Mandei um e-mail falando do Water Bank of America e o uso comercial da água. O tal Water Bank é uma empresa fundada por irmãos canadenses. Mais informações no site da Exame que também fala do índice World Water Index, da agência Bloomberg, com rendimento médio superior ao das companhias de petróleo e gás que compõem o índice das 500 da Standard & Poor's.
Pois bem. Mas será que a água vai render muito mesmo no futuro próximo? Vai se tornar mais escassa mesmo? Parece que atualmente, controlar o uso da água já significa deter poder. Em regiões onde a situação de falta d'água já atinge índices críticos de disponibilidade, como nos países africanos, onde a média de consumo de água por pessoa é de dez a quinze litros/pessoa. Já em Nova York, há um consumo exagerado de água doce tratada e potável, onde um cidadão chega a gastar dois mil litros/dia!
Por outro lado, a América Latina é a região em desenvolvimento que está mais perto de alcançar antecipadamente o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio sobre o acesso à água potável e ao saneamento básico, afirma um relatório publicado pela Unicef no último semestre.
O estudo indica que o número de pessoas que não tem acesso à água adequada para consumo caiu de 74 milhões para 50 milhões entre 1990 e 2004, o que representou um aumento da cobertura de 83% para 91%. A população latino-americana com acesso ao saneamento básico aumentou de 68% para 77% no mesmo período, o que significa que 127 milhões de pessoas passaram a se beneficiar desse serviço. Mas, para alcançar a meta, é necessário que outros 103 milhões (10 milhões por ano) tenham acesso até 2015.
Vivemos num mundo em que a água se torna um desafio cada vez maior sim ou não?
Recursos naturais
Discussão (29 respostas)
do índice World Water Index, da agência Bloomberg, com rendimento médio superior ao das companhias de petróleo e gás que compõem o índice das 500 da Standard & Poor's.
Wow, take it ease, duude...(quem quer investir em água só pode ser bicho grilo gringo)...esse seu argumento não pode ser "jogado" simplesmente:
a) Pela Lei dos Grandes Números, isso indicaria, FOSSEM COISAS COMPARÁVEIS, que gás e petróleo estão baratos. Então, do ponto de vista do investidor, é um negócio ruim, na medida em que ou já está totalmente precificado, ou está overpriced.
b) Não são coisas comparáveis. Mesmo dentro de um mercado medianamente eficiente (onde só inside information dá vantagem competitiva em termos de investimento), há partições das Bolsas Americanas com eficiência informacional menor (estou assumindo que o índice Bloomberg está negociado inteiramente na NYSE, que é onde se mede o S&P 500, nas mesmas condições de liquidez média, inclusive. Como vê, premissas fraquíssimas). Eficiência informacional menor, em um modelo racional, faria com que essa partição "treidasse" com desconto. Em um modelo comportamental, dá margem ao overprice. Em suma, o argumento não serve pra nada.
c) Mas, tuuudo bem: se até "money managers" inventam S&P 500 como benchmark pro ROI de se investir numa pizzaria no bairro, vc está perdoado. Assumamos que sim, é "benchmark". O S&P 500, por ser o índice mais representativo do que se denomina "mercado" (e, logo, tem toda a diversificação que você consegue comprar de maneira econômica, ie, a diminuição marginal do risco do portfolio ainda compensa o custo marginal de adição de ativo ao portfolio), é o ativo de menor risco possível, dentre os ativos arriscados (pergunta de 1,000,000: é mais fácil o governo americano, que emite os risk free assets, os t-bonds/bills) dar default ou todas as empresas do S&P 500, que treida com prêmio em cima dos risk free, falirem? Resumindo: se definirmos risco pelo que ele é, perder dinheiro, e não pela sua representação matemática, a variância dos retornos esperados, o que é menos arriscado?), o mesmo não se pode dizer de um "índice de empresas de ovo-frito", porque a diversificação é menor. Diversificação diferente = níveis de riscos diferentes. Deve-se normalizar pelo risco - se vc achar o Índice de Sharpe dos dois portfolios, aí sim pode comparar - coisa que os índices não estão. Portanto, incomparáveis.
Parece que atualmente, controlar o uso da água já significa deter poder. Em regiões onde a situação de falta d'água já atinge índices críticos de disponibilidade, como nos países africanos, onde a média de consumo de água por pessoa é de dez a quinze litros/pessoa.
Não me parece ATUAL. Isso sempre houve. Controlar suprimentos de água sempre foi importante, desde a Antiguidade.
Já em Nova York, há um consumo exagerado de água doce tratada e potável, onde um cidadão chega a gastar dois mil litros/dia!
Malditos gringos capitalistas que exploram os pobres africanos que morrem de sede!!! O fato de serem um país rico, que pode arcar com custos de prospecções de água cada vez mais altos, em lugares cada vez mais afastados dos centros consumidores, com governo estruturado etc etc certamente nada tem a ver com isso. É o zimperialisms...
Por outro lado, a América Latina é a região em desenvolvimento que está mais perto de alcançar antecipadamente o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio sobre o acesso à água potável e ao saneamento básico, afirma um relatório publicado pela Unicef no último semestre.
UN = Porcaria, porque:
a) metas desenhadas para serem alcançadas (uma semi-meta definida, em polijuniorês)
b) necessita de cenários catastrofistas que justifiquem sua intervenção e monitoramento supra-nacional e autoritário.
O estudo indica que o número de pessoas que não tem acesso à água adequada para consumo caiu de 74 milhões para 50 milhões entre 1990 e 2004, o que representou um aumento da cobertura de 83% para 91%. A população latino-americana com acesso ao saneamento básico aumentou de 68% para 77% no mesmo período, o que significa que 127 milhões de pessoas passaram a se beneficiar desse serviço. Mas, para alcançar a meta, é necessário que outros 103 milhões (10 milhões por ano) tenham acesso até 2015
Análise de Elevador - subiu, desceu - não diz nada sobre fenômeno nenhum. Só que indicadores cujo nível de agregação de informação você desconhece subiram ou desceram.
Vivemos num mundo em que a água se torna um desafio cada vez maior sim ou não?
hmmmmmmmm, não (com a voz do Homem Aranha dos Sobrinhos do Ataíde). Vivemos num mundo onde a pobreza de algumas nações leva a uma escassez cada vez maior de tudo, até de água. O problema é a pobreza, não a água.
E de lambuja, te dou um argumento "banânico" pra te dizer que, como investimento, é piada: onde estão as maiores reservas de água doce? nos países subdesenvolvidos. o que garante "vantagem competitiva" pras empresas exploradoras, mesmo que estrangeiras? a posse da reserva, o que implica em...direitos de propriedade, que são a coisa menos garantida nas bananalândias do mundo. ah, isso sem esquecer do "natural resources curse": com raras excessões, geralmente de países que já tinham a economia mais complexa e da Noruega, mas a Noruega não conta, não há país que tenha ficado rico explorando recursos naturais. não há. é só ver a opep e contar os ricos, olhar o mapa e vê quem produz diamente, cobre etc.
Não me parece ATUAL. Isso sempre houve. Controlar suprimentos de água sempre foi importante, desde a Antiguidade.
Ok. Sempre houve mesmo. Que digam os antigos egípcios, e os antigos mesopotâmicos, e...
Vivemos num mundo onde a pobreza de algumas nações leva a uma escassez cada vez maior de tudo, até de água. O problema é a pobreza, não a água.
Sim. O Brasil é um dos paises mais ricos do mundo em termos de reservas hídricas, com mais de 13% da água doce disponível no planeta, a maior área úmida continental do mundo (Pantanal), as mais extensas florestas alagadas (Amazônia), além de fauna aquática rica. Mas a distribuição dentro do país é problemática, temos poluição (em São Paulo, 70% da poluição das águas é de origem doméstica!), falta de saneamento (maioria das internações hospitalares são causadas por doenças relacionadas à água), e disperdício (uns 40% entre a produção e os domicílios vai pro ralo).
(fonte dos dados estatísticos: WWF.org.br/natureza_brasileira)
Aliás, já que começou a moda de reciclagem de lixo, será que não é interessante financeiramente criar uma de cuidado com o uso doméstico da água?
Outra coisa: e a despoluição do Tietê e Pinheiros, a quantos anda? Um dia o AF vai poder mesmo andar de jetski no Pinheiros?
controle bom é aquele que dói no bolso: cobre mais pela água usada em horário de "pico", cobre mais pelo 10 minuto de água que pelo primeiro, cobre mais por vazão distante da média histórica ou da média da região, mas penalize no bolso. Só não me venha com coisas do tipo "dê menos descarga", que isso é ridículo...
sobre despoluição, não tenho conhecimento nenhum pra opinar sobre isso...
sobre despoluição, não tenho conhecimento nenhum pra opinar sobre isso...
O Painel Intergovernamental para a Mudança Climática (IPCC) divulgou em Paris, nesta sexta-feira, o mais completo panorama científico elaborado até agora sobre as alterações no clima do planeta. O documento, que deve servir de parâmetro para os líderes mundiais, prevê uma elevação de temperatura de 1,1º C a 6,4º C até 2100.
Segundo o Relatório Stern, um documento divulgado em outubro pelo principal economista do governo britânico, Nicholas Stern, uma elevação de temperatura no centro dessa faixa - por volta de 3º C - poderá acarretar secas na Europa, falta de água para até 4 bilhões de pessoas e milhões de novos casos de desnutrição.
(texto completo em estadao.com.br/ext/especial/extraonline/especiais/aquecimento)
E agora, homem aranha?
🤔
Segundo o Relatório Stern, um documento divulgado em outubro pelo principal economista do governo britânico, Nicholas Stern, uma elevação de temperatura no centro dessa faixa - por volta de 3º C - poderá acarretar secas na Europa, falta de água para até 4 bilhões de pessoas e milhões de novos casos de desnutrição.
(texto completo em estadao.com.br/ext/especial/extraonline/especiais/aquecimento)
E agora, homem aranha?
🤔
Caraca, como qui devo di ixpricá proceis....
ESSAS PORRAS SÃO CATASTROFISMOS QUE SERVEM APENAS PARA JUSTIFICAR ORGANISMOS METANACIONAIS!!!!!!!! 😡 😡
EM 31 ANOS NESTA "INDÚSTRIA VITAL", O MUNDO JÁ ACABOU POR CAUSA DO BURACO DE OZÔNIO CAUSADO PELAS EMBALAGENS DO MCDONALDS, POR CAUSA DO EBOLA, DA GRIPE AVIÁRIA (GRAÇAS A DEUS NENHUM FRANGO ESPIRROU NA MINHA CARA), DA REENGENHARIA, DO CAPITALISMO, DA OPEP, DA RÚSSIA, DOS EUA, DOS BUSHES (BOBI-PAI E BOBI-FILHO)...
Duvido alguém me provar que um suposto aumento na temperatura média do planeta é, com grau de certeza acima de 60%, CAUSADO por intervenção humana. NÃO TEM LÓGICA, não tem como isolar as outras variáveis que possam influenciar no clima, ainda mais assumindo o meio ambiente como um sistema complexo em equilíbrio instável.
O raciocínio me parece mais ou menos o seguinte: "hmmmmm, a temperatura mudou 3 graus. O que tem hoje que não tinha há 300 anos, hein, hein?"
ESSAS PORRAS SÃO CATASTROFISMOS QUE SERVEM APENAS PARA JUSTIFICAR ORGANISMOS METANACIONAIS!!!!!!!! 😡 😡
EM 31 ANOS NESTA "INDÚSTRIA VITAL", O MUNDO JÁ ACABOU POR CAUSA DO BURACO DE OZÔNIO CAUSADO PELAS EMBALAGENS DO MCDONALDS, POR CAUSA DO EBOLA, DA GRIPE AVIÁRIA (GRAÇAS A DEUS NENHUM FRANGO ESPIRROU NA MINHA CARA), DA REENGENHARIA, DO CAPITALISMO, DA OPEP, DA RÚSSIA, DOS EUA, DOS BUSHES (BOBI-PAI E BOBI-FILHO)...
Duvido alguém me provar que um suposto aumento na temperatura média do planeta é, com grau de certeza acima de 60%, CAUSADO por intervenção humana. NÃO TEM LÓGICA, não tem como isolar as outras variáveis que possam influenciar no clima, ainda mais assumindo o meio ambiente como um sistema complexo em equilíbrio instável.
O raciocínio me parece mais ou menos o seguinte: "hmmmmm, a temperatura mudou 3 graus. O que tem hoje que não tinha há 300 anos, hein, hein?"
Já sabia que você iria responder assim.
😁
Você deve gostar da opinião do jornalista britânico e ex-assessor da Margaret Thatcher, Christopher Monckton. Ele reconhece que existe consenso científico em torno de alguns pontos básicos relacionados ao aquecimento global mas afirma que questões importantes, como o tamanho do aquecimento, e quanto será causado pela atividade humana, continuam em aberto.
Já o diretor do Observatório Astronômico de São Petersburgo, Khabibullo Abdusamatov diz que o aquecimento global é resultado da elevada e prolongada atividade solar que aconteceu na maior parte do século passado. O russo afirma também que a atividade industrial não influencia de forma determinante no clima do planeta, que ao longo dos séculos passou por períodos de aquecimento e esfriamento.
Aliás, por falar em consumo de recursos naturais, reencontrei o link pro teste Earth Day Fooprint, aquele que fala quantos planetas seriam necessários se todos gastassem o mesmo tanto: ecofoot.org
😁
Você deve gostar da opinião do jornalista britânico e ex-assessor da Margaret Thatcher, Christopher Monckton. Ele reconhece que existe consenso científico em torno de alguns pontos básicos relacionados ao aquecimento global mas afirma que questões importantes, como o tamanho do aquecimento, e quanto será causado pela atividade humana, continuam em aberto.
Já o diretor do Observatório Astronômico de São Petersburgo, Khabibullo Abdusamatov diz que o aquecimento global é resultado da elevada e prolongada atividade solar que aconteceu na maior parte do século passado. O russo afirma também que a atividade industrial não influencia de forma determinante no clima do planeta, que ao longo dos séculos passou por períodos de aquecimento e esfriamento.
