América Latina

junior 141 respostas · 23380 visualizações
Bolívia exige investimentos de US$ 1,5 bi de petrolíferas
DA REDAÇÃO

O governo boliviano exigirá investimentos de cerca de US$ 1,5 bilhão das companhias petrolíferas que assinarem o contrato que as tornará prestadoras de serviço da YPFB. O dinheiro, segundo La Paz, será usado na perfuração de novos poços para aumentar a produção de petróleo e gás do país.
O anúncio foi feito na noite de terça pelo ministro de Hidrocarbonetos, Carlos Villegas. Ele disse que com as novas aplicações o país terá nos próximos dois anos gás suficiente "para cobrir a demanda da Argentina e qualquer outro pedido".
O vice-presidente Álvaro García Linera já afirmou que o país está no limite de sua produção energética. Segundo ele, há gás suficiente para assumir novos compromissos, mas no subsolo, "não na boca do poço".
Também na terça-feira, o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, disse que a empresa paga 82% da receita da produção de gás e que os 18% restantes "podem pagar o custo de produção, mas não dão para fazer o investimento necessário para manter a produção. Se não houver mudança nas condições econômicas e locais, faltará investimento".
Os investimentos das empresas petrolíferas estrangeiras na Bolívia estão caindo nos últimos anos. A projeção para este ano, de US$ 60 milhões, é menos de um décimo do recorde histórico, de US$ 610 milhões, registrado em 1998.
No ano passado, elas gastaram US$ 200 milhões no país. Para a Câmara Boliviana de Hidrocarbonetos, a queda em 2006 é resultado da falta de segurança jurídica, reforçada pelo decreto de nacionalização.

Discussão (44 respostas)

Lula é capa da The Economist -- como lula pereu a posição de líder na AL graças à corrupção, uma economia fraca e a Hugo Chavez (veja só)...


Uma reportagem especial tb no link: http://www.economist.com/world/displays ... id=7963633
enquanto isso, na sala de justiça, aprendemos que no ecuador...

Forças Armadas dominam política e economia
DO ENVIADO A QUITO

A intervenção política das Forças Armadas do Equador durante a derrocada dos últimos três presidentes eleitos não é a única característica que as diferencia dos demais Exércitos da região: ao longo das últimas décadas, os militares equatorianos construíram um imenso império capitalista, que inclui a principal empresa área do país, uma montadora de veículos da GM, fábricas de vestuário, um banco e até o luxuoso hotel JW Marriott.
A chamada holding Dine (Direção de Indústrias do Exército) foi criada em 1973, como parte de um programa de substituição de importações de materiais utilizados pelas Forças Armadas, como uniformes militares e material bélico.
"Aos poucos, os militares começaram a copiar os grandes grupos econômicos equatorianos, que têm uma carteira de investimentos muito variada", afirma o politólogo Pablo Andrade, da Universidade Andina Simon Bolivar.
Atualmente, a holding administra diretamente 11 empresas e tem cerca de 2.700 empregados, muitos deles militares aposentados. "Aqui se diz que os oficiais mais inteligentes não chegam a general: se aposentam como coronéis, quando ainda são jovens e têm várias opções de carreira no setor privado", afirma Andrade.
O turismo é uma das principais atividades da Dine. Além de possuir ou ser sócia de vários hotéis luxuosos, é a dona da empresa aérea Tame.
Neste ano, as Forças Armadas iniciaram um programa de restruturação da holding, com o objetivo de diminuir o número de empresas, ficando apenas com as mais rentáveis.
O analista afirma que a incursão econômica militar era justificada ainda como uma estratégia militar contra o Peru, considerado a principal ameaça até meados dos anos 1990.
Como exemplo, Andrade cita uma empresa de criação de camarões em lagoas situadas na fronteira com o Peru. A justificativa era que o aparato impediria o avanço de carros anfíbios do Exército inimigo.
No ano passado, a Dine voltou a evocar a segurança nacional quando tentou explorar dois poços de petróleo na região de fronteira com a Colômbia, mas a concessão foi negada pela estatal Petroecuador.

Poder político
De acordo com a socióloga argentina Rut Diamint, da Universidade Torcuato Di Tella, o poderio econômico dos militares equatorianos lhes dá poder para "competir com o Estado" e é injusto do ponto de vista empresarial.
"Ao contrário de países desenvolvidos, onde o setor privado compete na indústria de defesa, provocando maior transparência e exigindo uma supervisão, os militares no Equador organizaram uma holding que tem o monopólio não apenas do poder mas também na economia", escreve Diamint, em artigo. "Como empreendedores, os militares equatorianos estão isentos de impostos e fazem uso das instituições públicas para assegurar isso."
Assim como o poder econômico, o poder político dos militares também não pára de crescer. Os analistas equatorianos concordam que é praticamente impossível se manter no poder sem o apoio das Forças Armadas, que tiveram participação decisiva no afastamento dos últimos três presidentes eleitos e são consideradas os "árbitros" da crise política equatoriana.
Para o analista José Hernández, a política equatoriana vive uma "tutelagem militar", embora ele a veja como fruto da incapacidade dos políticos para governar, "e não uma atitude golpista das Forças Armadas". (FM)
Chávez's U.N. Gambit
October 16, 2006; Page A14

To understand why so many Americans dislike the U.N., consider that Venezuela, of all countries, stands a chance today of being elected by a vote of the General Assembly to one of the 10 non-permanent seats on the 15-member Security Council.


This is the same country whose megalomaniac ruler, Hugo Chávez, ranted against the U.S. last month to the laughter and applause of the assembled General Assembly grandees at Turtle Bay. His international initiatives this year have included warmer ties with North Korea and Iran, buying weapons from Russia and sowing revolution throughout Latin America.

Venezuela's competition for the Latin American two-year seat that opens next year is Guatemala, a democracy that has never had a seat on the Security Council and is active in peacekeeping in Haiti and Africa. Guatemala signaled its intention to seek this seat in 2002, only to watch as Mr. Chávez jumped in the race in 2005 to get a larger megaphone for his radical views. The Caracas strongman has since played his oil card around the world to buy support, and he has the backing of the world's club of dictators.

The world's democracies in North and Central America, Europe and Asia are lining up behind Guatemala. In Latin America, Colombia and Mexico are also backing Guatemala, while Argentina and Brazil are supporting Venezuela, perhaps out of misguided leftist solidarity. The left-of-center government in Chile is on the fence, no doubt alarmed by Mr. Chávez but also fearful of crossing him.

With a two-thirds majority required to declare a winner in a secret ballot, more than several rounds of voting are expected. If Mr. Chávez wins, we'll know that most U.N. members prefer anti-American posturing to a credible Security Council.
preparemos os rojões...

Cubanos estão há um mês sem imagens de Fidel
Funcionários de alto escalão tentam suprir falta de boletins médicos

EFE E AFP

Há um mês a TV e a imprensa de Cuba não exibem novas imagens do presidente Fidel Castro, que está internado desde 27 de julho, quando foi submetido a uma cirurgia intestinal. Comentários de funcionários de alto escalão tentam suprir a falta de boletins médicos sobre o estado de saúde do líder cubano.

“Há muitos dias não temos fotos nem notícias diretas sobre ele, dizem-nos que está se recuperando, mas realmente não sabemos como está”, afirmou um aposentado de 68 anos, que mora em Havana.

Os cubanos puderam ver pela última vez imagens de Fidel no dia 18 de setembro, quando o diário Granma publicou fotografias dele com o deputado argentino Miguel Bonasso, seu amigo pessoal e enviado do presidente argentino, Néstor Kirchner, à Cúpula dos Não-Alinhados, realizada em Havana entre os dias 11 e 16 do mês passado.

Nas imagens, vê-se um Fidel muito magro, enfraquecido, vestido com um pijama e sentado em uma cadeira de balanço conversando com Bonasso.

Coincidindo com a Cúpula dos Não-Alinhados, Fidel também recebeu no local onde se recupera da cirurgia - que está sendo mantido em segredo - os presidente da Venezuela e Bolívia, Hugo Chávez e Evo Morales, respectivamente; o primeiro-ministro da Malásia, Abdullah Badawi; e o secretário-geral da ONU, Kofi Annan.

Os últimos a visitá-lo foram o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad; o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh; e o presidente do Equador, Alfredo Palacio.

No início do mês, a imprensa americana publicou que Fidel estava com um câncer terminal e seu estado de saúde era delicado, mas seu irmão Raúl, presidente em exercício desde 31 de julho, desmentiu a versão. “Ao contrário do que diz a imprensa de Miami, ele não está morrendo, está melhorando constantemente”, disse Raúl no dia 8, acrescentando que dois dias antes manteve uma reunião de trabalho com Fidel, o vice-presidente Carlos Lage e o chanceler Felipe Pérez Roque.
o que está em azul, aí embaixo, é mentira: a presença "estratégica" nada tem a ver com manter fornecimento. O gás só tem valor econômico porque é injetado no gasoduto que vai da Bolívia para o Brasil, não pra lua ou pra Argentina. Nós temos o poder de barganha, e levamos chapéu desse índio em conluio com esse bêbado safado que os outros chamam de presidente. Como diz o Mainardi, meu presidente ele não é.

O que está em vermelho é pior ainda, um verdadeiro free lunch: enquanto investimentos têm que ser feitos e diluídos em uma escala menor de produção, o governo boliviano só toma 50%. depois, quando não tem mais custo pra diluir, ele toma 82%...

E em verde? Uma verdadeira pérola: a Bolívia controla os fornecedores e possui maior poder de ingerência nos campos, e a PETR4 diz que "garantiu o retorno de investimento". Isso se a premissa de que a Bolívia vai tomar só decisões que visem eficiência operacional, e tem capacidade de gerir a operação, for válida. Se fosse na Colômbia...mas gente capacitada em gestão na BOLÍVIA??? Parece o cara que é demitido por incompetência e abre um negócio, achando que vai ficar rico. Se não servia nem pra ser um empregado razoável...

Petrobras cede na Bolívia para manter rentabilidade
Acordos fechados por Evo Morales com empresas precisam passar pelo Congresso

Acordo envolve exploração dos megacampos de San Alberto e San Antonio, ambos operados pela companhia brasileira

FABIANO MAISONNAVE
ENVIADO ESPECIAL A LA PAZ

Nos últimos dois dias do prazo previsto pelo decreto de nacionalização, o governo Evo Morales conseguiu fechar novos contratos de exploração de gás e petróleo com a Petrobras Bolívia e outras nove empresas multinacionais em operação no país.
A empresa brasileira admite que o acordo reduz a rentabilidade das operações, mas considera a presença na Bolívia estratégica tanto para o fornecimento de gás ao Brasil quanto para fortalecer sua presença regional. Os novos contratos ainda precisam ser ratificados pelo Congresso, onde o governo tem maioria.
O acordo com a Petrobras Bolívia envolve a exploração dos megacampos de San Alberto e San Antonio, os maiores do país, localizados no departamento de Tarija (sul), fronteira com a Argentina, ambos operados pela empresa brasileira. Juntos, os dois megacampos produzem cerca de metade do gás boliviano. O contrato assinado com a Petrobras tem vigência de 30 anos.
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, classificou o acordo de "ponto de convergência" ao afirmar que a empresa brasileira atuará de agora em diante com "componentes de prestação de serviços", como queria a Bolívia, em troca de assegurar a rentabilidade das operações no país.
Nas negociações, a Petrobras alegou ser impossível a manutenção de uma alíquota de 82%, como queria Morales e que ficou em vigor nos 180 dias de transição (maio a outubro). Essa foi a principal divergência entre as duas partes nos últimos dias de negociação.
De acordo com cálculo da Petrobras obtido pela Folha, nesse período o chamado "government take" -termo usado para definir a parte que fica com o governo na comercialização de gás e petróleo- chegou a 95%, fazendo com que a empresa brasileira operasse no vermelho nestes últimos meses.
Mesmo admitindo que o novo acordo reduz os lucros da empresa, a Petrobras avalia que a presença na Bolívia é imprescindível para assegurar o abastecimento de gás boliviano ao Brasil (50% do total consumido) e também para consolidar sua estratégia de empresa com presença cada vez maior na América do Sul.
Já o presidente da YPFB, Juan Carlos Ortiz, afirma que os acordos com a Petrobras e as outras empresas aumentam o "direito proprietário" da Bolívia nos 69 campos de gás e petróleo do país e aumentam a arrecadação do Estado (leia entrevistas dos presidentes Ortiz e Gabrielli).
Em discurso na madrugada de ontem, o presidente Morales afirmou que os novos acordos com as dez empresas obrigadas a negociar pelo decreto de nacionalização -nenhuma ficou de fora- possibilitarão uma arrecadação adicional de US$ 4 bilhões daqui a quatro anos.
"Dessa maneira, vamos resolver os problemas econômicos e sociais do nosso país."

