, em 2006, nessa ordem:
1- Deputado Federal, com quatro números;
2- Deputado Estadual, com cinco números;
3- Senador, com três números;
4- Governador, com com dois números;
5- Presidente, com dois números;
E o mais importante: acabei de descobrir que o concorrendo pra presidente, o Machado de Assis está no Partido da Literatura, número 92. Mas tem concorrente forte... o Mussum no Partido da TV, número 93.
Em 2000, pela primeira vez no Brasil, as eleições foram informatizadas em 100 % do território nacional. Pra correção do voto: tecla laranja. Voto de legenda: somente os dois primeiros números. Voto em branco: tecla branca. Voto nulo: digitar e confirmar um número inexistente.
Na urna eletrônica os votos serão, em 2006, nessa ordem:
1- Deputado Federal, com quatro números;
2- Deputado Estadual, com cinco números;
3- Senador, com três números;
4- Governador, com com dois números;
5- Presidente, com dois números;
E o mais importante: acabei de descobrir que o concorrendo pra presidente, o Machado de Assis está no Partido da Literatura, número 92. Mas tem concorrente forte... o Mussum no Partido da TV, número 93.
É isso aí...pinguço por pinguço sou mais o Mussum.
E bordão por bordão, prefiro Cacilds a "Nunca na história destepaiz..."
e trapalhões por trapalhões sou mais os originais...
E tb o sargento pincel poderia ser ministro da defesa...
E bordão por bordão, prefiro Cacilds a "Nunca na história destepaiz..."
e trapalhões por trapalhões sou mais os originais...
E tb o sargento pincel poderia ser ministro da defesa...
Acabei de decidir! Mussum no forevis! 93!
Antes o Mussum no forévis deles que o Lula no nosso!!
Porque negão é teu passadis!!
Vice: Tião Macalé!
"Sabe tudo, os pirata!!"
Porque negão é teu passadis!!
Vice: Tião Macalé!
"Sabe tudo, os pirata!!"
EDITORIAL DO ESTADAO
Esopo explica
Quanto mais se multiplicam as evidências de que o aparato petista de poder - o partido, o Planalto e a administração aparelhada - está comprometido até a alma com a tentativa de desestabilizar a candidatura de José Serra ao governo paulista, com a divulgação de um “dossiê” comprado que o vincularia à máfia dos sanguessugas, tanto mais os hierarcas petistas, incluindo o presidente Lula, se aferram a uma linha de defesa à primeira vista convincente. Com a reeleição quase assegurada no primeiro turno, argumentam, o comando da campanha e os condutores da máquina palaciana não tomariam uma iniciativa de incerto custo-benefício para o recandidato que, a esta altura, só quer saber de águas mansas até 1º de outubro. Daí o refrão: “A quem interessa tudo isso? Ao PT e ao presidente é que não.”
Além do mais, argumentam, seria um contra-senso disparar uma baixaria dessas contra um adversário que dificilmente deixará de ser o próximo governador de São Paulo e para quem os canais de comunicação do Planalto estavam desimpedidos. Em suma, por que pôr em perigo a eleição ao alcance de Lula, por causa da eleição perdida por Aloizio Mercadante? Na versão petista, a resposta soa singela: foi “uma estupidez inacreditável” de um punhado de tontos, à revelia dos operadores políticos de primeiro escalão e, mais ainda, do presidente. E este fecha o círculo sacando da sempre oportuna teoria da conspiração: se a nós a crise não convém, só pode convir aos interessados em “melar o processo eleitoral”. Mas a realidade chã é que a toda hora aumenta o rol dos quadrilheiros do petismo, permitindo que se trace uma linha que avança das sombras para o centro visível do sistema.
Começa com um filiado mato-grossense, especializado em arrecadação de fundos, Valdebran Padilha, e com o ex-policial Gedimar Passos, funcionário do orwelliano “dispositivo de tratamento de informações” da campanha. Depois emerge dos bastidores o versátil Freud Godoy, guarda-costas (há 17 anos) e parceiro de peladas do presidente. Em seguida, já na primeira liga, surge o fundador do PT e diretor licenciado do banco estatal catarinense, Jorge Lorenzetti, cuja fama de churrasqueiro escondia até então do público outras competências e um currículo estelar, ao menos pelos padrões do partido. Ao seu lado, mais um velho companheiro de Lula, o ex-sindicalista Oswaldo Bargas, segundo homem do então ministro da Previdência Ricardo Berzoini, atual presidente da legenda. Por uma entrada lateral, pisa no palco outro apparatchik, o diretor licenciado do Banco do Brasil Expedito Afonso Veloso.