Aliás, por falar em consumo de recursos naturais, reencontrei o link pro teste Earth Day Fooprint, aquele que fala quantos planetas seriam necessários se todos gastassem o mesmo tanto: ecofoot.org
Os doidos do aquecimento global
Depois, escrevo um pouco mais sobre o assunto. Estou muito cansado. O relatório da ONU sobre o aquecimento global (veja nesta página) detonou um surto de escatologias. Vivemos um período semelhante àquele que antecedeu o ano mil. O mundo vai acabar!!! O nível dos oceanos se elevará entre 17 cm e 1,5 m, as pessoas não estão bem certas. A variação é de 880%. Anteontem, vi um esquisitão na televisão que dizia: “Se fecharmos agora todas as indústrias (???), demorará mil anos para a terra voltar a ser o que era”. Ele garante que, em mil anos, não haverá um meteorito? Ele quer que a Terra volte a ser o que era quando? Ah, é claro que eu também voto contra o aquecimento global. Mas esse troço está virando uma igreja antes de ter um Evangelho.
http://www.reinaldoazevedo.com.br
Depois, escrevo um pouco mais sobre o assunto. Estou muito cansado. O relatório da ONU sobre o aquecimento global (veja nesta página) detonou um surto de escatologias. Vivemos um período semelhante àquele que antecedeu o ano mil. O mundo vai acabar!!! O nível dos oceanos se elevará entre 17 cm e 1,5 m, as pessoas não estão bem certas. A variação é de 880%. Anteontem, vi um esquisitão na televisão que dizia: “Se fecharmos agora todas as indústrias (???), demorará mil anos para a terra voltar a ser o que era”. Ele garante que, em mil anos, não haverá um meteorito? Ele quer que a Terra volte a ser o que era quando? Ah, é claro que eu também voto contra o aquecimento global. Mas esse troço está virando uma igreja antes de ter um Evangelho.
http://www.reinaldoazevedo.com.br
Disso o Mends vai gostar:
The Real Inconvenient Truth About Global Warming
Existem mais de 12.000 grupos ambientalistas nos EUA, controlando mais de 20 bilhões de dólares em ativos, todos unidos na pregação do "evangelho" das mudanças climáticas. Dentre as grandes "holdings" do ambientalismo, várias delas recebem verbas federais para "estudos" e "relatórios" sobre as suas mais recentes descobertas. Mais e mais verbas, estimadas em bilhões de dólares, são encaminhadas a cada ano para outros milhares de cientistas, ávidos por aderir à nova Igreja e ajudar a solidificar o mantra através de suas pesquisas.
Somada a este substancial poder de fogo está uma mídia condescendente, que oferece capas e capas de revistas com fotos de gelo derretido, além da indústria cinematográfica e televisiva que não perde uma só oportunidade de fazer referência ao assunto. A mensagem catastrófica do aquecimento global está literalmente em toda parte. Ela doutrina nossas crianças nas escolas. Circula livremente nas mensagens publicitárias das empresas. Muitas estrelas de Hollywood e líderes políticos internacionais já endossaram o mantra da Igreja Universal do Aquecimento Global. Bilhões e bilhões de dólares vêm sendo gastos para, literalmente, influenciar cada esquina do mundo a aceitar a sua teoria como um fato.
Resistindo a esse furioso ataque, há um pequeno e dedicado grupo de cientistas, líderes políticos e gente comum atrás da verdade. Seus ativos estão na casa dos poucos milhões de dólares. Esses não têm a atenção da mídia. É importante notar que o grupo dos assim chamados "céticos" inclui, dentre outros, o Dr. Daniel Schrag, de Harvard; Claude Allegre, um dos mais condecorados geofísicos franceses; Dr. Richard Lindzen, professor de ciências atmosféricas do MIT; Dr. Patrick Michaels da Universidade de Virginia: Dr. Fred Singer; Professor Bob Carter, geologista da James Cook University, Austrália; 85 cientistas e especialistas em climatologia, que assinaram a declaração de Leipzeg, a qual denominou os drásticos controles climáticos de "advertências doentes, sem o devido suporte científico"; 17.000 cientistas e líderes envolvidos em estudos climáticos, que assinaram a petição do Oregon Institute de ciências e medicina, cujo texto afirma a falta de evidência científica comprovando que os gases estufa causam o aquecimento global; e 4.000 cientistas e outros líderes ao redor do mundo, incluindo 70 ganhadores do Prêmio Nobel, que assinaram a Petição de Heidelberg, na qual se referem às teorias do aquecimento global relacionadas aos gases estufa como "teorias científicas altamente duvidosas".
(trecho do texto de Tom DeWeese, disponível traduzido em midiasemmascara.com.br e original em capmag.com)
The Real Inconvenient Truth About Global Warming
Existem mais de 12.000 grupos ambientalistas nos EUA, controlando mais de 20 bilhões de dólares em ativos, todos unidos na pregação do "evangelho" das mudanças climáticas. Dentre as grandes "holdings" do ambientalismo, várias delas recebem verbas federais para "estudos" e "relatórios" sobre as suas mais recentes descobertas. Mais e mais verbas, estimadas em bilhões de dólares, são encaminhadas a cada ano para outros milhares de cientistas, ávidos por aderir à nova Igreja e ajudar a solidificar o mantra através de suas pesquisas.
Somada a este substancial poder de fogo está uma mídia condescendente, que oferece capas e capas de revistas com fotos de gelo derretido, além da indústria cinematográfica e televisiva que não perde uma só oportunidade de fazer referência ao assunto. A mensagem catastrófica do aquecimento global está literalmente em toda parte. Ela doutrina nossas crianças nas escolas. Circula livremente nas mensagens publicitárias das empresas. Muitas estrelas de Hollywood e líderes políticos internacionais já endossaram o mantra da Igreja Universal do Aquecimento Global. Bilhões e bilhões de dólares vêm sendo gastos para, literalmente, influenciar cada esquina do mundo a aceitar a sua teoria como um fato.
Resistindo a esse furioso ataque, há um pequeno e dedicado grupo de cientistas, líderes políticos e gente comum atrás da verdade. Seus ativos estão na casa dos poucos milhões de dólares. Esses não têm a atenção da mídia. É importante notar que o grupo dos assim chamados "céticos" inclui, dentre outros, o Dr. Daniel Schrag, de Harvard; Claude Allegre, um dos mais condecorados geofísicos franceses; Dr. Richard Lindzen, professor de ciências atmosféricas do MIT; Dr. Patrick Michaels da Universidade de Virginia: Dr. Fred Singer; Professor Bob Carter, geologista da James Cook University, Austrália; 85 cientistas e especialistas em climatologia, que assinaram a declaração de Leipzeg, a qual denominou os drásticos controles climáticos de "advertências doentes, sem o devido suporte científico"; 17.000 cientistas e líderes envolvidos em estudos climáticos, que assinaram a petição do Oregon Institute de ciências e medicina, cujo texto afirma a falta de evidência científica comprovando que os gases estufa causam o aquecimento global; e 4.000 cientistas e outros líderes ao redor do mundo, incluindo 70 ganhadores do Prêmio Nobel, que assinaram a Petição de Heidelberg, na qual se referem às teorias do aquecimento global relacionadas aos gases estufa como "teorias científicas altamente duvidosas".
(trecho do texto de Tom DeWeese, disponível traduzido em midiasemmascara.com.br e original em capmag.com)
Quando o Estadão anuncou a nova era glacial
Era um domingo. 30 de junho de 1974. O Estadão tornava menos tranqüila a macarronada. Não havia dúvida. Os cientistas haviam descoberto o que os humanos comuns ignoravam em sua inocência: “A Terra caminha para a nova era glacial”. Para sustentar o texto principal, um outro, detalhando um aspecto da matéria geral: “Os invernos serão cada vez mais frios”. Faz pouco mais de três décadas. De lá pra cá, ocorreu uma verdadeira revolução, creio, nos instrumentos de medição, e a era glacial prometida virou um forno. Vocês sabem. Estamos lidando com cinema-catástrofe. Lembrem-se de todos os filmes do gênero que vocês já viram. Descarnando a fita de diálogos inúteis, temos o seguinte na estrutura:
1) Há sempre um cientista maluco ligado a um empresário ambicioso querendo brincar de Deus;
2) O cientista maluco faz isso porque sua ciência não tem ética, entendem? E o empresário porque quer lucro. Vocês sabem como são os empresários... É uma gente que não é de confiança. Não fossem os comunistas para nos salvar, a gente já teria sido posto num saco por algum andarilho e virado sabão, como nas histórias de terror infantil;
3) Há sempre um cientista ético combatendo o cientista que pensa que é Deus;
4) Alguns morrem. Mas, no fim, o mundo é salvo pelos éticos, e o cientista herói dá um beijo na loura.
Não estou em campanha contra o “aquecimento global” — ou melhor, eu também sou contra o aquecimento. Só estou combatendo uma estrutura mental. Essa reportagem do Estadão está num site chamado Metsul Meteorologia . Lê-se lá:
“O Estado de S. Paulo, para complementar a reportagem de 1974 (...) valeu-se da opinião do pesquisador Giorgio Giacaglia, Diretor do Instituto Astronômico e Geofísico da Universidade de São Paulo (IAG/USP). O Diretor do IAG da USP publica uma síntese dos seus estudos com conclusões muito interessantes tanto para a época como para os dias atuais e que vieram a se confirmar por estudos realizados nos últimos dez anos mediante a reconstrução por modelos do clima do último milênio. O pesquisador chama a atenção para o aquecimento iniciado ainda no século XIX e que se prolongou na primeira metade do século XX, sendo seguido pelo resfriamento a partir de 1945 e que até aquele momento (em 1974) perdurava. A Oscilação Decadal do Pacífico sequer havia sido descoberta, mas o padrão constante da oscilação já estava identificado no trabalho do pesquisador da USP. A PDo apenas viria a ser constada por Steven R. Hare e Yuan Zhang em estudo de 1997, portanto 33 anos depois.” O texto é do meteorologista Eugenio Hackbart, que tem um blog tratando de assuntos do clima.
Não estou comprando a versão de ninguém. Só estou deixando claro, mais uma vez, que o debate tem de ser ampliado.
http://www.reinaldoazevedo.com.br
Era um domingo. 30 de junho de 1974. O Estadão tornava menos tranqüila a macarronada. Não havia dúvida. Os cientistas haviam descoberto o que os humanos comuns ignoravam em sua inocência: “A Terra caminha para a nova era glacial”. Para sustentar o texto principal, um outro, detalhando um aspecto da matéria geral: “Os invernos serão cada vez mais frios”. Faz pouco mais de três décadas. De lá pra cá, ocorreu uma verdadeira revolução, creio, nos instrumentos de medição, e a era glacial prometida virou um forno. Vocês sabem. Estamos lidando com cinema-catástrofe. Lembrem-se de todos os filmes do gênero que vocês já viram. Descarnando a fita de diálogos inúteis, temos o seguinte na estrutura:
1) Há sempre um cientista maluco ligado a um empresário ambicioso querendo brincar de Deus;
2) O cientista maluco faz isso porque sua ciência não tem ética, entendem? E o empresário porque quer lucro. Vocês sabem como são os empresários... É uma gente que não é de confiança. Não fossem os comunistas para nos salvar, a gente já teria sido posto num saco por algum andarilho e virado sabão, como nas histórias de terror infantil;
3) Há sempre um cientista ético combatendo o cientista que pensa que é Deus;
4) Alguns morrem. Mas, no fim, o mundo é salvo pelos éticos, e o cientista herói dá um beijo na loura.
Não estou em campanha contra o “aquecimento global” — ou melhor, eu também sou contra o aquecimento. Só estou combatendo uma estrutura mental. Essa reportagem do Estadão está num site chamado Metsul Meteorologia . Lê-se lá:
“O Estado de S. Paulo, para complementar a reportagem de 1974 (...) valeu-se da opinião do pesquisador Giorgio Giacaglia, Diretor do Instituto Astronômico e Geofísico da Universidade de São Paulo (IAG/USP). O Diretor do IAG da USP publica uma síntese dos seus estudos com conclusões muito interessantes tanto para a época como para os dias atuais e que vieram a se confirmar por estudos realizados nos últimos dez anos mediante a reconstrução por modelos do clima do último milênio. O pesquisador chama a atenção para o aquecimento iniciado ainda no século XIX e que se prolongou na primeira metade do século XX, sendo seguido pelo resfriamento a partir de 1945 e que até aquele momento (em 1974) perdurava. A Oscilação Decadal do Pacífico sequer havia sido descoberta, mas o padrão constante da oscilação já estava identificado no trabalho do pesquisador da USP. A PDo apenas viria a ser constada por Steven R. Hare e Yuan Zhang em estudo de 1997, portanto 33 anos depois.” O texto é do meteorologista Eugenio Hackbart, que tem um blog tratando de assuntos do clima.
Não estou comprando a versão de ninguém. Só estou deixando claro, mais uma vez, que o debate tem de ser ampliado.
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O leitor amigo não sabe, mas a Terra ia derreter em 1945, conforme se vê na primeira capa da Time, acima. Já em 1976, estava chegando a era glacial. Até que tudo voltasse a ficar insuportavelmente quente nos dias de hoje. O humor do jornalismo-catástrofe, como se vê na Time — que não é assim uma “revistinha”, hehe —, acompanha o acalorado (ops!) debate científico. Segundo o meteorologista Eugenio Hackbart — que acredita, sim, no aquecimento global —, o noticiário também varia de acordo com a PDO (Oscilação Decadal do Pacífico), que vai esquentando e esfriando a Terra em intervalos de 30 anos. Aliás, eis uma boa questão: aprendemos com os apocalípticos que o aquecimento é uma realidade constante, linear, desde a Revolução Industrial, coisa do capitalismo, vocês sabem, e do “serumano”. Ah, é? Se é assim, alguém me explique, segundo algum critério lógico e racional, por que houve o resfriamento entre o fim dos anos 40 e a metade de década de 70. Ou não houve?
http://www.reinaldoazevedo.com.br
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mais sobre a loucura...
Ainda o aquecimento global: dois textos para o leitor não ficar de mal dos "serezumanos"
Como vocês sabem, também estou engajado no esforço para que nós, os “serezumanos”, não contribuamos para tornar o planeta inabitável pelos “serezumanos”. É uma coisa terrível não sabermos o que é o melhor para nós mesmos. Por isso, creio que, quanto mais informações houver sobre o aquecimento global, tanto melhor. Que vantagem pode nos advir da interdição do debate? É por isso que tenho postado aqui algumas informações que correm pelo mundo e que, creio, são relevantes.