Controle das refinarias
A Petrobras aceita ceder o controle de duas refinarias de petróleo na Bolívia, dentro dos esforços de entendimento com o país vizinho na área de exploração de gás. "Mas a indenização [do valor investido pela Petrobras nas refinarias] é fundamental", disse ontem o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau . "O acordo foi bom. Petrobras e Bolívia deram demonstrações claras de que superaram suas pequenas diferenças", disse.
"Era tudo o que a Petrobras queria? Não. Era tudo o que a Bolívia queria? Não. Mas foi um acordo pragmático para os dois lados", disse o ministro.

FOLHA - A Bolívia acabou cedendo, então, na alíquota de 82%?
GABRIELLI - Não é que ele cedeu, ele converge, na tabela de longo prazo, para uma alíquota de 82% à medida que os campos vão atingindo um ritmo de produção mais alto. Mas não é mais uma taxa fixa de 82%.


FOLHA - A Petrobras também temia perder a sua capacidade empresarial.
GABRIELLI - Isso nós cedemos. A YPFB vai ter uma voz maior na lista de fornecedores, tem um poder muito maior de gestão empresarial do que tinha antes. Em troca, asseguramos o retorno de nossos investimentos.
Morales usou 2º turno para pressionar país
Durante negociações, Bolívia chegou a ameaçar o envio de soldados para a reocupação da Petrobras no dia da votação

Coincidência das eleições com prazo de nacionalização permitiu a La Paz politizar negociação e forçar um acordo com a Petrobras

FABIANO MAISONNAVE
ENVIADO ESPECIAL A LA PAZ

A coincidência de datas entre o inesperado segundo turno no Brasil e o fim do prazo para a assinatura dos novos contratos de exploração de gás na Bolívia foi a principal arma de pressão do governo Morales para conseguir finalmente politizar o tema e envolver o Planalto na reta final. La Paz chegou inclusive a ameaçar a reocupação de instalações da Petrobras com o Exército, o que poderia ocorrer em pleno domingo de votação.
Desde o início do decreto de nacionalização, em 1º de maio, o governo boliviano insistia numa negociação política com Lula, e não técnica, com a Petrobras. Para o governo Morales, a estatal obedecia a uma lógica empresarial igual a qualquer outra multinacional, enquanto o governo do "irmão maior" Lula seria mais flexível.
A proposta foi logo rechaçada pelo Planalto. Ainda no mês de maio, o chanceler Celso Amorim viajou a La Paz com a missão de deixar claro de que seria uma negociação técnica, Petrobras à frente. A resistência de Brasília em se envolver mais na negociação durou até o primeiro turno, quando, para surpresa de Morales e de Lula, houve a necessidade da segunda volta.
Logo após o primeiro turno, temendo prejudicar Lula, o governo boliviano sinalizou que poderia adiar a negociação para depois do segundo turno. O MAS (Movimento ao Socialismo, partido de Morales) chegou a apresentar um projeto de lei no Congresso propondo a prorrogação do prazo de 180 dias, depois do qual as empresas que não fechassem um acordo teriam de deixar o país.
Logo, no entanto, Morales mudou de estratégia, sobretudo pelo delicado momento político interno: nos dias 5 e 6 de outubro, um confronto entre mineiros deixou 16 mortos e vários feridos. Foi a pior crise desde a sua posse, há nove meses. O adiamento das negociações teria um alto custo político para Morales, cuja popularidade, embora ainda bastante alta, vem caindo desde junho.
O governo Morales passou a enviar sinais duros ao governo brasileiro: disse que não queria prejudicar a eleição de Lula nem que haveria o risco de corte do gás, mas que a Petrobras tinha uma posição "arrogante", o que inviabilizaria o acordo dentro do prazo, e deixou claro ainda que não haveria exceção para a empresa -sem contrato, seria expulsa da Bolívia.
O ultimato foi dado pelo vice-ministro de Coordenação Governamental, Héctor Arce,. A oito dias do fim do prazo, ele se encontrou com o chefe da campanha e ex-assessor internacional de Lula, Marco Aurélio Garcia, e elevou ainda mais o tom: reforçou que a Petrobras teria de deixar a Bolívia se não assinasse até sábado, véspera do segundo turno, e ameaçou voltar a usar o Exército para ocupar as instalações da Petrobras, como ocorrera no dia do decreto da nacionalização.
As ameaças provocaram declarações duras de Garcia e fez o governo brasileiro acompanhar mais diretamente as reuniões, com a presença, na fase final, de uma funcionária do Ministério das Minas e Energia, embora a missão de negociação tenha continuado sob o controle direto da Petrobras.
Para pressionar mais o Brasil, Morales anunciou às pressas, na sexta, dois novos contratos, um com a gigante francesa Total. No discurso, dois recados ao Brasil: que as empresas seriam forçadas a "respeitar a lei" e a nacionalização seria defendida por "movimentos sociais e uniformizados".
Nesse mesmo dia, chegou a La Paz, em visita sigilosa, o secretário-executivo das Minas e Energia, Nelson Hubner, com o objetivo de acompanhar o fim das negociações. Segundo uma fonte do governo boliviano, sua visita teve o objetivo de fechar as negociações sobre a alíquota. Uma fonte do lado brasileiro, porém, disse que ele só seria acionado caso não houvesse um acordo dentro do prazo final -meia-noite de sábado.
O consenso finalmente saiu por volta das 19h (20h em Brasília). O governo brasileiro foi informado e repassou a informação ao "Jornal Nacional". Uma última ameaça à reeleição de Lula estava controlada.
O Morales 😈 declarou ontem que, se ele fosse o Lula 💩 , DARIA a refinaria da Petrobrás para o "povo" boliviano....

😈
se eu sesse o Bush, daria uma impressora de dólares e um suprimento de tinta e papel pra mim mesmo... 😳
Evo pede refinaria da Petrobras de presente
Em tom de brincadeira, boliviano diz que plantas que serão nacionalizadas pouco representam ao Brasil; empresa quer indenização

Morales diz que casamento com Brasil é "sem divórcio" e que terá quatro anos para negociar com Lula "interesses dos nossos povos"

Juan Karita/Associated Press
O presidente boliviano, Evo Morales, dá entrevista em La Paz


FABIANO MAISONNAVE
ENVIADO ESPECIAL A LA PAZ

Meio sério, meio brincando, o presidente boliviano, Evo Morales, pediu ontem ao governo brasileiro que "presenteasse" as duas refinarias da Petrobras no país que, pelo decreto de nacionalização, terão de passar ao controle acionário da empresa estatal YPFB.
Também confirmou que, caso não houvesse acordo com a Petrobras ou outra empresa dentro do prazo encerrado no sábado, as Forças Armadas tomariam suas instalações, como noticiou a Folha ontem.
"As duas refinarias custaram uns US$ 100 milhões. Para o Brasil, não é nada. Se eu fosse o Brasil, se fosse eu, as presentearia", disse Morales, com um leve sorriso, durante entrevista a jornalistas estrangeiros.
Localizadas em Cochabamba e em Santa Cruz, as plantas foram adquiridas em 1999 pela Petrobras e, sozinhas, abastecem praticamente todo o mercado de derivados de petróleo da Bolívia. É uma pequena parte do total de investimentos da empresa no país -US$ 1,5 bilhão, junto com as sócias. A Petrobras diz que as cede só com indenização.
A transferência das duas plantas e a renegociação do preço do gás são os dois grandes temas que ainda estão pendentes entre Petrobras e Bolívia. No sábado, os dois lados chegaram a um acordo sobre os novos contratos de exploração de gás nos megacampos de San Alberto e San Antonio, os maiores do país.
Sobre a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, Morales disse que "teremos quatro anos para renegociar não os interesses do Brasil e os interesses da Bolívia, mas o interesse de nossos povos. Repito o que disse outra noite: com o Brasil, temos casamento sem divórcio".
Morales agradeceu ao apoio das Forças Armadas durante o período final das negociações com as empresas, encerrados no sábado. "Se não houvesse novos contratos, com certeza teria ocorrido uma ampla mobilização das nossas Forças Armadas para exercer o direito de propriedade, como em qualquer outro país. Qualquer Estado, qualquer governo tem todo o direito de propriedade sobre seus recursos naturais."
A Folha revelou ontem que, a oito dias do fim do prazo para negociar os contratos, um emissário de Morales disse ao chefe da campanha de Lula, Marco Aurélio Garcia, que a Petrobras seria tomada pelos militares caso não houvesse acordo até o sábado passado, véspera do segundo turno.
Sobre os contratos assinados com dez empresas entre sexta-feira e sábado, Morales previu que sejam enviados ao Congresso no dia 13 e aprovados antes do fim do ano.
O presidente elogiou bastante os colegas da Argentina, Néstor Kirchner, e da França, Jacques Chirac. Na avaliação do governo, a recente assinatura de um grande contrato de compra e venda de petróleo com a Argentina e o acordo com a francesa Total antes do prazo final contribuíram para que a Petrobras e outras empresas aceitassem as condições impostas pela Bolívia.
Questionado sobre a participação nas negociações, pelo lado boliviano, de um advogado americano ligado à estatal venezuelana PDVSA, Morales foi evasivo e se limitou a dizer que houve assessoria internacional, sem custo para o governo.
Evo preparou tropas para tomar refinarias
Áreas seriam ocupadas caso a Petrobrás se recusasse a assinar contratos


O presidente boliviano, Evo Morales, admitiu ontem, em La Paz, que preparou tropas para invadir os megacampos de petróleo e gás da Petrobrás caso a companhia não aceitasse os termos da nacionalização dos hidrocarbonetos.

A ação seria deflagrada a partir da recusa da companhia brasileira de assinar um novo contrato de exploração e produção no país até o fim da noite de sábado. O governo pôs as Forças Armadas de prontidão para invadir instalações petroleiras já na madrugada de domingo.

'Se alguma empresa não assinasse o contrato, as Forças Armadas estavam totalmente preparadas para exercer o direito de propriedade', afirmou Evo, em entrevista coletiva para a imprensa estrangeira, no Palácio Quemado, sede do governo.

O artigo 3º do Decreto de Nacionalização dos Hidrocarbonetos, anunciado em 1º de maio, também com ocupação militar de um campo da Petrobrás, determinava a expulsão da companhia que se recusasse a assinar novos contratos.

'Dissemos, insistentemente, que necessitamos de sócios e não donos de nossos recursos naturais. E, se não houvesse (assinatura de) contratos, com segurança, haveria uma ampla mobilização das Forças Armadas', assegurou o presidente.

Evo justificou a decisão de usar a força para obter êxito na nacionalização dizendo que a ação serviria para que o Estado exercesse o direito de propriedade do petróleo e do gás. 'Nossas Forças Armadas iriam exercer os direitos de propriedade, como qualquer país, Estado ou governo', afirmou.

O governo brasileiro sabia da ameaça. Na semana anterior ao prazo final, o vice-presidente boliviano, Alvaro Garcia Linera, mandou um enviado a Brasília com o objetivo de dar um ultimato ao Brasil e informar que as Forças Armadas Bolivianas seriam acionadas para a tomada dos campos de petróleo e gás.