Ele importa porque viajou a Cuiabá para convencer os mafiosos Darci e Luiz Antonio Vedoin a falar mal de Serra e do seu sucessor na Saúde, Barjas Negri, à IstoÉ. Antes da revelação de que Bargas e Lorenzetti tentaram emplacar as denúncias na revista Época, se acreditava no oposto - que partira dos Vedoins a oferta pressurosamente aceita pelo PT. Veloso foi também quem recolheu a maioria das peças do pífio “dossiê” contra os tucanos. A citação desses nomes faz cair a máscara da farsa de que a operação foi coisa de petistas periféricos e inacreditavelmente estúpidos. Mas o que levaria os verdadeiros e escolados arquitetos da torpeza a cometer tamanha barbeiragem? É de Esopo a fábula do escorpião que ferra o sapo que o leva às costas na travessia de um rio. Ele sabia que com isso ambos se afogariam, mas fez o que fez porque é de sua natureza.
A trajetória do PT, desde a sua incepção no movimento sindical, mostra que é típico de seus dirigentes e associados recorrer a quaisquer meios para destruir aqueles a quem marcaram, mesmo ao risco de serem atingidos, eles próprios - o que tende a acontecer quando não se tem senso de limites éticos, ou quando a transgressão sem freios, embora reconhecida como tal, é legitimada em nome de uma causa. Leonel Brizola enxergou isso quando disse que Lula seria capaz de “pisar no pescoço da mãe” para alcançar o que quer. Assim também a sua turma, com o seu emaranhado de vínculos, afinidades, parcerias e ganâncias que possibilitaram o aparelhamento orgânico do Estado nacional. Por isso chega a ser bizantino discutir se Lula sabe dos seus delitos antes ou enquanto são cometidos: ele sabe do que a sua gente é capaz, porque dela não se distingue. Nem no modus operandi nem nos fins.
Que sina: o líder mais popular da história nacional usa de sua fantástica popularidade para fazer do seu governo o jazigo da ética.
Esopo explica
Quanto mais se multiplicam as evidências de que o aparato petista de poder - o partido, o Planalto e a administração aparelhada - está comprometido até a alma com a tentativa de desestabilizar a candidatura de José Serra ao governo paulista, com a divulgação de um “dossiê” comprado que o vincularia à máfia dos sanguessugas, tanto mais os hierarcas petistas, incluindo o presidente Lula, se aferram a uma linha de defesa à primeira vista convincente. Com a reeleição quase assegurada no primeiro turno, argumentam, o comando da campanha e os condutores da máquina palaciana não tomariam uma iniciativa de incerto custo-benefício para o recandidato que, a esta altura, só quer saber de águas mansas até 1º de outubro. Daí o refrão: “A quem interessa tudo isso? Ao PT e ao presidente é que não.”
Além do mais, argumentam, seria um contra-senso disparar uma baixaria dessas contra um adversário que dificilmente deixará de ser o próximo governador de São Paulo e para quem os canais de comunicação do Planalto estavam desimpedidos. Em suma, por que pôr em perigo a eleição ao alcance de Lula, por causa da eleição perdida por Aloizio Mercadante? Na versão petista, a resposta soa singela: foi “uma estupidez inacreditável” de um punhado de tontos, à revelia dos operadores políticos de primeiro escalão e, mais ainda, do presidente. E este fecha o círculo sacando da sempre oportuna teoria da conspiração: se a nós a crise não convém, só pode convir aos interessados em “melar o processo eleitoral”. Mas a realidade chã é que a toda hora aumenta o rol dos quadrilheiros do petismo, permitindo que se trace uma linha que avança das sombras para o centro visível do sistema.
Começa com um filiado mato-grossense, especializado em arrecadação de fundos, Valdebran Padilha, e com o ex-policial Gedimar Passos, funcionário do orwelliano “dispositivo de tratamento de informações” da campanha. Depois emerge dos bastidores o versátil Freud Godoy, guarda-costas (há 17 anos) e parceiro de peladas do presidente. Em seguida, já na primeira liga, surge o fundador do PT e diretor licenciado do banco estatal catarinense, Jorge Lorenzetti, cuja fama de churrasqueiro escondia até então do público outras competências e um currículo estelar, ao menos pelos padrões do partido. Ao seu lado, mais um velho companheiro de Lula, o ex-sindicalista Oswaldo Bargas, segundo homem do então ministro da Previdência Ricardo Berzoini, atual presidente da legenda. Por uma entrada lateral, pisa no palco outro apparatchik, o diretor licenciado do Banco do Brasil Expedito Afonso Veloso.