É o caso, por exemplo, do depoimento que prestou ao Congresso americano o dr. William Gray, da Universidade do Colorado. Ele é considerado a maior autoridade mundial em ciclones tropicais — furacões, tufões, essas coisas monstruosas. Em recente entrevista à CNN, classificou o aquecimento global de “bobagem”. Ok. Ninguém precisa acreditar nele. Mas o fato é que o homem foi ao Congresso dos Estados Unidos, desancou a teoria do aquecimento e negou que possa haver qualquer vínculo entre o dito-cujo e os furacões. E até fez uma provocaçãozinha: disse estar convencido de que, em 15 ou 20 anos, nós nos voltaremos a estes dias de histeria com o aquecimento global mais ou menos como nós vemos hoje as teorias dos anos 1920 e 1930 sobre a eugenia — ou seja, como idéias superadas. Gray tem uma vantagem em relação àqueles que contesta: teremos condições de saber se ele está certo ou errado — já que o apocalipse só chega mesmo dentro de 500 anos...
(
...)um artigo chamado “Clima do Medo”, de Richard Lindzen, do MIT (para quem gosta de fontes estreladas). Segundo ele — e Gray também toca no assunto —, cientistas costumam infundir o pânico, calando as vozes divergentes, porque querem arrancar dos governos mais dinheiro para pesquisa. Sobre o clima (o outro...) policialesco, escreve: “But there is a more sinister side to this feeding frenzy. Scientists who dissent from the alarmism have seen their grant funds disappear, their work derided, and themselves libeled as industry stooges, scientific hacks or worse. Consequently, lies about climate change gain credence even when they fly in the face of the science that supposedly is their basis.” A íntegra está aqui.
Não se trata, entendam bem, de uma militância. Apenas me impressiona que as vozes discordantes sejam silenciadas. Eu não tenho dúvida de que o catastrofismo diminuiria enormemente se George W. Bush assinasse o Protocolo de Kyoto. Ainda que fosse para não fazer nada. Como ainda nada fizeram os países signatários.
As capas
Reproduzo um trecho do texto do meteorologista gaúcho Eugenio Hackbar (clique aqui), que comenta as capas da Time, lá no alto:
"A variabilidade natural do clima ao longo dos últimos cem anos pode ser muito bem compreendida pelo noticiário, por exemplo, da revista norte-americana Time (...). Em sessenta anos, a revista publicou três matérias de capa sobre o comportamento do clima do planeta. Na sua edição de 10 de setembro de 1945, logo após o término da Segunda Guerra Mundial, a capa da Time mostrava um desenho do planeta suando e esbaforido com a manchete logo abaixo: "O mundo está fervendo". O planeta havia enfrentando nos dez anos anteriores intensos episódios de El Niño como, por exemplo, o de 1941 que resultou na grande enchente de Porto Alegre. Três décadas mais tarde, na sua edição de 31 de janeiro de 1977, a mesma Time noticiava o frio intenso que catigava o mundo e os Estados Unidos com a manchete "O Grande Congelamento". Novamente, três décadas mais tarde, em 3 de abril de 2006, a revista dizia aos seus leitores "Fiquem preocupados, muito preocupados" com o aquecimento global que era o tema especial da edição.
Observem o intervalo entre as reportagens de 1945, 1977 e 2006. São, em média, trinta anos. Justamente os ciclos da Oscilação Decadal do Pacífico (link) costumam durar de vinte a trinta anos. Em fases quentes da PDO no século 20 o planeta passou por um processo de aquecimento enquanto na fases frias resfriou-se. Nos últimos trinta anos, quando começou a surgir o temor em torno do aquecimento global, a fase da PDO esteve positiva e ainda com dois eventos de Super El Niño em 1982/1983 e 1997/1998. A frequência e intensidade de eventos de La Niña, que tendem a resfriar o planeta, foram muito menores nas últimas três décadas em razão do período quente da PDO que tem como característica favorecer justamente mais ocorrências de El Niño e manifestações mais intensas do fenômeno. (...)".
Então...
Bem, podemos fazer de conta que esse debate nunca existiu. Noto que foi uma sorte o mundo ter ignorado as ameaças de resfriamento da década de 70, não é mesmo? Já imaginaram ter de redimensionar toda a civilização do "serumano" a cada 30 anos? Como não entendo nada de clima, procuro ler o que há a respeito. Mas de milenarismo eu entendo.
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Ainda o aquecimento global: dois textos para o leitor não ficar de mal dos "serezumanos"
Como vocês sabem, também estou engajado no esforço para que nós, os “serezumanos”, não contribuamos para tornar o planeta inabitável pelos “serezumanos”. É uma coisa terrível não sabermos o que é o melhor para nós mesmos. Por isso, creio que, quanto mais informações houver sobre o aquecimento global, tanto melhor. Que vantagem pode nos advir da interdição do debate? É por isso que tenho postado aqui algumas informações que correm pelo mundo e que, creio, são relevantes.
É o caso, por exemplo, do depoimento que prestou ao Congresso americano o dr. William Gray, da Universidade do Colorado. Ele é considerado a maior autoridade mundial em ciclones tropicais — furacões, tufões, essas coisas monstruosas. Em recente entrevista à CNN, classificou o aquecimento global de “bobagem”. Ok. Ninguém precisa acreditar nele. Mas o fato é que o homem foi ao Congresso dos Estados Unidos, desancou a teoria do aquecimento e negou que possa haver qualquer vínculo entre o dito-cujo e os furacões. E até fez uma provocaçãozinha: disse estar convencido de que, em 15 ou 20 anos, nós nos voltaremos a estes dias de histeria com o aquecimento global mais ou menos como nós vemos hoje as teorias dos anos 1920 e 1930 sobre a eugenia — ou seja, como idéias superadas. Gray tem uma vantagem em relação àqueles que contesta: teremos condições de saber se ele está certo ou errado — já que o apocalipse só chega mesmo dentro de 500 anos...
(
...)um artigo chamado “Clima do Medo”, de Richard Lindzen, do MIT (para quem gosta de fontes estreladas). Segundo ele — e Gray também toca no assunto —, cientistas costumam infundir o pânico, calando as vozes divergentes, porque querem arrancar dos governos mais dinheiro para pesquisa. Sobre o clima (o outro...) policialesco, escreve: “But there is a more sinister side to this feeding frenzy. Scientists who dissent from the alarmism have seen their grant funds disappear, their work derided, and themselves libeled as industry stooges, scientific hacks or worse. Consequently, lies about climate change gain credence even when they fly in the face of the science that supposedly is their basis.” A íntegra está aqui.
Não se trata, entendam bem, de uma militância. Apenas me impressiona que as vozes discordantes sejam silenciadas. Eu não tenho dúvida de que o catastrofismo diminuiria enormemente se George W. Bush assinasse o Protocolo de Kyoto. Ainda que fosse para não fazer nada. Como ainda nada fizeram os países signatários.
As capas
Reproduzo um trecho do texto do meteorologista gaúcho Eugenio Hackbar (clique aqui), que comenta as capas da Time, lá no alto:
"A variabilidade natural do clima ao longo dos últimos cem anos pode ser muito bem compreendida pelo noticiário, por exemplo, da revista norte-americana Time (...). Em sessenta anos, a revista publicou três matérias de capa sobre o comportamento do clima do planeta. Na sua edição de 10 de setembro de 1945, logo após o término da Segunda Guerra Mundial, a capa da Time mostrava um desenho do planeta suando e esbaforido com a manchete logo abaixo: "O mundo está fervendo". O planeta havia enfrentando nos dez anos anteriores intensos episódios de El Niño como, por exemplo, o de 1941 que resultou na grande enchente de Porto Alegre. Três décadas mais tarde, na sua edição de 31 de janeiro de 1977, a mesma Time noticiava o frio intenso que catigava o mundo e os Estados Unidos com a manchete "O Grande Congelamento". Novamente, três décadas mais tarde, em 3 de abril de 2006, a revista dizia aos seus leitores "Fiquem preocupados, muito preocupados" com o aquecimento global que era o tema especial da edição.
Observem o intervalo entre as reportagens de 1945, 1977 e 2006. São, em média, trinta anos. Justamente os ciclos da Oscilação Decadal do Pacífico (link) costumam durar de vinte a trinta anos. Em fases quentes da PDO no século 20 o planeta passou por um processo de aquecimento enquanto na fases frias resfriou-se. Nos últimos trinta anos, quando começou a surgir o temor em torno do aquecimento global, a fase da PDO esteve positiva e ainda com dois eventos de Super El Niño em 1982/1983 e 1997/1998. A frequência e intensidade de eventos de La Niña, que tendem a resfriar o planeta, foram muito menores nas últimas três décadas em razão do período quente da PDO que tem como característica favorecer justamente mais ocorrências de El Niño e manifestações mais intensas do fenômeno. (...)".
Então...
Bem, podemos fazer de conta que esse debate nunca existiu. Noto que foi uma sorte o mundo ter ignorado as ameaças de resfriamento da década de 70, não é mesmo? Já imaginaram ter de redimensionar toda a civilização do "serumano" a cada 30 anos? Como não entendo nada de clima, procuro ler o que há a respeito. Mas de milenarismo eu entendo.
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Quousque tandem...
“Até quando vamos ter de agüentar esse negócio do aquecimento global?”, pergunta uma leitora, já enfarada. Depende, minha cara. Se os republicanos perderem as eleições nos EUA, o mundo começa a se resfriar rapidinho. Se ganharem, ficará mais quente do que nunca. Segundo os não-catastrofistas, o atual ciclo de aquecimento terá seu pico por volta de 2022. Bem, haja suor e proselitismo até lá. Se, no meio tempo, começarmos a usar mais fontes limpas de energia, vá lá, tanto melhor. Depois, é só lidar com o risco do resfriamento, mas este parece que gerou menos terror. Os tempos eram outros. A ONU ainda não era uma ONG do Terceiro Mundo (ou do Fim do Mundo).
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“Até quando vamos ter de agüentar esse negócio do aquecimento global?”, pergunta uma leitora, já enfarada. Depende, minha cara. Se os republicanos perderem as eleições nos EUA, o mundo começa a se resfriar rapidinho. Se ganharem, ficará mais quente do que nunca. Segundo os não-catastrofistas, o atual ciclo de aquecimento terá seu pico por volta de 2022. Bem, haja suor e proselitismo até lá. Se, no meio tempo, começarmos a usar mais fontes limpas de energia, vá lá, tanto melhor. Depois, é só lidar com o risco do resfriamento, mas este parece que gerou menos terror. Os tempos eram outros. A ONU ainda não era uma ONG do Terceiro Mundo (ou do Fim do Mundo).
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http://cosmicvariance.com/2007/02/06/why-buy-a-climate-skeptic-cow-when-milk-is-cheap/
Why Buy a Climate-Skeptic Cow When Milk is Cheap?
Sean at 2:09 pm, February 6th, 2007
Cute Polar Bear There’s been a bit of blogospheric buzz about this story in the Guardian that accuses the conservative American Enterprise Institute of offering $10,000 to scientists who will contribute articles to a collection responding to the recent report from the Intergovernmental Panel on Climate Change. The IPCC report pins the blame for global warming squarely on human activity, and warns that the rate at which atmospheric carbon dioxide concentrations are growing has been accelerating in recent years. The AEI, meanwhile, is known for such sober assessments as The Global Warming Joke. So there is some concern that the AEI is simply bribing scientists to go along with Big Oil’s party line. Personally, I think the Guardian article is getting a lot of attention because the polar bear picture is really cute.
At the Volokh Conspiracy, Jonathan Adler digs up the actual letter from AEI scholars Steven Hayward and Kenneth Green, as well as a note to AEI employees from President Christopher DeMuth. The argument of those on the We Call It Life side of the climate-change fence is that the AEI isn’t offering a bribe to scientists to distort their positions — they’re just collecting a bunch of articles from voices that might be skeptical anyway. Adler:
In these letters AEI was certainly seeking out prominent analysts willing to participate in a critical examination of the IPCC report, but I don’t think the letter suggests AEI wanted Professor Schroeder or anyone else to tailor their views to AEI’s agenda. Rather it looks to me like an effort to encourage those who have been critical of climate projections in the past to provide a detailed assessment of the new IPCC report.
All of which is completely true. Think what you will of the practice, but this is how the game is played (as Jack Balkin points out, more sarcastically). The point is, there’s no need to bribe scientists to be skeptical about climate change, or to hold any other industry-friendly minority position. There are enough scientists out there that there will inevitably someone who sincerely holds that view, as small as the minority might be. All you have to do is ferret them out, and then use your money to give them a megaphone in the public arena. The role of ExxonMobil’s cash isn’t to buy people off, it’s to dramatically amplify the voices of a small number of skeptics, so that the political discourse about the environment is dramatically different in tone and balance from the professional scientific discourse. And at that, they’re doing a fantastic job.
When I was an undergraduate (bear with me here) I spent a summer working at the Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics. I worked with Sallie Baliunas, a CfA scientist who was a fellow Villanova astronomy grad, and was running an ambitious project to track chromospheric activity on a large sample of Sun-like stars. Sallie is an outstanding astrophysicist, and was a great advisor, as well as a friend. It’s no coincidence that I ended up going to grad school at Harvard’s astronomy department; the physics department didn’t like people from smaller schools and wouldn’t let me in, and Sallie helped convince the astronomy department to accept me.
Sallie also was, and continues to be, very right-wing, of the libertarian variety. Letting the free market do it’s job was the best strategy in nearly any circumstance, she firmly believed. Her interest in stellar variability led her to contemplating the role of Solar variability in the Earth’s climate, and she became convinced that changes in the Sun were essentially the only important factor in explaining changes in the Earth’s temperature. In particular, that human-produced emissions had nothing to do with it. Nothing about this belief was influenced in any way by large piles of cash offered by oil companies. But, once her views became known, they were more than happy to provide platforms from which to spread them; she’s now an editor at Tech Central Station, as well as a fellow of the George C. Marshall Institute.
Nobody could be more sincere in their views about climate change than Sallie is. I also happen to think that she’s dramatically wrong, as do the vast majority of (much more expert) scientists working on the question. But this is how the game is played — no need to bribe people when you can influence the public debate much more easily, and without fear that your targets won’t stay bribed. Unfortunately, oil companies have a lot more cash to spend on this purpose than the atmosphere does. Which is why public-minded scientists who agree with the carefully researched views of the IPCC need to keep hammering on the importance of doing something to fix this problem, before the damage is irrevocable.