A tarefa coube a um vice-ministro do governo Evo, Héctor Arce. O governo brasileiro foi a imprensa para negar o ultimato, mas tratou de subir o tom com a Bolívia quando a história vazou para a imprensa.

A reportagem do Estado apurou que o vazamento da informação sobre a visita e o ultimato foi feito pela Petrobrás. A companhia estava descontente com o tom brando do próprio governo brasileiro em relação às negociações e à ameaça que se avizinhava.

Até aquele momento nenhuma proposta indicava acordo entre as partes. A companhia achava-se acuada nas tratativas com as autoridades bolivianas.

Ainda segundo uma fonte ouvida pelo Estado, a Petrobrás avaliou que, após a reação do governo brasileiro, a negociação melhorou.

NOVAS NEGOCIAÇÕES

Perguntado se o uso das Forças Armadas será recorrente nas negociações ainda pendentes com a Petrobrás, como no caso do controle das refinarias, Evo preferiu não responder diretamente.

Ele pediu à reportagem que perguntasse ao presidente Lula o que ele faria quando 'uma transnacional não respeita as normas do país e tampouco explora com equilíbrio os recursos naturais do país'.
pra rir um pouco...ou não

NOSSO NORTE AINDA É O SUL
Os vizinhos mostram sua aprovação à política externa de Lula
Por Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa

O presidente do Paraguai, Nicanor Duarte, foi eleito pelo partido conservador (Colorado) de seu país. No ano passado, celebrou um polêmico acordo militar com os EUA que ocasionou queixas formais dos chanceleres do Brasil e da Argentina. Confirmada a reeleição de Lula, porém, foi entusiástico: “É uma grande vitória. Creio que é um fato importante para nosso país, para a continuidade dos processos que estamos levando adiante no Mercosul”.


Torcida não uniformizada.
Apesar das diferenças de cores e idéias, Kirchner, Chávez, Morales e Duarte aplaudiram abertamente a vitória de Lula
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, está na outra ponta do espectro político sul-americano, mas concorda: “Saudamos e felicitamos o povo do Brasil por essa sábia decisão”. O presidente do Peru, Alan García, trocou acusações e insultos com Chávez durante sua campanha eleitoral, mas tem com ele um ponto em comum: “Lula da Silva assegura a modernidade na região”. Evo Morales, apesar dos atritos em torno da nacionalização do gás e das refinarias da Petrobras, foi o primeiro chefe de Estado a se manifestar: “O triunfo do companheiro Lula ratifica a linha de mudança que se iniciou nos últimos anos e mostra mais uma vez que os povos seguem lutando por avanços para resolver os grandes problemas das maiorias marginalizadas do nosso continente”.

O Departamento de Estado, em Washington, emitiu um comunicado mal-humorado, que citou “escândalos recentes de corrupção” e lembrou que o “partido de esquerda de Lula não conseguiu ganhar a maioria”. Já o presidente argentino deixou clara sua preferência desde junho: “Não tenho nenhuma dúvida de que a integração se consolidará no segundo período de Lula, que irá muito bem nas eleições. Pelo menos assim esperamos a maioria dos argentinos”.

Segundo o jornal argentino Clarín, “os empresários argentinos respiraram aliviados”. Para o concorrente Página/12, “os aliados do Mercosul estão em festa”. Segundo Fabián Calle, analista do Conselho Argentino para as Relações Internacionais, “com Alckmin, não seria muito diferente, mas primeiro teria de ser convencido do projeto regional. Uma zona de livre-comércio com os EUA é materialmente inviável para a Argentina e o Brasil. Lula já está convencido”.

Como mostra a convergência de gregos e troianos na América do Sul, não se trata apenas da satisfação de líderes de centro-esquerda com a derrota do candidato mais próximo do neoliberalismo, mas também confiança na continuação de uma política externa relativamente independente e de integração regional que cria oportunidades de desenvolvimento e melhora o poder de barganha de cada país ante as grandes potências.

Na opinião de alguns analistas brasileiros, todos eles estariam errados. Na edição de 25 de outubro, uma matéria no jornal Valor afirmou que Lula preparava uma inflexão na política externa. Seus jornalistas teriam ouvido de um “ministro próximo de Lula” que Samuel Pinheiro Guimarães e Marco Aurélio Garcia, articuladores da política externa do primeiro mandato, seriam despachados para “exílios dourados” em embaixadas na Argentina e na França. Segundo supostos interlocutores do presidente, o governo pretenderia voltar-se para os países ricos, especialmente os EUA, e falar mais duro com vizinhos como a Venezuela e a Bolívia. Haveria uma avaliação “no governo” de que a atual política teria levado o Brasil a perder todas as disputas por cargos importantes em órgãos multilaterais, azedar relações com vizinhos, distanciar-se dos ricos, criar alianças improdutivas com emergentes e isolar-se das principais negociações comerciais.

Ao site Carta Maior, Valter Pomar, secretário de Relações Internacionais do PT, qualificou a matéria de “mentirosa” e garantiu que a política de integração sul-americana será aprofundada. Kjeld Jacobsen, também dessa área do partido, acredita que o jornal fez uma matéria sobre a avaliação de pessoas ligadas ao Itamaraty que compartilham o ponto de vista do PSDB e do candidato derrotado, como o ex-embaixador nos EUA Rubens Barbosa.

Os fatos não respaldam uma avaliação da atuação do Itamaraty tão negativa quanto a do jornal. Nem todos os objetivos da política externa foram atingidos, mas não há como dizer que o país se isolou ante seu sucesso ao articular o G-20, que conseguiu inviabilizar na OMC o jogo de cartas marcadas a favor das grandes potências, ou se unir a vizinhos contra a imposição de uma Alca desastrosa aos interesses brasileiros e sul-americanos.

Os exportadores brasileiros ganharam espaço. De 2002 a 2006, o comércio global de mercadorias tem crescido 73% em termos nominais. As exportações brasileiras não se limitaram a acompanhar o crescimento da demanda externa: cresceram globalmente 131% e passaram de 0,97% para 1,36% do comércio global. Graças, principalmente, ao valor das exportações destinadas a países periféricos, que quase triplicou – cresceu 197%.

De 2002 a 2006, no período janeiro-setembro, cresceram 257% as vendas para a China nesses quatro anos, 241% para a África, 222% para a América Latina. As vendas de manufaturados brasileiros na América Latina passaram de 26% para 36% das vendas externas da indústria brasileira. Relações improdutivas?

E os EUA, mesmo que quisessem, pouco teriam a oferecer ao Brasil durante o próximo mandato. Bush júnior está prestes a perder a maioria no Congresso para os democratas, defensores tradicionais do protecionismo. Em julho de 2007 vence a autorização à Casa Branca para fechar acordos comerciais sem interferência do Legislativo – ou seja, o Trade Act de 2002, conhecido como fast track. Qualquer avanço substancial terá de esperar pelo próximo ocupante da Casa Branca e não aconteceria antes do fim do segundo mandato de Lula.

Seja como for, os primeiros passos da política externa brasileira nos dias seguintes não foram na direção anunciada pelo jornal. O Brasil continuou a apoiar a Venezuela na queda-de-braço com a Guatemala por uma vaga no Conselho de Segurança, até sair o acordo em torno do Panamá. Depois de uma semana tensa, durante a qual Evo Morales chegou a falar em ocupação militar das instalações de empresas que se recusassem a um acordo, fechou-se – à zero hora do domingo, dia da eleição no Brasil – um entendimento similar aos aceitos pelas outras nove petroleiras na Bolívia e que permitiu a ambas as partes se dizerem satisfeitas.

Em vez de uma taxa fixa de 82%, ficando o restante para cobrir despesas e remunerar investimentos, a Petrobras pagará 50% fixos, terá direito a uma parcela para cobrir despesas e remunerar investimentos e partilhará o lucro restante com a YPFB. São termos análogos aos vigentes em Angola, Nigéria e Líbia.


Gás para todos.
A Petrobras continua a lucrar e a Bolívia terá recursos para crescer
Segundo o ministro dos hidrocarbonetos, Carlos Villegas, a Bolívia ficará inicialmente com 50% da receita e a porcentagem vai aumentando para até 84% ao longo do contrato, numa média de 70%. As empresas ficarão com 30%. Fica pendente a desapropriação do controle das duas refinarias da estatal brasileira na Bolívia, adquiridas na privatização de 1999 por 102 milhões de dólares, cuja avaliação está para ser contratada pela YPFB. Evo sugeriu, de brincadeira, que o Brasil as presenteie à Bolívia, mas deve saber que, mesmo sendo um valor pequeno em relação ao lucro anual da Petrobras, não se pode pedir tanto a uma empresa que também tem acionistas privados.

A Petrobras abriu mão da possibilidade de recorrer a tribunais internacionais sobre esses contratos, mas não em relação ao preço do gás, a ser negociado até 10 de novembro. Segundo o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, a empresa terá uma rentabilidade superior a 15% em suas operações com gás natural na Bolívia e continuará a garantir o abastecimento do mercado brasileiro de gás. A Repsol-YPF, que celebrou acordo semelhante, diz também acreditar que os novos contratos garantem a lucratividade de seus investimentos atuais e futuros no país.

O governo de La Paz, por sua vez, ampliará sua receita com hidrocarbonetos dos 140 milhões de dólares do tempo de Sánchez de Lozada para algo da ordem de 1 bilhão de dólares anuais (mais de 12% de seu PIB) a serem aplicados em programas sociais e de desenvolvimento. Ou mais, à medida que persuadir as petroleiras a investir em aumento da produção. A Argentina já garante demanda: assinou contrato para a compra de mais 20 milhões de metros cúbicos de gás por dia, além dos 7,7 milhões que já adquire. O ministro dos hidrocarbonetos estima uma receita de 67 bilhões de dólares em 20 anos, chegando a 4 bilhões de dólares por ano na próxima década. Se bem investidos, esses recursos não bastariam para fazer da Bolívia “um país como a Suíça”, como sonhou Evo ao falar do assunto, mas podem equipará-la social e economicamente com os vizinhos e torná-la um mercado atraente para empreiteiras, máquinas e bens de consumo brasileiros.

Com o Brasil ainda não há acordo nesse sentido, apesar de a YPFB dizer que a Petrobras teria prometido investir mais 1,5 bilhão de dólares – ou seja, dobrar o investimento já feito. Por enquanto, o único compromisso da empresa brasileira é investir para manter o volume de importação de 30 milhões de metros cúbicos diários até 2036, mas a demanda provavelmente a levará a aumentar sua produção. O gás da Bacia de Santos não basta para atender ao crescimento de consumo que se espera. Importar de outros países por via marítima dificilmente seria compensador do ponto de vista do preço ou da segurança.

A questão do preço parece também caminhar para um acordo. A Petrobras queria manter os termos atuais do contrato, que levariam a um reajuste de aproximadamente 19% em relação aos pouco menos de 4 dólares por milhão de BTUs e a Bolívia parece ter recuado de sua pretensão de 7,50 dólares por milhão de BTUs para aceitar algo perto dos 5 dólares já negociados com a Argentina e que também correspondem ao preço oferecido pela Venezuela.

Resta a questão do empobrecimento do gás. O produto hoje fornecido pela Bolívia é constituído de 91,8% de metano, 1,4% de nitrogênio, 0,08% de dióxido de carbono e 6,7% de hidrocarbonetos mais pesados, principalmente etano (5,58%). A Bolívia quer retirar parte desse último componente para abastecer uma usina de polietileno a ser construída por uma parceria entre a YPFB e a venezuelana PDVSA a partir de novembro – o que pode inviabilizar o projeto da Petrobras e Braskem (Grupo Odebrecht) de usar esse mesmo etano numa usina a ser construída na entrada do gasoduto no Brasil, em Corumbá (MS).