Ele importa porque viajou a Cuiabá para convencer os mafiosos Darci e Luiz Antonio Vedoin a falar mal de Serra e do seu sucessor na Saúde, Barjas Negri, à IstoÉ. Antes da revelação de que Bargas e Lorenzetti tentaram emplacar as denúncias na revista Época, se acreditava no oposto - que partira dos Vedoins a oferta pressurosamente aceita pelo PT. Veloso foi também quem recolheu a maioria das peças do pífio “dossiê” contra os tucanos. A citação desses nomes faz cair a máscara da farsa de que a operação foi coisa de petistas periféricos e inacreditavelmente estúpidos. Mas o que levaria os verdadeiros e escolados arquitetos da torpeza a cometer tamanha barbeiragem? É de Esopo a fábula do escorpião que ferra o sapo que o leva às costas na travessia de um rio. Ele sabia que com isso ambos se afogariam, mas fez o que fez porque é de sua natureza.
A trajetória do PT, desde a sua incepção no movimento sindical, mostra que é típico de seus dirigentes e associados recorrer a quaisquer meios para destruir aqueles a quem marcaram, mesmo ao risco de serem atingidos, eles próprios - o que tende a acontecer quando não se tem senso de limites éticos, ou quando a transgressão sem freios, embora reconhecida como tal, é legitimada em nome de uma causa. Leonel Brizola enxergou isso quando disse que Lula seria capaz de “pisar no pescoço da mãe” para alcançar o que quer. Assim também a sua turma, com o seu emaranhado de vínculos, afinidades, parcerias e ganâncias que possibilitaram o aparelhamento orgânico do Estado nacional. Por isso chega a ser bizantino discutir se Lula sabe dos seus delitos antes ou enquanto são cometidos: ele sabe do que a sua gente é capaz, porque dela não se distingue. Nem no modus operandi nem nos fins.
Que sina: o líder mais popular da história nacional usa de sua fantástica popularidade para fazer do seu governo o jazigo da ética.
azevedo
Na margem de erro
Um banco de investimento acaba de concluir um detalhado levantamento, Estado por Estado, levando em conta os votos brancos e nulos. Conclusão: 2,3 pontos percentuais a favor de Lula separam as eleições do segundo turno. Está na margem de erro de qualquer pesquisa.
Na margem de erro
Um banco de investimento acaba de concluir um detalhado levantamento, Estado por Estado, levando em conta os votos brancos e nulos. Conclusão: 2,3 pontos percentuais a favor de Lula separam as eleições do segundo turno. Está na margem de erro de qualquer pesquisa.
azevedo
Foi o debate, estúpido!
O comando do PT está jogando toda a responsabilidade do possível segundo turno no vazamento das fotos. Mas não é, não. A ausência de Lula no debate foi péssima para a sua reputação. Foi aí que ele começou a perder votos. Também caiu mal a tentativa de fazer a Globo — e milhões de telespectadores — de trouxa. Quis dar uma de esperto, danou-se. Como revelei aqui em primeira mão, ele nunca pensou em ir ao debate. Enquanto uma parte da equipe se segurança vistoriava o Projac, a outra estava em São Bernardo, para onde ele iria de fato. Pior: concedeu uma entrevista desqualificando adversários, acusando o seu baixo nível. Foi o segundo erro. Cristovam Buarque não disse uma só palavra agressiva contra Lula. Geraldo Alckmin foi duro o quanto consegue ser, mas também pegou leve. E Heloísa Helena, todo mundo viu, atacou igualmente petistas e tucanos. Portanto, a armação que Lula denunciou estava em flagrante contradição com os fatos.
Foi o debate, estúpido!
O comando do PT está jogando toda a responsabilidade do possível segundo turno no vazamento das fotos. Mas não é, não. A ausência de Lula no debate foi péssima para a sua reputação. Foi aí que ele começou a perder votos. Também caiu mal a tentativa de fazer a Globo — e milhões de telespectadores — de trouxa. Quis dar uma de esperto, danou-se. Como revelei aqui em primeira mão, ele nunca pensou em ir ao debate. Enquanto uma parte da equipe se segurança vistoriava o Projac, a outra estava em São Bernardo, para onde ele iria de fato. Pior: concedeu uma entrevista desqualificando adversários, acusando o seu baixo nível. Foi o segundo erro. Cristovam Buarque não disse uma só palavra agressiva contra Lula. Geraldo Alckmin foi duro o quanto consegue ser, mas também pegou leve. E Heloísa Helena, todo mundo viu, atacou igualmente petistas e tucanos. Portanto, a armação que Lula denunciou estava em flagrante contradição com os fatos.
Brasil (125.913.479 eleitores em 361.431 seções)
Resultado: 01/10 às 19h53min - 65% apurados - PARCIAL
LULA................30.556.074 votos.......... 48,76% dos válidos
ALCKMIN..........25.964.000 votos.......... 41,43% dos válidos
Resultado: 01/10 às 19h53min - 65% apurados - PARCIAL
LULA................30.556.074 votos.......... 48,76% dos válidos
ALCKMIN..........25.964.000 votos.......... 41,43% dos válidos