I did want to highlight this bit from AEI President Chris DeMuth’s note to his employees:
Third, what the Guardian essentially characterizes as a bribe is the conventional practice of AEI—and Brookings, Harvard, and the University of Manchester—to pay individuals at other research institutions for commissioned work, and to cover their travel expenses when they come to the sponsoring institution to present their papers. The levels of authors’ honoraria vary from case to case, but a $10,000 fee for a research project involving the review of a large amount of dense scientific material, and the synthesis of that material into an original, footnoted and rigorous article is hardly exorbitant or unusual; many academics would call it modest.
I would like to go on record as not thinking of $10,000 for a review article as modest at all. In fact, I’m beginning to wonder why I’ve been doing it for years now without any honorarium whatsoever. If the AEI would like some review articles on the cheap, call me! I promise to be original, footnoted and rigorous.
Why Buy a Climate-Skeptic Cow When Milk is Cheap?
Sean at 2:09 pm, February 6th, 2007
Cute Polar Bear There’s been a bit of blogospheric buzz about this story in the Guardian that accuses the conservative American Enterprise Institute of offering $10,000 to scientists who will contribute articles to a collection responding to the recent report from the Intergovernmental Panel on Climate Change. The IPCC report pins the blame for global warming squarely on human activity, and warns that the rate at which atmospheric carbon dioxide concentrations are growing has been accelerating in recent years. The AEI, meanwhile, is known for such sober assessments as The Global Warming Joke. So there is some concern that the AEI is simply bribing scientists to go along with Big Oil’s party line. Personally, I think the Guardian article is getting a lot of attention because the polar bear picture is really cute.
At the Volokh Conspiracy, Jonathan Adler digs up the actual letter from AEI scholars Steven Hayward and Kenneth Green, as well as a note to AEI employees from President Christopher DeMuth. The argument of those on the We Call It Life side of the climate-change fence is that the AEI isn’t offering a bribe to scientists to distort their positions — they’re just collecting a bunch of articles from voices that might be skeptical anyway. Adler:
In these letters AEI was certainly seeking out prominent analysts willing to participate in a critical examination of the IPCC report, but I don’t think the letter suggests AEI wanted Professor Schroeder or anyone else to tailor their views to AEI’s agenda. Rather it looks to me like an effort to encourage those who have been critical of climate projections in the past to provide a detailed assessment of the new IPCC report.
All of which is completely true. Think what you will of the practice, but this is how the game is played (as Jack Balkin points out, more sarcastically). The point is, there’s no need to bribe scientists to be skeptical about climate change, or to hold any other industry-friendly minority position. There are enough scientists out there that there will inevitably someone who sincerely holds that view, as small as the minority might be. All you have to do is ferret them out, and then use your money to give them a megaphone in the public arena. The role of ExxonMobil’s cash isn’t to buy people off, it’s to dramatically amplify the voices of a small number of skeptics, so that the political discourse about the environment is dramatically different in tone and balance from the professional scientific discourse. And at that, they’re doing a fantastic job.
When I was an undergraduate (bear with me here) I spent a summer working at the Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics. I worked with Sallie Baliunas, a CfA scientist who was a fellow Villanova astronomy grad, and was running an ambitious project to track chromospheric activity on a large sample of Sun-like stars. Sallie is an outstanding astrophysicist, and was a great advisor, as well as a friend. It’s no coincidence that I ended up going to grad school at Harvard’s astronomy department; the physics department didn’t like people from smaller schools and wouldn’t let me in, and Sallie helped convince the astronomy department to accept me.
Sallie also was, and continues to be, very right-wing, of the libertarian variety. Letting the free market do it’s job was the best strategy in nearly any circumstance, she firmly believed. Her interest in stellar variability led her to contemplating the role of Solar variability in the Earth’s climate, and she became convinced that changes in the Sun were essentially the only important factor in explaining changes in the Earth’s temperature. In particular, that human-produced emissions had nothing to do with it. Nothing about this belief was influenced in any way by large piles of cash offered by oil companies. But, once her views became known, they were more than happy to provide platforms from which to spread them; she’s now an editor at Tech Central Station, as well as a fellow of the George C. Marshall Institute.
Nobody could be more sincere in their views about climate change than Sallie is. I also happen to think that she’s dramatically wrong, as do the vast majority of (much more expert) scientists working on the question. But this is how the game is played — no need to bribe people when you can influence the public debate much more easily, and without fear that your targets won’t stay bribed. Unfortunately, oil companies have a lot more cash to spend on this purpose than the atmosphere does. Which is why public-minded scientists who agree with the carefully researched views of the IPCC need to keep hammering on the importance of doing something to fix this problem, before the damage is irrevocable.
I did want to highlight this bit from AEI President Chris DeMuth’s note to his employees:
Third, what the Guardian essentially characterizes as a bribe is the conventional practice of AEI—and Brookings, Harvard, and the University of Manchester—to pay individuals at other research institutions for commissioned work, and to cover their travel expenses when they come to the sponsoring institution to present their papers. The levels of authors’ honoraria vary from case to case, but a $10,000 fee for a research project involving the review of a large amount of dense scientific material, and the synthesis of that material into an original, footnoted and rigorous article is hardly exorbitant or unusual; many academics would call it modest.
I would like to go on record as not thinking of $10,000 for a review article as modest at all. In fact, I’m beginning to wonder why I’ve been doing it for years now without any honorarium whatsoever. If the AEI would like some review articles on the cheap, call me! I promise to be original, footnoted and rigorous.
I also happen to think that she’s dramatically wrong,
que pena...o garoto tava indo tão bem...
$10,000 fee for a research project involving the review of a large amount of dense scientific material, and the synthesis of that material into an original, footnoted and rigorous article is hardly exorbitant or unusual; many academics would call it modest.
depois o Jr reclama da vida...10k de pitombas verdes prum artigo???
Sistema que abastece 48,7% da população da região metropolitana sofre com invasões e lançamento de esgoto
Enquanto as represas Billings e Guarapiranga engolem rios de dinheiro em projetos de recuperação, os mesmos problemas que condenaram os dois reservatórios começam a atingir o mais importante e preservado sistema de abastecimento da capital paulista: o Cantareira. Responsável por 48,7% da produção de água - que serve a cerca de 8,5 milhões de habitantes nas 39 cidades da Grande São Paulo - , ele é composto por cinco represas e tem na Barragem Paiva Castro, localizada no limite entre os municípios de Mairiporã e Franco da Rocha, na região metropolitana, seu ponto mais ameaçado por favelas, loteamentos clandestinos e lançamento de esgoto in natura em águas puras trazidas de longe por uma rede que inclui túneis cortando montanhas.
Documentos obtidos pelo Estado revelam que a Sabesp sabe de 145 invasões em área de sua propriedade na região da Paiva Castro. Entre elas, está parte da Vila Petroria, ocupação ilegal em Franco da Rocha que abriga cerca de 2 mil famílias e não pára de crescer.
São identificados 13 pontos diferentes de lançamento de esgoto no reservatório, incluindo parte dos dejetos de Mairiporã, que são recolhidos pela própria companhia. E a poluição do reservatório final, antes da Estação Elevatória Santa Inês e da Estação de Tratamento de Água (ETA) Guaraú, leva a uma situação descrita reservadamente por técnicos da Sabesp como “jogar água Perrier no esgoto”.
(texo original completo em estadao.com.br)
Enquanto as represas Billings e Guarapiranga engolem rios de dinheiro em projetos de recuperação, os mesmos problemas que condenaram os dois reservatórios começam a atingir o mais importante e preservado sistema de abastecimento da capital paulista: o Cantareira. Responsável por 48,7% da produção de água - que serve a cerca de 8,5 milhões de habitantes nas 39 cidades da Grande São Paulo - , ele é composto por cinco represas e tem na Barragem Paiva Castro, localizada no limite entre os municípios de Mairiporã e Franco da Rocha, na região metropolitana, seu ponto mais ameaçado por favelas, loteamentos clandestinos e lançamento de esgoto in natura em águas puras trazidas de longe por uma rede que inclui túneis cortando montanhas.
Documentos obtidos pelo Estado revelam que a Sabesp sabe de 145 invasões em área de sua propriedade na região da Paiva Castro. Entre elas, está parte da Vila Petroria, ocupação ilegal em Franco da Rocha que abriga cerca de 2 mil famílias e não pára de crescer.
São identificados 13 pontos diferentes de lançamento de esgoto no reservatório, incluindo parte dos dejetos de Mairiporã, que são recolhidos pela própria companhia. E a poluição do reservatório final, antes da Estação Elevatória Santa Inês e da Estação de Tratamento de Água (ETA) Guaraú, leva a uma situação descrita reservadamente por técnicos da Sabesp como “jogar água Perrier no esgoto”.
(texo original completo em estadao.com.br)
Petrobras descobre maior área petrolífera do país
O novo campo de petróleo e gás da Bacia de Santos, cuja descoberta foi anunciada nesta quinta-feira pela Petrobras, é a maior reserva de combustível fóssil já encontrada no Brasil. De acordo com um comunicado da estatal petrolífera brasileira, os 5 a 8 bilhões de barris de petróleo – de alta qualidade – e gás natural descobertos no campo de Tupi podem aumentar as reservas brasileiras em até 60% do que o país possui hoje.
O governo saudou a descoberta e afirmou que ela pode mudar o perfil energético do país. Em entrevista coletiva realizada após a reunião do Conselho Nacional de Política Energética, no Rio de Janeiro, a ministra-chefe da casa Civil, Dilma Rousseff , avaliou que o Brasil pode, num futuro próximo, tornar-se exportador de petróleo.
"Com esta descoberta, nós deixaremos de ser um país médio que estava conseguindo auto-suficiência para nos transformar em um país de proporções exportadoras", declarou a ministra. Animada com a nova reserva, Dilma disse que o Brasil passará a competir com os grandes exportadores mundiais, como os países árabes e a Venezuela. Mais comedido, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou que o Brasil pode subir do 24º para o 9º ou o 8º lugar no ranking de maiores reservas do mundo.
(mais em vejaonline.abril.com.br)
O novo campo de petróleo e gás da Bacia de Santos, cuja descoberta foi anunciada nesta quinta-feira pela Petrobras, é a maior reserva de combustível fóssil já encontrada no Brasil. De acordo com um comunicado da estatal petrolífera brasileira, os 5 a 8 bilhões de barris de petróleo – de alta qualidade – e gás natural descobertos no campo de Tupi podem aumentar as reservas brasileiras em até 60% do que o país possui hoje.
O governo saudou a descoberta e afirmou que ela pode mudar o perfil energético do país. Em entrevista coletiva realizada após a reunião do Conselho Nacional de Política Energética, no Rio de Janeiro, a ministra-chefe da casa Civil, Dilma Rousseff , avaliou que o Brasil pode, num futuro próximo, tornar-se exportador de petróleo.
"Com esta descoberta, nós deixaremos de ser um país médio que estava conseguindo auto-suficiência para nos transformar em um país de proporções exportadoras", declarou a ministra. Animada com a nova reserva, Dilma disse que o Brasil passará a competir com os grandes exportadores mundiais, como os países árabes e a Venezuela. Mais comedido, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou que o Brasil pode subir do 24º para o 9º ou o 8º lugar no ranking de maiores reservas do mundo.
(mais em vejaonline.abril.com.br)
Ridículo o timing da 'descoberta'...anúncio no dia seguinte às críticas sobre a pagação de pau que o Lula deu no Indio de Araque.
Uma reserva a seis km de profundidade, embaixo de rochas difíceis de serem exploradas, vai demandar muito investimento que, com o preço do petróleo projetando queda, certamente não serão feitos imediatamente.
Ou seja, propaganda pura. E teve gente que se aproveitou pra lucrar com a PETR4, mas esses estavam no seu papel.
Como requentar uma notícia velha, influenciar pessoas e até fazer fortunas
É evidente que o governo deu um jeito ontem de trazer o futuro a valor presente, anunciando até mesmo o ingresso futuro do país no grupo dos exportadores de petróleo. Reitero: tomara que se encontre mesmo todo o petróleo e todo gás que se anunciam e que eles sejam queimados aqui, pelo crescimento da economia brasileira. Exportar petróleo, por si mesmo, não é grande vantagem. Os EUA, por exemplo, são importadores. Tudo confirmado, a notícia é boa?
O mais fantástico do que se viu ontem — uma operação gigantesca de publicidade, que agitou o mercado financeiro — é que a notícia é, pasmem! VELHA. O que não quer dizer que não seja boa. Leiam reportagem de Sabrina Lorenzi na Gazeta Mercantil de 6/09/2005 — há mais de dois anos. Volto em seguida:
*
O grande desafio da Petrobras agora é extrair o óleo a 6.000 metros de profundidade. A ousadia de ir mais fundo rendeu à Petrobras o que deverá se tornar a mais valiosa reserva de petróleo e gás já encontrada. A estatal encontrou óleo leve — de excelente qualidade — a 6.000 metros de profundidade, na Bacia de Santos, numa prévia da jazida gigante que avista.
O gerente- executivo de exploração e produção da estatal, Francisco Nepomucemo, revela a expectativa que a companhia vive após a descoberta. "É uma nova província petrolífera no Brasil. Não está concluído o poço; vamos perfurar mais para fazer o teste de produtividade (volume) do óleo e confirmar a existência de um reservatório", comemora com cautela. Ele prefere não falar em quantidade antes dos testes de confirmação, mas admite que pode ser volume suficiente para revolucionar os planos da estatal.
"Só digo que, confirmando a descoberta e a produtividade dessa área, aumenta muito o potencial petrolífero da Bacia de Santos. É o grande potencial do Brasil hoje", disse. Há uma semana, a Petrobras comunicou ao mercado a descoberta de indícios de hidrocarbonetos no seu poço mais profundo, no bloco BM-S-10 a 6,4 mil metros de profundidade, na Bacia de Santos. O poço RJ-S-61 fica na frente de Paraty, no Rio, divisa com São Paulo. A Petrobras é a principal detentora do bloco (65%), junto com a Partex (10%) e BG (25%).
Descoberta província de petróleo
Santos deverá se transformar na principal opção ao esgotamento da Bacia de Campos. As companhias notificaram a descoberta no dia 21 de agosto à Agência Nacional do Petróleo (ANP). "Se a gente descobre gás e óleo leve nesse horizonte, toda a área em volta fica com esse potencial", acrescenta Nepomuceno.
Confirmadas as expectativas de reservas gigantes de petróleo leve em águas ultraprofundas, Santos passa a ser a principal opção da estatal ao esgotamento dos atuais campos da Bacia de Campos. Mais perto do mercado consumidor, com óleo de excelente qualidade e gás, a região possui, até então, reservas da ordem de 2,5 bilhões de barris (com o gás do campo de Mexilhão (BS-400) e o óleo leve do BS-500).