É pouco provável a Bolívia ceder nesse ponto. A usina representa uma potencial receita anual de 1,5 bilhão de dólares e a industrialização do gás, que a Bolívia até agora só exportou em bruto, foi uma das principais bandeiras do movimento social e político que levou Evo Morales ao poder. Mas a Bolívia deve aceitar compensar o Brasil no preço, já que a retirada do etano reduziria o poder calorífico do gás em cerca de 7% – de 1.033 BTUs por pé cúbico para perto de 960.

O acordo deu um precioso combustível político a Evo Morales, acossado por manifestações à esquerda e à direita e embaraçado pela necessidade (imposta pela falta de recursos) de adiar a nacionalização da mineração para o próximo ano. Também é satisfatório para o Brasil, para a Argentina e para a Venezuela e ajuda a consolidar o desenvolvimento e a integração sul-americana. Não há por que pedir mudanças drásticas nessa estratégia que continua a ser bem-sucedida.
A Colômbia quer virar o Chile | 01.11.2006
País imita o modelo econômico mais bem-sucedido do continente para crescer de forma vigorosa


CorbisBogotá, a capital: investimentos estrangeirosPor Tatiana Gianini
EXAME Quando Álvaro Uribe assumiu o comando da Colômbia, em 2002, o país estava mergulhado no caos, com crescimento econômico medíocre, altas taxas de desemprego e índices recordes de homicídios e seqüestros. Quatro anos depois, o cenário é outro. O país continua sendo um lugar perigoso, ainda atormentado pelas guerrilhas, mas o problema da violência regrediu de forma expressiva. A política de segurança instalada por Uribe veio acompanhada de um programa agressivo de reformas econômicas que está ajudando a Colômbia a criar um ambiente favorável ao retorno dos investidores estrangeiros. Desde 2002, seu PIB cresce a uma taxa próxima a 10% ao ano, segundo dados do Fundo Monetário Internacional. No mesmo período, quintuplicou o ingresso de capital externo, as exportações cresceram 70% e o risco-país caiu de 600 para 160 pontos (melhor, portanto, que o desempenho do Brasil, que está em torno de 210 pontos).

Em razão dessa guinada, a Colômbia vem sendo tratada como o novo tigre da economia sul-americana, seguindo de perto o exemplo do Chile, cuja economia é reconhecida atualmente como a mais sólida e estável da região. Os passos dos vizinhos de continente estão sendo repetidos pelo governo de Uribe, que acaba de ser reeleito nas eleições realizadas em maio. A receita inclui saneamento das contas públicas, programas de privatizações e aumento da abertura do país à economia internacional. "Queremos ser o segundo Chile", afirmou a EXAME Francisco Santos Calderón, vice-presidente da Colômbia.

O sucesso do plano de combate à violência foi um passo fundamental para mudar a imagem do país. Uma ajuda preciosa partiu dos Estados Unidos, que investiram 4,5 bilhões de dólares no Plano Colômbia, um projeto iniciado em 1999 para ajudar o país a combater o narcotráfico. O governo colombiano também fez a sua parte. Nos últimos anos, Uribe adicionou quase 100 000 homens ao efetivo das Forças Armadas. A prioridade desse aparato foi o combate às violentas ações das guerrilhas, como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional (ELN), que chegaram a controlar vastas porções do interior do país. Estima-se que metade dos 22 000 guerrilheiros tenha sido morta desde 2002 em combates com o Exército. No mesmo período, houve também reforço do efetivo policial em grandes cidades, como Bogotá e Medellín. Como resultado desse conjunto de ações, a taxa de homicídios registrada no país caiu pela metade e os casos de seqüestros regrediram 70%.

Na área econômica, o governo adotou alguns remé dios considerados amargos por ideólogos de esquerda. Advogado com especialização em administração na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, Uribe reuniu uma equipe de ministros formada basicamente por economistas e administradores e centrou seu governo na redução dos gastos do Estado. Para isso, fundiu vários ministérios e agora começa a privatizar grandes estatais. No começo de 2006, por exemplo, 50% da Colombia Telecomunicações foi vendida para um sócio estratégico, a espanhola Telefónica. No campo da política internacional, a equipe de Uribe priorizou acordos de livre comércio com México, Chile e Estados Unidos, em vez de investir no combalido Mercosul.
O país transformou-se, assim, num dos locais mais promissores para investimentos na América Latina. Na área de gás e petróleo, por exemplo, na contramão das economias fechadas e nacionalistas da Venezuela e da Bolívia, a Colômbia hoje atrai empresas estrangeiras. "O país tem muitas riquezas naturais para explorar e é visto como um lugar confiável para investir", afirma João Figueira, gerente executivo internacional da Petrobras. Até 2011 a estatal aumentará sua participação na Colômbia, investindo mais de 160 milhões de dólares nas áreas de produção e distribuição. O ambiente mais estável não vem atraindo apenas companhias do setor energético. Em 2006, o grupo francês Casino, o mesmo que controla a rede brasileira Pão de Açúcar, comprou por 110 milhões de dólares a Carulla Vivero, uma das maiores cadeias do setor varejista da Colômbia. No ano passado, a SAB Miller, sediada em Londres, protagonizou um dos maiores investimentos na história do país ao adquirir 97% de participação na cervejaria Bavaria. O negócio envolveu 4,7 bilhões de dólares.

O turismo surge como uma das forças da economia colombiana. Apesar de possuir uma boa quantidade de belas praias, o país ainda está engatinhando no setor. Entre 2004 e 2005, o número de desembarques cresceu 60%, chegando perto da marca de 1 milhão de visitantes. A cifra é ainda bastante modesta diante dos números de concorrentes diretos, como o México -- daí os investidores enxergarem um enorme potencial na Colômbia. Para impulsionar o setor, o governo incentivou a construção e a expansão de hotéis com isenção do imposto de renda por 30 anos. Atualmente, redes como Marriot e Hyatt estudam projetos no país. Em maio, a Royal Caribbean anunciou que alguns de seus cruzeiros voltarão a fazer escala na Colômbia, de onde estavam afastados desde 2002.

Apesar dos avanços recentes, a Colômbia tem ainda questões graves pela frente. Uma delas é o elevado índice de pobreza. Quase metade dos colombianos ainda vive próxima à linha da miséria. Para oferecer melhores oportunidades a essa fatia da população, uma das bandeiras da campanha de reeleição de Uribe foi a criação de uma agência nacional de microcrédito, que deve sair do papel em 2007. O governo espera que, garantindo dinheiro mais barato, multipliquem-se no país as pequenas e médias empresas. Caso isso realmente ocorra, deve ser amenizado outro problema grave, o desemprego, que atinge atualmente 13% dos colombianos. O combate ao narcotráfico também exige atenção e investimentos permanentes. De acordo com relatório divulgado pela ONU, em 2005 a área de plantação de coca cresceu 8% no país. É mais um sinal de que há um longo caminho pela frente para dizer se a Colômbia merece mesmo o título de "Novo tigre da economia sul-americana".
Mais um que já vai tarde...

10/12/2006 - 15h50
Ex-ditador chileno Augusto Pinochet morre aos 91 anos
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da Folha Online

O ex-ditador chileno Augusto Pinochet morreu hoje, aos 91 anos, no Hospital Militar de Santiago. Pinochet havia sido internado às pressas na madrugada de domingo (3), após sofrer um ataque cardíaco.

Pinochet passou os últimos anos de sua vida morando em Santiago e enfrentando acusações de abusos aos direitos humanos e fraudes cometidos durante os 17 anos em que esteve no poder. Sob seu regime, mais de 3.000 pessoas foram mortas por sua polícia secreta.

Apesar das acusações, o ex-general não chegou a ir a julgamento, já que sua equipe de defesa sempre alegou que sua saúde era muito frágil para que ele enfrente o processo judicial.
AP
O ex-ditador chileno Augusto Pinochet que morreu aos 91 anos
O ex-ditador chileno Augusto Pinochet que morreu aos 91 anos


Recentemente, quando completou 91 anos, Pinochet divulgou um comunicado afirmando que assumiu a "responsabilidade política" pelos atos cometidos durante seu regime, mas que a única razão para suas medidas era "fazer do Chile um grande país e evitar a desintegração".

"Perto do final dos meus dias, quero manifestar que não guardo rancor de ninguém, que amo a minha pátria acima de tudo, que assumo a responsabilidade política de tudo que aconteceu", afirmou o ex-ditador em mensagem lida por sua mulher, Lucía Hiriart.

A nota foi lida diante de 60 partidários que foram cumprimentá-lo por seu aniversário em sua mansão, situada no bairro de La Dehesa, em Santiago.

Pinochet enfrentava processos por crimes de violações dos direitos humanos, fraude ao fisco e uso de passaportes falsos no chamado Caso Riggs --aberto após a descoberta de contas secretas no exterior, nas quais ele acumulou fortuna de US$ 27 milhões, cuja origem não foi determinada.

Direitos humanos

Entre os processos relacionados a direitos humanos, figuram o desaparecimento de dissidentes em 1975, na chamada Operação Colombo, na qual Pinochet foi acusado de envolvimento no seqüestro de ao menos três dissidentes por serviços de segurança de seu governo.

O ex-ditador chegou a ser preso em diversas ocasiões em conexão com os crimes. Na segunda-feira passada (27), o juiz Víctor Montiglio ordenou a prisão domiciliar o ex-ditador como suposto responsável pelo seqüestro e homicídio de dois presos políticos em 1973, dentro do caso chamado "Caravana da Morte".

As duas vítimas da "Caravana", Wagner Salinas e Francisco Lara, eram membros da segurança do presidente socialista Salvador Allende, que se suicidou no palácio de La Moneda durante o golpe liderado por Pinochet em 11 de setembro de 1973.

Em 2006, o general Manuel Contreras, que chefiava a Dina [polícia secreta chilena] sob o regime de Pinochet, testemunhou ao juiz Claudio Pavez que Pinochet e seu filho, Marco Antonio, estariam envolvidos na produção clandestina de armas químicas e biológicas e no tráfico de cocaína. As acusações estão sendo investigadas pela Justiça chilena.
agora falta o Fidel e o Chavez.
Chávez conquista a “Ermächtigungsgesetz”. Como Hitler
Por Diogo Schelp:
Ermächtigungsgesetz. Eis o significado literal, em português, desse termo alemão: "lei habilitante". Trata-se de uma autorização dada pelo Poder Legislativo para que o governante aprove leis sem a necessidade de consultar os parlamentares. Em 1933, esse mecanismo foi usado por Adolf Hitler para dar início à construção da ditadura nazista na Alemanha. Na semana passada, a Assembléia Nacional da Venezuela, reunida em praça pública em clima carnavalesco, concedeu ao presidente Hugo Chávez os benefícios da Ermächtigungsgesetz. A lei habilitante amplia a concentração de poder nas mãos de Chávez, dando-lhe total liberdade durante dezoito meses para fazer o que quiser em onze áreas do governo – desde a decisão sobre como gastar o dinheiro público até o direito de mobilizar as Forças Armadas, sob seu comando, a qualquer instante e por qualquer pretexto.
Mais uma do personagem do barril:

do http://www.estadao.com.br
Comediante é multado após fazer piada com filha de Chávez

Editora que veiculou a brincadeira terá de terá de pagar multa de US$ 18,6 mil
AP

CARACAS - Laureano Marquez, um dos principais humoristas da Venezuela, foi punido por "violar a honra, reputação e vida privada" de Rosines Chávez Rodrigues, filha do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. A multa de US$ 18.600 foi imposta a editora Mosca Analfabeta responsável pela publicação de um editorial de jornal assinado por Marquez baseado em um diálogo entre o presidente Chávez e sua filha.

No editorial, ele sugere que o governo de Chávez é como um cavalo branco correndo por um caminho desconhecido com o corpo direcionado para a direita, mas com a cabeça voltada à esquerda. Ele também sugeriu que a menina perguntasse a seu pai sobre o investimento do cavalo na nova compra de armas.