Nova fronteira
Analistas especulavam, até então, a existência de uma bacia petrolífera debaixo da Bacia de Campos. Para Nepomucemo, é mais provável que em Santos - e não em Campos - exista uma nova fronteira com tamanho potencial. Na Bacia de Santos, uma camada de sal com metros e metros de espessura separa os reservatórios de petróleo e gás das rochas e do material orgânico que geram os hidrocarbonetos. A crosta de sal, situada a cerca de seis mil metros, "prendeu" o óleo e o impediu de subir, ao contrário do que aconteceu na área da Bacia de Campos.
Na Bacia de Campos, essa crosta de sal se rompeu durante a formação de montanhas como a Serra do Mar. A abertura da camada de sal em buracos chamados de janelas permitiu a constituição de importantes campos de petróleo como Marlim, Roncador, Marlim Sul, Albacora, localizados a dois mil metros de profundidade. Na Bacia de Santos, o petróleo e o gás ficaram presos a seis mil metros, suscetíveis a elevada temperatura e pressão.
A íntegra da reportagem está publicada, diga-se, no site do Ministério do Planejamento (clique aqui).
Voltei
Pode-se argumentar que a novidade de ontem, então, foi o dimensionamento da reserva, já que se sabia da existência do petróleo leve abaixo da tal camada de sal? Mais ou menos, não é? O que a Petrobras forneceu nesta quinta foi uma estimativa. Observem que se passaram mais de dois anos entre uma notícia e outra, e não se tem uma informação essencialmente diferente. De lá para cá, foram se fazendo testes. Isso dá uma idéia do tempo de maturação do projeto. É emblemático que o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, estivesse ontem ao lado da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Movia o tempo todo a cabeça, um tanto frenético para seu estilo mais comedido. A operação estava sendo muito bem-sucedida. Era orgulho.
Para se ter uma idéia: estima-se que a operação comercial do primeiro campo na região só comece em 2011 — e, ainda assim, para testar a sua viabilidade. Tudo dando certo, a exploração pra valer só ali por 2013, 2014. Daí que Lula vá se encontrar hoje com Evo Moraes para saber como pode investir mais na Bolívia. A Petrobras explora petróleo a, no máximo, 2.700 metros. O óleo que foi encontrado está numa profundidade entre 4.500 e 7.000 metros. A própria empresa informa que o desenvolvimento de um campo, mesmo em profundidades menores, que produz 150 mil/barris dia custa US$ 1,2 bilhão. Para extrair esse óleo mais profundo, gasta-se muito mais. Quanto? Ninguém sabe. No mínimo, o triplo, dizem alguns especialistas. Vai ser preciso ir atrás de muito investimento e de tecnologia.
É claro que há, por enquanto, incertezas demais para um mercado tão animado. A CVM deveria, quando menos, avaliar se estamos diante de um caso de euforia típica. Quem conhece a área afirma que não havia a menor razão para o estardalhaço de ontem. Não porque inexista o petróleo. Mas não se sabe agora muito mais do que se sabia em 2005. Há quem fale até em 20 bilhões de barris caso se expanda a área. Acontece que o governo jogou para sair do escanteio em que estava com a chamada crise do gás — que, notem bem, está no lugar onde estava. A Petrobras também buscou limpar a sua barra, um tanto tisnada pela questão.
É claro que eu quero que tenha muito petróleo lá, à diferença do que a petralhada anda dizendo por aqui. O que não aprovo, já disse, é a empulhação, a marquetagem. De resto, não estou tirando mérito nenhum do PT — a menos que o partido tenha comprado a Petrobras. Que eu saiba, ele só aparelha a empresa. Ademais, se o petróleo “tupi” começar a jorrar timidamente só em 2011 e, para valer, só a partir de 2013, a hipótese feliz é a de que Lula já esteja bem longe do Planalto.
Por Reinaldo Azevedo
Uma reserva a seis km de profundidade, embaixo de rochas difíceis de serem exploradas, vai demandar muito investimento que, com o preço do petróleo projetando queda, certamente não serão feitos imediatamente.
Ou seja, propaganda pura. E teve gente que se aproveitou pra lucrar com a PETR4, mas esses estavam no seu papel.
Como requentar uma notícia velha, influenciar pessoas e até fazer fortunas
É evidente que o governo deu um jeito ontem de trazer o futuro a valor presente, anunciando até mesmo o ingresso futuro do país no grupo dos exportadores de petróleo. Reitero: tomara que se encontre mesmo todo o petróleo e todo gás que se anunciam e que eles sejam queimados aqui, pelo crescimento da economia brasileira. Exportar petróleo, por si mesmo, não é grande vantagem. Os EUA, por exemplo, são importadores. Tudo confirmado, a notícia é boa?
O mais fantástico do que se viu ontem — uma operação gigantesca de publicidade, que agitou o mercado financeiro — é que a notícia é, pasmem! VELHA. O que não quer dizer que não seja boa. Leiam reportagem de Sabrina Lorenzi na Gazeta Mercantil de 6/09/2005 — há mais de dois anos. Volto em seguida:
*
O grande desafio da Petrobras agora é extrair o óleo a 6.000 metros de profundidade. A ousadia de ir mais fundo rendeu à Petrobras o que deverá se tornar a mais valiosa reserva de petróleo e gás já encontrada. A estatal encontrou óleo leve — de excelente qualidade — a 6.000 metros de profundidade, na Bacia de Santos, numa prévia da jazida gigante que avista.
O gerente- executivo de exploração e produção da estatal, Francisco Nepomucemo, revela a expectativa que a companhia vive após a descoberta. "É uma nova província petrolífera no Brasil. Não está concluído o poço; vamos perfurar mais para fazer o teste de produtividade (volume) do óleo e confirmar a existência de um reservatório", comemora com cautela. Ele prefere não falar em quantidade antes dos testes de confirmação, mas admite que pode ser volume suficiente para revolucionar os planos da estatal.
"Só digo que, confirmando a descoberta e a produtividade dessa área, aumenta muito o potencial petrolífero da Bacia de Santos. É o grande potencial do Brasil hoje", disse. Há uma semana, a Petrobras comunicou ao mercado a descoberta de indícios de hidrocarbonetos no seu poço mais profundo, no bloco BM-S-10 a 6,4 mil metros de profundidade, na Bacia de Santos. O poço RJ-S-61 fica na frente de Paraty, no Rio, divisa com São Paulo. A Petrobras é a principal detentora do bloco (65%), junto com a Partex (10%) e BG (25%).
Descoberta província de petróleo
Santos deverá se transformar na principal opção ao esgotamento da Bacia de Campos. As companhias notificaram a descoberta no dia 21 de agosto à Agência Nacional do Petróleo (ANP). "Se a gente descobre gás e óleo leve nesse horizonte, toda a área em volta fica com esse potencial", acrescenta Nepomuceno.
Confirmadas as expectativas de reservas gigantes de petróleo leve em águas ultraprofundas, Santos passa a ser a principal opção da estatal ao esgotamento dos atuais campos da Bacia de Campos. Mais perto do mercado consumidor, com óleo de excelente qualidade e gás, a região possui, até então, reservas da ordem de 2,5 bilhões de barris (com o gás do campo de Mexilhão (BS-400) e o óleo leve do BS-500).
Nova fronteira
Analistas especulavam, até então, a existência de uma bacia petrolífera debaixo da Bacia de Campos. Para Nepomucemo, é mais provável que em Santos - e não em Campos - exista uma nova fronteira com tamanho potencial. Na Bacia de Santos, uma camada de sal com metros e metros de espessura separa os reservatórios de petróleo e gás das rochas e do material orgânico que geram os hidrocarbonetos. A crosta de sal, situada a cerca de seis mil metros, "prendeu" o óleo e o impediu de subir, ao contrário do que aconteceu na área da Bacia de Campos.
Na Bacia de Campos, essa crosta de sal se rompeu durante a formação de montanhas como a Serra do Mar. A abertura da camada de sal em buracos chamados de janelas permitiu a constituição de importantes campos de petróleo como Marlim, Roncador, Marlim Sul, Albacora, localizados a dois mil metros de profundidade. Na Bacia de Santos, o petróleo e o gás ficaram presos a seis mil metros, suscetíveis a elevada temperatura e pressão.
A íntegra da reportagem está publicada, diga-se, no site do Ministério do Planejamento (clique aqui).
Voltei
Pode-se argumentar que a novidade de ontem, então, foi o dimensionamento da reserva, já que se sabia da existência do petróleo leve abaixo da tal camada de sal? Mais ou menos, não é? O que a Petrobras forneceu nesta quinta foi uma estimativa. Observem que se passaram mais de dois anos entre uma notícia e outra, e não se tem uma informação essencialmente diferente. De lá para cá, foram se fazendo testes. Isso dá uma idéia do tempo de maturação do projeto. É emblemático que o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, estivesse ontem ao lado da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Movia o tempo todo a cabeça, um tanto frenético para seu estilo mais comedido. A operação estava sendo muito bem-sucedida. Era orgulho.
Para se ter uma idéia: estima-se que a operação comercial do primeiro campo na região só comece em 2011 — e, ainda assim, para testar a sua viabilidade. Tudo dando certo, a exploração pra valer só ali por 2013, 2014. Daí que Lula vá se encontrar hoje com Evo Moraes para saber como pode investir mais na Bolívia. A Petrobras explora petróleo a, no máximo, 2.700 metros. O óleo que foi encontrado está numa profundidade entre 4.500 e 7.000 metros. A própria empresa informa que o desenvolvimento de um campo, mesmo em profundidades menores, que produz 150 mil/barris dia custa US$ 1,2 bilhão. Para extrair esse óleo mais profundo, gasta-se muito mais. Quanto? Ninguém sabe. No mínimo, o triplo, dizem alguns especialistas. Vai ser preciso ir atrás de muito investimento e de tecnologia.
É claro que há, por enquanto, incertezas demais para um mercado tão animado. A CVM deveria, quando menos, avaliar se estamos diante de um caso de euforia típica. Quem conhece a área afirma que não havia a menor razão para o estardalhaço de ontem. Não porque inexista o petróleo. Mas não se sabe agora muito mais do que se sabia em 2005. Há quem fale até em 20 bilhões de barris caso se expanda a área. Acontece que o governo jogou para sair do escanteio em que estava com a chamada crise do gás — que, notem bem, está no lugar onde estava. A Petrobras também buscou limpar a sua barra, um tanto tisnada pela questão.
É claro que eu quero que tenha muito petróleo lá, à diferença do que a petralhada anda dizendo por aqui. O que não aprovo, já disse, é a empulhação, a marquetagem. De resto, não estou tirando mérito nenhum do PT — a menos que o partido tenha comprado a Petrobras. Que eu saiba, ele só aparelha a empresa. Ademais, se o petróleo “tupi” começar a jorrar timidamente só em 2011 e, para valer, só a partir de 2013, a hipótese feliz é a de que Lula já esteja bem longe do Planalto.
Por Reinaldo Azevedo
Atentai, jornalistas, para Mexilhão!
Vocês querem ver como são as coisas?
Em setembro de 2003, a Petrobras anunciou a descoberta de um campo gigantesco de gás em Santos: Mexilhão. Era a nossa redenção. Estamos no fim de 2007. Até agora, não se tirou de Mexilhão gás para produzir um pum. Querem um bom divertimento? Façam uma pesquisa na Internet sobre o palavrório a respeito. Se gogó movesse turbina, o Brasil seria esmo uma potência mundial.
No dia 13 de junho de 2005, informava o jornal Valor Econômico:
“Na reunião com a Fiesp, Dilma [Rousseff] também informou que a Petrobras deverá focar seu objetivo na antecipação de 2009 para 2007 da produção de gás do campo de Mexilhão, na Bacia de Santos, disponibilizando 12 milhões de metros cúbicos diários do insumo; e de outros 10 milhões de metros cúbicos por dia da Bacia do Espírito Santo também em 2007, segundo informação do presidente da Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, que participou da reunião.”
Viram só? Aconteceu? Não! Os investidores reclamavam e continuam reclamando da falta de clareza dos marcos regulatórios.
Uma fonte da empresa, na mesma reportagem, era menos otimista do que a ministra: "'A previsão para Mexilhão entrar em operação é junho de 2008 e esse será o projeto mais rápido a entrar em operação na história da Petrobras. Não é possível antecipar Mexilhão para 2007, porque vamos precisar de uma unidade de processamento de gás natural com capacidade para processar 12 a 15 milhões de metros cúbicos por dia, da plataforma e precisamos fazer os contratos. Tudo isso toma tempo', explicou a fonte da estatal."
Entendo...
Em 26 de julho de 2006, 13 meses depois da fala da Dilma, noticiava a Folha On Line: “O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, anunciou a aprovação do estudo de viabilidade técnico-econômica do pólo de gás de Mexilhão, um dos cinco complexos de produção a serem implantados na Bacia de Santos”. Epa! A reserva foi descoberta em 2003; em 2005, a ministra anunciou gás para 2007, mas o estudo sobre a viabilidade só ficou pronto em junho de 2006? Ah, claro, no mesmo texto, informava o presidente da Petrobras: “O projeto do pólo de Mexilhão, orçado em US$ 2 bilhões (R$ 4,3 bilhões), prevê a produção diária de 8 a 9 milhões de metros cúbicos de gás no primeiro semestre de 2009. Já sua capacidade máxima deve ser atingida em 2011, quando serão produzidos até 15 milhões de metros cúbicos de gás”
Vocês leram direito. Um campo descoberto em 2003, anunciado também com aquela paixão inaugural do lulismo, só vai produzir plenamente, se produzir, oito anos depois — em 2011. Um especialista da área me conta que Mexilhão está atrasado.
Se é assim com um campo de gás, imaginem como será com o petróleo, dadas as dificuldades lembradas pela própria Petrobras e a necessidade de criação de uma tecnologia específica. O caso de Mexilhão é exemplar. Tudo tivesse se dado conforme o anúncio oficial, o país não estaria hoje rezando para não faltar chuva — já que a crise do gás é, de fato, uma crise do setor elétrico.
Como diria Mão Santa, “atentai, jornalistas, para Mexilhão”.
Os pauteiros podem fingir que nada disso existe, claro. Podem fingir que o que os seus próprios veículos escreveram jamais foi escrito.