Em resposta ao artigo, durante uma transmissão de seu programa em rádio e televisão, "Olá presidente", Chávez disse aos ouvintes em resposta "que aquele cavalo podia galopar para a esquerda".

Marquez, um dos principais humoristas da Venezuela nega má conduta e argumenta que os US$ 18.600 impostos são usados como uma maneira de censura, para silenciar críticas. Além da multa à editora, Marquez deve pagar outra multa separadamente, em quantia a ser determinada.

"Penso que este governo tem um conceito de sociedade em termos de amigos e inimigos", disse Marquez em uma entrevista por telefone à Associated Press. "Governos que vêem a sociedade como aquele muito sensível a críticas, não as toleram".

Representantes da liberdade de imprensa e grupos de direitos humanos têm acusado Chávez de usar o judiciário e a nova legislação para restringir transmissões e silenciar críticos. O líder venezuelano também enfrentou as críticas afiadas da Organização dos Estados Americanos (OEA) por não renovar a licença para a transmissão da estação de TV alinhada à oposição, a Radio Caracas Television.
o índio vem aqui, deixa o congresso esperando, faz fuzarca em brasilia...vem visitar, põe o pé no sofá e abre a geladeira. se "sesse" o Bóbi-Filho, era assunto pra dez dias de jornal.
"E vai descendo na boquinha da garrafa..."

15/02/2007 - 11h11
Brasil aceita pagar US$ 100 milhões a mais por gás boliviano
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PATRÍCIA ZIMMERMANN
ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aceitou mudar a fórmula de remuneração do gás boliviano, em uma decisão que deverá gerar US$ 100 milhões por ano a mais em receitas para o país vizinho.

Ao lado do presidente boliviano, Evo Morales, em entrevista no Palácio do Planalto, Lula também afirmou que o Brasil vai estudar novos investimentos no país vizinho, como um usina hidrelétrica binacional, uma usina de biodiesel e um pólo gás-químico.

"Isso [a mudança no preço do gás] fará justiça ao valor do gás boliviano e atenderá ao pleito do presidente Morales. Paralelamente acordamos que o governo boliviano tomará as providências necessárias para que os novos contratos em operação entrem em vigor nos próximos dias", disse Lula.

Hoje a Bolívia vende para a Petrobras cerca de 27 milhões de metros cúbicos diários de gás a US$ 4,30 por milhão de BTU (unidade de medida térmica). A Bolívia reivindicava que o Brasil pagasse cerca de US$ 5 por milhão de BTU.

O acordo fechado hoje não altera o atual preço pago pelo Brasil, que foi estabelecido em contrato. A Petrobras, entretanto, aceitou pagar um adicional caso o gás fornecido pela Bolívia tenha um excedente de poder calorífico.

Haverá a desagregação dos componentes do gás e valorização dos ingredientes mais nobres do combustível, que passarão ser cotados com base nos preços internacionais. Essa regra valerá para as frações nobres do gás acima de 8.900 kcal/metro cúbico.

O ministro dos Hidrocarbonetos da Bolívia, Carlos Villegas, disse que essa fórmula vai garantir um aumento de US$ 100 milhões nos valores pagos pela Petrobras ao país vizinho neste ano.

Já o ministro Silas Rondeau (Minas e Energia) disse que haverá um aumento de 3%, 4% ou 6% nos preços finais. Em 2006, o gás boliviano custou US$ 1,260 bilhão ao Brasil.

Silas informou que a diferença de preço não será repassada aos consumidores que compram o gás da Petrobras no Brasil.

Garantia

Após o aumento de impostos para os negócios da Petrobras no país vizinho e do aumento do preço do gás, Lula disse que o acordo anunciado hoje vai garantir "a estabilidade e a segurança indispensáveis para entrar em uma nova etapa de nossa cooperação energética".

Morales afirmou em seguida que não deixará que o Brasil fique sem gás após a revisão dos preços. "O preço justo para o gás é importante para o nosso país. Nós cumpriremos todos os contratos com a Petrobras. Nunca faltará gás para o Brasil."

Lula também disse que até abril o Ministério das Minas e Energia tomará as providências necessárias para viabilizar o aumento do preço do gás boliviano para a termelétrica de Cuiabá.

Ontem os dois países informaram que o gás fornecido para uma usina termoelétrica de Cuiabá será reajustado de US$ 1,19 para US$ 4,20 o milhão de BTU. Esse reajuste vai custar US$ 44 milhões (além dos outros US$ 100 milhões), será repassado para Furnas e futuramente rateado com as distribuidoras. Para o consumidor brasileiro, deverá chegar um reajuste médio de 0,2% na conta de luz.

Investimentos

Lula também disse que o gás é um "fator decisivo de integração" entre as economias dos dois países e que vai continuar a ser o "carro-chefe de nossa associação".

O presidente afirmou que os dois países vão estudar a possibilidade de construir uma usina hidrelétrica binacional na fronteira com a Bolívia. Segundo a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), essa usina ficaria no rio Mamoré, entre os municípios de Abunã (Bolívia) e Guajaramirim (Brasil), e teria potência de cerca de 3.000 MW.

Outros dois investimentos que serão analisados serão a construção de uma usina de biodiesel no país vizinho pela Petrobras e também a instalação de um pólo gás-químico na fronteira com os dois países.

Esse pólo era o maior projeto da Petrobras com o país vizinho e tinha como parceira a petroquímica Braskem. O projeto, no entanto, foi suspenso com a decisão da Bolívia de nacionalizar os hidrocarbonetos, tomada em 1º de maio do ano passado.

'Ontem o presidente Morales e eu assistimos sobre uma apresentação de um polo gás químico na fronteira. (...) Temos as condições para ir muito além do gás. Seremos parceiros na revolução da energia renovável, na petroquímica e na geração de hidroeletricidade', disse Lula.
"só no forévis"

Image
A confissão de Lula
Ao anunciar o acordo com a Bolívia sobre o preço do gás, disse o Apedeuta brasileiro na presença do Apedeuta boliviano: “Reconheço a justeza de todos os pleitos bolivianos”. “Todos” quer dizer “todos”, e isso inclui a expropriação da Petrobras e o endosso aos métodos: por meio de ocupação militar. Como sabem, há tempos escrevo aqui — e o fazia desde o site Primeira Leitura: Luiz Inácio Lula da Silva, o criador do Foro de São Paulo, é o chefe de Morales. O índio pode ter exagerado um pouco na performance, nas momices, mas a tungada na Petrobrás foi um acordo. E isso já não é mais juízo meu: é uma confissão de Lula.

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A hora dos ruminantes
Entendi.
Lula é mesmo esperto. Se tivesse reagido a Evo Morales, teria empurrado o índio para o colo de Hugo Chávez. Como é um guia genial, calou-se quando Evo tomou a Petrobras sob baionetas e cedeu ao reajuste do gás, que nem teve um acerto diplomático. O discípulo de Pachamama veio pessoalmente cobrar a fatura, em mangas de camisa.
A torcida, até o PT não realizar o seu projeto, é livre.
Atenção: o que farei a seguir não é uma comparação de conteúdos, mas de estruturas mentais. Submetamos esse mesmo raciocínio à ascensão de Hitler.
Daladier, o francês, e Chamberlain, o inglês, achavam que não valia a pena hostilizar o celerado austríaco. Havia até gente muito inteligente — nessas horas, o que não falta é gente inteligente — que via no anticomunismo do facinoroso um aliado interessante contra a então força emergente soviética. Como os bandidos se entendem, Hitler fez primeiro um acordo com Stálin...
A nossa sorte é que, à época, havia um gorducho rancoroso e meio fedorento — excesso de uísque e charuto — que não caiu na racionália dos “inteligentes”, os mesmos que, até hoje, acham que também Stálin estava tentando ser sagaz quando fez o acordo com Hitler. O gorducho era Churchill. A “sagacidade” de Stálin está agora comprovada por documentos. Não, queridos, ele só estava tentando ser “justo” quanto fez o acordo com a Alemanha. Queria dividir o mundo em duas ditaduras. Leiam Stálin – A Corte do Czar Vermelho, de Simon Sebag Montefiore. Em alguns casos, o apelo até pode ser mais amplo: pelo amor de Deus, leiam qualquer coisa...
Ainda sempre na linha da comparação de estruturas, também são os “inteligentes” que recomendam que Bush seja “sagaz” na relação com o Irã. Sagacidade, no caso, signfica deixar que os aiatolás tenham a bomba, o que vai aproximar o mundo de um conflito nuclear “regional”. Conflito nuclear regional?

Imbecis
A imbecilidade alastrante pode inferir que estou comparando bufões de quinta categoria,como Chávez, Morales e Lula, a bufões de primeira categoria, como Hitler ou Stálin. Não estou. O que faço é denunciar um mecanismo de pensamento de que esses tontos nem mesmo se sabem caudatários e vítimas.
Além, obviamente, do puxa-saquismo e do petismo, do servilismo de sempre, estamos falando das pobres vítimas da dialética, daqueles que acreditam que o bem pode derivar do mal. No ponto extremo da delinqüência moral, poderiam dizer: “Pô, gente, o Holocausto teve de positivo para os judeus o Estado de Israel”. Lixo intelectual resulta em lixo moral.

Fala de Lula
Ademais, as glórias de Lula são cantadas ignorando-se a sua fala. Ele disse com todas as letras: sua condição de presidente diminui a sua história de sindicalista. Logo, a sua agenda anterior tem precedência também moral sobre a sua agenda posterior, determinada por seu cargo.
Volte e meia o PT fala em criar mecanismos para censurar a mídia. Não precisa. Já há quem faça o serviço por servidão voluntária.

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Pq não mandamos todos eles para colonizarem um planeta distante?

texto abaixo do Estadão:
Chávez, Fidel e MST criticam produção de etanol

Assunto é um dos principais temas da pauta de Bush em sua visita ao Brasil


CARACAS - A poucos dias da visita do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, à América Latina, os presidentes de Venezuela, Hugo Chávez, e Cuba, Fidel Castro criticaram a utilização do etanol como alternativa ao petróleo.

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) também criticou a expansão da indústria da cana na América Latina e a aproximação entre Brasil e Estados Unidos na produção de etanol.

O assunto dos biocombustíveis é um dos principais temas da pauta de Bush em sua passagem pelo Brasil, nos dias 8 e 9 de março.

Em uma conversa por telefone com o presidente cubano, na terça-feira, Chávez e Castro ironizaram a utilização de alimentos para produção de combustíveis.

“Você sabe quantos hectares de milho são necessários para produzir um milhão de barris de etanol?”, perguntou Chávez a Fidel, durante a transmissão radiofônica do programa Alô, Presidente.

“Creio que você falou outro dia em 20 milhões de hectares, algo como isso, mas me lembre”, afirmou Fidel, entre risos. Chávez confirmou a cifra, abrindo espaço para as críticas de Fidel Castro.

“Bom, a idéia de usar alimentos para produzir combustíveis é trágica, é dramática. Ninguém tem garantia de onde vão chegar os preços dos alimentos, quando a soja está se convertendo em combustível (...) é mais uma das tragédias que acontecem neste momento”, afirmou Fidel.

“Me alegro muito que você tenha levantado a bandeira para salvar a espécie. (...) Porque existem problemas novos, muito difíceis e você está como um pregador, realmente, um grande pregador, convertido em defensor da causa, o defensor da vida da espécie, e, por isso, te felicito”, disse Fidel, que conversou com Chávez durante 32 minutos.


Brasil e EUA
As críticas do governo venezuelano à produção do etanol têm marcado os discursos de Chávez na última semana. Em uma entrevista coletiva realizada no sábado, Chávez disse que é “imoral” destinar alimentos para a produção de combustível para carros.

“Um hectare de milho corresponde a 18,8 litros de etanol (...) 70% da água utilizada na agricultura é para a manutenção de monoculturas. Milhões de famílias poderiam ser alimentadas com esse milho que está sendo convertido em etanol”, criticou Chávez. “Os Estados Unidos precisam reduzir o consumo de energia, essa é a solução."

Chávez poupou o Brasil de críticas. Segundo ele, a decisão do governo brasileiro é “compreensível” considerando que apenas recentemente o país alcançou a auto-suficiência em produção petroleira.

Brasil e Estados Unidos juntos respondem por 70% da produção e consumo mundial do etanol.

Ambos os países estão negociando um padrão técnico para o etanol, o primeiro passo para a transformação do álcool combustível em uma commodity internacional, que seria negociada em bolsas de mercadorias como o petróleo ou a soja.

Para alguns analistas brasileiros, o interesse dos EUA em buscar um acordo com Brasil está relacionado ao interesse de abrir o caminho para o capital norte-americano nas usinas brasileiras, controlando assim a produção do etanol do país.


MST
Na quarta-feira, 28, o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) divulgou um manifesto assinado por vários movimentos sociais da América Latina criticando a expansão da indústria da cana na região.

“O atual modelo de produção de bioenergia é sustentado nos mesmos elementos que sempre causaram a opressão de nossos povos: apropriação de território, de bens naturais, de força de trabalho”, afirma nota à imprensa divulgada pelo MST.

O MST também fez críticas à aproximação entre Brasil e Estados Unidos sobre o etanol: “Essa é claramente uma face da estratégia geopolítica dos Estados Unidos para enfraquecer a influência de países como Venezuela e Bolívia na região.” [Thiago: AINDA BEM!!!]
Chávez diz que vai advertir Lula sobre riscos do etanol...
A BBC Brasil informa que Hugo Chávez afirmou, na Jamaica, que vai conversar com o presidente Lula sobre os riscos do etanol. “Nesse momento, há um boom do etanol, mas acho que poucos conhecemos todos os detalhes deste projeto", afirmou o coronel. E foi além: “O etanol é a salvação, segundo o presidente dos Estados Unidos, mas isso não é verdade. Peço ao Brasil e à Colômbia que utilizemos nossas terras para produzir alimentos para os 300 milhões de famintos da América Latina e Caribe." Segundo o ditador, a América Latina já tem o petróleo e o gás. E foi adiante: disse que etanol é alimento “dos carros dos ricos". Ainda segundo Chávez, “Cana-de-açúcar e milho, ou qualquer outro produto deste gênero, foram feitos para matar a fome do povo e não para alimentar carros dos americanos”. Para ele, "combustível assim (biocombustível) vai poluir o mundo e exigir muito de um dos itens vitais para o planeta: a água."

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As pessoas morrem de fome no país do infeliz, e ele vem aqui encher o saco ainda.... 😡
Lula e o seu "querido Evo"
A memória de Tio Rei o trai ou, quando o Apedeuta negociou, com a faca no pescoço, o preço do gás, foi chamado por alguns analistas isentos de grande estrategista?

É de novo a minha memória bandida que me trai, ou o Apedeuta chamava o índio de araque de “meu querido Evo”? Estaria eu enganado, ou o Babalorixá ofereceu à Bolívia uma linha de crédito do BNDES logo depois de seu “querido” ter ocupado as instalações da Petrobras com soldados do Exército?

Estou delirando, e isto não aconteceu, ou o grande líder de si mesmo da América Latina afirmava que o Brasil, como país mais rico, estava apenas ajudando um país pobre e, assim, cumprindo uma obrigação?

É uma falsa memória a que tenho, ou, até havia outro dia, a Petrobras anunciava a sua disposição de ampliar os investimentos na Bolívia?

Bem, vocês sabem: as indagações acima são apenas retóricas. Uma rápida pesquisa na Internet vai deixar claro que tudo isso aconteceu. E qual é a realidade desta terça-feira? O governo brasileiro aguarda uma resposta do governo boliviano para saber de sua disposição de, vejam só, comprar de volta as duas refinarias da Petrobras boliviana. Tudo o que parecia uma fina estratégia, agora, desmorona. O governo do índio quer pagar meros US$ 60 milhões — embora ambas tenham sido adquirida, em 1999, em leilão, por US$ 104 milhões. É formidável: uma das acusações do governo boliviano é a mesma que a esquerda brasileira faz aqui: as empresas teriam sido vendidas a preço de banana. Só que, para reavê-las, eles querem pagar pouco mais da metade do que custaram as... bananas, apesar de todo o investimento feito em oito anos. A empresa diz que entrega tudo por US$ 136 milhões.

O presidente da estatal, Sérgio Gabrielli, agora diz que o Brasil não pensa mais em investir no país do “querido companheiro” e anuncia a disposição de recorrer à arbitragem internacional se o governo boliviano tornar as coisas ainda mais difíceis. Evo já disse que o Brasil deveria simplesmente doar as duas refinarias. Por que tudo isso? No domingo, o “querido Evo de Lula” assinou um decreto que concede à estatal YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos) o monopólio da exportação do petróleo reconstituído e das gasolinas "brancas" produzidos pelas refinarias do país.

Na prática, trata-se da expropriação da Petrobras. E, parece, ficou claro que já não há mais nada a negociar.

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Na Venezuela, tanques contra a RCTV e a oposição. E comícios oficiais em defesa do governo

Leiam texto de Ruth Costas no Estadão On Line da noite de ontem.

Um clima de tensão marcou o último dia das transmissões da Rádio Caracas de Televisão (RCTV), a emissora de maior audiência da Venezuela e a única de oposição ao governo que alcança todo o território nacional. Para comemorar a substituição da RCTV por uma rede de "serviço público" financiada pelo Estado - a Televisão Venezuelana Social (TVES) - o governo organizou uma manifestação no centro de Caracas e montou pelo menos seis palcos, neste domingo, 27.

Havia música ao vivo, telões para o público assistir o início das transmissões da nova TV, às 00h15 desta segunda-feira, 28, e muita propaganda conclamando todos a se inscreverem no Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), criado para reunir todos os aliados do presidente Hugo Chávez. Ao mesmo tempo, a oposição, que no sábado, 26, reuniu milhares de pessoas para defender a "liberdade de expressão" na Venezuela, fez outra passeata em apoio à RCTV partindo de bairros de classe média de Caracas até a frente da Conatel, o órgão responsável pela administração do espectro radioelétrico no país.

"Já tomamos todas as medidas para evitar uma tentativa de sabotar a transmissão da TVES e, no caso de qualquer ação da oposição, estaremos preparados para um contra-ataque", disse o ministro das Comunicações, Willian Lara, acusando, em seguida, meios de comunicação venezuelanos de tentarem incitar o assassinato do presidente. Desde sexta-feira, quando o Tribunal Supremo de Justiça ordenou que a infra-estrutura tecnológica da RCTV fosse colocada à disposição da Conatel para garantir a transmissão da TVES, as antenas da emissora estão cercadas pela Guarda Nacional e neste domingo, Chávez acusou a oposição de convocar passeatas para "acabar com a paz da República".

No ar há 53 anos
A RCTV está no ar há 53 anos, mas o governo venezuelano se negou a renovar sua concessão para transmitir pelo canal 2, alegando que os diretores da emissora são "golpistas" e ela não teria cumprido adequadamente com seus compromissos legais e fiscais. A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), organização que agrupa os meios de comunicação privados do continente, qualificou neste domingo, 27, a decisão como um "castigo" e se mostrou preocupada pelo que considerou um "atropelo" da liberdade de expressão na Venezuela. "É evidente que se está limitando o acesso à informação com o fechamento (da RCTV). Só regimes autoritários tomam medidas como essa", disse Gonzalo Marroquín, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP. O Ministério das Comunicações venezuelano respondeu dizendo considerar "muito grave que convidados emitam opiniões sobre a política interna do país".

Para seu último dia de transmissões a RCTV preparou uma programação especial de 18 horas, chamada Um Amigo é Para Sempre. Numa emocionada despedida, atores e apresentadores da emissora lembraram suas cinco décadas de história e colocaram no ar trechos de telenovelas, humorísticos e programas de auditório veiculados ao longo desses anos. Pela tarde, a televisão também passou algumas cenas de capítulos que não foram ao ar das suas duas principais novelas - Camaleona e Mi Prima Ciela - cujos finais não serão exibidos, a menos que a televisão resolva transmitir por cabo.

O governo, por sua vez, divulgou num encarte distribuído com o jornal Últimas Notícias, (o de maior circulação no país), a grade com a programação da TEVES. A nova emissora, que terá cinco dos sete membros de sua direção indicados pelo Executivo, passará filmes, programas de turismo, séries (uma delas sobre um grupo de jornalistas), aulas de ginástica, infantis e uma novela de época produzida na Argentina, chamada Pai Coragem. O ministro das comunicações explicou que todos os programas serão comprados de produtores independentes o que, segundo ele, garantirá a "autonomia" dos conteúdos. Cerca de 7 das 24 horas de programação virão de outros países.


Por Reinaldo Azevedo
Chávez e sua elite bolivariana

Os petrodólares e a corrupção criaram uma classe
de socialistas venezuelanos que esbanja em jipes
de luxo e em viagens para Miami


Duda Teixeira, de Caracas



Jorge Silva/Reuters

Manifestação chavista em Caracas, na semana passada: falso discurso moralista contra a riqueza


VEJA TAMBÉM
Nesta reportagem
• Quadro: Os beneficiários da revolução
Exclusivo on-line
• Em vídeo: manifestações em Caracas

Durante as últimas duas semanas, na Venezuela, não se passaram dois dias sem que dezenas de milhares de estudantes protestassem contra o fechamento, pelo presidente Hugo Chávez, do canal de televisão RCTV. A tenacidade dos manifestantes em defender a liberdade de expressão em seu país deixou claro que os venezuelanos não compartilham dos planos do presidente de implantar na Venezuela o que ele chama de "socialismo do século XXI". Conforme o próprio Chávez não se cansa de repetir, seu projeto consiste em eliminar a "elite oligárquica" do país – através da expropriação de empresas privadas, da censura aos formadores de opinião e da criação de um partido único, entre outras medidas autoritárias. O que o aspirante a ditador não diz (mas todo vendedor de artigos de luxo em Caracas sabe) é que ele está apenas substituindo a tradicional elite venezuelana por outra, formada por altos funcionários públicos corruptos, sindicalistas e empresários cujo principal mérito é bajular o ditador. Na Venezuela, essa nova classe é chamada de "boliburguesia", uma alusão a duas das expressões mais usadas por Chávez: bolivariano e burguesia. A primeira palavra refere-se aos seguidores da confusa ideologia inventada pelo presidente venezuelano, que mistura a adoração ao libertador latino-americano Simon Bolívar e um socialismo à cubana.

A boliburguesia de Chávez pode ser facilmente identificada nas lojas de Caracas de duas maneiras. Primeiro, através do uso do bonezinho vermelho, peça básica do vestuário dos militantes chavistas. Segundo, pelo estranho hábito que seus integrantes têm de pagar tudo com pilhas e pilhas de dinheiro vivo. Em uma das maiores agências de viagem da capital, por exemplo, a gerente conta que foi necessário comprar uma máquina contadora de dinheiro para as vendedoras não perderem mais tempo manuseando tantas notas de bolívares, a moeda local. "Os destinos preferidos da elite chavista são, claro, Miami e Orlando, sempre em classe executiva", diz a funcionária da agência. Taí, se a idéia de Chávez é imitar Cuba, nesse particular ele conseguiu: a meca dos chavistas são os Estados Unidos. A preferência por tirar férias nesse país tão demonizado nos discursos de Chávez é cuidadosamente dissimulada por eles. Ninguém mostra o passaporte ao colega. Isso porque existe o hábito de um rasgar o visto americano do outro, em um gesto esquizofrênico de patrulhamento ideológico. "Sabemos que no socialismo o luxo é proibido, mas, sempre que entra um chavista de boné vermelho, atendemos mesmo assim", diz Ricardo Diaz, vice-diretor da Super Autos, a principal concessionária de veículos importados de Caracas. "Esse governo tem todo o dinheiro do mundo", completa Diaz. Segundo ele, a clientela mudou muito depois que Chávez assumiu o controle da PDVSA, a estatal de petróleo, em 2003. Até então, seus clientes eram pessoas conhecidas, na maioria empresários. Depois, tornaram-se freqüentes os funcionários públicos, os donos de pequenas importadoras e até ex-camelôs.