Por Reinaldo Azevedo
Vocês querem ver como são as coisas?
Em setembro de 2003, a Petrobras anunciou a descoberta de um campo gigantesco de gás em Santos: Mexilhão. Era a nossa redenção. Estamos no fim de 2007. Até agora, não se tirou de Mexilhão gás para produzir um pum. Querem um bom divertimento? Façam uma pesquisa na Internet sobre o palavrório a respeito. Se gogó movesse turbina, o Brasil seria esmo uma potência mundial.
No dia 13 de junho de 2005, informava o jornal Valor Econômico:
“Na reunião com a Fiesp, Dilma [Rousseff] também informou que a Petrobras deverá focar seu objetivo na antecipação de 2009 para 2007 da produção de gás do campo de Mexilhão, na Bacia de Santos, disponibilizando 12 milhões de metros cúbicos diários do insumo; e de outros 10 milhões de metros cúbicos por dia da Bacia do Espírito Santo também em 2007, segundo informação do presidente da Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, que participou da reunião.”
Viram só? Aconteceu? Não! Os investidores reclamavam e continuam reclamando da falta de clareza dos marcos regulatórios.
Uma fonte da empresa, na mesma reportagem, era menos otimista do que a ministra: "'A previsão para Mexilhão entrar em operação é junho de 2008 e esse será o projeto mais rápido a entrar em operação na história da Petrobras. Não é possível antecipar Mexilhão para 2007, porque vamos precisar de uma unidade de processamento de gás natural com capacidade para processar 12 a 15 milhões de metros cúbicos por dia, da plataforma e precisamos fazer os contratos. Tudo isso toma tempo', explicou a fonte da estatal."
Entendo...
Em 26 de julho de 2006, 13 meses depois da fala da Dilma, noticiava a Folha On Line: “O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, anunciou a aprovação do estudo de viabilidade técnico-econômica do pólo de gás de Mexilhão, um dos cinco complexos de produção a serem implantados na Bacia de Santos”. Epa! A reserva foi descoberta em 2003; em 2005, a ministra anunciou gás para 2007, mas o estudo sobre a viabilidade só ficou pronto em junho de 2006? Ah, claro, no mesmo texto, informava o presidente da Petrobras: “O projeto do pólo de Mexilhão, orçado em US$ 2 bilhões (R$ 4,3 bilhões), prevê a produção diária de 8 a 9 milhões de metros cúbicos de gás no primeiro semestre de 2009. Já sua capacidade máxima deve ser atingida em 2011, quando serão produzidos até 15 milhões de metros cúbicos de gás”
Vocês leram direito. Um campo descoberto em 2003, anunciado também com aquela paixão inaugural do lulismo, só vai produzir plenamente, se produzir, oito anos depois — em 2011. Um especialista da área me conta que Mexilhão está atrasado.
Se é assim com um campo de gás, imaginem como será com o petróleo, dadas as dificuldades lembradas pela própria Petrobras e a necessidade de criação de uma tecnologia específica. O caso de Mexilhão é exemplar. Tudo tivesse se dado conforme o anúncio oficial, o país não estaria hoje rezando para não faltar chuva — já que a crise do gás é, de fato, uma crise do setor elétrico.
Como diria Mão Santa, “atentai, jornalistas, para Mexilhão”.
Os pauteiros podem fingir que nada disso existe, claro. Podem fingir que o que os seus próprios veículos escreveram jamais foi escrito.
Por Reinaldo Azevedo
Lula na Opep
Já que o projeto da (re)reeleição parece ter ido para o vinagre, Lula poderia disputar a presidência da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).
Por Reinaldo Azevedo
Já que o projeto da (re)reeleição parece ter ido para o vinagre, Lula poderia disputar a presidência da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).
Por Reinaldo Azevedo
A reserva de petróleo pode ser grande; mas o governo é pequeno
O futuro é promissor? Parece. O problema é o presente. O que pode diminuir bem as chances no futuro.
A exclusão dos 41 lotes vizinhos à reserva Tupi do leilão da ANP é uma estupidez do nacionalismo, uma jequice, coisa de gente bocó. Isso na hipótese benevolente. Na outra — e, afinal, eles são quem são —, trata-se mesmo de um esforço para criar dificuldades. E quem cria dificuldades se torna logo mercados de facilidades.
O governo Lula age de forma deliberada para reestatizar o setor petroquímico brasileiro. É o nosso lado Hugo Chávez; é o nosso lado Evo Morales. “Nosso”, não. Deles! Editorial da Folha elogia hoje a medida, considerada prudente. Santo Deus!
Prudente por quê? O capital, por acaso, representa algum risco? Traz consigo algum pecado? Do que o Brasil tem medo? Será que as empresas estrangeiras queriam lucrar? Ah, espero que sim. Desde que pagassem o devido ao Brasil, segundo regras, vejam vocês, criadas pelo... governo brasileiro!!!
As nossas reservas de petróleo talvez sejam grandes — reitero que não se sabe hoje mais do que se sabia há dois anos —, mas o nosso governo é pequeno. Alguns bocós estão mandando ofensas pra cá: “Não se rompeu contrato nenhum”. Eu sei. Mas regras foram jogadas no lixo, e isso nunca é positivo. A pergunta é óbvia: quais as garantias de que outras serão respeitadas? Empresas que se preparavam para o leilão fizeram investimentos. De alguns milhões de dólares. E como se o governo dissesse: “Que se danem!”
Mas anotem aí: também esse “modelo”, a exemplo das estradas federais entregues à concessão privada, será saudado como muito mais cuidadoso e responsável. Não adianta: setores influentes até da mídia brasileira — constituída, afinal, de empresas capitalistas — acham o capitalismo uma coisa muito feia. Eles o opõem a um certo “interesse nacional”, uma abstração cuja melhor representação, acredito, é um desdentado ufanista, carregando a bandeirola do Brasil em datas cívicas.
Por Reinaldo Azevedo
O futuro é promissor? Parece. O problema é o presente. O que pode diminuir bem as chances no futuro.
A exclusão dos 41 lotes vizinhos à reserva Tupi do leilão da ANP é uma estupidez do nacionalismo, uma jequice, coisa de gente bocó. Isso na hipótese benevolente. Na outra — e, afinal, eles são quem são —, trata-se mesmo de um esforço para criar dificuldades. E quem cria dificuldades se torna logo mercados de facilidades.
O governo Lula age de forma deliberada para reestatizar o setor petroquímico brasileiro. É o nosso lado Hugo Chávez; é o nosso lado Evo Morales. “Nosso”, não. Deles! Editorial da Folha elogia hoje a medida, considerada prudente. Santo Deus!
Prudente por quê? O capital, por acaso, representa algum risco? Traz consigo algum pecado? Do que o Brasil tem medo? Será que as empresas estrangeiras queriam lucrar? Ah, espero que sim. Desde que pagassem o devido ao Brasil, segundo regras, vejam vocês, criadas pelo... governo brasileiro!!!
As nossas reservas de petróleo talvez sejam grandes — reitero que não se sabe hoje mais do que se sabia há dois anos —, mas o nosso governo é pequeno. Alguns bocós estão mandando ofensas pra cá: “Não se rompeu contrato nenhum”. Eu sei. Mas regras foram jogadas no lixo, e isso nunca é positivo. A pergunta é óbvia: quais as garantias de que outras serão respeitadas? Empresas que se preparavam para o leilão fizeram investimentos. De alguns milhões de dólares. E como se o governo dissesse: “Que se danem!”
Mas anotem aí: também esse “modelo”, a exemplo das estradas federais entregues à concessão privada, será saudado como muito mais cuidadoso e responsável. Não adianta: setores influentes até da mídia brasileira — constituída, afinal, de empresas capitalistas — acham o capitalismo uma coisa muito feia. Eles o opõem a um certo “interesse nacional”, uma abstração cuja melhor representação, acredito, é um desdentado ufanista, carregando a bandeirola do Brasil em datas cívicas.
Por Reinaldo Azevedo
As exclusões do leilão: a tramóia "estato-petista"
Leia no Estadão On Line. Volto depois:
A retirada de blocos da 9ª Rodada de Licitação da ANP deve afastar grandes empresas estrangeiras da disputa. "As empresas estão desapontadas com a mudança às vésperas do leilão", diz o advogado Luiz Antônio Lemos, do escritório Tozzini Freire Advogados, que representa cinco companhias estrangeiras no leilão. Segundo ele, executivos de grupos estrangeiros estão se reunindo desde quinta-feira, quando foi feito o anúncio oficial, para avaliar se permanecem na disputa. Até porque, destacou, os blocos retirados eram considerados os melhores, chamados informalmente no mercado como "golden blocks".
"O potencial dessas reservas já era de conhecimento de todo o mercado. As grandes empresas estrangeiras vinham para cá exatamente interessadas nelas. A população podia não saber, mas, o mercado já sabia", afirmou. Lemos observou que a dúvida agora é saber que mudanças o governo ainda irá anunciar nas regras do leilão. Um dos pontos que causou desconforto aos investidores estrangeiros é o fato de a retirada dos blocos ter sido anunciada na sede da Petrobras.
"Essa é uma questão de governo. Ficou parecendo que existe interesse em proteger a empresa", avaliou. Para o advogado, com a retirada dos blocos mais importantes, a rodada agora será palco para empresas de médio porte. As grandes, que antes estavam muito interessadas em participar, não devem ter tanta vontade.
Regras claras
Nesta sexta, representantes de sete companhias - a espanhola Repsol, as britânicas British Petroleum e British Gas, a canadense EnCana, a norueguesa Statoil, a americana Devon e a brasileira Queiroz Galvão - reuniram-se no Instituo Brasileiro de Petróleo (IBP) para falar sobre o temor do setor de que novas regras alterem o atual modelo de concessão de áreas e prejudique a "transparência" do marco regulatório vigente.
Apesar disso, nenhuma delas se dispôs a propor medida judicial contra a realização do leilão deste mês sob as novas bases de oferta.
O presidente do IPB, João Carlos De Lucca, também presidente da Repsol no Brasil, preferiu adotar um tom cauteloso ao comentar a decisão do governo. "Compartilhamos da alegria das descobertas, não discutimos a decisão soberana do governo, mas queremos que esta revisão do modelo da lei do petróleo que o governo pretende fazer, e que já se mostrou na atitude da retirada dos blocos, não prejudique o andamento dos investimentos no País e também não altere o quadro de sucesso implantado pela Lei 9478", disse.
Para ele, a resolução do CNPE traz impacto na credibilidade e na previsibilidade do processo de concessão de áreas exploratórias no país. "A suspensão da 8ª rodada da ANP no ano passado já havia causado uma descontinuidade incômoda, e o setor precisa de regras claras para preparar os investimentos, que são altos e de longo prazo", disse De Lucca.
As empresas querem que o governo defina rapidamente as novas regras para os blocos localizados na chamada camada pré-sal. "Sejam quais forem as mudanças pretendidas, elas têm que vir rapidamente para dar segurança ao investidor", disse o presidente da Devon no Brasil, Murilo Marroquim, afirmando que a demora na definição pode comprometer futuros leilões. Ele lembrou que as empresas investiram milhões de dólares para se prepararem para participar da rodada e este investimento "foi pelo ralo". Segundo fontes do mercado, cada companhia gastou em média algo em torno de US$ 3 milhões a até US$ 5 milhões na preparação.
Outra crítica das empresas privadas é que o "timing" da divulgação foi completamente equivocado. "A própria ANP já vinha divulgando o potencial dessas suas reservas e já se falava desta camada pré-sal há mais de um ano. Por que então deixar que as empresas investissem, para depois retirar os blocos a apenas duas semanas do leilão?", indagou Júlio Moreira, da EnCana.
O setor também teme qual será o novo modelo concebido para a exploração do petróleo nessa região. "Existe o modelo de concessão da área, que é o que o Brasil adotou com sucesso, seguindo também o que vem sendo feito no Golfo Americano. Há o sistema de produção compartilhada, como na África, ou ainda o sistema de prestação de serviços por cada uma das operadoras, como é o caso do México, por exemplo. Mas aceitar este sistema será decisão de cada empresa", comentou Jorge Camargo, presidente da StatoilHydro no Brasil.
Voltei
É evidente que o governo tratou o capital privado como adversário nessa questão. Fez uma alteração de regra no meio do jogo. A rigor, é o que está tentando fazer com o setor elétrico desde 2003. Resultado: risco de apagão. Segundo o governador de Minas, Aécio Neves, Lula já havia comentado com ele na quarta-feira que alguns lotes seriam retirados do leilão. Mais uma evidência de que o governo planejou e executou uma peça publicitária que acabou extremamente bem-sucedida.
Empresas que exploram petróleo não vivem do improviso. Entre a descoberta de uma reserva e a sua exploração, há um tempo médio de oito a dez anos. Como já está evidente, as reservas não eram novidade para ninguém. Requentou-se uma notícia com dois propósitos óbvios: 1) minimizar a barbeiragem do governo no caso do gás; 2) suspender os leilões, dando força à ala estatista do governo e do PT.
Petróleo bom é aquele que consegue ser refinado. Foi a maior marquetagem dos cinco anos do governo Lula.
Por Reinaldo Azevedo
Leia no Estadão On Line. Volto depois:
A retirada de blocos da 9ª Rodada de Licitação da ANP deve afastar grandes empresas estrangeiras da disputa. "As empresas estão desapontadas com a mudança às vésperas do leilão", diz o advogado Luiz Antônio Lemos, do escritório Tozzini Freire Advogados, que representa cinco companhias estrangeiras no leilão. Segundo ele, executivos de grupos estrangeiros estão se reunindo desde quinta-feira, quando foi feito o anúncio oficial, para avaliar se permanecem na disputa. Até porque, destacou, os blocos retirados eram considerados os melhores, chamados informalmente no mercado como "golden blocks".
"O potencial dessas reservas já era de conhecimento de todo o mercado. As grandes empresas estrangeiras vinham para cá exatamente interessadas nelas. A população podia não saber, mas, o mercado já sabia", afirmou. Lemos observou que a dúvida agora é saber que mudanças o governo ainda irá anunciar nas regras do leilão. Um dos pontos que causou desconforto aos investidores estrangeiros é o fato de a retirada dos blocos ter sido anunciada na sede da Petrobras.
"Essa é uma questão de governo. Ficou parecendo que existe interesse em proteger a empresa", avaliou. Para o advogado, com a retirada dos blocos mais importantes, a rodada agora será palco para empresas de médio porte. As grandes, que antes estavam muito interessadas em participar, não devem ter tanta vontade.