Fernando Llano/AP

Acima, estudantes e professores juntam-se para exigir direito à liberdade de expressão em protesto na semana passada, em Caracas. Abaixo, a loja Super Autos, na capital: a ostentação da burguesia estatal bolivariana contrasta com a pobreza do povo
Juan Barreto/AP


O carro preferido da elite bolivariana é o Hummer H2, de 100.000 dólares. A loja Super Autos vendeu, só neste ano, duas dezenas de unidades do modelo, a maioria para chavistas. Em março, o governador do estado de Carabobo, Luis Acosta Carlez, um expoente do chavismo e ele próprio dono de um Hummer, disse em uma entrevista na TV: "Por que nós, os revolucionários, não temos o direito de ter um Hummer? Se ganhamos dinheiro, podemos comprar". Os venezuelanos já apelidaram os petrodólares dos socialistas do governo de dinheiro rojo, rojito – "vermelho, vermelhinho", em espanhol. A fortuna dos apoiadores de Chávez, no entanto, não vem sem custo para o povo venezuelano, que já sofre com a criminalidade crescente (os homicídios triplicaram), o desemprego de 13% e a inflação de 20% ao ano. A riqueza súbita dos chavistas se explica pela estrutura criada pelo presidente para permitir que seus partidários se beneficiem de sua permanência no poder. Quem apóia Chávez é premiado com a possibilidade de lucrar, de maneira lícita ou não.

Uma maneira "limpa" de enriquecer na Venezuela hoje, por exemplo, é abrir uma importadora e cair nas graças da nomenklatura chavista. Desde que Chávez assumiu, a produção industrial caiu a níveis inferiores aos de dez anos atrás. Isso fez com que as importações crescessem – inclusive para atender a uma economia aquecida pelo aumento no preço do petróleo, o principal produto de exportação venezuelano. Importação, portanto, é um dos negócios mais lucrativos na Venezuela hoje. Para sobreviver nesse setor, no entanto, os empresários precisam de autorização do governo para comprar dólares – e Chávez escolhe pessoalmente os privilegiados nesse esquema, em geral por critérios políticos. A outra maneira utilizada pela elite bolivariana para enriquecer, a ilícita, é regida pela completa falta de transparência do estado chavista. De todos os contratos firmados pelo governo, por exemplo, 95% são feitos em caráter emergencial, sem licitação. "Não existe contratação de obra pública hoje, na Venezuela, em que não haja superfaturamento", diz Eleazar Díaz Rangel, diretor do jornal Últimas Notícias, o maior da Venezuela e pró-governo. Na prática, portanto, o presidente venezuelano está tentando expulsar do país uma elite produtiva que cria empregos – como é o caso dos donos da RCTV e dos administradores do Hilton Caracas, hotel que vai ser nacionalizado em agosto – e pôr no lugar uma elite inepta e parasita, formada por aduladores presidenciais.
O brasil perde essa copa américa. E perde feio.

Mas tinha que dar um cacete no mínmo na venezuela....

No Estadão de hoje

Chávez não se contém e provoca o Brasil até no futebol
Presidente venezuelano garante vitória de sua seleção sobre brasileiros

BARINAS, Venezuela - Provocador como sempre, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, não se atém somente à esfera política nas cutucadas em que dá contra o Brasil. Nesta quarta-feira ele afirmou que a seleção de seu país vencerá a equipe comandada pelo técnico Dunga.

"Venceremos o Brasil", disse Chávez na cidade de Barinas, capital do estado de mesmo nome - onde ele nasceu -, que receberá dois jogos: um pelo grupo C da primeira fase, entre Paraguai e Estados Unidos - ironicamente, país governado por seu maior desafeto, George W. Bush - e um das quartas-de-final.

É a primeira vez que a Venezuela será palco da Copa América nos 90 anos de história da competição.

O governante venezuelano comentou que, embora não jogue futebol, gosta muito de assistir ao esporte. "Gosto muito de jogar beisebol, mas prefiro ver futebol", explicou Chávez utilizando o costumeiro populismo, pois mesmo fazendo juras de amor pelo esporte, ainda não sabe se verá alguma partida da Copa América.
Leio no Valor que os venezuelanos, maravilhados com a eficiência da economia socialista, maravilhados com o novo Homem e a Nova Aurora, fazem quantas viagens possível para Aruba, estouram o cartão de crédito em fichas de cassino, voltam à Venezuela com dólares trocados o suficiente para pagar o cartão em bolívares na cotação oficial (menos da metade da certa, do mercado negro), mais a viagem. De 5k, conseguem ficar com 2.3k, pra não ter o poder de compra corroído.

O bom é, que do jeito que as coisas vão, o próximo soluço do petróleo pode desestabilizar muito o Chapolim Colorado, o herói dos miolo-moles.
Chávez ameaça fechar escolas particulares 😤
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ameaçou fechar as escolas particulares do país caso não adotem a ideologia socialista do governo. Chávez afirmou que todas as escolas deverão adotar ainda neste ano um novo currículo que, segundo ele, vai ajudar a desenvolver valores de cooperação e solidariedade.
O presidente disse que a reforma na Constituição proposta por ele (ainda em fase de aprovação pela Assembléia Nacional da Venezuela) reconhece a existência de escolas particulares, mas que elas devem adotar o novo sistema educacional socialista.

Chávez também afirmou que o sistema de educação privado é baseado em valores capitalistas e organizado de maneira a negar educação para o povo. Segundo o presidente venezuelano, a educação foi ignorada pelos governos anteriores.

Muitos pais de alunos, no entanto, temem que o novo currículo seja uma forma de doutrinação de seus filhos. Na cerimônia de inauguração de uma nova escola no primeiro dia letivo do ano acadêmico, Chávez falou sobre seu ideal de educação, baseado em aprender a criar, viver em sociedade e refletir.

O presidente disse ainda que governos anteriores também promoveram sua própria ideologia. "Eles nos ensinaram a admirar Cristóvão Colombo e o Super-Homem", afirmou. "A educação baseada na ideologia capitalista destruiu valores", disse Chávez.

BBC Brasil
Que lixo deve ser viver na Venezuela.... e olha que quem está falando isso é um Brasileiro 💩

Se isso ameaçar acontecer aqui vou virar vizinho do Mends no Canadá 👍 👍
Será um imenso prazer! 👍 👍

Vamos introduzir a costela assada de alce com maple syrup!!! 🤣 🤣
e pra fechar com chave de ouro:

Lula vai oferecer Brasil para reunião entre Chávez e as Farc

Brasília, 19 set (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai sugerir nesta quinta-feira ao seu colega da Venezuela, Hugo Chávez, que considere o Brasil como possível sede para um encontro com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), anunciou hoje o porta-voz presidencial.

O porta-voz oficial Marcelo Baumbach revelou detalhes da reunião entre Lula, Chávez e o presidente equatoriano, Rafael Correa, nesta quinta-feira, em Manaus. Ele afirmou que o Brasil se oferecerá como sede para as negociações sobre a libertação de 45 reféns das Farc.

Baumbach antecipou que o Governo brasileiro "já ofereceu a possibilidade de um encontro entre as Farc e Chávez em território brasileiro".

"O presidente Lula apóia o esforço de mediação do presidente Chávez e confia nele Chávez como mediador", acrescentou.

Chávez, após uma recente reunião com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, assumiu o papel de mediador entre o Governo da Colômbia e as Farc.

O líder máximo da guerrilha, Pedro Antonio Marín, conhecido pelos pseudônimos de Manuel Marulanda e Tirofijo, aceitaria um encontro com Chávez em território colombiano. Mas Uribe é contrário à idéia e exige que a reunião se realize no exterior.

O governante venezuelano se reunirá com o porta-voz das Farc, Raúl Reyes, no dia 8 de outubro, provavelmente em Caracas, segundo a senadora colombiana Piedad Córdoba.

Em Manaus, Lula, Chávez e Correa discutirão projetos de integração regional no setor energético, a criação do Banco do Sul e a adesão da Venezuela ao Mercosul, que enfrenta oposição no Congresso.
Socialismo bolivariano: Venezuela é o país mais corrupto da América do Sul
Por Fabiano Maisonnave, na Folha desta quinta:

Para um estrangeiro, é fácil ver a corrupção na Venezuela. No aeroporto internacional Simon Bolívar, em meio à presença ostensiva de soldados, carregadores oferecem a troca de dólares por bolívares no câmbio paralelo. A operação, ilegal, é feita em cantos menos movimentados do prédio. A primeira impressão tem sido confirmada pelas pesquisas. O país voltou a aparecer no ranking da ONG Transparência Internacional como o país mais corrupto da América do Sul. A Venezuela despencou 24 postos com relação ao ano anterior, passando da posição 138 à 162, de um total de 180 países.O ex-diretor do BC venezuelano Domingo Maza Zavala diz Hugo Chávez agravou o problema: "Ele apregoa o socialismo e a doutrina bolivariana como exemplos de moral e honestidade, mas na prática ocorre o contrário". Para ele, a corrupção do funcionalismo é clara: "A quantidade de veículos de luxo, casas, iates, aviões, tudo é sinal claro de que dispõem de recursos importantes. Mas a remuneração é modesta".
Desmoralizado, Chávez agora ataca o colonizador
Vocês já devem ter lido, né? Mas vamos lá. Da Agência Efe. Volto em seguida:

Ignorando os apelos do governo espanhol para colocar panos quentes no seu recente embate com o rei Juan Carlos, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou nesta terça-feira, 13, que ninguém pode querer fazer com que os latino-americanos não digam o que querem.

"Há 500 anos, veio a ordem da Madri imperial aos indígenas originais da América Latina: 'Calem-se'. Eles se calaram, mas quando lhes cortaram as gargantas", afirmou, numa clara alusão às palavras do rei Juan Carlos, que no domingo pediu que o presidente se calasse.

"Só assim os calaram. Os esquartejaram, os picaram em pedaços e colocaram suas cabeças em estacas na entrada dos povoados. Esse foi o império espanhol aqui!", disse o governante, perante correspondentes estrangeiros na sede do governo.

"Me estranha que haja gente que se aborrece 500 anos depois", quando se fala de "desastre da conquista" espanhola na América Latina e a "exploração e enriquecimento" dos países ricos a custa dos países pobres, acrescentou Chávez.

Durante seu discurso perante a imprensa estrangeira, prévia à rodada de perguntas, o governante não mencionou o Rei Juan Carlos, e só falou superficialmente sobre a Cúpula ibero-americana realizada no fim de semana passado em Santiago do Chile.

O encontro de líderes da América Latina e representantes dos governos de Espanha e Portugal terminou com um bate-boca entre Chávez, o rei Juan Carlos e o primeiro-ministro espanhol, José Luiz Zapatero. Em seu discurso, o presidente venezuelano chamou o ex-premiê espanhol de "fascista", o que levou a uma reação inesperada do rei Juan Carlos - "porque você não se cala?", disse o rei. Chávez asseverou que os latino-americanos são obrigados a dizer sua verdade, a expressar sua moral histórica, e ninguém pode pretender que não se diga que eles são.

O presidente, impulsor do socialismo do século XXI, declarou que lhe dá "asco ouvir um latino-americano, e sobretudo presidente", dizer que na América Latina não houve um processo de "conquista" que acabou com sua cultura original."Por isso eu respondi, Como que não?", disse Chávez para a imprensa estrangeira, voltando a repetir sua condenação do "imperialismo" que, disse, saqueou e "ainda saqueia" não só a América Latina, mas também a África e os países asiáticos. "Não é que lhe joguemos toda a culpa de nossos males a fatores eternos, mas boa parte de nossos problemas sociais se devem a fatores externos", disse Chávez.

Voltei
Opa! Nem vem. Sou latino-americano, e Chávez não fala por mim. Ao contrário: eu apóio é o rei. Essa conversa do bufão é o papo-furado de sempre da esquerdopatia latino-americana, que ainda culpa o colonizador pelos desastres fabricados pelos contemporâneos.

Essas coisas são sempre muito curiosas. Repararam que, quando se trata de explicar por que os EUA são quem são, também se apela ao passado, às suas origens? “Ah, o protestantismo fez uma sociedade mais apegada à letra da lei”. “Vocês sabem: o calvinismo é menos tolerante com os desvios individuais”...

Entenderam o truque? Os americanos estão por cima, mas as virtudes são alheias, e os latino-americanos estão por baixo, e as culpas também são alheias. Com a ligeira diferença de que a cultura americana não é autocomplacente com os seus defeitos, e a latino-americana é.

Imaginem só: mais de 500 anos depois, um discurso contra o... colonizador europeu! E os europeus, por sua vez, devem culpar quem?


Por Reinaldo Azevedo
Na sua coluna desta semana, Diogo Mainardi lembra alguns feitos notáveis da Venezuela de Hugo Chávez. Segue um trecho.

Mata-se tanto na Venezuela que Hugo Chávez já está matando até os fantasmas de 200 anos atrás. Simon Bolívar morreu de tuberculose. Hugo Chávez afirmou que isso é mentira. Para ele, Simon Bolívar foi assassinado. Como um Marty McFly bolivariano, Hugo Chávez fez uma viagem no tempo, no carro cafajeste de um cientista aloprado, e passou a modificar o passado. Ele disse:
– Se for preciso mover céus e terras para provar a verdade, eu o farei.
A verdade é outra. Ninguém assassinou Simon Bolívar. Quem morre assassinado na Venezuela é a sua gente. Aquela mesma gente que, em grande parte, apóia Hugo Chávez. Nos últimos anos, durante o regime chavista, Caracas tornou-se a cidade mais violenta da América Latina. Tem 107 assassinatos para cada 100.000 habitantes. Ganha do Recife. Ganha de Maceió. Olha que é duro ganhar do Recife e de Maceió. O ano de 2006 foi o mais sangrento da história da Venezuela. E 2007 está sendo ainda pior. Nos nove primeiros meses do ano, houve 9 568 assassinatos no país, 852 a mais do que no mesmo período de 2006. Pegue a calculadora. Regra de três. Resultado: ocorreu um aumento de 9,7% no número de assassinatos de um ano para o outro. Entre 1998 e 2006, a taxa de homicídios em Caracas subiu 68%. No estado de Táchira, o aumento foi de 418%.
Chávez quer programa nuclear “pacífico como o do Irã”
Da AFP. Volto depois:

A Venezuela “vai começar a desenvolver energia nuclear com fins pacíficos, como o Brasil está fazendo, como a Argentina está fazendo”, declarou ontem o presidente venezuelano, Hugo Chávez, em entrevista à TV France 24. Chávez se referiu à questão nuclear ao ser questionado sobre seu apoio ao Irã, que ele pretende visitar nos próximos dias. Os EUA e alguns de seus aliados ocidentais acusam o Irã de estar usando seu programa nuclear para desenvolver armas atômicas. “Eu, particularmente, exijo respeito para o Irã. Não creio que o Irã esteja construindo uma bomba atômica. Há anos venho viajando a Teerã e o Irã está desenvolvendo energia nuclear com fins pacíficos”, afirmou Chávez. “Tal como o Irã, a Venezuela vai começar a desenvolver também a energia nuclear com fins pacíficos”, disse.

Voltei
Pois é. Chávez diz querer um programa nuclear tão pacífico quanto o do Irã no dia em que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) da ONU deixa claro que os aiatolás continuam a desafiar o Conselho de Segurança. Segundo o relatório, o país já possui 3 mil centrífugas, o que lhe permite produzir urânio enriquecido em escala industrial, o que diminui o tempo para que venha a ter a bomba atômica. Esse é o programa nuclear pacífico que Chávez usou como exemplo a ser seguido. É claro que o palhaço está lançando uma nova provocação, que não é irrelevante. Dinheiro para fazer lambança, o petróleo lhe dá. O fanfarrão está pedindo para sair...


Por Reinaldo Azevedo
Chávez agora quer nome, endereço e telefone de funcionários de emissora
Na Folha deste domingo:

O governo Hugo Chávez solicitou na noite de anteontem que a emissora de TV oposicionista Globovisión forneça uma lista completa de seus funcionários, com foto, endereço residencial, números de telefone e de placa de veículos. A justificativa é que as informações são necessárias para dar segurança ao canal, como prevê resolução da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA. O pedido, assinado pelo chefe da Direção Geral dos Serviços de Inteligência e Prevenção (Disip), Henry Rangel, e colocado no site da emissora, é uma resposta à solicitação do canal por reforço da segurança, sob o clima de tensão ante o referendo sobre a proposta de reforma constitucional, no próximo dia 2.
(...)
A sede da emissora, o único canal de TV venezuelano abertamente oposicionista, foi alvo de um protesto chavista na quinta-feira à noite. Os manifestantes picharam as paredes externas com dizeres a favor da reforma constitucional. "Sim à autonomia, sim à América Latina, sim à pátria, sim à reforma de dezembro", dizia uma frase
O fim da farsa do tirano com os narcoguerrilheiros
O ditador Hugo Chávez não tem mais o consentimento do governo da Colômbia para negociar com os narcoguerrilheiros das Farc. O presidente Álvaro Uribe pôs fim à folia. E fez muito bem. O tirano já estava falando diretamente com militares das Forças Armadas colombianas. Ele dizia tentar a libertação de 40 reféns que estão em poder dos bandoleiros.

Estava nada. O que Chávez fazia era conferir dignidade aos narcotraficantes como se constituíssem uma força que merecesse o respeito da comunidade internacional. Enquanto a “negociação” prosseguia, as Farc continuam matando e seqüestrando na Colômbia.

Escreve Lourival Sant’Anna no Estadão de hoje: “O protagonismo que essa mediação foi dando às Farc lhes estava conferindo, na prática, o status de força beligerante”, analisou Alberto Garrido, especialista venezuelano em assuntos militares. Desde governos anteriores, a Colômbia evita conceder tal status à guerrilha, que lhe conferiria um caráter político e lhe daria direitos no âmbito da Convenção de Genebra. Garrido não via futuro nessa negociação, que esbarraria, por exemplo, na troca de quatro reféns americanos por dois presos nos EUA. Washington considera as Farc um grupo terrorista, e descarta a possibilidade de negociações.”


Por Reinaldo Azevedo
Pronto.

agora temos mais um oficialmente querendo ficar eternamente 😈 no poder.... Agora o Equador.... brincadeira este continente..... 😞
É...

Equador empossa Constituinte governista
(trecho de matéria em folha.uol.com.br/folha/mundo)

O governo do Equador empossa hoje na pequena cidade de Montecristi (sudoeste) sua todo-poderosa Assembléia Constituinte, cujos 130 membros redigirão a 20ª Carta Magna do país no rastro de uma década de instabilidade. A expectativa é que a assembléia ordene o fechamento do Congresso a qualquer momento, numa morte anunciada que os parlamentares ainda tentam evitar.

A nova Constituição foi uma das bases da campanha eleitoral do presidente do Equador, Rafael Correa, que se tornou neste ano o oitavo governante do país em dez anos. Desde a vitória, Correa propõe que o Congresso unicameral seja interrompido durante a redação da Carta. O referendo que aprovou a Assembléia, em abril, teve quase 80% dos votos favoráveis à proposta.

"Se agora não conseguirmos mudar radicalmente o país pela via pacífica, da próxima vez as pessoas vão mudá-lo de forma violenta", disse Correa ontem.
Uribe-Farc: um caso escandaloso de moral invertida
Leiam nos jornais de hoje, no Brasil e mundo afora, o que é chamado de “pressão” sobre Álvaro Uribe para que tente encontrar uma solução para os seqüestrados que estão em poder dos narcoguerrilheiros das Farc. Leiam as notícias na sintonia fina: é indisfarçável um certo tom de animosidade com o presidente da Colômbia. Censura-se o que teria sido a sua decisão intempestiva de pôr um fim à suposta mediação que vinha sendo feita por Hugo Chávez. Mediação? O bufão tinha atropelado Uribe e discutia questões internas com os militares do país vizinho. Que chefe de estado suportara tal ingerência?

O que acho curioso é que Uribe é tratado como um intransigente. Até parece que as Farc têm uma pauta de reivindicações razoável e que os seqüestrados são mesmo moeda de troca legítima. Não! O mundo precisa ter claro que o procedimento daqueles bandidos é inaceitável. E, notem, por incrível que pareça, isso não está evidente no noticiário, não. A mãe de Ingrid Betancourt — e se compreende o seu desespero — está servindo de peça de propaganda involuntária da guerrilha e de Hugo Chávez.

É indecente que tantas palavras azedas tenham sido escritas contra Uribe, mas nenhuma contra a guerrilha. Ainda que sua pauta de reivindicações fosse justa — e ela não é —, seus métodos são inaceitáveis. E, no entanto, não se lê uma só censura aos companheiros do PT no Foro de São Paulo. O próprio governo brasileiro trata a questão como se fosse uma contenda entre forças legítimas. Reitero: que Lula tenha sucesso na intervenção. Afinal, seu partido divide o mesmo foro com aqueles bandoeleiros, não é?



Por Reinaldo Azevedo
Governo de Evo põe Exército em alerta

Às vésperas da planejada declaração de autonomia de quatro regiões da Bolívia, o governo boliviano decretou estado de alerta nas Forças Armadas e centenas de policiais começaram a tomar posições no Departamento (Estado) de Santa Cruz. O objetivo, segundo o ministro de Defesa, Walker San Miguel, é defender a propriedade pública e privada nessas regiões, comandadas pela oposição.

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Os Departamentos de Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando pretendem declarar autonomia em relação a La Paz amanhã. A idéia é que essas regiões tenham mais controle sobre impostos e recursos naturais. A demanda é uma reivindicação antiga desses departamentos. Os quatro resolveram tomar medidas drásticas depois que parlamentares governistas aprovaram uma nova Constituição para o país utilizando uma polêmica manobra política no domingo.

A nova Carta reconhece as autonomias departamentais, mas também fala em autonomias indígenas, municipais e regionais, sem ser específica sobre nenhuma delas - o que, para os líderes regionais, significa que não haverá nenhuma mudança na prática.

Autoridades de Santa Cruz discutiam ontem os últimos detalhes do estatuto de autonomia - espécie de Constituição regional - que será apresentado no sábado à população. Para dar legitimidade ao documento, o presidente da Assembléia Autonômica, Pablo Kinsky, disse que serão coletadas assinaturas para convocar um referendo. Até ontem, alguns líderes regionais diziam que a aprovação seria feita amanhã mesmo, num "cabildo" - reunião de milhares de pessoas, que aprovam o texto por aclamação.

Em La Paz, Evo qualificou o estatuto de "ilegal". Beni, Pando e Tarija já têm preparados documentos semelhantes. Todos eles ampliam os poderes dos governos regionais, que poderão administrar seu próprio orçamento e estabelecer políticas nas áreas de educação, cultura e saúde, entre outras atribuições. Em Santa Cruz, o estatuto também prevê uma polícia própria, que atuaria em cooperação com a nacional. Hoje todas as forças de segurança do país são subordinadas a La Paz.

(texto original completo em estadao.com.br e mapa retirado de vincetmanu.com)
o Brasil vai ganhar 3 Estados novos então}????? a Petrobrás instalada na Bolívia volta a ser brazuca???? 👍 😁 👍 😁 👍 😁 🤣 🤣 😛