Regras claras
Nesta sexta, representantes de sete companhias - a espanhola Repsol, as britânicas British Petroleum e British Gas, a canadense EnCana, a norueguesa Statoil, a americana Devon e a brasileira Queiroz Galvão - reuniram-se no Instituo Brasileiro de Petróleo (IBP) para falar sobre o temor do setor de que novas regras alterem o atual modelo de concessão de áreas e prejudique a "transparência" do marco regulatório vigente.
Apesar disso, nenhuma delas se dispôs a propor medida judicial contra a realização do leilão deste mês sob as novas bases de oferta.
O presidente do IPB, João Carlos De Lucca, também presidente da Repsol no Brasil, preferiu adotar um tom cauteloso ao comentar a decisão do governo. "Compartilhamos da alegria das descobertas, não discutimos a decisão soberana do governo, mas queremos que esta revisão do modelo da lei do petróleo que o governo pretende fazer, e que já se mostrou na atitude da retirada dos blocos, não prejudique o andamento dos investimentos no País e também não altere o quadro de sucesso implantado pela Lei 9478", disse.
Para ele, a resolução do CNPE traz impacto na credibilidade e na previsibilidade do processo de concessão de áreas exploratórias no país. "A suspensão da 8ª rodada da ANP no ano passado já havia causado uma descontinuidade incômoda, e o setor precisa de regras claras para preparar os investimentos, que são altos e de longo prazo", disse De Lucca.
As empresas querem que o governo defina rapidamente as novas regras para os blocos localizados na chamada camada pré-sal. "Sejam quais forem as mudanças pretendidas, elas têm que vir rapidamente para dar segurança ao investidor", disse o presidente da Devon no Brasil, Murilo Marroquim, afirmando que a demora na definição pode comprometer futuros leilões. Ele lembrou que as empresas investiram milhões de dólares para se prepararem para participar da rodada e este investimento "foi pelo ralo". Segundo fontes do mercado, cada companhia gastou em média algo em torno de US$ 3 milhões a até US$ 5 milhões na preparação.
Outra crítica das empresas privadas é que o "timing" da divulgação foi completamente equivocado. "A própria ANP já vinha divulgando o potencial dessas suas reservas e já se falava desta camada pré-sal há mais de um ano. Por que então deixar que as empresas investissem, para depois retirar os blocos a apenas duas semanas do leilão?", indagou Júlio Moreira, da EnCana.
O setor também teme qual será o novo modelo concebido para a exploração do petróleo nessa região. "Existe o modelo de concessão da área, que é o que o Brasil adotou com sucesso, seguindo também o que vem sendo feito no Golfo Americano. Há o sistema de produção compartilhada, como na África, ou ainda o sistema de prestação de serviços por cada uma das operadoras, como é o caso do México, por exemplo. Mas aceitar este sistema será decisão de cada empresa", comentou Jorge Camargo, presidente da StatoilHydro no Brasil.
Voltei
É evidente que o governo tratou o capital privado como adversário nessa questão. Fez uma alteração de regra no meio do jogo. A rigor, é o que está tentando fazer com o setor elétrico desde 2003. Resultado: risco de apagão. Segundo o governador de Minas, Aécio Neves, Lula já havia comentado com ele na quarta-feira que alguns lotes seriam retirados do leilão. Mais uma evidência de que o governo planejou e executou uma peça publicitária que acabou extremamente bem-sucedida.
Empresas que exploram petróleo não vivem do improviso. Entre a descoberta de uma reserva e a sua exploração, há um tempo médio de oito a dez anos. Como já está evidente, as reservas não eram novidade para ninguém. Requentou-se uma notícia com dois propósitos óbvios: 1) minimizar a barbeiragem do governo no caso do gás; 2) suspender os leilões, dando força à ala estatista do governo e do PT.
Petróleo bom é aquele que consegue ser refinado. Foi a maior marquetagem dos cinco anos do governo Lula.
Por Reinaldo Azevedo
Brasil quer ser membro da Opep, diz Lula no Chile
BBC Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado que o Brasil quer entrar na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), diante da descoberta das novas reservas de petróleo e gás anunciadas pelo governo esta semana.
LULA QUER "ACORDOS DEFINITIVOS" COM A BOLÍVIA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (na foto, cumprimentando Evo Morales neste sábado), afirmou em Santiago (Chile) que espera que os acordos sobre a participação brasileira na exploração de gás e petróleo na Bolívia que serão assinados em sua visita a La Paz em 12 de dezembro sejam algo de caráter definitivo.
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CVM INVESTIGA COMPRA DE AÇÃO
BOLÍVIA DESCUMPRE ACORDOS
TUPI: NOVO MODELO DE EXPLORAÇÃO
Lula ainda disse que quando o Brasil estiver na Opep, o país vai trabalhar para reduzir o preço do petróleo, hoje perto dos US$ 100 o barril.
"Logo, logo o Brasil vai participar da Opep. E obviamente que se o Brasil participar da Opep nós vamos brigar para que baixe um pouco o preço do petróleo, porque é uma das contribuições que os países ricos em petróleo podem dar", afirmou o presidente a jornalistas, pouco antes de embarcar de volta para o Brasil depois de ter participado na quinta e sexta-feira da cúpula ibero-americana de chefes de Estado e de governo, em Santiago, no Chile.
"Eu acho que a Opep deveria reduzir o preço do petróleo. Mas o Brasil ainda é um país que produz apenas para o seu uso", afirmou.
Lula lembrou que a entrada na Opep só pode se concretizar quando o país começar a explorar as reservas gigantescas de óleo e gás no campo de Tupi, na Bacia de Santos, e tiver um excedente de exportação.
A situação atual é de equilíbrio, reforçou o presidente. "Obviamente que temos intenção de participar de um fórum desses, em que a gente pode decidir políticas para o mundo todo", afirmou. "O Brasil precisa se preparar neste mundo globalizado para ter incidência nas decisões."
ESPANHOL BATE BOCA COM CHÁVEZ
Rei Juan Carlos da Espanha perguntou hoje ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, "por que não se cala?", no plenário da 17ª Cúpula Ibero-americana de chefes de Estado e de Governo, diante das desqualificações feitas pelo líder venezuelano contra o ex-presidente do Governo espanhol José María Aznar.
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Sobre a redução do preço, o presidente disse que é preciso que o petróleo "tenha um preço justo".
"É claro que os países ricos, pagando uma ninharia, não contribuem nem para que os países produtores sobrevivam. Os países que têm petróleo têm que ser ressarcidos com o preço. Mas também não podem sufocar a economia dos países que precisam importar", afirmou.
O presidente disse que a descoberta dos novos campos, que ampliam em cerca de 60% as reservas atuais do Brasil são "uma dádiva de Deus".
"É o coroamento de um país que durante tanto tempo esteve a ponto de desabrochar e às vezes murchava. Nós agora estamos vivendo um momento bom na economia e esta descoberta de uma reserva excepcional de um petróleo de qualidade e de muito gás, coloca o Brasil numa situação privilegiada", afirmou.
O presidente disse que foi tratado com deferência na reunião de cúpula em Santiago, e chamado de brincadeira de "xeque do petróleo".
Em discurso na sessão plenária na sexta-feira, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chamou Lula de "magnata petroleiro" e propôs a criação de uma empresa conjunta, que ele chamou de Petroamazônia, para vender petróleo mais barato para os países da região.
"Eu disse ao Chávez que antes de eu tirar um litro de petróleo, ele já tinha socializado o meu petróleo. Eu falei: deixa eu tirar um litro de petróleo pelo menos", contou Lula aos jornalistas.
O presidente disse que a descoberta não vai alterar "nem um milímetro" a política brasileira de biocombustíveis, desenvolvida como alternativa ao elevado preço do petróleo e também para reduzir a poluição provocada pelos combustíveis fósseis.
Lula ainda reiterou que a Amazônia não será utilizada para a produção dos biocombustíveis.
"Quando criamos a política do biodisel é porque entendemos que é uma alternativa para os países latino-americanos, para os países asiáticos e africanos".
BBC Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado que o Brasil quer entrar na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), diante da descoberta das novas reservas de petróleo e gás anunciadas pelo governo esta semana.
LULA QUER "ACORDOS DEFINITIVOS" COM A BOLÍVIA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (na foto, cumprimentando Evo Morales neste sábado), afirmou em Santiago (Chile) que espera que os acordos sobre a participação brasileira na exploração de gás e petróleo na Bolívia que serão assinados em sua visita a La Paz em 12 de dezembro sejam algo de caráter definitivo.
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Lula ainda disse que quando o Brasil estiver na Opep, o país vai trabalhar para reduzir o preço do petróleo, hoje perto dos US$ 100 o barril.
"Logo, logo o Brasil vai participar da Opep. E obviamente que se o Brasil participar da Opep nós vamos brigar para que baixe um pouco o preço do petróleo, porque é uma das contribuições que os países ricos em petróleo podem dar", afirmou o presidente a jornalistas, pouco antes de embarcar de volta para o Brasil depois de ter participado na quinta e sexta-feira da cúpula ibero-americana de chefes de Estado e de governo, em Santiago, no Chile.
"Eu acho que a Opep deveria reduzir o preço do petróleo. Mas o Brasil ainda é um país que produz apenas para o seu uso", afirmou.
Lula lembrou que a entrada na Opep só pode se concretizar quando o país começar a explorar as reservas gigantescas de óleo e gás no campo de Tupi, na Bacia de Santos, e tiver um excedente de exportação.
A situação atual é de equilíbrio, reforçou o presidente. "Obviamente que temos intenção de participar de um fórum desses, em que a gente pode decidir políticas para o mundo todo", afirmou. "O Brasil precisa se preparar neste mundo globalizado para ter incidência nas decisões."
ESPANHOL BATE BOCA COM CHÁVEZ
Rei Juan Carlos da Espanha perguntou hoje ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, "por que não se cala?", no plenário da 17ª Cúpula Ibero-americana de chefes de Estado e de Governo, diante das desqualificações feitas pelo líder venezuelano contra o ex-presidente do Governo espanhol José María Aznar.
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Sobre a redução do preço, o presidente disse que é preciso que o petróleo "tenha um preço justo".
"É claro que os países ricos, pagando uma ninharia, não contribuem nem para que os países produtores sobrevivam. Os países que têm petróleo têm que ser ressarcidos com o preço. Mas também não podem sufocar a economia dos países que precisam importar", afirmou.
O presidente disse que a descoberta dos novos campos, que ampliam em cerca de 60% as reservas atuais do Brasil são "uma dádiva de Deus".
"É o coroamento de um país que durante tanto tempo esteve a ponto de desabrochar e às vezes murchava. Nós agora estamos vivendo um momento bom na economia e esta descoberta de uma reserva excepcional de um petróleo de qualidade e de muito gás, coloca o Brasil numa situação privilegiada", afirmou.
O presidente disse que foi tratado com deferência na reunião de cúpula em Santiago, e chamado de brincadeira de "xeque do petróleo".
Em discurso na sessão plenária na sexta-feira, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chamou Lula de "magnata petroleiro" e propôs a criação de uma empresa conjunta, que ele chamou de Petroamazônia, para vender petróleo mais barato para os países da região.
"Eu disse ao Chávez que antes de eu tirar um litro de petróleo, ele já tinha socializado o meu petróleo. Eu falei: deixa eu tirar um litro de petróleo pelo menos", contou Lula aos jornalistas.
O presidente disse que a descoberta não vai alterar "nem um milímetro" a política brasileira de biocombustíveis, desenvolvida como alternativa ao elevado preço do petróleo e também para reduzir a poluição provocada pelos combustíveis fósseis.
Lula ainda reiterou que a Amazônia não será utilizada para a produção dos biocombustíveis.
"Quando criamos a política do biodisel é porque entendemos que é uma alternativa para os países latino-americanos, para os países asiáticos e africanos".
Falando em OPEP. Lullão diz nas folhas que vai entrar na opep e fazer o preço do petróleo cair.
como ninguém é (mas deveria ser) obrigado a saber História, o tio conta: dessa vez, ele teria muito pouco a fazer. ao contrário dos outros dois choques importantes de petroleo, em 1973-74 e 1981-82, que eram choques de oferta, com a opep "taxando" o mundo, inflando os preços artificialmente e dirigindo o mundo para uma recessão geral, hoje o preço está alto porque a economia mundial CRESCE. se não me engano, é a primeira vez que todos os países desenvolvidos crescem juntos.
o preço está alto porque a demanda está alta. microeconomis 101. a repicada pra 100 dólares tem uma precificação do efeito turquia, que pode invadir o iraque pra matar uns curdos, e uma escalada no conflito com o irã que só não deu merda porque o bush já está meio "lame duck", em fim de mandato. mas é, essencialmente, demanda.
Lullão nos orgulah com seus conhecimentos, a cada vez que abre sua bocarra.
como ninguém é (mas deveria ser) obrigado a saber História, o tio conta: dessa vez, ele teria muito pouco a fazer. ao contrário dos outros dois choques importantes de petroleo, em 1973-74 e 1981-82, que eram choques de oferta, com a opep "taxando" o mundo, inflando os preços artificialmente e dirigindo o mundo para uma recessão geral, hoje o preço está alto porque a economia mundial CRESCE. se não me engano, é a primeira vez que todos os países desenvolvidos crescem juntos.
o preço está alto porque a demanda está alta. microeconomis 101. a repicada pra 100 dólares tem uma precificação do efeito turquia, que pode invadir o iraque pra matar uns curdos, e uma escalada no conflito com o irã que só não deu merda porque o bush já está meio "lame duck", em fim de mandato. mas é, essencialmente, demanda.
Lullão nos orgulah com seus conhecimentos, a cada vez que abre sua bocarra.
A Petrobras e a especulação
Acabo de entrar no site da Bovespa: Petrobras ON: queda de 5,08%; Petrobras PN: queda de 4,88%. Certo. As Bolsas não vão bem no mundo inteiro, refletindo as preocupações com a economia americana etc e tal. Olhem aqui: há um cheiro de pistolagem da grossa no ar. Os pterodáctilos dirão: “Isso é capitalismo”. Não é, não. Isso deveria ser capítulo do Código Penal.
Quem se alavancou em ações da Petrobras nos dias ou horas que antecederam a mega-operação de marketing da reserva de Tupi encheu o bolso de dinheiro — de muito dinheiro. Não se anuncia a redenção energética do Brasil num dia, fazendo disparar as ações, para, no dia seguinte, noticiar o que já se sabia: a queda de 22% no lucro da Petrobras.
Nem uma coisa nem outra eram segredos guardados a sete chaves, como resta evidente. Quem comprou antes do anúncio da tal mega-reserva (notícia velha) vende agora — “realiza lucros”, diz-se candidamente. Quem entrou na onda do otimismo toma um nabo. Só que há uma diferença entre os primeiros e os segundos. Aqueles são profissionais da Bolsa; estes outros são amadores. Tenho a certeza absoluta de que são os pequenos investidores que restaram pendurados com a brocha na mão.
E se a Petrobras tivesse invertido a ordem de divulgação dos fatos? Resultado ruim? A Bolsa teria caído. Mega-reserva de petróleo? Ela teria subido. E os investidores teriam tomado prejuízo ou lucrado segundo a lógica do mercado. Assim como se fez, ganhou a especulação, e tomaram na cabeça os que agiram de boa-fé.
Por Reinaldo Azevedo
Acabo de entrar no site da Bovespa: Petrobras ON: queda de 5,08%; Petrobras PN: queda de 4,88%. Certo. As Bolsas não vão bem no mundo inteiro, refletindo as preocupações com a economia americana etc e tal. Olhem aqui: há um cheiro de pistolagem da grossa no ar. Os pterodáctilos dirão: “Isso é capitalismo”. Não é, não. Isso deveria ser capítulo do Código Penal.
Quem se alavancou em ações da Petrobras nos dias ou horas que antecederam a mega-operação de marketing da reserva de Tupi encheu o bolso de dinheiro — de muito dinheiro. Não se anuncia a redenção energética do Brasil num dia, fazendo disparar as ações, para, no dia seguinte, noticiar o que já se sabia: a queda de 22% no lucro da Petrobras.
Nem uma coisa nem outra eram segredos guardados a sete chaves, como resta evidente. Quem comprou antes do anúncio da tal mega-reserva (notícia velha) vende agora — “realiza lucros”, diz-se candidamente. Quem entrou na onda do otimismo toma um nabo. Só que há uma diferença entre os primeiros e os segundos. Aqueles são profissionais da Bolsa; estes outros são amadores. Tenho a certeza absoluta de que são os pequenos investidores que restaram pendurados com a brocha na mão.
E se a Petrobras tivesse invertido a ordem de divulgação dos fatos? Resultado ruim? A Bolsa teria caído. Mega-reserva de petróleo? Ela teria subido. E os investidores teriam tomado prejuízo ou lucrado segundo a lógica do mercado. Assim como se fez, ganhou a especulação, e tomaram na cabeça os que agiram de boa-fé.
Por Reinaldo Azevedo
só pra ficar "conceitualmente claro": a bolsa não cai de repente somente porque um resultado é ruim: ela cai abruptamente se o resultado for diferente do consenso do mercado, que se materializa no consenso dos analistas institucionais.
E nenhum relatório importante trazia expectativas tão baixas de resultado. E junte-se que, no Brasil o insider buying não precisa necessariamente ser relevado - sempre podemos usar um laranjinha, cerrrrto? - já viu...
E nenhum relatório importante trazia expectativas tão baixas de resultado. E junte-se que, no Brasil o insider buying não precisa necessariamente ser relevado - sempre podemos usar um laranjinha, cerrrrto? - já viu...
A notícia da confirmação da descoberta, em outubro de 2006:
A Petrobras confirmou hoje, em nota à imprensa, a existência de petróleo leve em uma área na Bacia de Santos, localizada abaixo da camada de sal, de dois mil metros de espessura. A descoberta já havia sido anunciada pela companhia em julho último, mas agora ficou constatada, a partir dos resultados de um teste em um poço pioneiro, que o óleo é de boa qualidade, e existe em quantidade significativa.
(texto completo em http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2006/10/04/materia.2006-10-04.2341298686/view)
A Petrobras confirmou hoje, em nota à imprensa, a existência de petróleo leve em uma área na Bacia de Santos, localizada abaixo da camada de sal, de dois mil metros de espessura. A descoberta já havia sido anunciada pela companhia em julho último, mas agora ficou constatada, a partir dos resultados de um teste em um poço pioneiro, que o óleo é de boa qualidade, e existe em quantidade significativa.
(texto completo em http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2006/10/04/materia.2006-10-04.2341298686/view)
Petróleo de Tupi leva Nelson Jobim ao delírio
Por Daniella Clark, no Portal G1. Volto depois:
Ao participar da abertura da IV Conferência do Forte de Copacabana, no Rio, que tem como tema a segurança internacional, o ministro da Defesa Nelson Jobim afirmou que, com a descoberta do megacampo de petróleo e gás na Bacia de Santos, o Brasil deve reforçar sua capacidade de proteção, até mesmo de atos terroristas. "A partir do momento que se tem uma riqueza como essa, temos que ter como protegê-la. Até mesmo do terrorismo", afirmou Jobim. Para o ministro, um dos caminhos seria o país ter domínio do enriquecimento de urânio para que seja usado em submarinos nucleares: "Estrategicamente, um navio é importantíssimo, mas é facilmente identificado".
O encontro contou com a presença do ministro da Defesa de Portugal, Nuno Severiano Teixeira, que também preside o Conselho de Ministros da Defesa da União Européia. Jobim e o ministro português se encontrarão em janeiro, em Portugal, para discutir mais uma vez a parceria entre os dois países na área de segurança. "O diálogo que trocamos foi nesse sentido: discutir questões bilaterais, a posição do Brasil na região e os entendimentos com a União Européia", afirmou Teixeira. Jobim também fará ainda uma visita a países sul-americanos – Chile será o primeiro – para discutir o papel da região na segurança internacional.
"É essencial que a Europa compreenda que a região emerge com grande força e os conflitos regionais não impedem que a América do Sul tenha voz nas políticas internacionais", afirmou. A conferência, que termina nesta sexta-feira (16), é promovida pela Fundação Konrad Adenauer, pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais, pelo Centro de Estudos das Américas da Universidade Cândido Mendes e pela Cátedra Mercosul da Sciences, com apoio da Comissão da União Européia.
Reajuste de militares será discutido com Lula
Sobre o aparelhamento das Forças Armadas, Jobim afirmou que foi criada uma comissão para o desenvolvimento de um Programa Estratégico de Defesa, que será discutido com as três Forças. O Orçamento este ano passou de R$ 6 bilhões para R$ 9 bilhões e pode chegar a R$ 10 bilhões. "Nós queremos vincular essas compras ao planejamento estratégico e com a transferência de tecnologia do exterior", disse.
O reajuste nos soldos dos militares, outra reivindicação da categoria, no entanto, ainda está indefinido. O ministro terá uma reunião na próxima semana com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar do assunto. A idéia, segundo Jobim, é que o aumento seja concedido ainda este ano.
São Pedro ajuda a evitar o caos
Quanto às ações para evitar um novo caos aéreo em temporada de férias, Jobim afirmou que a malha aérea está sendo ajustada para uma demanda maior, inclusive por conta da vinda de estrangeiros para o Nordeste por exemplo. Segundo o ministro, estão sendo definidos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que investimentos serão feitos nos aeroportos. O objetivo é ampliar a capacidade física de pistas, pátios e terminais dos aeroportos.
Segundo o ministro, a melhoria da infra-estrutura nos aeroportos não será resolvida no curto prazo, mas comemorou a entrega da reforma na pista de Guarulhos com 15 dias de antecedência. No Rio, os estudos estão sendo feitos para melhorias no Galeão. "Hoje está normal o tráfego nos aeroportos. São Pedro está ajudando".
Voltei
É... Acho que é uma das maiores besteiras que ouvi em tempos recentes. Um dos nossos submarinos, aliás, chama-se Tupi). O que Jobim imagina? Que os EUA ou, sei lá, a Rússia vão botar uma bomba atômica em nossas ainda presumidas reservas de petróleo? Tá. Digamos que essa possibilidade existisse: faríamos o quê? Uma guerra atômica? Ou Jobim teme, sei lá, o terrorismo islâmico?
A seqüência da fala não poderia ser mais reveladora. Do plano mirabolante de usar a energia nuclear para proteger as reservas de petróleo à oração para São Pedro para que os aeroportos não entrem em colapso. O Brasil não tem mesmo medo do ridículo.
Por Reinaldo Azevedo
Por Daniella Clark, no Portal G1. Volto depois:
Ao participar da abertura da IV Conferência do Forte de Copacabana, no Rio, que tem como tema a segurança internacional, o ministro da Defesa Nelson Jobim afirmou que, com a descoberta do megacampo de petróleo e gás na Bacia de Santos, o Brasil deve reforçar sua capacidade de proteção, até mesmo de atos terroristas. "A partir do momento que se tem uma riqueza como essa, temos que ter como protegê-la. Até mesmo do terrorismo", afirmou Jobim. Para o ministro, um dos caminhos seria o país ter domínio do enriquecimento de urânio para que seja usado em submarinos nucleares: "Estrategicamente, um navio é importantíssimo, mas é facilmente identificado".
O encontro contou com a presença do ministro da Defesa de Portugal, Nuno Severiano Teixeira, que também preside o Conselho de Ministros da Defesa da União Européia. Jobim e o ministro português se encontrarão em janeiro, em Portugal, para discutir mais uma vez a parceria entre os dois países na área de segurança. "O diálogo que trocamos foi nesse sentido: discutir questões bilaterais, a posição do Brasil na região e os entendimentos com a União Européia", afirmou Teixeira. Jobim também fará ainda uma visita a países sul-americanos – Chile será o primeiro – para discutir o papel da região na segurança internacional.
"É essencial que a Europa compreenda que a região emerge com grande força e os conflitos regionais não impedem que a América do Sul tenha voz nas políticas internacionais", afirmou. A conferência, que termina nesta sexta-feira (16), é promovida pela Fundação Konrad Adenauer, pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais, pelo Centro de Estudos das Américas da Universidade Cândido Mendes e pela Cátedra Mercosul da Sciences, com apoio da Comissão da União Européia.
Reajuste de militares será discutido com Lula
Sobre o aparelhamento das Forças Armadas, Jobim afirmou que foi criada uma comissão para o desenvolvimento de um Programa Estratégico de Defesa, que será discutido com as três Forças. O Orçamento este ano passou de R$ 6 bilhões para R$ 9 bilhões e pode chegar a R$ 10 bilhões. "Nós queremos vincular essas compras ao planejamento estratégico e com a transferência de tecnologia do exterior", disse.
O reajuste nos soldos dos militares, outra reivindicação da categoria, no entanto, ainda está indefinido. O ministro terá uma reunião na próxima semana com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar do assunto. A idéia, segundo Jobim, é que o aumento seja concedido ainda este ano.
São Pedro ajuda a evitar o caos
Quanto às ações para evitar um novo caos aéreo em temporada de férias, Jobim afirmou que a malha aérea está sendo ajustada para uma demanda maior, inclusive por conta da vinda de estrangeiros para o Nordeste por exemplo. Segundo o ministro, estão sendo definidos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que investimentos serão feitos nos aeroportos. O objetivo é ampliar a capacidade física de pistas, pátios e terminais dos aeroportos.
Segundo o ministro, a melhoria da infra-estrutura nos aeroportos não será resolvida no curto prazo, mas comemorou a entrega da reforma na pista de Guarulhos com 15 dias de antecedência. No Rio, os estudos estão sendo feitos para melhorias no Galeão. "Hoje está normal o tráfego nos aeroportos. São Pedro está ajudando".
Voltei
É... Acho que é uma das maiores besteiras que ouvi em tempos recentes. Um dos nossos submarinos, aliás, chama-se Tupi). O que Jobim imagina? Que os EUA ou, sei lá, a Rússia vão botar uma bomba atômica em nossas ainda presumidas reservas de petróleo? Tá. Digamos que essa possibilidade existisse: faríamos o quê? Uma guerra atômica? Ou Jobim teme, sei lá, o terrorismo islâmico?
A seqüência da fala não poderia ser mais reveladora. Do plano mirabolante de usar a energia nuclear para proteger as reservas de petróleo à oração para São Pedro para que os aeroportos não entrem em colapso. O Brasil não tem mesmo medo do ridículo.
Por Reinaldo Azevedo
Mas afinal, o petróleo do mundo vai esgotar ou não? Escuto desde pequeno a história que é pra já o final do ouro negro. Se não é pra já, é pra quando?
Todo mundo sabe que a "geração" de reservas de petróleo leva muito tempo se comparado com o consumo. Vou tentar fazer uma conta rápida, mesmo que desconsidere melhoras na eficiência do consumo, possibilidade e viabilidade de extração, e coisas afins que podem afetar oferta e demanda...
Considerando o consumo mundial de petróleo em torno duns 70 milhões de barris por dia. Temos a estimativa otimista da CERA (Cambridge Energy Research Associates) em torno de 3,7 trilhões de barris para as reservas totais do mundo. Então, mantendo o atual ritmo, teríamos petróleo para mais uns 52800 dias, ou seja, 144 anos.
Todo mundo sabe que a "geração" de reservas de petróleo leva muito tempo se comparado com o consumo. Vou tentar fazer uma conta rápida, mesmo que desconsidere melhoras na eficiência do consumo, possibilidade e viabilidade de extração, e coisas afins que podem afetar oferta e demanda...
Considerando o consumo mundial de petróleo em torno duns 70 milhões de barris por dia. Temos a estimativa otimista da CERA (Cambridge Energy Research Associates) em torno de 3,7 trilhões de barris para as reservas totais do mundo. Então, mantendo o atual ritmo, teríamos petróleo para mais uns 52800 dias, ou seja, 144 anos.
A CERA é extremamente confiável. Outra fonte boa é a secretaria de Estado Americana.
O petróleo não vai acabar tão cedo. A CERA não computa em suas estimativas as produções alternativas, como nas sand oils no Canadá, e em ultra-profundidade no Mar do Norte. O lado bom do preço alto do petróleo é que torna os investimentos nessas alternativas atraentes, o que, no longo prazo, tende a diminuir a importância estratégica de áreas como o Oriente Médio.
O petróleo não vai acabar tão cedo. A CERA não computa em suas estimativas as produções alternativas, como nas sand oils no Canadá, e em ultra-profundidade no Mar do Norte. O lado bom do preço alto do petróleo é que torna os investimentos nessas alternativas atraentes, o que, no longo prazo, tende a diminuir a importância estratégica de áreas como o Oriente Médio.